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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Para refletir - Sobre a ação


terça-feira, 27 de março de 2018

Para refletir - Habilidade, motivação, atitude


segunda-feira, 26 de março de 2018

Ficar e permanecer de pé

Há muito vento por aí, disse-me o professor, e diante das tempestades, é esperado que caiamos a cada levantar de poeira... Estamos frágeis, na verdade. O que diferencia, na escala do desenvolvimento pessoal, é o quanto conseguir ficar de pé... E permanecer assim!
Quando somos responsáveis pelos processos de evolução das pessoas - incluídos aí os educadores e os líderes corporativos -, temos que dizer sobre isso e fazer da nossa fala um encaminhamento pedagógico: não importa quanto há de tempestade, é preciso ficar e permanecer de pé.
É preciso revestir-se de força nova para aguentar os dissabores... que não serão poucos. É preciso descobrir energias escondidas para resistir às quedas. É preciso encontrar determinação para vencer as escuridões.
Quando estamos trabalhando para facilitar o processo de desenvolvimento de alguém, os mantras são esses... E o discurso sempre constante - e persistente - é o de fazer com que eles se descubram poderosos.
E não há enganação aqui: ficar e permanecer de pé são os únicos caminhos da evolução. É só assim que nos descobrimos capazes de vencer todas as barreiras que vão surgir.
Vai dar trabalho, é bom que se diga logo. Vencer os ventos é tarefa estafante e, se não estivermos preparados, lá pelas tantas, vai ser tentador que se desista de tanto esforço. Por essa razão é que muitos ficam pelos caminhos, caídos pelas tristezas das trilhas.
Afastemo-nos, pois, das tristezas das trilhas.
Afastemo-nos, também, do desânimo que os caminhos de alguns rumos, certamente, vão nos apresentar.
Afastemo-nos, ainda, dos pensamentos cinzas que nos empurram pelas ladeiras.
É preciso apegar-se à esperança dos pensamentos bons. E dos caminhos bons. E das companhias boas. E que tenhamos a devida competência para julgar o bom nos pensamentos, nos caminhos, nas pessoas. Isso porque, certamente, além dos ventos e tempestades, seremos também impelidos à queda pelos juízos errados que fizermos nas tais trilhas... Competência, talento, habilidade e preparo deverão ser nossas cartilhas. Cuidemos disso!
E, toda vez que ficarmos e permanecermos de pé, na vitória ante às vicissitudes, que saibamos comemorar o triunfo que deverá nos manter nessa missão.


sexta-feira, 16 de março de 2018

Anotações - A mente: aliada e inimiga

O preparo mental é um dos principais caminhos de preocupação para os processos de desenvolvimento pessoal. Isso porque a nossa mente, com todas as suas variáveis (emoção, pensamentos etc.), pode tornar-se aliada ou inimiga em nossos intentos.
E como é difícil lidar com os aspectos mentais. Ora, estamos animados com as perspectivas do caminho; ora, afundamo-nos em desânimos diante das mesmas perspectivas.
É preciso tomar cuidado. É preciso estar atento. Os nossos pensamentos traduzem-se nas mais vigorosas forças.
Busque o equilíbrio mental. Busque resgatar a energia psíquica. Busque a tranquilidade dos pensamentos. Não é nada fácil, eu sei. Mas é essencial buscar essas forças.
A principal saída é a consciência de suas capacidades e de seus pontos fortes. Traga essa consciência, sempre, em seus pensamentos... como uma mantra. Há uma energia muito forte nessa consciência; quando sua mente desvirtuar-se, tenha sempre visível e presente toda a capacidade que você tem. Em alguns momentos, uma certa fraqueza vai tentar convencer-lhe de desistir... Não desista!
Tudo o que passa em nossa mente precisa estar no plano da consciência e, na medida em que se desperta a energia das capacidades, os pensamentos estarão sempre como nosso aliado.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Atitude e consciência ética

