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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Para após as eleições

Hora de análise após os resultados da eleição.
Os candidatos eleitos, ou que foram selecionados para o segundo turno, são resultados das nossas motivações de escolhas: ideológicas, partidárias, pessoais, profissionais, classistas, de amizades, midiáticas, filosóficas etc. Agora, o que não podemos perder de vista é a variável de que essa motivação de escolha precisa ser acompanhada por uma referência muito preciosa, a CONSCIÊNCIA. O voto é coisa muito séria, e nossa principal arma para a transformação das realidades em um espaço democrático.
O candidato eleito, ou que ainda está no páreo, será nosso representante geral para esse processo de transformação, por isso precisamos ampliar a ideia que temos dele para além daquelas motivações de escolha. E, sobretudo, não podemos nos esquecer em quem votamos.
Ainda que esqueçamos, entretanto, é preciso aprender a exercer o papel que nos é legado por legitimidade: o de representantes do Conselho Fiscal da Democracia –; temos que fiscalizar as realizações, os desempenhos, os posicionamentos e as posturas dos políticos eleitos. E é aí que entra a nossa consciência cidadã. Temos que acompanhar, informar-se, aprender, saber... É necessário procurar inteirar-se do que os políticos estão fazendo ou como estão se posicionando frente às demandas que são mais emergentes e que vão interferir em nossos caminhos... São atitudes que exigem certo esforço, é verdade, mas nos coloca em um patamar mais evoluído de cidadania. E é o que, afinal, conta: a nossa evolução como cidadãos!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

É preciso sonhar com os olhos bem abertos

Minha amiga espantou-se quando, do nada, eu lhe perguntei qual seria o seu sonho, se ela pudesse ter um negócio próprio... Estava eu mergulhado em reflexões sobre empreendedorismo, quando puxei o assunto.
Minha amiga demorou um pouco para responder, mas, logo, passou a desfilar seus sonhos. O curioso foi quando ela disse que bastava fechar os olhos que via todas as imagens na cabeça.
Divaguei enquanto ela falava sobre a ideia, a meu ver contraditória, de que bastava fechar os olhos para ver as imagens. Ora, se eu fechasse os olhos não veria coisa alguma. Mas talvez seja assim mesmo que muitos de nós entendemos os nossos sonhos - algo que acontece em um espaço não concreto, o dos olhos fechados. E o simbolismo dos olhos fechados remete à ideia de algo escuro, impenetrável, que não se pode alcançar, algo impossível de concretizar.
Pensei, então, no quanto é preciso sonhar com os olhos bem abertos. Acho que foi Chaplin quem disse que as grandes coisas do homem foram conquistas do que parecia impossível. Entendi minha amiga: ao dizer que fechava os olhos, ela parecia estar pensando na impossibilidade da realização do que estava dizendo. As imagens estavam no plano dos olhos fechados. Pois bem, ao abrir os olhos, mudo o paradigma do que é simbolizado: com os olhos abertos, passo a enxergar - o mundo, as possibilidades, os propósitos, a vida ao redor.
E é só nesse espaço em que a visão está plena é que posso avaliar todas as referências que me levam aos sonhos; e, ao avaliar as referências, sinto-me senhor dos meus sonhos. Alcançá-los vai depender da quantidade de esforço que deposito no meu caminhar em busca deles.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Saber, não saber...

