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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Recesso de Carnaval


Para refletir - Fazer e amar o que está fazendo


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Anotações - A minha vida é diferente da sua

No ônibus, os amigos conversavam. Não prestei atenção nos meandros da conversa, mas sei que ela se concluiu com a frase que dá título a essa publicação: "A minha vida é diferente da sua.". Talvez estivessem falando dos comportamentos que devemos ter frente a uma situação qualquer e um deles, possivelmente, pensou em padronizar as referências, ao que, imagino, o outro saiu-se com essa: "A minha vida é diferente da sua".
E não há certeza mais contundente. Cada indivíduo comporta-se de forma personalíssima frente a qualquer variável. A assertiva vale para entendermos um pouco sobre os relacionamentos vários: cada sujeito vai posicionar-se segundo suas vivências e experiências, de maneira absolutamente individual e não padronizada ou pasteurizada.
A insistência justifica-se pela maneira como nos portamos diante das diferenças. Na maior parte das vezes, queremos que as pessoas concordem com nossos argumentos e posicionamentos, sob pena de instaurarmos o fim da amizade e do querer bem. É o princípio da intolerância.
Ora, cada vida é diferente. Natural que cada vida vai valer-se de suas experiências para julgar ou posicionar-se diante de algum embate, tenha ele o tamanho que tiver. Em alguns casos, pode até haver concordância - mas não o será por causa da beleza dos nossos olhos; a concordância deve ser balizada pelas vivências que o indivíduo experimentou e em cujo propósito residem as opiniões afins.
Em outros casos, podem acontecer discordâncias - mas não o será por conflitos desnecessários; a mesma experiência de vida pode suscitar discrepâncias de opiniões. Tudo normal.
E até porque "a minha vida é diferente da sua", pode até acontecer que, nas suas discussões, eu não precise ter opinião formada. Nesse caso, minha quietude é pura e simplesmente por razão de não ter o que dizer.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Anotações - Determinação

Não há aprendizagem sem determinação. É a determinação que nos move aos espaços de buscas de desenvolvimento. Querer fazer algo ou querer aprender algo exigem essa tal determinação. De outra forma, não há evolução.
A questão é que muitos de nós acostumamo-nos ao ideal da prontidão. E gostamos dessa variável de receber coisas prontas, sobre as quais não há necessidade de verter nenhum esforço de elaboração. Por isso que as atividades de elaboração são vistas com certo preconceito, já que a ideia de demandar algum tipo de esforço quase sempre gera um pensamento de resistência. O cérebro não entende como, nestes tempos modernos, chega a ser necessário produzir/fazer algo. É melhor encontrá-lo já pronto. E é assim que muitos dos mercados das obras prontas acabam fazendo algum sucesso, encontrando uma demanda, justamente, ávida por essas facilidades.
Mas esse cenário não representa evolução pessoal. Ao encontrar algo pronto e valorizá-lo, o sujeito deixa de ser responsável pela criação e, por conseguinte, acomoda-se à sua capacidade de realização. Do processo de acomodação ao de prostração é um pulo. O sujeito acomodado, no que diz respeito ao seu viés de desenvolvimento, torna-se uma espécie de pária do seu espaço de formação.
O caminho, não tem jeito, é o da determinação. É preciso que estejamos determinados à busca de uma concepção de aprendizagem em que só é possível desenvolver-se quando estamos interessados nos caminhos da realização.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O bom professor