No plano do desenvolvimento pessoal e da evolução natural do ser humano, os conceitos de atitude e de consciência ética perfazem a obrigação de qualquer caminho de formação.
Neste caminho, de elaboração constante e de exercícios de experimentação contínua, somos convidados a estarmos sempre em busca do melhor que há em nós. Quando não conseguimos entender as trilhas que há nesse caminho, perdemos o bonde da história do aperfeiçoamento. E porque há sempre muito trabalho na constituição deste caminho, para muitos é mais fácil perder-se em encurtamentos de rumos, que nem sempre revelam-se em o que é certo a fazer.
Por esse pensamento, é que as ideias da atitude e do desenvolvimento da consciência ética é que se tornam obrigatórias na percepção de cada um.
A atitude é a variável que nos move no fazer. Tudo o que está por vir é o mote do que está a ser feito. É preciso o movimento da atitude para tornar concreto aquilo que está no plano das ideias, dos sonhos, dos desejos. É preciso levantar-se, erguer a cabeça e construir as realizações.
Às vezes, não é muito fácil, entendo, mas não há outro jeito: nada vai se realizar por si só; é preciso esforço e determinação na elaboração do que é possível.
E, à determinação do fazer, junte-se a premissa de que é preciso fazer o que é certo. Nossas ações não podem ser embasadas na visão que temos do nosso umbigo, é preciso pensar no outro (o outro como ser humano, o outro como ambiente, o outro como o espaço coletivo em que vivemos, o outro como o plano geográfico em que residimos)... e são tantos esses outros, que a nossa responsabilidade de ação está em nunca prejudicar quem quer que seja. Por isso, a ideia de ética é importante.
O desenvolvimento da consciência ética é quem vai determinar os parâmetros para o meu fazer como algo a ser correto. E também não é lá muito simples, já que vivemos tempos de distorções de valores e de comportamento; nossa atenção deve ser exercitada para as consequências de nossas ações. Constantemente. Se o que faço transforma positivamente meu entorno (físico, geográfico, relacional etc.), tenho aí um sinal de que os meus rumos estão no caminho certo; se minhas realizações não contribuem para a positividade do que está ao meu redor, devo rever os planos. E a coisa pode ser sintetizada assim: faço e tomo consciência da análise do meu fazer... foi bom? Ajudou alguém? Prejudicou?... E por aí vai, em um ritmo frenético de senso crítico. Trabalhoso, é verdade, mas que permite uma consciência tranquila.
Quando juntamos a competência da atitude com a percepção ética de nossos movimentos, somos agentes especiais de um processo de modificações positivas nos caminhos pelos quais atravessamos... semeando e colhendo mudanças significativas em favor da coletividade.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A era do talento

