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quinta-feira, 23 de março de 2017

Anotações - Escolhas

Lançar mão de uma escolha qualquer significa preterir outras opções, que não sabemos ao certo se dariam resultados. É preciso trazer essa premissa sempre à tona, quando pensamos que a vida é uma conjunção de escolhas.
Vai ser sempre assim, quando analisamos as escolhas que tomamos. Jamais poderemos saber se a outra via não teria sido melhor. Não temos como precisar isso. É preciso encarar que a escolha daquele momento é o caminho que temos... e preparar-nos para outra das diversas escolhas que nos constituem: continuo nesse caminho ou modifico minha rota? E aí, qualquer que seja a decisão tomada, restará a certeza de que outras escolhas virão.
De fato, não temos como precisar se o outro caminho, aquelas variáveis não escolhidas, teria sido uma melhor decisão. Mas temos como desenvolver habilidades e competências para qualificar essa decisão e poder lidar melhor com a escolha tomada. Então, a reflexão melhor recai sobre, justamente, o desenvolvimento dessas habilidades e competências para validar melhor as escolhas que devemos tomar.
Nesse caminho, há de se apurar uma análise sobre a constituição que temos para o estabelecimento de estratégias de treino para o desenvolvimento de novas habilidades e competências. Seguramente, algumas mais escolhas estarão atreladas a essas trilhas.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Viver a vida

Nas trilhas do desenvolvimento pessoal e nos processos naturais de evolução pessoal, fomos apresentados ao conceito de seriedade. Precisamos ser sérios e responsáveis, é o que nos dizem as máximas de evolução. E a esse conceito, deixamos de lado os aspectos de alegria da vida, já que a ideia de sorrir e de ser feliz opunha-se ao sentido de seriedade. Quanto mais aparentarmos seriedade, tanto mais nos apontarão como pessoas responsáveis.
E assim vivemos a vida negando os conceitos de felicidade, já que fomos nos acostumando aos princípios dos sacrifícios - quanto mais nos sacrificarmos em relação aos caminhos que tomamos, tanto mais adotaremos posturas e comportamentos de pessoas responsáveis... O pior de tudo é acreditar nessa máxima e fazer de nossa vida um porto de tristeza e de lamentações.
A dinâmica da vida não olha para alegrias e tristezas. A vida flutua ao sabor de ocorrências naturais, casuais ou não, todas elas despidas de significado valorativo - as coisas acontecem porque acontecem. Nós é que atribuímos valores a estas ocorrências. Se estamos bem e equilibrados, enxergamos tudo por uma ótica maviosa; se não estamos bem, a ótica é a do negativismo.
Precisamos aprender a viver a vida, como ela se nos apresenta. Não há maquiagem na ocorrência dos momentos... eles são porque são. Quem faz a maquiagem somos nós.
Lembro-me de uma teoria que aprendi, já há algum tempo, do encantamento da vida. Somos os únicos animais capazes de encantar e desencantar as coisas. Diante de qualquer situações que enfrentamos, podemos encantar ou desencantar as ocorrências - é assim, para ficar em uma situação trivial, que há aqueles que gostam do sol e aqueles que gostam da chuva... E não há no sol ou na chuva nenhuma referência valorativa que traga uma dimensão avaliativa para um ou para outro.
Viver a vida é reconhecer que as ocorrências dela são assim: dinâmicas e sem aspectos valorativos.
Dotados desse conhecimento, podemos passar a dar importância ao que realmente é significativo: nossa formação (vivencial, cultural, emocional etc) diante das perspectivas que me chegam (concretamente ou não). É como estou formado que me habilita a perceber os aspectos da vida.
Não é fácil falar de formação. Isso, porque fomos levado por outra instância cultural: a das avaliações. Os sistemas tentam nos balizar por parâmetros reconhecidos como medianos e de certificação. Novamente, a vida mostra-nos outros trilhos: não há sistema de avaliação que parametrize, de forma padronizada, nossa capacidade de portar-nos diante das intempéries: em algumas situações, eu reajo de um jeito: em outras, minha reação é completamente diferente.
Esqueçamos, pois, os parâmetros e os mecanismos de padronização dos sistemas diversos que nos chegam. Vivamos a vida!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Anotações - A evolução pessoal

Na maior parte das vezes, o processo de evolução pessoal é dimensionado pelos fatores de aprendizagens por que o ser humano passa. E, em alguns casos, esses fatores de aprendizagens não representam situações suaves. Em muitos dos caminhos, o desenvolvimento é marcado por espinhosas trilhas.
Aprender algo significa reter conhecimentos que lhe serão úteis nas variáveis de evolução. E o processo de retenção de conhecimentos exige algum tipo de disposição e de entrega, às vezes superior ao que se pode suportar. Parece dramático, mas é assim que acontece. Você quer aprender algo na busca de alguma rota de desenvolvimento? É preciso um pouco de sacrifício.
E como a vida é dinâmica, não há uma carta de navegação que lhe garanta caminhos macios... Aliás, até há a tal carta de navegação, mas ela vai exigir uma postura de atenção constante, que, em alguns casos, resulta em variadas revisões de caminhos.
Dito assim, parece preferível evitar o desenvolvimento. Acontece que o ser humano está fadado a esse processo. Evoluir faz parte do ser humano. Resta-nos que estejamos preparados aos caminhos e descaminhos que surgirão. 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Desenvolvimento Pessoal

