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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Ambiente propício para a aprendizagem

Em Educação, um dos pressupostos fundamentais de trabalho é a preocupação com a aprendizagem. A razão dos trabalhos pedagógicos deve ser a verificação de o quanto o sujeito, submetido àqueles processos, desenvolveu-se em um determinado período. E o desenvolvimento está calcado nas relações de aprendizagem. Não necessariamente nos espaços escolares, é bom que se frise. Aqui, a família, ao lado das escolas, constitui-se um rico e propício espaço de aprendizagens.
É preciso que os agentes escolares e as famílias reflitam, cuidadosamente, sobre a determinação do estabelecimento de ambientes propícios para a facilitação das aprendizagens.
Do ponto de vista dos espaços escolares, é necessário que estejamos todos atentos às diversas variáveis que interferem no processo de assimilação dos conteúdos pedagógicos. Nesses espaços, há um sem-número de relações a serem verificadas, que podem suscitar motivações para a apreensão das aprendizagens.
Uma das primeiras referências, aqui, a serem cuidadas é a do espaço físico. O cuidado com o ambiente físico, no que diz respeito às reflexões sobre as motivações de facilitação da aprendizagem, precisa ser pensado com muito cuidado. Das questões de higiene à preocupação com acessibilidade, o espaço físico faz uma tremenda diferença na verificação desses aspectos. Uma escola com um espaço físico acolhedor, limpo e organizado está em meio caminho andado para propiciar uma melhor qualidade de assimilação de aprendizagens.
Mas não é só. Há de se observar cuidados, também, com algumas estruturas mínimas: salas bem aparelhadas, materiais disponíveis, bibliotecas, espaços livres etc. Todo espaço pedagógico deve contar com uma mínima estrutura que apoie as atividades fins e, sobretudo, que o acesso a essa estrutura seja tranquilo e democrático, permitindo ampliar as relações escolares.
A referência da existência de um corpo diretivo especializado e integrado, que tangencie as variáveis do ambiente escolar, será outro pressuposto para trazer positividade aos processos de assimilação. É fundamental que diretores, coordenadores pedagógicos e outras figuras representantes desse corpo diretivo estejam atuando em um espaço harmônico e integrado de ações, posturas e atitudes.
Por fim, mas que não conclui o assunto, a existência de um corpo docente, formado por professores capacitados, motivados e integrados à proposta pedagógicas dos espaços constitui-se outra referência de grande valia para pensarmos a questão da facilitação da aprendizagem.
Dito da forma que está acima, a ideia ganha contornos de idealização, de alcance distante. Só não podemos nos privar de que a idealização é necessária para a busca de uma realidade. Quando pensamos nas referências de idealização de um ambiente positivo nos espaços escolares, estamos, em justa medida, tratando das questões de ampliarmos a significação das práticas pedagógicas, o que deve suscitar uma melhor qualidade nos aspectos de aprendizagens e desenvolvimento.
Do ponto de vista do compromisso das famílias em relação à manutenção de espaços propícios a esse desenvolvimento, a questão do acompanhamento das atividades escolares dos filhos, na minha opinião, é a principal variável a ser observada. É preciso saber o que se passa com os filhos, em relação aos movimentos escolares - participar de reuniões e de movimentos estimulados pelas escolas, de uma forma positiva e proativa ganha uma dimensão bastante interessante a esse propósito. Ressalte-se bem que essa participação deve ser positiva, já que alguns pais interagem com as escolas de seus filhos mais preocupados em estabelecer conflitos do que em buscar soluções.
Também as famílias devem estar preocupados no estabelecimento de estruturas mínimas que facultem as variáveis de aprendizagem: a proposição de um espaço de estudos, por exemplo, passa por essa preocupação. E que, nesse espaço de estudos, haja toda sorte de materiais estimulantes: livros, por exemplo. Chamo a atenção por conhecer histórias de algumas famílias que nunca se preocuparam com a aquisição do hábito de leitura dos seus filhos. Aqui, deve-se pensar na questão modelar: os pais precisam passar o exemplo aos filhos das referências de desenvolvimento - crianças que têm adultos por perto que gostem de estudar e de atitudes relacionadas aos processos intelectuais e científicos sempre têm mais desenvoltura nos aspectos de aprendizagens.
A questão das relações afetivas é outro tópico a ser cuidado pelas famílias. A criança não se desenvolve apenas em um ambiente cuidado intelectualmente; é preciso que as práticas afetivas estejam na pauta do cotidiano das famílias. As crianças necessitam de um ambiente acolhedor e que lhe cuide das variáveis emocionais, para que o seu desenvolvimento sócio-afetivo seja, também, positivo.
Enfim, temos, nessa reflexão, uma responsabilidade bastante acentuada para a promoção de sujeitos melhores preparados e constituídos de formação positiva.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Para refletir - Iluminação e sombras