Já há algum tempo, estamos na era do talento, no que diz respeito à busca de variáveis para o entendimento do desenvolvimento pessoal. A era do talento é a que consagra a excelência das competências e habilidades individuais, que se redimensionam para além das médias verificadas. O sujeito é, reconhecidamente, talentoso, quando se expressa além do que é esperado e quando suas ações e atitudes repercutem em feitos que representam benefícios para si e para outros.
Bom, reconheço que, aqui, há um pouco de teoria, é verdade. Frequentemente, vemos sujeitos caracterizados de talentosos, quando, na verdade, o que está sendo dito trata-se de uma relação de conveniência para algo ou alguém (o melhor exemplo são os da fugazes celebridades, que ganham notoriedade após feitos digitais arranjados ou que interessam a alguma mídia oportunista). Mas esse modelo de "talento" não será tratado aqui.
Falemos dos verdadeiros talentos, aqueles burilados em esforços muitos e determinação alta. Esses, cujos trabalhos e posturas significam muito. É desse talento, em cuja era estamos, que nos interessa para refletir.
Na busca de caminhos para a formação pessoal, nessa era, de saída, as duas variáveis já ditas - esforços muitos e determinação alta - são essenciais. Outra questão é a de que se deve ter consciência plena daquilo que se faz bem feito.
Todos temos clareza daquilo, sobre o que sabemos fazer, que o fazemos bem. Se não, é preciso que o tenhamos. Mergulhe aí, no seu processo de auto consciência, e busque como se comporta em relação à entrega daquilo que realiza. E não se preocupe, em um primeiro momento, se a sua realização reporta-se algo profissional ou não. O mais importante é parametrizar como você se entrega àquela realização.
Se o resultado é um cansaço fenomenal, mas nada de concreto sai desse cansaço, pode estar acontecendo algo em relação ao fazer; mas se o mesmo cansaço traz-lhe a dimensão, ainda que pouco exata, de que algo grande foi feito, isso pode ser um indicador positivo. Traga tudo isso - negativo e positivo - para o âmbito das necessárias reflexões - e, certamente, você terá uma ideia do caminho a seguir, em relação a essa busca da consciência.
E este vai ser um caminho que exigirá muito esforço. É aqui que acontecem as leituras e as referências científicas que embasarão o seu crescimento. Haverá necessidade, tenha certeza, de dispender muito esforço nesse rumo. Para se ter uma ideia desse esforço, em muitos dos instantes, a tendência é pensarmos em desistir. Há uma analogia de pensamento interessante, para a compreensão desse momento, com o caminho mítico do herói. A formação é algo que exige do sujeito a mesma referência da mitologia do caminho do herói: sair de casa - receber uma missão - enfrentar obstáculos - receber mediações - conquistar objetivos - receber nova missão... e assim por diante.
A ideia de determinação alta está na mesma compreensão. Se o esforço é muito e constante, a minha determinação precisa estar em alta. O que novamente aproxima-se da referência mitológica - não há processo heroico sem determinação.
É assim que se constitui o talento. E a sobrevivência nessa era vai estar atrelada a essa constituição.


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ideias e atitudes

Um dos fatores mais principais nos caminhos do desenvolvimento pessoal é integrar ideias e atitudes em um propósito de evolução. São dois fatores que podem representar ganhos muito positivos.
O plano das ideias está relacionado com a capacidade criativa e de prospecção de soluções para os mais diversos fatores; o encaminhamento de atitudes está embasado nas competências de determinação e de vontade. Pode-se pensar que os dois aspectos fundamentam-se no processo natural de evolução - por um lado, o fator das ideias está implícito nas variáveis de formação intelectual; por outro, o fator das atitudes está acoplado às de formação emocional.
A capacidade criativa de solucionar problemas não pode ser creditada aos elementos de acaso e sorte. Ter ideias está nos planos de formação mental para os processos intelectuais. Quanto mais capacidade de leituras (as mais diversas) possuir o sujeito, tanto mais suas variáveis mentais estarão preparadas para as situações criativas que exigirem os problemas que ele enfrentar.
A pessoa que, no seu processo de formação intelectual, treinou sua mente para as variadas elaborações que a vida exige estará mais suscetível às resoluções necessárias que os rumos da vida pedem. Assim, a capacidade de ter ideias e perspectivas de criatividade para as soluções do dia a dia não é um caminho mágico, privilégio de poucas pessoas que possuam dons especiais para a coisa. A capacidade da ocorrência de soluções para os problemas cotidianos está no preparo com que se formaram os processos mentais para a apreensão das múltiplas leituras que chegam todos os dias - ora, são as aprendizagens corriqueiras dos espaços escolares; ora, são as mensagens dos ambientes familiares; ora, são os estímulos das leituras físicas que fazemos (livros, jornais, revistas etc); ora, são as conversas de que participamos; ora, são as interferências naturais dos ambientes; e assim por diante... Assim, quanto mais estivermos conscientes desses processos mentais que perfazem os caminhos naturais de nossa evolução, tanto mais nos habilitamos à capacidade de produzir elaborações criativas que solucionem aspectos do dia a dia.
A variável da atitude está condicionada aos fatores saudáveis de crescimento emocional. Em nosso desenvolvimento, passamos, também, por uma diversidade de vivências emocionais, com as quais trocamos cargas de realizações - nas alegrias, aprendemos o conceito de bem estar diante das ocorrências; nas tristezas, defrontamo-nos com os elementos de sofrimento e pesar (para ficar só nas duas principais vivências emocionais por que passamos). E é o quanto conseguimos tornar em equilíbrio essas diversidades de vivências emocionais que marcará nosso pressuposto de atitudes diante das necessidades que surgirem. E a questão é essa mesma, de equilíbrio. Se formos sujeitos que experimentaram em demasia a relação de felicidade diante dos pressupostos, ou se formos aqueles que se deprimiram mais no tocante às sensações de tristezas, estaremos nas relações de desacordo frente aos encaminhamentos das atitudes de que precisarmos: ou estaremos com excesso de confiança ou com excesso de descrédito nos caminhos do que precisa ser feito. Saber ter atitude, seja ela qual for, envolve equilíbrio e discernimento diante dos muitos fatores a serem verificados pelas trilhas dos nossos caminhos.
E é só assim que ter a capacidade de criar ideias e postar-se com atitudes diante do que precisa ser feito faz do processo de desenvolvimento pessoal a mesma trilha de formação e de aperfeiçoamento na nossa evolução.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Anotações - Empreendedorismo e sonhos

