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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Recesso - Dia de Finados


Para refletir - É preciso enfrentar o que precisa ser mudado


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Dia do Saci

Na próxima quarta, 31 de outubro, é comemorado o Dia do Saci. No estado de São Paulo, em cuja capital resido, a data foi oficializada a partir da Lei nº 11.669, de 13 de janeiro de 2004, com a clara intenção de exaltar o folclore brasileiro, em uma tentativa de oposição à comemoração do Dia das Bruxas, amplamente comemorado na maioria dos países de língua inglesa.
A festividade que homenageia o personagem folclórico tem acontecido em alguns municípios desse Brasil afora. Em São Luiz do Paraitinga, cidade do interior paulista, há uma comemoração fantástica que marca, com renovada participação de um público externo, esta certa resistência em prol do Saci - a Festa do Saci e Seus Amigos, em São Luiz do Paraitinga, que neste ano marcou a sua 16ª edição, desenvolveu-se em três dias de um banho de cultura e de entretenimento altamente essenciais para quem se preocupa com a evolução da cultura popular e com o respeito às tradições.
Claro que falar em tradição pode suscitar críticas de tratar-se de um pensamento conservador, mas se pensarmos bem veremos que um dos maiores problemas do nosso desenvolvimento cultural é exatamente a falta de uma preocupação com a memória e os valores culturais próprios. Bem sei que a cultura é uma ciência dinâmica e que se fundamenta nas trocas de referências de diversas manifestações, mas essa troca só é positiva quando o conhecimento e a tradição das raízes fundamentam-se de maneira sólida. Senão fica uma cópia destituída de princípios, balizada apenas em aspectos de modismos e de deslumbre. Foi o que aconteceu, na minha modesta opinião, em relação às comemorações do Dia das Bruxas.
Importada mais por modismo, essa comemoração ganhou escolas, clubes e condomínios, sem que ninguém soubesse exatamente o significado de alguns símbolos exaltados. Assim, teias de aranhas, abóboras e fantasias que remetem ao universo de filmes de terror foram, repentinamente, incorporadas ao cotidiano da juventude. Isso sem dizer no incompreensível (aos nossos costumes) mote repetido por crianças nas portas dos vizinhos: "doces ou travessuras".
Do ponto de vista de uma demanda pedagógica, penso que temos em mão uma interessante reflexão que vale a pena fazer, em nome de um trabalho educacional de verdade. Se a ideia é trabalhar conceitos culturais de uma língua estrangeira, a comemoração do Dia das Bruxas vem bem a calhar - escolas estrangeiras ou de idiomas devem valer-se bastante dessa referência. Mas se o caminho é discutir e apresentar referências de uma cultura nacional, o Saci pode dar conta muito bem dessa empreitada.
E olha que o Saci até não é exatamente de origem brasileira. A sua característica, sim, de travessura e de molecagem é que incorporou-se bem ao modelo de formação do nosso povo miscigenado e passou a representar nosso conceito de folclore e de cultura popular. Não à toa os movimentos de resistência cultural adotaram a figura do Saci como de oposição à comemoração das bruxas.
Não considero que seja necessária uma ideia de oposição. Tanto uma cultura quanto outra fundamentam-se em princípios comuns e relacionam-se entre si com elementos de integração. O que penso de maneira mais contundente é que somos responsáveis pelos valores pedagógicos. Se, a partir de um princípio de planejamento e de intenção pedagógica, optarmos pela valorização de uma ou outra manifestação, faz-se altamente necessário que saibamos explicar muito bem aos jovens os fundamentos que sustentam uma ou outra comemoração.
De minha parte, justamente pelos princípios de intenção pedagógica, viva o Saci!

(Obs.: O texto acima, guardadas pequenas observações de atualização cronológica, é o mesmo publicado em outros anos, neste mesmo período. Sei que pode parecer falta de originalidade, mas explico a repetição pela urgência do tema e pela necessidade de mantermos vivas a preocupação e a ideia de trazer à tona esta reflexão tão fundamental.)

O desenho que ilustra esta postagem é do jovem artista e fotógrafo Lucas Barreto Santos, a quem agradeço pelos traços maravilhosos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Anotações - Mais um pouco sobre a consciência política

