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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Para refletir - Construção do conhecimento


terça-feira, 28 de agosto de 2018

Para refletir - Estar em constante construção


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

A questão da gestão escolar

Quem trabalha em escola pública ou conhece alguma história de lá, certamente já ouviu, em momentos de críticas impensadas, expressões que colocavam alguns problemas ocorridos por aquelas bandas em contas alheias (ora é a família, ora são os alunos, ora é o governo... e por aí vai).
Se nos preocuparmos em deter a atenção em alguns detalhes, possivelmente vamos perceber que nem tudo é culpa de terceiros. Às vezes, a raiz do problema está bem pertinho. E até tem nome: incompetência de gestão.
Normalmente, o corpo diretivo de uma escola pública é formado por um tripé administrativo-pedagógico: o Diretor, o vice Diretor (ou Assistente de Diretor) e o Coordenador Pedagógico. Não são funções fáceis, nem tranquilas, e demandam um preparo muito grande para gerenciarem, em alguns momentos, caos e confusões.
Entretanto, em determinadas situações, as coisas descambam para o grande mal de algumas instituições - a ocorrência de uma má gestão.
Todo e qualquer gestor deve estar imbuído de um conjunto de competências necessárias à realização positiva de suas funções - no mínimo, é preciso entender de administração financeira, material, profissional e de equipes. Não é diferente para o gestor escolar, que precisa organizar o ambiente escolar para o efetivo estabelecimento de uma atmosfera positiva de realizações.
Em algumas escolas, é assim mesmo. O ambiente e as realizações são sempre positivos.
Em algumas outras, entretanto, há ocorrências de mau gerenciamento. As situações vão desde as incompetências meramente administrativas ou relacionais às de maior grau, na minha opinião, que são as de desvios de dinheiros, que deveriam ser aplicados em melhorias e instalações e acessórios que permitissem alguns alentos para a comunidade escolar.
Penso que cabe, na impossibilidade de haver uma supervisão mais efetiva, e em se tratando deste último caso, de haver uma espécie de controle dos próprios participantes da comunidade escolar. Professores, pais e alunos precisam estar atentos ao modo como se configura uma gestão escolar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Anotações - Sobre as notícias falsas

O título desta publicação bem poderia ser as variáveis sobre a comunicação, de uma maneira geral. De que forma nos comunicamos com o nosso público, seja nas interações sociais ou nas de âmbito corporativo e profissional? Mas quis aproveitar-me do tema da moda: as notícias falsas.
Com o advento das mídias sociais, essa questão ganhou dimensão e importância muito além das medidas. O que antes estava apenas categorizado nas premissas de um boato sem muito valor, ganhou status de ferramenta modificadora de realidades... Haja vista, as discussões sobre mudanças de rumos em eleições no mundo todo a partir da veiculação de falsas notícias e comunicações dúbias.
Precisamos, cada vez mais, abrirmos os olhos para os fatos que nos chegam disfarçados de piadinhas inocentes nos comunicadores digitais. Pelo menos, duplamente: abrir os olhos para constatar se tudo aquilo é verdade e abrir os olhos para não cairmos na tentação de compartilhar de imediato aos infindáveis amigos, criando uma rede de estabelecimento de inverossimilhanças que todos juram serem verdades.
Na medida em que temos um canal de informação à nossa disposição e que somos, de alguma maneira, influenciadores digitais, precisamos exercitar a responsabilidade da cidadania. Hoje em dia, todo mundo é um pouco produtor de conteúdo (tenha ele a qualidade que tiver...) e essa premissa guarda, exatamente, a responsabilidade dita aí atrás: se o seu conteúdo vai chegar a 10 ou a milhares de pessoas, ele precisa ser sério.
Na extensão, toda comunicação precisa estar atrelada à função coletiva e ser amparada em ditames legais.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Anotações - Dia do Folclore

Hoje, 22 de agosto, comemora-se o Dia do Folclore. É natural que, em alguns espaços escolares, as crianças tenham que fazer trabalhos alusivos à data. E que o tema esteja em alta.
Seria bom se a ideia de folclore tivesse significado em todos os instantes, já que somos todos resultados de nossas experiências e vivências cotidianas (familiares ou sociais). O Folclore, uma grande ciência, estuda exatamente a constituição do povo como resultado das manifestações de usos e costumes de seus entornos (familiares ou sociais, repito).
O Folclore não é só o estudo dos mitos e lendas das regiões (o que por si só, já é uma grande contribuição, é verdade!), mas também se preocupa com as dimensões culturais mais diversas que formam essas regiões: alimentação, comportamentos, religião, uso da língua e das manifestações faladas e escritas, brinquedos e brincadeiras, tradições sociais e por aí vai.
Quando conseguimos entender a dimensão do entendimento folclórico com o desenvolvimento de um povo, fica mais interessante os estudos das relações sociais e de comportamentos desse povo. E, no caminho, fica mais interessante percebermos a grande teia em que somos constituídos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Mestres de ofícios - O saber fazer