Somos todos feitos de uma matéria que se agarra, indissolúvel, aos sonhos e, desesperadamente, busca realizá-los. Quando não conseguimos, parece o fim do mundo e uma angústia toma conta dos pensamentos e das ações. Não se preocupe, é assim mesmo para todos que acreditam naqueles sonhos. E deve ser assim mesmo, para não nos distrairmos pelos caminhos. A angústia bem pode ser compreendida como um alerta... aliás, só pode ser compreendida como um alerta.
O caminho do empreendedorismo não é dos mais fáceis, é verdade. Mas empreender não é rotina diferente da vida. Todos os dias, você acorda e é bom que tenha um objetivo claro e determinado para esse dia... Até porque, senão, seria melhor continuar na cama. Mas você não continua na cama, levanta, sacode a poeira e desperta para os sentidos, cheio da crença de que tudo vai dar certo.
É preciso, apenas, juntar atitudes e ações a essa crença. Organizar-se em planos, cercar-se de bons parceiros, vestir-se de renovadas determinações, aprender novas competências e habilidades, abrir os olhos ao mundo que lhe cerca, ouvir os sinais que chegam disfarçados de inspirações, reconhecer limites (e, se possível, superá-los), estar disponível a novos caminhos e rotas que podem ser alternativas aos caminhos habituais, ser sincero em seus movimentos... e por aí vai.
Empreender é viver!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Mover-se