O trabalho em Educação exige um constante cuidado com a formação. Ser um bom professor, de saída, pode ter seu conceito resumido neste pressuposto: ter sempre em preocupação os cuidados com a formação contínua. O mundo é dinâmico, os alunos são entidades, por natureza, também dinâmicas e o conhecimento não é diferente. Nesse dinamismo todo, o processo de formação não pode ser entendido como uma variável estanque, em que já está constituído. Há de se investir nos caminhos de evolução constante.
Aqui, há um elemento clássico que promove certas dificuldades no entendimento dessa necessidade. O professor, por excelência, é o sujeito que promove o saber, o conhecimento. Então, sua identidade profissional está balizada na questão cultural de que, nele, está o conhecimento, o que pode suscitar as posturas de quem não precisa se preocupar com os aspectos formativos. Por cultura, essa identidade profissional alerta-o constantemente de que não precisa mais estudar ou preocupar-se com esses movimentos de formação.
Ledo engano, bem o sabemos. A formação contínua, se é uma necessidade para qualquer profissional, para os da área de Educação, então, é uma responsabilidade!
O bom professor, assim, em primeira estância, é alguém constantemente preocupado com os aspectos da formação contínua. E investe seu tempo e esforços nesse caminho. Busca leituras, amplia os conhecimentos, revisa as fontes de ensinamentos, adota uma postura científica frente ao que procura saber, aposta na busca de novas metodologias para simplificar a transmissão das informações... e assim por diante.
A ideia da formação é a principal variável da constituição do bom professor. Ao perceber-se atento a essa variável, é bem provável que a outra questão importante já esteja vencida: a dos aspectos de conhecimento de sua disciplina ou da sua área de ensinamento. O bom professor é aquele que domina bem o seu conteúdo de ensinamento.
Entretanto, esse domínio de conteúdo não pode ser hermético. É preciso que se saiba despertar interesses e motivações para a aprendizagem. O olhar deve ser para fora, não para o ato de ensinar. E, sim, para como se manifesta a aprendizagem. E, nesta linha, para as mais diversas formas de manifestações de aprendizagem. É preciso ter em consciência que as pessoas são entidades individuais que processam informações - para transformá-las em conhecimento - das formas mais singulares. E que não vai ser possível, via de regra, esperar que as estratégias possam ser repetidas com os mesmos resultados. O bom professor precisa ser um agente que esteja atento a todas as possibilidades de metodologias e estratégias pedagógicas, bem como conhecer avanços que cuidam dos saberes de como os indivíduos aprendem.
Feito tudo isso, o bom professor precisa atrelar a esse manancial de cuidados a característica da humildade de sabedoria. Não é preciso que ele esteja no cume ou que se faça ver no cume do conhecimento. Ele também pode - e deve! - aprender. Basta estar atento nos espaços em que anda.
Ser um bom professor, certamente, torna o espaço pedagógico muito mais produtivo, e carregado de atmosferas positivas para a criação de um lugar onde todos podem beber do conhecimento.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Anotações - Travessia

Sempre gostei da prosaica metáfora de evolução contida no ato de atravessar a rua. De saída, tem o óbvio significado de atravessar um espaço físico, que lhe apresenta eventuais obstáculos, e cujo significado concreto é o de chegar, são e salvo, ao outro lado. Há um sentido de direção aí. E também um senso de sobrevivência - chegar são e salvo. E, normalmente, fazemos uso de expedientes personalizados para garantir a travessia: correr, ser mais prudente, negociar com os carros, escolher o melhor lugar para atravessar e por aí vai.
A ideia de travessia guarda vários simbolismos. Um deles atrai-me mais a reflexão por aqui: o fato de que o lugar em que estou não me reserva desafios ou conquistas; ao buscar atravessar os caminhos para chegar ao outro lado, a perspectiva é de mudanças. Vou buscar do outro lado novas expectativas. Há uma energia de esperança contida aí, e é com base nessa energia que nos movemos. Aliás, há no propósito de uma travessia o elemento concreto, também, do movimento. É preciso movimentar-se para chegar do outro lado.
Fiquei pensando nesses torvelinhos quando me vi paralisado, talvez, pelos medos e angústias que nos acometem pelas trilhas. O problema é que ficar paralisado não pressupõe desenvolvimento. O jeito é atravessar essa rua!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Anotações - Valores

Já há muito se perdeu o conceito de valores. O que vemos, nos dias e caminhos de hoje, é mais uma demonstração feroz de conveniências e de percepções direcionadas para o próprio umbigo.
A ideia de desenvolvimento de uma consciência calcada nos valores dá ética e da moral bem poderia ser uma salvação para os vieses individuais e particulares com que nos confrontamos no dia a dia. Hoje, o que mais presenciamos são as cenas de balizamento individual, quase como se o outro não existisse.
Na minha opinião, esse processo de ensimesmamento é que facultou as distorções de valores. O sujeito desenvolveu o mecanismo de olhar só para si; a partir daí, criou parâmetros que o satisfizessem, plenamente, nas opiniões e dimensões, ainda que desrespeitassem demandas terceiras - o que importava era o seu contentamento... O valor do outro era um só mero detalhe, que não merecia quaisquer considerações.
Como se transforma esse paradigma? A resposta é tão óbvia, quanto complexa: basta observar mais o outro. Nas suas integralidades, nos seus posicionamentos, nos seus caminhos. Assim, poderíamos pensar um mundo não só coletivo, mas também propenso aos ditames dos valores sensatos.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A busca do saber