A busca por um processo positivo de aprendizagem exige o pressuposto de uma consciência do que se sabe e do que não se sabe acerca do que se quer aprender. Parece frase para dar um nó na cabeça, mas não deve ser encarado assim. Saber algo - procurar saber algo - implica, necessariamente, entender até onde se sabe. E até onde não se sabe.
Todos nós, independente de nossa formação cultural ou acadêmica, somos detentores de saberes os mais diversos. Sabemos algo, conhecemos algo. É essa consciência do que sabemos que nos move a novas descobertas - ora, pensamos, até aqui eu sei bem, mas eu gostaria de saber mais. E aí começam os caminhos para aprimorar os nossos conhecimentos. É assim, dito de forma simples, que ampliamos ou construímos nossos conhecimentos.
Partindo do que sabemos, nosso principal movimento na busca da aprendizagem é tomar consciência, exatamente, do que não sabemos. Justamente por não se saber algo, é que me movo na tentativa de sanar esse não saber. Nem sempre tomamos consciência disso, mas somos instados a buscar o aperfeiçoamento porque percebemos que há algo que não conhecemos, que não sabemos.
Somos sujeitos naturalmente curiosos, ávidos por saber, e é isso que nos leva à busca de aprender. Aquilo que eu não sei é o combustível para meu caminho do procurar saber.
Reparem que eu repeti bastante a palavra "conscientizar". Se não houver um processo de conscientização - de trazer para a consciência, de estar consciente de, de interiorizar - o que é preciso aprender, não há aprendizagem.
E sem aprendizagem não há desenvolvimento.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

É preciso ler até o final

Vivemos uma era de um fenômeno particular - o das decisões e julgamentos precipitados. Pelo título de uma manchete, já sabemos toda a notícia; por uma palavra solta, pinçada em uma frase, já inferimos todo o sentido de um texto; por uma avaliação inicial rápida, já somos sabedores de tudo de quanto precisamos para o julgamento final de uma decisão - decisão quase sempre muito significativa; pela imagem célere que nos chega sobre qualquer assunto - ainda que não o detenhamos plenamente-, já elaboramos toda sorte de definição pronta.
O maior problema, resultado desse fenômeno, é que, na maioria das vezes - senão em todas as vezes -, estaremos redondamente equivocados. Nossas decisões e nossos julgamentos e nossas definições se revelarão erros crassos. Cometeremos erros vários, alguns deles irreparáveis.
E para a correção desses equívocos bastaria o exercício da análise. Toda informação que nos chega - seja ela em forma de uma palavra, de uma manchete, de uma imagem - demanda um exercício valioso de análise. É preciso conhecer e medir as variáveis que perfazem aquela informação, em um jogo racional de verificação de possibilidades. Aquilo aconteceu mesmo? Foi do jeito que contaram? Não há algo estranho nisso tudo? Será que eu li até o final? Será que eu compreendi o que li? Será que eu detenho algum conhecimento sobre o que li?... Nesse jogo racional, devem surgir diversas perguntas que nos movimentarão aos caminhos que, decerto, evitarão os julgamentos precipitados.
Para isso, não podemos ter preguiça de enfrentar esses questionamentos todos. O exercício do pensar - o tal jogo racional - é o aliado mais forte para a criação do conhecimento. E, na esteira, para o nosso desenvolvimento pessoal.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A escolha do caminho

Na busca do desenvolvimento pessoal, a escolha de um caminho seguro e pontuado de expectativas de crescimento é o fator de certeza de evolução. O problema é justamente determinar por qual caminho seguir, na medida em que é preciso saber escolher a melhor direção. Lamentavelmente, não teremos nessa empreitada um roteiro seguro e tranquilo, com setas certeiras indicando a direção amistosa e premiada. Vamos ter que desenvolver certas competências e habilidades para nos defrontarmos com a constante incerteza de qual caminho nos levará ao sucesso.
E é assim mesmo que se configura a vida - um manancial constante de escolhas, sem que saibamos delas o quanto de certo e exato nos reserva os caminhos percorridos. Precisamos estar preparados e seguros de o quanto sabemos e somos para que o processo de escolha seja um ato consciente e integral.
Claro que não haverá garantias, mas, fundamentados na nossa competência e na determinação, teremos a certeza sempre de termos feito a melhor escolha!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Construção do Conhecimento