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Anotações - Sobre a construção de pontes

Não é interessante que estejamos mais atentos ao processo de construção de muros do que ao de pontes? Afastamo-nos dos planos, dos amigos, dos sonhos... E é um afastamento, quase sempre, sem o menor cuidado, nas ingratidões da vida. São os verdadeiros muros que criamos em nossos caminhos.
Quando percebermos que o mesmo esforço na construção de muros pode ser desprendido na realização de pontes, talvez constatemos que a ideia de aproximação traga-nos muito mais positividade. Trazer amigos próximos, trazer sonhos próximos, trazer os planos próximos... e assim por diante.
A metáfora da ponte traz o símbolo inequívoco e óbvio da aproximação, da ligação. E a consciência de estarmos ligados a algo ou alguém permite um exercício do conforto e da segurança necessários à energia de que vamos precisar nos caminhos de nossa aventura heroica - receber as missões, enfrentar os obstáculos e vencer as demandas...
Esqueçamos os muros, construamos todas as pontes - necessárias ou não -, para que as realizações do nosso caminho tenha o gosto doce da partilha e das irmandades. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Anotações - Comunicação

A preocupação com os mecanismos da comunicação, em relação à assimilação das mensagens, toma, nestes tempos em que vivemos, proporções de cuidados cada vez maiores. A ideia, por exemplo, de que devemos ler os textos até o final - para não ficar na superfície do título ou de um parágrafo - já foi debatida aqui, neste canal. Ler o texto até o final e apurar o conteúdo da informação para certificar-se de que aquilo é verdade ou não; só a partir daí, julgar como válido ou não o teor daquela informação.
Recentemente, fui apanhado na armadilha sobre a qual chamo tanto a atenção: uma amiga publicou uma notícia, em uma rede social, anunciando o que à princípio parecia ser sua gravidez. Nem li o texto todo, acompanhei uma infinidade de outras pessoas que fizeram o mesmo e tasquei o "Parabéns!" lá nos comentários. Só quando li a mensagem toda, constatei tratar-se de um jogo justamente pensado para verificar quantos de nós leríamos aquele texto até o final, que explicitava sua intenção de brincadeira. Minha primeira reação foi a de ficar envergonhado, diante de um conceito que venho debatendo há tempos: não podemos fazer qualquer juízo de senso ou de valor sem o conhecimento do teor completo da informação... e assim mesmo, ainda preocupar-se com a validação do que foi lido - analisar fontes, fazer relações, pesquisas, estudos etc. Claro que no exemplo da suposta gravidez da minha amiga, a questão não suscita maiores cuidados. Imagine, agora, o quanto de notícias perversas, travestidas - conscientes ou não - de realidade, estão circulando por aí, provocando as mais diferentes - às vezes, nefastas - consequências. Inacreditavelmente, os números dessas mensagens são absurdamente grandes.
O caminho é estarmos atentos... atentos o tempo todo. Não podemos nos descuidar nos caminhos da desinformação a que, mesmo sem querer cair, nos tropeçamos pela vida.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O pensamento científico