Neste final de semana, saberemos o resultado das eleições para a Presidência do Brasil e Governadores, nos Estados em que se verificou a necessidade de segundo turno.
Desejo, apenas, que o calor que tomou conta das pessoas nestes embates a que assistimos não se esfrie. É preciso que tenhamos a consciência de acompanhar os movimentos políticos, independente da bandeira que defendemos.
Não temos o costume, historicamente, de fazermos essa ação de acompanhamento do que a política está interferindo no cotidiano de nossas ações. Sequer, lembramo-nos dos candidatos em que votamos para os cargos legislativos.
Tomara que essa celeuma toda que se levantou, por estes tempos, transforme-se em um processo de conscientização mais aprimorado. Precisamos - já passou da hora - entender que não estamos diante de uma disputa esportiva (nessa, tanto faz quem ganhe); o processo eleitoral interfere em uma dimensão muito grande de variáveis da nossa vida real.
Que a nossa energia, gasta por estes dias, não se esgote. Mas é preciso que tomemos outro rumo em nossa movimentação. Não será mais o amigo contra outro amigo... A partir de agora, temos que estar despertos e conscientes em um acompanhar frenético do que se processa nos congressos pelo Brasil afora. Temos que aprender a cobrar dos nossos políticos posicionamentos que façam transformar positivamente nossos dias.
Nesse rumo, talvez aprendamos que a vida em sociedade é mais importante que os desgastes ideológicos que nos fizeram ter.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Anotações - As "não-notícias"

O fenômeno não é novo, mas em tempos em que espalhamos desinformações aos quatro ventos, outra questão que me incomoda é o das "não-notícias".
Penso que ainda não há um termo que designe estes movimentos de comunicação, mas é aquele em que sabemos, por exemplo, que, normalmente, alguma celebridade está com o seu carro parado em algum estacionamento de supermercado. As variações são as mais diversas, mas sempre redundam em alguma informação sem a mínima relevância. E o que impressiona, pelo menos para mim, é o consumo que se faz destas informações. Ora, se há consumo, há demanda... simples assim! Então somos tomados, indistintamente, por muitas destas "não-notícias". E vemos muitas destas "não-notícias" sendo discutidas como se sérias fossem.
Quem trabalha com a Educação, de uma maneira geral, poderia se valer desta questão para movimentar algum tipo de debate sobre a importância das comunicações na nossa vida, na nossa evolução.
O movimento da apreensão do conhecimento está intrinsecamente relacionado com a capacidade que temos (ou devemos ter) de processar as informações que recebemos. Nessa trilha, é imperioso que aprendamos a qualificar estas informações.
Acontece que, para qualificar as informações, deveremos ter a habilidade de reconhecer elementos de importância nas notícias que recebemos. É um exercício de reflexão constante.


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A Educação

Todo mundo tem falado da importância da Educação. Sim, a Educação é importante. A questão é de que Educação estamos falando.
Quando se propaga, com efeito de marketing, sobre o quão importantes são os processos de Educação, quase sempre estamos falando das variáveis pedagógicas que se expressam nos espaços escolares. Esquecemos, entretanto, de pensar no tema  com a dimensão maior que ele pede.
As escolas não são as únicas instituições que devem se responsabilizar pela transmissão das variáveis educativas. Aliás, às escolas, na verdade, competem mais as instâncias técnicas e intelectuais.
A Educação, principalmente, nos dias de hoje, devem remeter-nos às necessidades de avanços positivos dos processos morais e de virtudes, que devem, aí sim, somarem-se à evolução intelectual. Nesse bojo, referenciam-se como importantes os sistemas familiares, em que devemos receber as necessárias instruções de como nos portarmos diante de momentos conflituosos.
Bem sei que, já há algum tempo, as famílias têm passado por caminhos de desestruturações. É o preço que pagamos pela evolução da sociedade. Entretanto, essas desestruturações não podem ser o fiel da balança. Da mesma forma que a sociedade precisou evoluir, as relações familiares também precisaram. E, nessa roda-viva, é preciso achar meios e alternativas em que possamos trabalhar o desenvolvimento das crianças e jovens; não se deve, como está acontecendo, delegar essa importância a outras instituições (escola, trabalho, igreja, televisão etc.).
Cada uma das demais instituições estimula algum tipo de saber. Isoladamente, esses saberes não se completam na ideia de desenvolvimento ideal. É preciso reunir esses saberes em um corpo pleno em que se verifiquem avanços nos variados aspectos que nos constituem: familiar, escolar, social, profissional, cultural etc.
Quando alcançamos positividade nesse corpo total, podemos pensar em um avanço da Educação.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Anotações - A responsabilidade pedagógica

Pensei no termo ao tomar contato com tantas publicações, nas mídias digitais, nestes tempos de eleições, de partidários de um ou de outro candidato. Penso até que as defesas ideológicas sejam legítimas, mas, em grande parte do que vi, as coisas transcendiam o limite do aceitável. Como nos ensina o Cortella, para além dos significados de dicionário, é preciso tomar cuidado para que os conflitos não se transformem em confrontos...
Como a maior parte das pessoas que acompanho constitui-se de profissionais da Educação, minha preocupação ganhou dimensão maior, já que, ao menos, espera-se destes profissionais a habilidade da responsabilidade pedagógica.
É aquela responsabilidade que nos alerta ser o nosso posicionamento elemento de modelo a alguns que acompanham nossos pensamentos.
É um cuidado a se ter. Quando detemos uma característica de liderança - seja ela em que nível for -, há em nossa postura e em nossas atitudes uma profusão de elementos representativos, que influenciam (ou manipulam, o que é pior...) posturas e atitudes terceiras.
A responsabilidade pedagógica deve ser o fiel da balança que separa, exatamente, os conflitos dos confrontos. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Feliz Dia do Professor!


