Mostrando postagens com marcador talento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador talento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de março de 2018

Talento

A referência do talento é um estudo interessante, para podermos falar melhor sobre o desenvolvimento pessoal.
Na maior parte das vezes, associamos a questão do talento com as variáveis de formação nata, que já faz parte da natureza das pessoas. Dizemos, por exemplo, que fulano não tem talento para música, ou para pintura, ou para a dança, ou para uma prática esportiva qualquer… Como se fosse uma predestinação - ou se tem o tal talento, ou não se pode fazer aquilo.
Indo para a prática, percebemos que a coisa não é bem assim: é possível, sim, desenvolver algum tipo de habilidade. E, ainda, percebemos, também, que o que pensamos ser uma especificação nata, na verdade era fruto de muita determinação e preparo.
Na verdade, é isso: o talento é resultado de exercícios... de muitos exercícios! E é nessa constituição das práticas e experimentações que se configuram as habilidades e competências. O sujeito vai se desenvolver a partir de sua entrega a estes exercícios. E não são apenas exercícios escolares e acadêmicos; são realizações da vida, especificidades que se encontram pelos caminhos a provarem-nos por tarefas e missões.
O que demanda muita energia para que se resolvam estas provações.
O resultado disso tudo será um florescer e/ou refinamento das habilidades e competências de que vamos precisar pelas trilhas que escolhermos seguir. E, é claro, quanto mais sairmos conscientes desses exercícios, tanto mais teremos desenvolvido um certo talento para algum movimento.
O que nos torna talentosos, por assim dizer, é a capacidade de resistirmos à necessidade de realizarmos, cada vez melhor, os exercícios (e missões, e tarefas, e objetivos) que a vida nos impõe.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A era do talento

Já há algum tempo, estamos na era do talento, no que diz respeito à busca de variáveis para o entendimento do desenvolvimento pessoal. A era do talento é a que consagra a excelência das competências e habilidades individuais, que se redimensionam para além das médias verificadas. O sujeito é, reconhecidamente, talentoso, quando se expressa além do que é esperado e quando suas ações e atitudes repercutem em feitos que representam benefícios para si e para outros.
Bom, reconheço que, aqui, há um pouco de teoria, é verdade. Frequentemente, vemos sujeitos caracterizados de talentosos, quando, na verdade, o que está sendo dito trata-se de uma relação de conveniência para algo ou alguém (o melhor exemplo são os da fugazes celebridades, que ganham notoriedade após feitos digitais arranjados ou que interessam a alguma mídia oportunista). Mas esse modelo de "talento" não será tratado aqui.
Falemos dos verdadeiros talentos, aqueles burilados em esforços muitos e determinação alta. Esses, cujos trabalhos e posturas significam muito. É desse talento, em cuja era estamos, que nos interessa para refletir.
Na busca de caminhos para a formação pessoal, nessa era, de saída, as duas variáveis já ditas - esforços muitos e determinação alta - são essenciais. Outra questão é a de que se deve ter consciência plena daquilo que se faz bem feito.
Todos temos clareza daquilo, sobre o que sabemos fazer, que o fazemos bem. Se não, é preciso que o tenhamos. Mergulhe aí, no seu processo de auto consciência, e busque como se comporta em relação à entrega daquilo que realiza. E não se preocupe, em um primeiro momento, se a sua realização reporta-se algo profissional ou não. O mais importante é parametrizar como você se entrega àquela realização.
Se o resultado é um cansaço fenomenal, mas nada de concreto sai desse cansaço, pode estar acontecendo algo em relação ao fazer; mas se o mesmo cansaço traz-lhe a dimensão, ainda que pouco exata, de que algo grande foi feito, isso pode ser um indicador positivo. Traga tudo isso - negativo e positivo - para o âmbito das necessárias reflexões - e, certamente, você terá uma ideia do caminho a seguir, em relação a essa busca da consciência.
E este vai ser um caminho que exigirá muito esforço. É aqui que acontecem as leituras e as referências científicas que embasarão o seu crescimento. Haverá necessidade, tenha certeza, de dispender muito esforço nesse rumo. Para se ter uma ideia desse esforço, em muitos dos instantes, a tendência é pensarmos em desistir. Há uma analogia de pensamento interessante, para a compreensão desse momento, com o caminho mítico do herói. A formação é algo que exige do sujeito a mesma referência da mitologia do caminho do herói: sair de casa - receber uma missão - enfrentar obstáculos - receber mediações - conquistar objetivos - receber nova missão... e assim por diante.
A ideia de determinação alta está na mesma compreensão. Se o esforço é muito e constante, a minha determinação precisa estar em alta. O que novamente aproxima-se da referência mitológica - não há processo heroico sem determinação.
É assim que se constitui o talento. E a sobrevivência nessa era vai estar atrelada a essa constituição.


terça-feira, 1 de março de 2016

Anotações - Atitude

Estava passando os olhos em um dos cadernos dominicais do jornal Folha de S.Paulo, quando um título me chamou a atenção: "Se não houver vento, reme!" (com exclamação e tudo). Tratava-se de uma seção parecida com essa aqui do Blog, assinada pela Coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM, Adriana Gomes. O mote foi uma ação que a deixou impressionada, a partir de um e-mail recebido, de tantos que entopem nossas caixas de entradas. Aquele e-mail trazia em seu assunto uma referência que, de saída, alcançou-a pelo interesse, impressionando-a pela "prontidão, eficácia, qualidade da abordagem e senso de oportunidade" (em suas palavras - Folha de S. Paulo, Caderno Negócios e Carreiras, 28/02/2016, Pág. 3).
A conclusão do texto coincide com a recorrência de algumas reflexões já colocadas aqui: "A soma de qualidades inspiradoras só reforça a crença de que, em momentos difíceis, a diferença está na atitude...". No projeto de desenvolvimento pessoal, havemos de alcançar caminhos que nos constituam sujeitos dotados da determinação de sermos pessoas que busquem a resolução de problemas e que estejamos sempre dispostos a alcançar positividade em nossas ações. E, sobretudo, que tenhamos a segurança necessária de jamais perdermos a confiança na nossa capacidade de remar, o quanto necessário, sem a preocupação do vento.