Os caminhos do desenvolvimento pessoal são sempre estradas sinuosas, de longa trilha. Em algum ponto do caminho, vamos ser acometidos ou pelo cansaço, ou pelas distrações naturais ou por um envolvente desejo de desistência.
O que deve ser o fiel da balança dos nossos desejos é a certeza de que este é o único caminho a que estamos fadados: desenvolver-se!
Os seres humanos estão na vida - e a nossa evolução mostra isso - à busca do desenvolvimento constante. Nossa trilha, nos rumos da evolução biológica (crescimento), são desenhadas por esse propósito: da dependência dos adultos para a saída para a escola, a saída para o trabalho, a saída para a constituição de uma nova família etc. Essa linha mostra um rumo natural de evolução, em que saímos de uma instância de acomodação (a tal da zona do conforto) e saímos à estrada para vencer e enfrentar os obstáculos que a vida nos prepara. A menos que aconteça algo excepcional, esse é o caminho óbvio de evolução humana.
Por essas razões, devemos destinar aos trilhos do desenvolvimento pessoal uma reflexão até de certa forma bem simples. Não é opção, é predestinação. Somos predestinados a esse crescimento.
A grande questão é que, ainda que seja um caso de predestinação, não significa que os rumos e as trilhas estejam definidos e claros. É preciso que haja um movimento consciente (e desperto!) de escolhas, de interferências pessoais, de análises, de replanejamentos e por aí vai.
Nosso rumo de desenvolvimento carrega muito de o quanto estamos preparados para lidar com essas vicissitudes. Nossa formação, em seus variados aspectos, será a fundamentação que nos consolida e nos prepara para essas interveniências que a vida vai nos reservar.
E essa formação não é apenas a intelectual. Toda e qualquer experiência pela qual passamos pode representar uma situação formativa - depende do significado que pudermos atribuir a essa experiência e das reflexões críticas que conseguirmos elaborar a seu respeito; quanto mais significativas e reflexivas forem as experiências, tanto mais possível será a sua condução aos processos de aprendizagens de que nos valemos.
E as experiências são das mais diversas naturezas: sociais, intelectuais, pessoais, emocionais, profissionais etc. Cada uma delas nos permitem um sem número de possibilidades formativas... às vezes, não percebemos todas.
Na trilha do desenvolvimento pessoal, sairá na frente quem se dispuser a parar para pensar um pouco nas vertentes dessas vivências, em o quanto cada uma possibilitou essa ou aquela formação.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sacrifício e escolha

Nos caminhos do desenvolvimento pessoal, é comum enfrentarmos situações em que nossas escolhas definem os rumos que deveremos tomar. Algumas vezes, a ideia de escolha confunde-se com a de sacrifício.
Simplificando, a variável de escolha está relacionada ao pressuposto de que minha atuação pode tomar este ou aquele rumo, circunscrito a minha livre possibilidade de alternativas a serem preferidas; a do sacrifício não se apresenta com esta livre possibilidade - eu preciso e devo seguir aquele rumo, justamente porque não tenho alternativas a serem analisadas.
Quando a situação que se apresenta é a do sacrifício, não há nada a se fazer - é necessário que o encaminhamento seja aquele e pronto. Quando há uma escolha, minhas competências e análises é que balizarão a preferência de um ou de outro caminho a ser seguido.
O que é fascinante nas trilhas da evolução pessoal é que essas duas variáveis surgirão a todo o instante: ora, fazemos escolhas; ora, enfrentamos sacrifícios. O que não vale é misturar as estações: se você se queixa de que dorme pouco e está cansado porque preferiu ficar assistindo à televisão até mais tarde, isso é uma escolha e não um sacrifício.
É preciso que saibamos determinar, em nossos planejamentos, as instâncias de uma ou de outra referência, para que lidemos melhor com os dissabores - ou os gastos de energia necessários - quando passar pela situação: quando a variável tratar-se de uma escolha, não posso reclamar muito das consequências... basta desenvolver a competência de realizar melhor a escolha.
Nesse bojo, o enfrentamento de um sacrifício é constituinte do processo de desenvolvimento... é algo que sei que vou ter que enfrentar. Assim, se o meu negócio dizer respeito à produção de conteúdo intelectual, preciso estar preparado para dedicar-me mais a estudos e pesquisas científicas fundamentadas em leituras. O que vai tomar um relevado tempo das minhas atribulações.
No fim, analisar as escolhas ou enfrentar os sacrifícios, com equilíbrio racional e emocional, será o fundamento principal de seu crescimento (pessoal, profissional etc.).

(O tema do sacrifício e da escolha foi um mote oferecido-me pelo Mestre Carlos Eduardo Cravo. Saiba sobre o seu trabalho clicando aqui).