A referência do saber, palavra que está no nosso nome, talvez seja o principal pressuposto em relação ao desenvolvimento pessoal. Saber algo está relacionado ao processo de conhecimento. Então, o caminho é aprimorar a busca do saber.
A busca do saber vai exigir algumas atitudes e determinações. E é assim mesmo. Não se acha o saber na esquina, nem conseguimos recebê-lo de mão beijada em momentos de sorte ou de inspiração. O saber é meio espinhento, quase sempre vai nos deixar um tanto cansados.
É preciso que se pense, de saída, que o mundo bombardeia-nos com vastas informações... A informação é a matéria prima do saber. A televisão traz-nos diversas informações; os amigos, também. As músicas que escutamos estão cheias de informações. As revistas que folheamos, também. Uma reunião familiar municia-nos, sempre, de variadas informações; os momentos de lazer, também. Enfim, se estamos acordados, é certo que estejamos, invariavelmente, propensos a inúmeros estímulos - os mais diversificados possíveis - que nos trazem informações mil. Nem sempre processamos todas estas informações, mas quando algo nos desperta certa comichão significa que aquele estímulo atendeu alguma especificidade da tal busca do saber. É sinal forte de que estaremos preparados para dar continuidade ao processo.
O passo seguinte é o caminho da transformação da dita informação em conhecimento. É aqui que a porca torce o rabo. O conhecimento é um processo complexo e bem subjetivo, já que vai depender de todas as variantes de aprendizagem e de referências mentais que o sujeito tiver desenvolvidas. A informação que nos chega - e que nos atiça a busca do saber - vai se defrontar com uma variedade de aparatos que tivermos desenvolvido ao longo da vida (verificação de contexto, desenvolvimento psíquico, capacidade de interlocuções, referências de leituras, capacidade de pensamento reflexivo, obstinação ao caminho da evolução etc) para a transformação em conhecimento.
Quanto mais o nosso caminho de aprendizagem tiver sido pavimentado de experiências crítico-reflexivas, tanto mais estaremos preparados para o encaminhamento desse processo. Mas não é só isso. Também seremos formados a partir de experiências sensoriais e subjetivas, em que a vivência - a integralidade da vida - constitui o nosso ser. A ciência demonstra essa dualidade, tipificando a referência de conhecimento em explícito (objetivo e racional) e tácito (subjetivo e sensorial). Criar uma espécie de espiral em relação a esses modelos de conhecimentos, na qual ocorrem interações e compartilhamentos entre indivíduos e grupos e instituições, consolidando o saber ou estabelecer-se propenso à aquisição de novos conhecimentos.
A busca do saber, a que estamos nos referindo, vai exigir uma postura de quem não só realiza a busca propriamente dita, como também se coloca como fonte que alimenta essa mesma busca. Buscar o saber é comportar-se como aventureiro responsável que pretende chegar a um mirante, mas também posicionar-se como referência que vai ajudar outras pessoas a chegarem àquele mirante.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Anotações - Viver em sociedade

A ideia de uma boa convivência social está atrelada ao sentido oposto das individualidades. Mas o ser humano mostra-se, cada vez mais, propenso ao individualismo. O "cada um por si" meio que se institucionalizou nas variáveis sociais. Nos transportes públicos, nas correrias das pressas incompreensíveis, o que mais se vê são atropelos constantes; pelas vias, também veem-se atropelos vários ocasionados pela mesma correria sem sentido; nas relações de trabalho, também não é diferente... Se tudo fosse pela pressa mesmo, da iminente perda de algum compromisso inadiável, era até aceitável. Mas o que parece é o total desconhecimento do outro. 
Desconhecimento, aqui, no sentido, também, de não se aperceber de... O outro é alguém que não merece nem que se tome conta de sua existência... O outro é alguém que precisa ser ultrapassado, a todo custo.
A vida em sociedade, por outro caminho, precisa, exatamente, de um aperceber -se; de um saber do outro; de um tomar consciência do outro; do pensamento em coletividade. É assim, na preciosidade das reais interações sociais, que o nosso desenvolvimento afirma-se para o caminho positivo da evolução humana.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Anotações - Felicidade