O desenvolvimento de uma mentalidade científica deve ser assunto a ser pautado sempre, nos caminhos de busca de uma Educação de melhor qualidade.
A ideia de se buscar um planejamento em que esteja contemplado o desenvolvimento de uma programação que se preocupe em preparar o aluno para as atividades do pensar e do realizar experimentos precisa ser vista como um dos caminhos mais positivos na formação do indivíduo.
A mentalidade científica é a habilidade que propicia as competências mais necessárias para uma formação positiva: concentração, foco, criatividade, capacidade de resolver problemas, capacidade de testar hipóteses na resolução de problemas, determinação, raciocínio e por aí vai.
E é bom que se diga que a mentalidade científica não está exclusivamente relacionada com a área de Ciências, como o senso comum nos impele a pensar... A variável de se pensar cientificamente traz da área de Ciências esse exercício de reflexão e de tomada de decisão frente às necessidades de se realizar algo, baseado em estudos, na maior parte das vezes, exaustivos e que pressupõem variados experimentos e observações de resultados para validar aquele algo. Ora, esse conceito cabe a qualquer carreira em que se pretenda um mínimo de entrega para um desenvolvimento positivo.
Quando o aluno está motivado para a elaboração do pensamento científico, a tendência é que o seu desenvolvimento - tanto quanto sujeito como profissional - seja pontuado por exercícios de elaborações mentais, de tal forma que em sua evolução a habilidade de resolver problemas seja um caminho natural de propósitos.
A referência de determinação, quando se fala em mentalidade científica, é outro ganho incomensurável. Em tempos em que é fácil desistir após a primeira falha, pensar no sujeito como alguém que não se intimida aos sinais de fracasso, e busca novas e renovadas tentativas de resolver seus dilemas, traz um alento na percepção do desenvolvimento pessoal. O sujeito deve ser assim: aguerrido e confiante na sua capacidade de buscar alternativas para o que não funcionou à primeira tentativa. Claro que a coisa não funciona assim, por si só - é preciso que a ideia de determinação esteja atrelada à capacidade de buscar revisões nos planejamentos. O que não deu certo, nos primeiros passos, deve revelar a necessidade de retomar rumos e planos... o que, em análise racional, pressupõe estudos e mais estudos. Ou seja, a determinação é resultante da elaboração de estudos e de análises racionais.
E é esse princípio que devemos ter em mente quando pensamos em uma Educação de melhor qualidade: a formação plena de um sujeito que saiba valer-se dos conceitos da mentalidade científica na construção de conhecimentos.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Anotações - O extraordinário

Pensei, esses dias, nas situações e nas pessoas que se destacam pelas realizações ou ocorrências fora do comum, do que se espera como normal e previsível. É o extraordinário... aquilo que está além do que é ordinário, do que é comum.
Buscar a percepção do que é fora do comum é a principal competência dos que se empenham na realização de algo excepcional. E a elaboração desse conceito é um caminho interessante para o processo de formação pessoal, no âmbito das tais realizações.
E isso, em um contexto de acomodação em que nos encontramos - em que é melhor fazer o mediano, o raso -, faz toda a diferença. Somos julgados, cotidianamente, pelas imagens que transmitimos a partir de nossos feitos e atitudes; se pudermos quebrar, de quando em quando, esse paradigma da imagem definida, estaremos na instância do extraordinário. E esse caminho vai nos exigir uma constante vigilância de nossas atividades, já que o pressuposto do extraordinário reserva a ideia de que é preciso mudar sempre de rotas e de ventos.
E, de quebra de paradigma em quebra de paradigma, vamos construindo atuações extraordinárias, integradas ao modo de ser e de viver, além dos caminhos simples de se ver a vida. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Anotações - Fazer