Feliz Dia do Professor!

Minhas homenagens, nesse data de comemoração ao dia profissional de ser Professor.
Ser Professor resume um conjunto de competências e habilidades que foge aos pré-requisitos técnicos de atuação. Está na essência de todo professor a capacidade, quase missionária, de acreditar em uma transformação plena - de valores, de sociedade, de conhecimento, de realizações, de humanidade... Acredito, na minha simplicidade, que foi a isso que Paulo Freire chamou de esperança.
O verdadeiro Professor é aquele que se veste de esperança, antes de mais nada, na condução diária de suas atuações (que não são poucas).
E, também como Paulo Freire, não acredito no conceito de "esperança" relacionado com a aproximação fonética do verbo "esperar"... Ter esperança não é esperar. Ter esperança é municiar-se das energias com que se pode contar e lutar por tudo em que acredita. E as energias, que vêm antes da luta, resumem-se nas capacidades que todos devem - e deveriam - ter.
A profissão de Professor, talvez - com respeito a todas as outras -, seja a das mais importantes. Principalmente, quando nos vemos em cenários conturbados como os atuais. Está nas atuações do Professor toda a esperança de transformação de que precisamos.
Parabéns, Professor, pelo seu dia!
Pense que sua luta não é tranquila... Como acontece com os heróis da mitologia, a cada dragão vencido, outro maior ressurge em algum lugar. E você não pode demonstrar medo, nem receio de qualquer espécie. Nem vai poder vangloriar-se diante das conquistas (que não serão poucas, acredite!)... como na mesma mitologia, uma conquista é sinal de novas batalhas.
O que vai renovar a sua crença nestas batalhas será o principal combustível do trabalho: o propósito do desenvolvimento do ser humano. É com esse propósito que se constitui o precioso direcionamento das atuações: trabalhar para que o ser humano tenha referências concretas de desenvolvimento!
Que o seu dia, então, seja de reflexão positiva para novas motivações em seus caminhos.
Parabéns!

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Anotações - Os estatutos do homem

Até por conta desse clima de vontade de um país melhor, por causa das eleições, lembrei-me de novo do poema do Thiago de Mello, que, na minha opinião, deveria estar na cabeceira de todos. Estou falando de "Os Estatutos do Homem", de 1964. Se não conhece, veja o poema na íntegra clicando aqui.
É um poema escrito em forma de leis... Leis que clamam por conceitos esquecidos e perdidos, há muito, pelos homens (como liberdade, fraternidade, confiança, justiça).
Só para aquecermos as reflexões, o primeiro artigo diz assim:

Artigo I 
Fica decretado que agora vale a verdade. 
agora vale a vida, 
e de mãos dadas, 
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Imaginemos desejar o reinado da verdade e da vida, como pressuposto de um caminho bem mais justo. Não é exatamente o que mais precisamos nesses momentos atuais?
No correr do texto, Thiago de Mello apresenta-nos, ainda, outro conceito mais importante, que une elementos como "justiça" e "alegria":

Artigo VII 
Por decreto irrevogável fica estabelecido 
o reinado permanente da justiça e da claridade, 
e a alegria será uma bandeira generosa 
para sempre desfraldada na alma do povo.



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Cidadania, política e eleições

E chegamos ao momento em que nada mais pode ser feito... Bom, essa afirmação não é bem verdade.
O momento primeiro das eleições finalizou-se ontem. Hoje, já temos, pelo menos, definida a posição de segundo turno para os cargos majoritários em algumas cidades e, seguramente, para a Presidência (escrevo este texto ainda na tarde de domingo e nada está completamente definido...).
Para além, entretanto, da situação formal de segundo turno, nós, eleitores, temos que manter acesa e alerta a nossa vigilância para o que virá por aí.
Independente da situação hoje de seu candidato, nossa consciência cidadã avisa que precisamos nos manter informados, continuamente, sobre a política de nosso país. Temos o privilégio de estarmos vivendo na era da informação: qualquer dado e fato que queremos saber está ao alcance do nosso teclar.
Precisamos acompanhar de perto o que estiver acontecendo nas instâncias políticas. E não podemos ficar na superfície rasa das mensagens engraçadinhas dos grupos digitais.
O exercício de consciência cidadã, pelo viés da política, será a ferramenta essencial de estarmos inseridos nos processos que modificam nossos rumos. Quer gostemos ou não do sistema político a que estamos jurisdicionados, até que se mude tudo, está exatamente neste sistema as potencialidades de transformações das nossas realidades. Se não acompanhamos isso, jamais poderemos emitir qualquer opinião ou descontentamento do que virá.
Que a ideia de cidadania esteja sempre em alta. Se me permitem, vão aí algumas sugestões: esqueçam os cargos majoritários (Presidente e Governador) e anotem bem anotado os candidatos para quem votou nos outros cargos (Deputado Estadual, Deputado Federal e Senadores); verifiquem, quando puderem, os resultados dessa votação - vejam a posição dos seus candidatos - e, por favor, mesmo que os seus candidatos não tenham alcançado a eleição, anotem os candidatos de seu estado que foram eleitos. Percebam que os candidatos têm plataformas (temas e assuntos que defendem). Vejam, de acordo com a sua consciência, quais os temas que estão na sua essência (eu, por exemplo, preocupo-me com a Educação, com a Saúde e com o Empreendedorismo, principalmente) e acompanhem o que essas pessoas estão fazendo (ou não estão fazendo) por esses temas. A partir daí, verifiquem um canal de contato com esses candidatos (eles têm um e-mail institucional, por exemplo) e façam valer esse exercício de cidadania.
Claro, nem tudo vai ser tão fácil como parece. Mas não há outra forma de participação.
O processo de desenvolvimento cidadão, relacionado ao sistema político que nos constitui, é uma obrigação de todos nós.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Manipulação de informações