Pensei nas folhas caídas das árvores... Parece sofrimento, em uma remissão à ideia de morte. As folhas caídas, a árvore despida, sem flores, sem cores, a vida que se foi. Mas, como na história do Buscaglia (*), as folhas caídas são o alimento para que a árvore renasça nas outras primaveras.
E penso que há muita relação entre a visão das folhas caídas - e esse viés reflexivo - com os nossos caminhos de desenvolvimento pessoal. Sobretudo, a partir do conceito de mover-se a algum lugar.
Não se pode conceber a referência da estagnação quando se encaminham os pressupostos para os trilhos da evolução pessoal. No movimento é que se encontram todas as perspectivas e possibilidades de transformação. A grande questão é que está, também, no movimento todos os riscos e ousadias do mundo. Daí, a ideia de medo quando se pensa em mover-se em direção a algo. O movimento, de alguma forma, revela muito do inesperado. Daí, também, que parece estar contida, na ideia de movimento, a referência do perigo... E, assim, para alguns pensamentos, mover-se parece atrelar-se a um rumo desconhecido, em que pairam todos os temores do mundo. Na mesma história do Buscaglia, a folha tinha medo de morrer... E é amparada, por uma máxima filosófica: "Todos temos medo do que não conhecemos...". Mas é preciso enfrentar o desconhecido, nesta aventura que se chama "conhecimento".
O conhecimento é um dos resultados do mover-se para algo. Faz-se necessário preparar-se para o tal do inesperado, do desconhecido. E é aí que se revela importante o quanto de energia se transferiu para a busca do conhecimento. Repita-se: esse movimento, esse gasto de energia traz à tona todo o cansaço possível. Às vezes, quando faz parecer que não suportaremos, a vontade é a de encostar-se a um canto, em um estado de quase morte, como quem não consegue dar mais um passo. Nessa hora, pense, também, nas folhas caídas das árvores: não é um fim; é um revelar-se de outro caminho, sabe-se lá com que configuração, que se demonstra necessário para a retomada da vida.
É assim que é o movimento: a busca de uma configuração que transforma a vida! E aí, damos mais um passo... alargamos mais o horizonte, na busca de outras contemplações... enxergamos outras possibilidades... estabelecemos novos aprendizados... vislumbramos rotas não previstas... e damos outros passos. Quando percebemos, a quase morte transfigurou-se em uma nova vida. Afinal de contas, a ideia de morte, de fim, está mais associada à estagnação do que ao movimento.

(*) A história de uma folha, Leo Buscaglia.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Anotações - Aprender, desaprender e reaprender

Dias desses, chegou-me, através das redes digitais, uma frase atribuída ao escritor e futurista Alvin Toffler, falecido recentemente, aos 87 anos: "Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.".
A frase é emblemática para refletirmos sobre os processos de aprendizagem. Longe de pensar a aprendizagem como algo finalizado, pronto, acabado, a mensagem nos convida a pensar o ato de aprender como algo que se reconfigura em um moto contínuo de mudanças de fases. Aquilo que eu aprendo, tenho que estar preparado para a possibilidade de desaprendê-lo, no sentido de reaprender, de enxergar uma nova forma - um novo olhar - de construção do conhecimento. A ideia de reconfiguração cabe bem aqui: modificar as variáveis de aprendizagem.
Não há ideia estanque de evolução. O processo todo é dinâmico e exige perspectiva de mudança e de renovação do olhar.
Àquela variável de aprendizagem como algo fixo, colocamos o sentido de revisão e de reformulação... E é assim com a vida, com os caminhos naturais que enfrentamos em nosso crescimento. Às vezes, um conhecimento serve; às vezes, não. É preciso redimensionar toda a nossa visão do mundo e as leituras que nos chegam, em um movimento constante de busca de replanejamento das linhas e dos caminhos que tomamos.
Quando estivermos plenos desse propósito - aprender, desaprender e reaprender - é que estaremos conscientes dos rumos de nossa evolução pessoal.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Viver a vida