O jornalista Elio Gaspari criou uma carta ficcional (estilo frequente em sua coluna dominical no jornal Folha de S. Paulo) do ex-presidente Rodrigues Alves (exerceu a presidência do Brasil no período 1902-1906) à presidente Dilma Rousseff, a propósito das investidas contra o famigerado mosquito Aedes aegypti (Folha de S.Paulo, 14/02/16, pág. A12). O tema foi a declaração recente de que o atual governo procura um Oswaldo Cruz para lidar  com a questão. Na suposta psicografia, Rodrigues Alves tece algumas críticas e elabora análises do que aconteceu em seu governo passado. Duas colocações, dentre todo o valioso texto, são interessantes para reflexão: "... vosso Oswaldo Cruz não existe. O que existe é o poder do presidente da República."; e "... não procure um Oswaldo Cruz, ache-se.", ensina o jornalista na voz do ex-presidente.
Não é interessante que tenhamos uma consciência de quem espera um salvador com ares heroicos e que nos tirará dos problemas? A fala não é minha, detive-a de uma palestra do jornalista e cineasta Arnaldo Jabor a que assisti há algum tempo e relaciona-se bem com a reflexão.
A ideia de buscar um herói que detém as ferramentas e as habilidades necessárias à resolução de um trabalho hercúleo (é proposital a referência...) está no senso comum... é a busca de um salvador da pátria que nos redimirá dos problemas. Bom, não redime nada, a bem da verdade.
A busca de um herói guarda, pelo menos, duas grandes vertentes: a nossa incompetência em lidar com a demanda; e a nossa falta de vontade em resolvê-la. E a segunda, pasmemos, a da falta de vontade, é que vai colaborar com a primeira - quando definimos a vontade do fazer na busca de encaminhamentos é que estamos exercitando a apreensão de competências para nos completar das ferramentas e habilidades necessárias às soluções. E aí não precisamos procurar heróis ou salvadores. É necessário, apenas, achar-se, entender-se como capaz e movimentar-se à vontade de enfrentar os vilões que se apresentarem.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O analfabetismo motor

Vivemos a era em que é necessário criar motivações as mais diversas para os nossos movimentos. Preferimos ficar sentados... se for no sofá, diante de um programa de televisão que mal percebemos do que se trata, melhor ainda. E não é mera preguiça, a questão é cultural - fomos nos adaptando à comodidade das coisas e achando bom. E aí cansamo-nos de qualquer caminhadinha de dez minutos. Mas não é só da caminhadinha, cansamo-nos de todas as referências de movimento a que somos submetidos.
E há um agravante nisso tudo. Nosso corpo e nossa compleição física são organizados para o movimento - andar, correr, pular etc. Como não nos movimentamos, entramos em um processo de atrofia. E como não nos movimentamos, não sabemos mais como motivar as crianças que estão sob nossa responsabilidade. Filhos e alunos acabam reproduzindo nossa variável de acomodação.
Outro dia, uma professora altamente comprometida com o seu trabalho, a quem admiro muito, reclamou de o quanto as crianças não sabem brincar. Em sua reclamação, constatou que aquelas brincadeiras ingênuas da infância perdida - pular amarelinha, brincar de corre-cotia etc - eram do total desconhecimento das crianças de sua sala. Logo, pensamos no analfabetismo motor - essa categoria da modernidade, que estabelece o desconhecimento dos códigos do movimento, e já tão amplamente estudada nas cátedras preocupadas em recuperar o espaço desse movimento. E já que se trata de um caso de analfabetismo, é preciso que ensinemos.
Em Educação, a responsabilidade é muito grande. E, se você é agente pedagógico que trabalha com as séries iniciais ou com a educação infantil, essa responsabilidade, então, aumenta e muito sua dimensão. É preciso que estejamos preparados para lidar com essa situação do analfabetismo motor. Alguns caminhos precisam ser trilhados para que esse trabalho seja desenvolvido de uma forma mais positiva: no início, é fundamental que reflitamos sobre os nossos limites e nossas habilidades em relação a esse grau de analfabetismo - é preciso olhar para nossas percepções e verificar qual é o nível de nosso envolvimento em relação aos aspectos motores; é preciso, ainda, que tenhamos um repertório, constantemente renovado, de brincadeiras e atividades lúdicas que propiciem o movimento; é necessário, também, que façamos aliados nos trilhares dos nossos rumos - direção, coordenação, pais, colegas etc -, para que incluamos em nossos propósitos o maior número possível de pessoas que possam nos ajudar na empreitada; por fim, é preciso que saibamos apresentar as propostas aos alunos e pais e colegas com aspectos de motivação, de significação e de contextualização e embasamento pedagógicos.
Note que o primeiro caminho apresentado é o da auto reflexão... é o passo mais importante e valioso no lidar com o analfabetismo motor. Isso porque o problema não é da juventude, como querem que entendamos. O problema alcançou-nos em uma dimensão que nem nos damos conta mais - simplesmente, nos acomodamos e nos ressentimos das dores e cansaços do nada fazer.
Ao lidar com o analfabetismo motor, preciso olhar para os descaminhos em que me encontro, em relação ao tema. Nesse sentido, buscar aceitar os chamados resultantes daquelas motivações ditas lá acima, que procuram criar-nos uma nova identidade - a do movimento - em relação as aspectos sedentários da vida.
A Educação só tem a ganhar, no propósito de formação e de desenvolvimento de uma geração, não só mais saudável, mas em consonância com as variáveis humanas. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Anotações - Buscar o melhor