Com a proximidade do dia das eleições, aqui no Brasil, percebemos em uma dimensão maior o quanto as mídias noticiosas, de uma maneira geral, buscam manipular as informações que nos chegam, tendendo-as a uma ou outra ideologia.
Longe de mim querer julgar se esta postura é boa ou ruim. Penso até que é pertinente aos propósitos de cada mídia fazer com que o público apoie esta ou aquela informação. Mas nos cabe a determinação do discernimento para fazer aquele julgamento. A cada um de nós cabe o movimento de poder julgar a pertinência ou não de cada informação que chega.
O problema maior é que estamos, a cada dia, mais preguiçosos em fazer esse movimento. Novamente, aquela questão de que tudo isso dá muito trabalho.
O fato de estarmos em um momento sensível, no que diz respeito a um processo eleitoral, pode ser uma grande oportunidade para levarmos, nas variáveis pedagógicas, a reflexão de que somos protagonistas desta capacidade de pensar sobre as variadas informações que estão por aí.
Ou então, aí, sim, sofreremos essa ideia da manipulação. Basta olhar, nos níveis mais diversos, essa enxurrada de informações que estamos recebendo. Desde os veículos informais aos de notada reputação, quase sempre a notícia vem em forma tendenciosa com a clara intenção de conduzir de forma parcial o nosso pensamento.
E não vai bastar apenas a atenção... Sim, a atenção é muito importante. Mas precisamos, também, ter conhecimentos. A leitura de mundo de tudo o que nos tangencia precisa, constantemente, ser dimensionada. Vamos ter que ampliar o nosso repertório dos saberes e a nossa capacidade intelectual de posicionar-nos, criticamente, em relação ao volume dos dados que nos são apresentados.
Conhecer, saber e refletir devem ser os mecanismos mais eficientes para que o sistema de manipulação - qualquer que seja ele - não nos alcance.



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A Educação e a busca dos fatos

Um dos efeitos colaterais mais perniciosos, nestes tempos de avanço tecnológico, é a propagação em escalas imensuráveis do fenômeno da desinformação... ou, como se chama por aí, as malfadadas notícias falsas.
Elas existem de todos os temas e assuntos. E já existiam desde os analógicos tempos dos bilhetes, jornais e qualquer outro meio de comunicação. O que preocupa, hoje, é a velocidade com que alcançam os destinos. E ainda há o problema de quem recebe essas comunicações.
Quem produz a desinformação sabe bem o que quer. Em alguns casos, é até uma mera gracinha, uma vontade de rir do descaso alheio; em outros, a intenção é mais perigosa: provocar pânicos e tendências desonestas que modifiquem e/ou manipulem pensamentos.
Os preceitos da Educação podem interferir nesse cenário. É preciso que os espaços pedagógicos, de uma maneira geral, assumam seus papéis de conscientização dos indivíduos em relação aos processos de assimilação do conhecimento. Lembremos que a toda informação que recebemos encaixa-se o necessário processo de seu processamento para sua transformação em conhecimento - a informação, por si só, não guarda, necessariamente, veracidades e confirmações. A informação, de uma maneira geral, é um dado apenas... cabe a nós, fazermos as devidas verificações desse dado (investigar, estudar,  processar, confrontar, esclarecer, checar... e por aí vai).
Dito assim, a primeira reação é a de que qualquer ação desse tipo vai exigir um certo esforço... Bom, é isso mesmo! Sim, vai exigir um esforço de cada um de nós. Mas o que está em jogo é a responsabilidade que devemos ter em relação ao convívio em sociedade.
A responsabilidade, nos ditames coletivos, é o que me leva a tomar cuidado com o outro. Aliás, tópico inerente, sem discussões, aos processos pedagógicos. Daí, minha relação que envolve a Educação e a busca dos fatos.
Quem trabalha em Educação precisa vestir-se das ideologias de transformação das sociedades. Se há uma detecção de que os caminhos desta sociedade não condizem com padrões aceitos positivamente de ética e de moral, devemos assumir a nossa consciência pedagógica de interferência nesses caminhos. Hoje, um dos desvios desses caminhos é, justamente, essa constância de desinformação de que somos somos bombardeados.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Anotações - Gentilezas