Nas trilhas do desenvolvimento pessoal e nos processos naturais de evolução pessoal, fomos apresentados ao conceito de seriedade. Precisamos ser sérios e responsáveis, é o que nos dizem as máximas de evolução. E a esse conceito, deixamos de lado os aspectos de alegria da vida, já que a ideia de sorrir e de ser feliz opunha-se ao sentido de seriedade. Quanto mais aparentarmos seriedade, tanto mais nos apontarão como pessoas responsáveis.
E assim vivemos a vida negando os conceitos de felicidade, já que fomos nos acostumando aos princípios dos sacrifícios - quanto mais nos sacrificarmos em relação aos caminhos que tomamos, tanto mais adotaremos posturas e comportamentos de pessoas responsáveis... O pior de tudo é acreditar nessa máxima e fazer de nossa vida um porto de tristeza e de lamentações.
A dinâmica da vida não olha para alegrias e tristezas. A vida flutua ao sabor de ocorrências naturais, casuais ou não, todas elas despidas de significado valorativo - as coisas acontecem porque acontecem. Nós é que atribuímos valores a estas ocorrências. Se estamos bem e equilibrados, enxergamos tudo por uma ótica maviosa; se não estamos bem, a ótica é a do negativismo.
Precisamos aprender a viver a vida, como ela se nos apresenta. Não há maquiagem na ocorrência dos momentos... eles são porque são. Quem faz a maquiagem somos nós.
Lembro-me de uma teoria que aprendi, já há algum tempo, do encantamento da vida. Somos os únicos animais capazes de encantar e desencantar as coisas. Diante de qualquer situações que enfrentamos, podemos encantar ou desencantar as ocorrências - é assim, para ficar em uma situação trivial, que há aqueles que gostam do sol e aqueles que gostam da chuva... E não há no sol ou na chuva nenhuma referência valorativa que traga uma dimensão avaliativa para um ou para outro.
Viver a vida é reconhecer que as ocorrências dela são assim: dinâmicas e sem aspectos valorativos.
Dotados desse conhecimento, podemos passar a dar importância ao que realmente é significativo: nossa formação (vivencial, cultural, emocional etc) diante das perspectivas que me chegam (concretamente ou não). É como estou formado que me habilita a perceber os aspectos da vida.
Não é fácil falar de formação. Isso, porque fomos levado por outra instância cultural: a das avaliações. Os sistemas tentam nos balizar por parâmetros reconhecidos como medianos e de certificação. Novamente, a vida mostra-nos outros trilhos: não há sistema de avaliação que parametrize, de forma padronizada, nossa capacidade de portar-nos diante das intempéries: em algumas situações, eu reajo de um jeito: em outras, minha reação é completamente diferente.
Esqueçamos, pois, os parâmetros e os mecanismos de padronização dos sistemas diversos que nos chegam. Vivamos a vida!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Anotações - A evolução pessoal

Na maior parte das vezes, o processo de evolução pessoal é dimensionado pelos fatores de aprendizagens por que o ser humano passa. E, em alguns casos, esses fatores de aprendizagens não representam situações suaves. Em muitos dos caminhos, o desenvolvimento é marcado por espinhosas trilhas.
Aprender algo significa reter conhecimentos que lhe serão úteis nas variáveis de evolução. E o processo de retenção de conhecimentos exige algum tipo de disposição e de entrega, às vezes superior ao que se pode suportar. Parece dramático, mas é assim que acontece. Você quer aprender algo na busca de alguma rota de desenvolvimento? É preciso um pouco de sacrifício.
E como a vida é dinâmica, não há uma carta de navegação que lhe garanta caminhos macios... Aliás, até há a tal carta de navegação, mas ela vai exigir uma postura de atenção constante, que, em alguns casos, resulta em variadas revisões de caminhos.
Dito assim, parece preferível evitar o desenvolvimento. Acontece que o ser humano está fadado a esse processo. Evoluir faz parte do ser humano. Resta-nos que estejamos preparados aos caminhos e descaminhos que surgirão. 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Anotações - Os caminhos do entusiasmo na vivência infantil

Outra vez, fui agraciado pela participação infantil em uma de minhas atividades desenvolvidas nesse final de semana que passou. Quem acompanha minhas ideias e apontamentos já percebeu que sou entusiasta da percepção do comportamento infantil, na apreensão das variadas referências de aprendizagens.
A criança, por ter aguçado o seu senso de experimentação, não tem medo de errar. E é nesse caminho de experimentação, que a criança nos ensina as variáveis mais valorativas do aprender.
Nós, adultos, perdemos um pouco dessa capacidade de tentar. E crescemos sufocados pelas instâncias sociais, que nos impelem à ideia de que é preciso acertar sempre... resultado disso é que, quando nos percebemos na possibilidade de errar, deixamos de tentar... de fazer!
Precisamos resgatar aquela criança que um dia fomos, aquela que não tinha medo de tentar, de experimentar. Para que possamos explorar nossas capacidade mais intrínsecas da realização.