Nem gosto de cerveja, para ser sincero - nada contra de quem goste -, mas caí em um desses programas de mestres cervejeiros e achei muito interessante. O programa a que estava assistindo mostrava o dilema de um grupo de empreendedores, que definiram, após vários testes, a necessidade de descartar um lote grande de cerveja produzido, que não passou no rigoroso controle de qualidade que eles estabeleceram.
O grande dilema que embasava a discussão era o fato do prejuízo financeiro enorme que seria a consequência do descarte. Embora o cerne da discussão passasse pelo viés financeiro, um dos sócios saiu-se com essa: "O problema do dinheiro nem é a maior questão; o principal é a reputação... Essa cerveja até que está boa, mas não está ótima!".
Achei fantástica a colocação... Marcava a preocupação na busca do melhor e o não contentamento com a referência mediana. No caso, era até possível que grande parte dos clientes nem notasse a diferença entre bom e ótimo, mas para eles a diferença fazia sentido e nenhum deles podia contentar-se com o "bom", quando o que estabeleceram para si era o "ótimo".
Assim, deve ser a referência no processo de formação e de desenvolvimento pessoal: ao estabelecer uma meta, deve-se buscar a excelência na elaboração dos processos e buscar o melhor. E não se contentar com menos do que o seu senso de aplicação determinar como esse melhor.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Recesso de Carnaval

Caros Amigos

Em virtude dos festejos de Carnaval, tradição cultural por essas bandas, nossas publicações retornam no próximo dia 10, quarta-feira. É uma parada para restabelecimento de energia e de novas motivações. Se quiser e tiver um tempinho, dê uma olhada no conteúdo geral do Blog e veja o que acha.
Grande abraço. Bom Carnaval a todos!