Neste mundo em que estamos, de desconfianças mútuas e de desconexões reais, o significado de demonstrar gentileza parece distante.
Mas só parece! Se você conseguir parar um pouco e perceber as nuances que estão ao seu redor, certamente, enxergará atos de gentileza por aí.
Há sempre alguém preocupado com o outro, a ponto de estender a mão... de acolher, de socorrer.
Perceba bem o que está ao seu redor. A tendência é que estejamos mergulhados em observações tão negativas, que não conseguimos captar melhor o que há de melhor e de espontâneo nas pessoas que nos cercam.
Esse exercício - o da percepção mais apurada do que está no nosso entorno - ajuda, sobretudo, a modificarmos nossos atos e atitudes. Quando nos damos conta de que o mundo não é tão ruim assim, podemos, também, rever os comportamentos que nos fizeram mais embrutecidos. Assim é que se constrói uma corrente do bem: a percepção do outro, e dos que nos fazem bem, propiciando modificações positivas em todos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A Educação - A arte de manter a esperança acesa

Quem trabalha com Educação, precisa saber o mantra de cor: é necessário manter acesa a esperança!
O problema é que vivemos tempos de desesperança... Como manter a esperança acesa nos alunos se os professores não sabem bem ao certo o que é essa tal de esperança?
Nos dias de hoje, seja por conta das enxurradas de notícias políticas que nos assombram, seja pelas incertezas econômicas que nos empurram para lodos inimagináveis, seja pela falta de credo nas instituições, o que é certo que acordamos cada dia menos esperançosos. Achamos que chegamos ao fim e que não há muito mais o que fazer e que tudo o que está por aí é assim mesmo e nunca teremos força para mudar isso...
O problema da desesperança é que ela não nos deixa enxergar luz pelos túneis em que passamos. E, acreditem, há sempre luz pelos túneis em que vamos atravessar!
O mundo é sempre o mesmo - acontecem coisas ruins e coisas boas. Como vivemos tempos cinzas, enxergamos só um dos lados... aliás, superdimensionamos um dos lados. As coisas ruins que nos chegam alcançam percepções extremamente superiores, a ponto de só as enxergamos e as distorcemos para algo contra o qual não se pode lutar. Não temos olhos, sentidos e percepções para o que há de bom. E, repitamos, o mundo é sempre o mesmo: coisas ruins e boas acontecem o tempo todo - não sei, ao certo, as proporções, já que em alguns momentos vislumbramos mais um rumo do que o outro... Têm ocasiões em que só acontecem coisas boas, mesmo na trilha das coisas ruins...
Pois o exercício da esperança começa, assim, com o desenvolvimento da percepção das instâncias que nos rondam. Olhe melhor para o seu entorno; aprenda a distinguir entre um lado e outro - veja bem se aquilo que lhe pareceu ruim é verdadeiramente ruim... ou se fez acender uma oportunidade de transformação para que coisas boas pudessem aflorar. Só se pode fazer, de fato, esse exercício, quando se deixa o raso daquilo que se nos aparenta.
E aqui mora um grande fator que nos empurra para o pântano da desesperança: não nos preocupamos em ficar nos rasos... Ou o que é pior - não direcionamos força e determinação para sair desses rasos, ainda que esbocemos algum resquício de movimento para o lado iluminado da força. São aqueles movimentos de apatia ou de desestímulo, em que o sujeito prefere culpar quem quer que seja (o sistema, o governo, a chuva, a falta da chuva, o dono da padaria, o trânsito, o preço da gasolina, o cachorro do vizinho... e por aí vai) a determinar-se a quebrar os paradigmas da negatividade.
Quando trabalhamos em Educação, temos que estar atentos aos exercícios da percepção real daquilo que nos chegam. Se é coisa boa, deveremos transformá-la a partir de uma consciência pedagógica para o fortalecimento da variável; se é coisa ruim, deveremos, também, buscar transformações oriundas de uma consciência pedagógica para a reversão daquela variável.
É assim que se busca a esperança, com a consciência pedagógica da transformação das realidades que nos chegam... sejam elas ruins ou boas!