A busca da felicidade refere-se a um movimento constante, em torno do qual justificam-se diversas manifestações do ser humano. Ora, estamos deprimidos por conta da falta da felicidade; ora, estamos angustiados em busca da tal felicidade; ora, estamos anestesiados ao que nos ocorre, porque estamos pensando no caminho da felicidade.
Não importa muito a variável, a questão é que deixamos de nos apercebermos da realidade justamente em virtude de estarmos com os pensamentos voltados para os caminhos que nos levariam a essa movimentação etérea, que chamamos de felicidade.
Uma desses cartuns, com que me deparei outro dia nas mídias digitais, brincava com a questão. A mensagem dizia algo como se não seria melhor deixarmos um pouco de buscar a felicidade e, simplesmente, sermos felizes. Quando, na verdade, estamos o tempo todo buscando sermos felizes e nem reparamos o quanto já somos felizes.
A ideia de felicidade não está lá na frente, na chegada. Como na mensagem filosófica, a felicidade está no caminho, no processo. A todo o instante, vivenciamos algum instante de felicidade. Às vezes, intenso, demorado; às vezes, fugaz.
Quando deixarmos de buscar a chegada para vivenciar o caminho, com a consciência plena do que está acontecendo, talvez consigamos enxergar melhor os momentos de felicidade.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Caminhos de uma nova Educação

Frequentemente, somos levados à busca de caminhos para reformulações dos processos que movem os espaços escolares. A ideia é que façamos da busca desses caminhos novas estratégias para que mudanças sejam implementadas. E a variável da mudança traz, em si, um viés positivo de compreensão da necessidade de transformações.
É preciso que tragamos acesa, constantemente, essa chama da percepção de modificar as realidades com que nos deparamos. Em Educação, é  primordial que seja assim, pois o conceito de aprendizagem e de ensino deve estar no mesmo passo de dinamismo da vida. A vida modifica paradigmas; a aprendizagem modifica seus propósitos. Simples assim.
Nesse contexto, não se pode conceber uma Educação calcada em princípios antigos e conservadores. Nos caminhos de hoje, conceitos como autonomia, pensamento crítico, inovação e criatividade, dentre outros, estão pululando por todos os poros. Não se pode pensar o trabalho pedagógico fazendo o caminho da desconfiança, do controle, da doutrinação, do arcaico ou da pasteurização de comportamentos e de ideias.
Não se espera que o mundo seja mudado? Pois bem, é preciso ter esse trabalho. Faz-se necessário que todos os agentes escolares tenham a clareza da percepção de que o seu lugar é um espaço de transformação e de aprendizagem. E que criar um espaço de transformação e de aprendizagem não demanda mágica alguma... Apenas um pouco de determinação e de esforço.
Ao estarmos antenados com a realidade que pede transformação, seremos agentes positivos de mudanças. Nossos atos e comportamentos e atitudes precisam refletir esse aspecto da realidade.
Quando o fazemos - e só quando nos permitimos acreditar na possibilidade real de mudança -, é possível enxergar as transformações.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Anotações - Validação

O conceito de validação é de duas mãos, sobretudo para quem trabalha com Educação. É preciso que o professor "valide" o aluno em suas atribuições para que ele mesmo (professor) também seja "validado".
A ideia de validação, aqui emprestada da fala de um amigo ao explanar sobre as questões da terceira idade, é interessante para acrescentarmos ao nosso repertório de conceitos para a compreensão dos caminhos do desenvolvimento pessoal.
Meu amigo dizia das motivações que uma pessoa de terceira idade necessita. Falávamos nós de auto estima e da percepção de sentir-se acolhido, variáveis nem sempre tratadas com preocupação nas ofertas de serviços destinados ao público mais velho. Esse público precisa ouvir referências positivas de seus encaminhamentos ou de suas colocações. É bem a ideia literal de validação mesmo. Ao escutarmos e fazermos considerações pertinentes ao que está sendo exposto, estamos validando aquele momento. E a validação ainda estende-se à ideia de o quanto a pessoa está sendo percebida no seu caminhar. Veja que, normalmente, o público de terceira idade não é muito respeitado em suas exposições, muito menos em sua busca de formação ou de desenvolvimento pessoal. Quando ele é validado em seu movimento, esse momento cria uma situação de ânimo e de aumento de auto estima para o que está realizando. O resultado é uma inserção muito mais positiva e real aos caminhos da vida.
Pois bem, não precisamos apenas restringir o conceito ao pessoal da terceira idade. Qualquer vivente necessita sentir-se respeitado e motivado aos seus propósitos. É aqui que entra a reflexão de trazermos, constante, a ideia da validação para os mais diversos momentos de aprendizagens.