Já há algum tempo percebo que a ideia de pensar, quase sempre, apresenta-se a partir de uma denotação negativa. Parece que pensar é uma doença, uma coisa ruim... Tenho me inquietado com o que escuto, reiteradas vezes, a respeito de a pessoa não gostar de pensar... Não fiquemos bravos, pois há um fundo de verdade nisso. Instado pelas necessidades emergenciais do dia a dia, acostumamo-nos a querer respostas prontas e soluções mágicas para nossas demandas. Convidado para a reflexão dos afazares, é de se supor que achemos demasiado aborrecido pensar nas práticas. Junte-se a isso o absurdo e descabido preconceito que se formou sobre os movimentos filosóficos sobre o trabalho e temos a premissa: não gostamos de pensar, não queremos pensar...
Ora, sejamos realistas: sem o pensar, sem o exercício da capacidade de filosofar, não se constrói conhecimento algum. E a nós, educadores e líderes, cabe, justamente, o pleno desenvolvimento nessa tarefa: construir conhecimentos.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Aprendizagem e Evolução


É preciso que ampliemos nosso conceito de aprendizagem. Seguramente, a aprendizagem está mais relacionada aos aspectos de formação do que, tão somente, ao de assimilação de conceitos. Melhor dizendo, a assimilação de conceitos será apenas um dos pressupostos da formação do sujeito. Assim, não basta decorar aquelas fórmulas infinitamente recitadas para caracterizar a aprendizagem, é preciso saber o que fazer com elas. E é nesse “o que fazer” que residem as nebulosas condições do aprender – nem sempre, podemos garantir as certezas nesse caminho.  O movimento da aprendizagem é, decididamente, dinâmico e frenético. Não se pode pensar em evolução a partir de um ambiente estático. Incontáveis vezes estaremos diante de incertezas e de tentativas equivocadas de utilização das ferramentas do saber; é exatamente aqui que a aprendizagem, conceitualmente, mais se aproxima da ideia de evolução: idas e vindas, sucessos e fracassos, determinações e desistências... Sem que jamais percamos de vista o destino de nossos caminhos.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Desenvolvimento de Pessoas



A promoção do desenvolvimento pessoal está relacionada aos cuidados com os níveis intelectual, social, profissional e do bem estar. O ser humano, dada a sua complexidade de formação, sente-se preparado aos mais diversos desafios quando estes níveis estiverem sintonizados para o aperfeiçoamento de aprendizagens.
No nível intelectual, somos instados a buscar o melhor avanço da nossa capacidade de trabalho com as inteligências - a partir de leituras, de estudos, de pensamentos. E inteligência, aqui, é uma potencialidade - todos a detêm.
No nível social, as relações humanas e as referências de amizade e de agrupamentos nos complementam a vida - precisamos do outro, em um conceito de coletividade essencial ao nosso crescimento.
O nível profissional está referendado nas relações de trabalho, em que destinamos nossos esforços ao crescimento na carreira.
O nível do bem estar, que perfaz todos os outros, conceitua-se na busca do equilíbrio emocional de que tanto necessitamos.
No processo de evolução, de crescimento, estes níveis desenvolvem-se em um processo dinâmico, sem prender-se ao estabelecimento de valores médios; o movimento da aprendizagem mostra-se, sempre, em constante dinamismo e é frenético, mesmo. Esta é a representação mais pertinente de um processo de desenvolvimento pessoal.




segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Consciência Social

No mundo moderno, uma das referências mais gritantes do processo de deseducação é a questão dos posicionamentos de comodismos individuais frente às referências coletivas. O ser humano tem buscado, antes, sua satisfação, em detrimento ao respeito coletivo. Até fica parecendo que o que está no coletivo, para uso comum, não tem outra referência senão a de servir, unicamente, a um propósito individual.
O exercício da consciência social deveria ser o caminho mais direto para responder a essa demanda. Deveríamos perceber melhor o nosso entorno, para nos identificarmos e nos reconhecermos como parte de um todo. É exercício constante: compreender o mecanismo social que está inserido nas diversas variantes que nos cercam; enxergar o outro em seus movimentos; respeitar o outro no compartilhamento de espaços...
Desse exercício, é importante focarmos na ideia de enxergar o outro. A consciência social, como pressuposto de desenvolvimento pessoal, fundamenta-se no simplismo de perceber que uma outra pessoa divide comigo os mesmos espaços, variáveis e equipamentos.