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Anotações - A (des)conexão com o mundo real

Assumo que este é um assunto recorrente, aqui nas minha publicações, mas não há muito como evitar tocar, repetidamente, nestas reflexões.
A tecnologia é, até, um santo remédio... Mas também é um poderoso veneno. E não há muita originalidade aqui, admito, já que alguém disse que a diferença entre um remédio e o veneno é a dose... E, certamente, em repetidas vezes, transpassamos o limite da dose para uma a outra aplicação.
Uma matéria não muito recente, em um blog que acompanho, toca de maneira bem interessante na questão, ao alertar-nos de que estamos desaprendendo a viver no mundo real. (Veja a matéria aqui!)
Penso que seja um cuidado constante, esse de entendermos o valor das tecnologias, sem que a deixemos sobrepor-se aos nossos interesses reais, do mundo analógico. Saber conversar com o outro, olhar nos olhos das pessoas, estarmos conectados às sensibilidades e percepções humanas... e assim por diante.
A busca da integralidade com o mundo real faz-se importante e essencial neste mundo em que, a cada dia, estranhamo-nos do envolvimento humano.




segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Crônica sobre a necessidade de aprovação

Quando um dos meus ídolos havia me dito que tinha lido o meu livro, tomou conta de mim um misto de alegria e angústia de saber o que ele havia achado.
_ Bem singelo. - disse-me ele.
_ Espero que isto seja um elogio. - Estava nervoso e torcia pela aprovação.
_ E porque você precisa do meu elogio? - Perguntou-me, assim, filosoficamente.
Devo ter parado uns bons minutos neste pensamento. Por que precisamos dos elogios? Vaidade, insegurança, necessidade de afirmação... sei lá.
E lá vamos nós, caminhando, nesta necessidade frenética de aprovação. Aprovação da nossa compleição física, das nossas posturas e atitudes, das nossas produções...
Talvez uma das soluções seja o desenvolvimento de um senso crítico mais apurado, que se adiante a qualquer mensuração externa (não que as mensurações externas sejam ruins...). O senso crítico deve ser o termômetro de qualquer movimento.
Entretanto, vivemos um momento social e tecnológico em que somos instados a seguirem determinado modelo - quase sempre inalcançável... -, que nos impele a sermos o que não somos. E o pior é que acreditamos ser possível transformar-nos no que não somos.
Nessa distorção, diminuímos toda possibilidade de desenvolvimento do senso crítico para aprimoramento de um certo senso de cópia àquele modelo que não nos pertence.
Assim, sem elaboração de um pensamento crítico, deixamos de perceber o que somos e o que fazemos de maneira mais original. E, sem essa percepção, sim, precisamos de uma aprovação externa.
Claro que é importante ouvirmos e entendermos as críticas que recebemos. Mas, de uma maneira geral, as opiniões que nos chegam estão balizadas pelos princípios básicos do "gostei" e do "não gostei". E gostar ou não gostar de algo não representa, exatamente, um pensamento crítico. Quando o nosso senso está apurado, sabemos peneirar essas manifestações: para o "gostar" ou o "não gostar", meu posicionamento é um; para as apreciações críticas e racionais, minha postura deve ser outra. Além do mais, as apreciações críticas de valor estarão muito longe dos sentidos rasos de aprovação ou de desaprovação...
É importante saber caminhar pelos rumos de captar essas diferenciações.
Meus devaneios reflexivos ainda iam longe, mas o meu ídolo, certamente cônscio do que se passava na minha cabeça, despertou-me:
_ Você não precisa dos meus elogios!


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

A questão da gestão escolar

Quem trabalha em escola pública ou conhece alguma história de lá, certamente já ouviu, em momentos de críticas impensadas, expressões que colocavam alguns problemas ocorridos por aquelas bandas em contas alheias (ora é a família, ora são os alunos, ora é o governo... e por aí vai).
Se nos preocuparmos em deter a atenção em alguns detalhes, possivelmente vamos perceber que nem tudo é culpa de terceiros. Às vezes, a raiz do problema está bem pertinho. E até tem nome: incompetência de gestão.
Normalmente, o corpo diretivo de uma escola pública é formado por um tripé administrativo-pedagógico: o Diretor, o vice Diretor (ou Assistente de Diretor) e o Coordenador Pedagógico. Não são funções fáceis, nem tranquilas, e demandam um preparo muito grande para gerenciarem, em alguns momentos, caos e confusões.
Entretanto, em determinadas situações, as coisas descambam para o grande mal de algumas instituições - a ocorrência de uma má gestão.
Todo e qualquer gestor deve estar imbuído de um conjunto de competências necessárias à realização positiva de suas funções - no mínimo, é preciso entender de administração financeira, material, profissional e de equipes. Não é diferente para o gestor escolar, que precisa organizar o ambiente escolar para o efetivo estabelecimento de uma atmosfera positiva de realizações.
Em algumas escolas, é assim mesmo. O ambiente e as realizações são sempre positivos.
Em algumas outras, entretanto, há ocorrências de mau gerenciamento. As situações vão desde as incompetências meramente administrativas ou relacionais às de maior grau, na minha opinião, que são as de desvios de dinheiros, que deveriam ser aplicados em melhorias e instalações e acessórios que permitissem alguns alentos para a comunidade escolar.
Penso que cabe, na impossibilidade de haver uma supervisão mais efetiva, e em se tratando deste último caso, de haver uma espécie de controle dos próprios participantes da comunidade escolar. Professores, pais e alunos precisam estar atentos ao modo como se configura uma gestão escolar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Anotações - Sobre as notícias falsas