A ideia dos antigos mestres de ofício estava fundamentada na capacidade do saber fazer. Penso que seria interessante resgatar esse conceito.
O saber fazer é uma competência desenvolvida através da relação do trabalho pelo domínio de ferramentas largamente experimentadas e conhecidas. Os mestres de ofício herdavam - ou desenvolviam - exatamente esse domínio. Normalmente, esse domínio é o resultado de 
inúmeras vivências e experiências no manejo do trabalho, geralmente associadas aos aspectos manuais de realização.
Mas não só. Vários mestres de ofício debruçaram-se em estudos teóricos de longas datas para o aperfeiçoamento do fazer.
Todos que trabalham com as variáveis pedagógicas precisariam espelhar-se nesse modus operandi.
As relações de ensino e aprendizagem devem estar atreladas ao desenvolvimento desses princípios de competência: estudar, compreender o seu objeto de trabalho, aprender novas referências, desenvolver ferramentas, saber ensinar etc.
Precisamos preocupar-nos com a era da superficialidade em que nos vemos. Em grande parte dos espaços escolares, tanto professores quanto alunos veem-se confusos em relação ao que ensinam e ao que aprendem. Uns não dominam muito bem o que estão transmitindo; outros não entendem muito bem o que estão aprendendo. E uma máxima que já conhecia muito bem ("Você finge que ensina e eu finjo que aprendo.") ganha contornos maiores.
E aí corta para o mercado de trabalho (ou para as relações sociais, de uma maneira geral). E estamos diante de pessoas com falta de iniciativa, de atitude e de criatividade. E com falta de paixão por aprender!
Os antigos mestres de ofícios sabiam despertar e motivar os aprendizes... e por algumas razões bem simples: o que eles ensinavam tinham uma utilidade prática; o que eles ensinavam eram produto de uma relação de saber fazer; quando eles não sabiam ensinar algo, os mestres estimulavam a busca de soluções práticas, normalmente em conjunto; o ambiente de aprendizagem era constantemente estimulador de descobertas e de realizações de potencialidades.
Quando pensamos nos espaços escolares de hoje, de uma maneira geral, desculpem-me, não enxergamos muita motivação para descobertas e realizações daquelas potencialidades. E talvez não seja tão complicado assim transpor aquele cenário para as escolas, respeitando-se todos os sistemas e realidades em que estão inseridas.
E a ideia de pensar em uma mudança assim só está refletida na realidade de que o nosso compromisso maior é o da promoção do desenvolvimento dos nossos alunos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Anotações - O mundo digital

Dia desses, a televisão abordou, ainda que superficialmente, a questão do uso dos aparelhos celulares nas salas de aulas, aproveitando-se da notícia de que, na França, uma lei nova determinava que nem se podia entrar nas escolas com telefones celulares.
Com todo o respeito ao país, não entendo como uma lei na França pode servir de parâmetro para pensarmos o que é bom ou ruim nas nossas escolas.
Vejamos. É fato incontestável que estamos imersos nos ditames do mundo digital. E que, quando bem utilizada, a ferramenta digital é fascinante e socorre-nos de variadas intempéries... Disse "quando bem utilizada" e, imediatamente, deu uma vontade danada de corrigir o que estava escrito. A bem da verdade, sobre qualquer ferramenta, é preciso que saibamos bem utilizar suas potencialidades. Com os aparelhos celulares, não se foge à regra.
Está na tela desses instrumentos o alcance a uma diversidade de informações, que pode nos ajudar e muito pelos caminhos da sociedade. Então, porque não começar nas escolar, sob a supervisão dos bons professores, o preparo e a formação para esse cidadão digital pleno? Esse cidadão é o que vai saber utilizar a tecnologia de uma forma positiva.
Penso que o medo e os receios que imperam estejam na justificativa de um medo infundado de que os alunos vão deixar de aprender ou de concentrarem-se nas mediações dos professores... Mas será que, com a utilização consciente e bem fundamentada das novas tecnologias, não será exatamente o contrário? Alunos interessados e antenados com o que há de novo. Pensemos!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Quando o pensamento atrapalha a evolução