O título desta publicação bem poderia ser as variáveis sobre a comunicação, de uma maneira geral. De que forma nos comunicamos com o nosso público, seja nas interações sociais ou nas de âmbito corporativo e profissional? Mas quis aproveitar-me do tema da moda: as notícias falsas.
Com o advento das mídias sociais, essa questão ganhou dimensão e importância muito além das medidas. O que antes estava apenas categorizado nas premissas de um boato sem muito valor, ganhou status de ferramenta modificadora de realidades... Haja vista, as discussões sobre mudanças de rumos em eleições no mundo todo a partir da veiculação de falsas notícias e comunicações dúbias.
Precisamos, cada vez mais, abrirmos os olhos para os fatos que nos chegam disfarçados de piadinhas inocentes nos comunicadores digitais. Pelo menos, duplamente: abrir os olhos para constatar se tudo aquilo é verdade e abrir os olhos para não cairmos na tentação de compartilhar de imediato aos infindáveis amigos, criando uma rede de estabelecimento de inverossimilhanças que todos juram serem verdades.
Na medida em que temos um canal de informação à nossa disposição e que somos, de alguma maneira, influenciadores digitais, precisamos exercitar a responsabilidade da cidadania. Hoje em dia, todo mundo é um pouco produtor de conteúdo (tenha ele a qualidade que tiver...) e essa premissa guarda, exatamente, a responsabilidade dita aí atrás: se o seu conteúdo vai chegar a 10 ou a milhares de pessoas, ele precisa ser sério.
Na extensão, toda comunicação precisa estar atrelada à função coletiva e ser amparada em ditames legais.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Anotações - Dia do Folclore

Hoje, 22 de agosto, comemora-se o Dia do Folclore. É natural que, em alguns espaços escolares, as crianças tenham que fazer trabalhos alusivos à data. E que o tema esteja em alta.
Seria bom se a ideia de folclore tivesse significado em todos os instantes, já que somos todos resultados de nossas experiências e vivências cotidianas (familiares ou sociais). O Folclore, uma grande ciência, estuda exatamente a constituição do povo como resultado das manifestações de usos e costumes de seus entornos (familiares ou sociais, repito).
O Folclore não é só o estudo dos mitos e lendas das regiões (o que por si só, já é uma grande contribuição, é verdade!), mas também se preocupa com as dimensões culturais mais diversas que formam essas regiões: alimentação, comportamentos, religião, uso da língua e das manifestações faladas e escritas, brinquedos e brincadeiras, tradições sociais e por aí vai.
Quando conseguimos entender a dimensão do entendimento folclórico com o desenvolvimento de um povo, fica mais interessante os estudos das relações sociais e de comportamentos desse povo. E, no caminho, fica mais interessante percebermos a grande teia em que somos constituídos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Mestres de ofícios - O saber fazer

A ideia dos antigos mestres de ofício estava fundamentada na capacidade do saber fazer. Penso que seria interessante resgatar esse conceito.
O saber fazer é uma competência desenvolvida através da relação do trabalho pelo domínio de ferramentas largamente experimentadas e conhecidas. Os mestres de ofício herdavam - ou desenvolviam - exatamente esse domínio. Normalmente, esse domínio é o resultado de 
inúmeras vivências e experiências no manejo do trabalho, geralmente associadas aos aspectos manuais de realização.
Mas não só. Vários mestres de ofício debruçaram-se em estudos teóricos de longas datas para o aperfeiçoamento do fazer.
Todos que trabalham com as variáveis pedagógicas precisariam espelhar-se nesse modus operandi.
As relações de ensino e aprendizagem devem estar atreladas ao desenvolvimento desses princípios de competência: estudar, compreender o seu objeto de trabalho, aprender novas referências, desenvolver ferramentas, saber ensinar etc.
Precisamos preocupar-nos com a era da superficialidade em que nos vemos. Em grande parte dos espaços escolares, tanto professores quanto alunos veem-se confusos em relação ao que ensinam e ao que aprendem. Uns não dominam muito bem o que estão transmitindo; outros não entendem muito bem o que estão aprendendo. E uma máxima que já conhecia muito bem ("Você finge que ensina e eu finjo que aprendo.") ganha contornos maiores.
E aí corta para o mercado de trabalho (ou para as relações sociais, de uma maneira geral). E estamos diante de pessoas com falta de iniciativa, de atitude e de criatividade. E com falta de paixão por aprender!
Os antigos mestres de ofícios sabiam despertar e motivar os aprendizes... e por algumas razões bem simples: o que eles ensinavam tinham uma utilidade prática; o que eles ensinavam eram produto de uma relação de saber fazer; quando eles não sabiam ensinar algo, os mestres estimulavam a busca de soluções práticas, normalmente em conjunto; o ambiente de aprendizagem era constantemente estimulador de descobertas e de realizações de potencialidades.
Quando pensamos nos espaços escolares de hoje, de uma maneira geral, desculpem-me, não enxergamos muita motivação para descobertas e realizações daquelas potencialidades. E talvez não seja tão complicado assim transpor aquele cenário para as escolas, respeitando-se todos os sistemas e realidades em que estão inseridas.
E a ideia de pensar em uma mudança assim só está refletida na realidade de que o nosso compromisso maior é o da promoção do desenvolvimento dos nossos alunos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Anotações - O mundo digital

Dia desses, a televisão abordou, ainda que superficialmente, a questão do uso dos aparelhos celulares nas salas de aulas, aproveitando-se da notícia de que, na França, uma lei nova determinava que nem se podia entrar nas escolas com telefones celulares.
Com todo o respeito ao país, não entendo como uma lei na França pode servir de parâmetro para pensarmos o que é bom ou ruim nas nossas escolas.
Vejamos. É fato incontestável que estamos imersos nos ditames do mundo digital. E que, quando bem utilizada, a ferramenta digital é fascinante e socorre-nos de variadas intempéries... Disse "quando bem utilizada" e, imediatamente, deu uma vontade danada de corrigir o que estava escrito. A bem da verdade, sobre qualquer ferramenta, é preciso que saibamos bem utilizar suas potencialidades. Com os aparelhos celulares, não se foge à regra.
Está na tela desses instrumentos o alcance a uma diversidade de informações, que pode nos ajudar e muito pelos caminhos da sociedade. Então, porque não começar nas escolar, sob a supervisão dos bons professores, o preparo e a formação para esse cidadão digital pleno? Esse cidadão é o que vai saber utilizar a tecnologia de uma forma positiva.
Penso que o medo e os receios que imperam estejam na justificativa de um medo infundado de que os alunos vão deixar de aprender ou de concentrarem-se nas mediações dos professores... Mas será que, com a utilização consciente e bem fundamentada das novas tecnologias, não será exatamente o contrário? Alunos interessados e antenados com o que há de novo. Pensemos!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Quando o pensamento atrapalha a evolução

Não são fáceis os caminhos do desenvolvimento pessoal. É preciso estruturar-se - e bastante - para não sucumbirmos ante os descaminhos da vida.
É normal estarmos ali batalhando para sobrepor-se aos ruins dos trilhos e, do nada, vem um pensamento incerto para bagunçar nosso otimismo. É normal.
O que não pode ser normal, caro amigo, é deixar este pensamento ser maior do que sua vontade de caminhar pelas rotas da esperança. De certa maneira, fomos constituídos da matéria das conquistas; quando não conquistamos, é porque deixamos os pensamentos atrapalharem a evolução.
Em algumas medidas - para uns mais do que para outros -, os nossos pensamentos interferem nas atitudes e comportamentos que devemos ter pelos rumos por que estamos navegando.
É imperioso que tracemos estratégias para melhorar os pensamentos. Isso mesmo. Esse descaminho pode ser corrigido. Conceitualmente, a psicologia vem nos ajudando bastante com tópicos interessantes para estudarmos.
De alguma forma, se estamos honestamente conscientes de todo o poderio que nos abriga pelas determinações e habilidades, não há muito o que temer. Veja que é preciso estar atentos justamente ao que nos constitui (habilidades) e encaminhar-se de propósitos (determinações).
Certo é que a vida, às vezes, prega-nos algumas inseguranças e medos e desconfortos. Entretanto, pare para pensar um pouco: não é exatamente, nesses momentos, que você se sente um pouco mais forte? Não douremos a pílula... isso é uma verdade plena! Quando estamos conscientes do que sabemos e dedicamo-nos à movimentação das potencialidades que nos encaminham as ações, descobrimos do que somos capazes... E, o melhor, parece haver uma certa conjuração de intenções, que conduz os encaminhamentos para uma positividade que nem se imaginava.
Experimente trazer para a superfície da consciência todas as angústias que lhe acometerem em alguma situação futura. Respire fundo e seja simples e honesto com sua natureza - se sabe, diga que sabe; se não sabe, diga que não sabe. Aliás, a ideia de saber e de não saber é um dos caminhos mais interessantes para vencer as inseguranças de um pensamento descabido que pode tentar nos atrapalhar.
Busque seu movimento mais real e condizente com os espaços em que você está entrando... Não há pensamento ruim que possa atrapalhar suas passadas.