Não são fáceis os caminhos do desenvolvimento pessoal. É preciso estruturar-se - e bastante - para não sucumbirmos ante os descaminhos da vida.
É normal estarmos ali batalhando para sobrepor-se aos ruins dos trilhos e, do nada, vem um pensamento incerto para bagunçar nosso otimismo. É normal.
O que não pode ser normal, caro amigo, é deixar este pensamento ser maior do que sua vontade de caminhar pelas rotas da esperança. De certa maneira, fomos constituídos da matéria das conquistas; quando não conquistamos, é porque deixamos os pensamentos atrapalharem a evolução.
Em algumas medidas - para uns mais do que para outros -, os nossos pensamentos interferem nas atitudes e comportamentos que devemos ter pelos rumos por que estamos navegando.
É imperioso que tracemos estratégias para melhorar os pensamentos. Isso mesmo. Esse descaminho pode ser corrigido. Conceitualmente, a psicologia vem nos ajudando bastante com tópicos interessantes para estudarmos.
De alguma forma, se estamos honestamente conscientes de todo o poderio que nos abriga pelas determinações e habilidades, não há muito o que temer. Veja que é preciso estar atentos justamente ao que nos constitui (habilidades) e encaminhar-se de propósitos (determinações).
Certo é que a vida, às vezes, prega-nos algumas inseguranças e medos e desconfortos. Entretanto, pare para pensar um pouco: não é exatamente, nesses momentos, que você se sente um pouco mais forte? Não douremos a pílula... isso é uma verdade plena! Quando estamos conscientes do que sabemos e dedicamo-nos à movimentação das potencialidades que nos encaminham as ações, descobrimos do que somos capazes... E, o melhor, parece haver uma certa conjuração de intenções, que conduz os encaminhamentos para uma positividade que nem se imaginava.
Experimente trazer para a superfície da consciência todas as angústias que lhe acometerem em alguma situação futura. Respire fundo e seja simples e honesto com sua natureza - se sabe, diga que sabe; se não sabe, diga que não sabe. Aliás, a ideia de saber e de não saber é um dos caminhos mais interessantes para vencer as inseguranças de um pensamento descabido que pode tentar nos atrapalhar.
Busque seu movimento mais real e condizente com os espaços em que você está entrando... Não há pensamento ruim que possa atrapalhar suas passadas.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Educação, qual o caminho da qualidade?

Todos que pensam a Educação, cotidianamente, veem-se às voltas com o questionamento sobre a qualidade nos processos de aprendizagem. A questão levantou-me certas angústias, principalmente nos últimos tempos, em que se falou bastante sobre o trabalho pedagógico.
De uma parte, importante pesquisa destacou os níveis de desprestígio com a carreira de professor; de outra, ressaltou-se as clássicas dificuldades em relação aos processos de aprendizagem significativa, destacando os elevados níveis de analfabetismo funcional nas principais áreas do saber (comunicação e matemática).
A questão do desgosto com a carreira de professor é até clássica; sabemos de o quanto os nossos alunos não se dispõem a seguir a profissão. Mas a pesquisa abordava o fato de que os próprios professores estariam desestimulando o encaminhamento por nosso trabalho.
Está nesse processo de auto desprestígio algumas considerações históricas, que sempre navegaram ao largo deste trabalho: a mal remuneração, o pouco reconhecimento e a falta de autonomia de trabalho. Mas também há que se considerar, fato mais recente, os problemas de envolvimento positivo com os encargos de ser professor.
O problema da evolução dos índices de analfabetismo funcional é sério. Nossos alunos estão avançando nas séries, sem o mínimo de formação necessária para compreensão de textos e de habilidades para os básicos raciocínios matemáticos.
Até onde nos alcance a responsabilidade por uma ou outra questão, temos que cuidar de fazer a nossa parte. Principalmente, na revisão do nosso trabalho com a Educação.
Cabe a nós, individualmente e no coletivo, refletir e abrir discussões sobre as práticas que estamos desenvolvendo. Algumas de nossas ações pedagógicas estão destituídas de sentido e de significado, precisamos admitir - trabalhos duvidosos com conteúdos sem vinculação com as realidades dos alunos são os que mais se veem nos espaços escolares.
Nesse processo de reflexão, o conceito mais importante a apurarmos é o da aprendizagem significativa. O quanto de nossos trabalhos pedagógicos estão, de fato, criando estruturas sólidas de aprendizagens? E só será no espaço da significação que transformaremos o desenvolvimento dos nossos alunos.
É preciso que entendamos as mudanças tecnológicas e sociais, exatamente as que estão provocando mais interferências nessa variável de trazermos significados aos nossos conteúdos. Hoje - e esse é um dado proporcionalmente recente no entendimento dessas mudanças -, as crianças e jovens têm muito mais acessos a diversos níveis de informações; o papel essencial do professor, nesse cenário, é o de criar estruturas para a transformação dessas informações em conhecimento.
As exigências que recaem sobre o nosso trabalho aumentaram, sim, mas só desta forma é que podemos vislumbrar mais envolvimento e positivação na qualidade do fazer pedagógico. Certamente, esse movimento vai motivar, também, muito mais pessoas a enxergarem a Educação com respeito e reconhecimento.