Para refletir - Sobre a simplicidade


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Anotações - Tudo é uma questão de compromisso, de foco e de consciência

Ouvindo conversas ao vento, tenho aprendido muito. Sempre... mesmo que o tema da conversa não seja do meu agrado, forço-me a apurar o senso de reflexão sobre os meus propósitos de busca e significação de conhecimentos.
No caso dessa conversa, o ganho até foi maior, pois o tema era Educação, o grande mote dessas publicações. Um grupo de professores analisava as questões de retorno às aulas, quando uma das professoras chamou a atenção dos outros para a necessidade da busca de foco nas ações que vierem. Achei muito interessante, já que vivemos em tempos de distração constante. Manter o foco em algo que está sendo produzido é uma condição muito positiva de que essa realização seja melhor... Sobretudo, porque se tem o controle daquilo que está sendo feito - digo isso porque aquela distração a que mencionei levou-nos às instâncias de tornar tudo mecânico (desde o ato em si, até os pensamentos...). A questão de tornar mecânicas as ações fundamenta-se na busca de comodidade, já que se acredita que o desgaste é pouco - o principal efeito colateral dessa variável é a perda dos controles e da sensibilidade diante das práticas. Então, o foco passa a ser uma questão importante, a ser refletida até sobre os meandros dos exercícios de sensibilidade que dedicamos às nossas atividades - em nosso caso, a Educação pressupõe um relevado grau de sensibilidade em nossos afazeres.
Se ao exercício do foco juntarem-se as responsabilidades primordiais do compromisso aos nossos propósitos e da consciência dos caminhos de evolução profissional, aí é quase certo que as práticas serão muito mais significativas.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Anotações - Criar significados

Um dos principais rumos das atividades pedagógicas é pensar na referência de que todos os agentes dos espaços de educação busquem o desenvolvimento de ações verdadeiramente significativas. E, com isso, tornar as vivências de aprendizagens algo verdadeiramente representativas nas vidas dos alunos.
A criação de algo representativo, que traga significados, é um dos caminhos mais positivos no processo de desenvolvimento pessoal. O que, por si, se configura uma verdadeira mão dupla de propósitos: ao criar significados para os alunos, os educadores o fazem também para si mesmos. Decerto, nesta mão dupla, novas motivações e novos interesses devem surgir nos rumos de trabalho.
Refletir sobre a significação das práticas pode representar novas possibilidades de enxergar ações e correções que vislumbrem as tantas melhorias de que tanto falamos e que tanto pregamos como necessárias às mudanças.
Essa premissa toda, assim longa e enfática, acorreu-me quando constatei, a partir de conversas retidas aqui e ali, o quanto os profissionais de Educação - não todos, mas em sua maioria - ainda descaracterizam essa fase inicial de planejamento das propostas pedagógicas. O tal planejamento parece já ter virado uma questão cultural de que não é preciso dedicar-se, corretamente, a sua realização como ferramenta fundamental do trabalho. Na maior parte das situações, ele é um documento copiado - de outros anos, de outros materiais, de outros colegas, de outras mídias etc -, sem consciência e muito menos com algum significado.
Criar significados nas ações pedagógicas pode ser o exercício principal de uma nova visão das mudanças a que tanto ansiamos.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Novas energias

O recomeço do ano letivo reserva-nos perspectivas renovadas de um trabalho a ser bem feito. Penso que deve ser essa a premissa fundamental a acompanhar os atores pedagógicos nesta retomada das aulas. É vestir-se de energias novas e criar caminhos possíveis de ações qualitativas.
É preciso pensar no recomeço de uma maneria óbvia mesmo - a de recomeçar... Fazer de novo e com o novo. Pensar em novos caminhos, em novas estratégias, em novas atitudes.
A ideia de busca de novas energias está na compreensão de que o novo exige posicionamento e espírito diferentes de tudo o que já foi feito. O que já foi feito será, apenas, mote para novas reformulações.
Sei que repeti muito a palavra "novo", mas é de propósito - minha consciência precisa estar incansavelmente exercitada para policiar-me ante às tentações de acomodar-me, frente às possibilidades, em fazer o mesmo. Ainda que o "mesmo" tenha dado certo, lembro-me da máxima filosófica de que nem o rio, nem o sujeito serão os mesmos após a segunda tentativa de atravessar suas águas. E, fundamentado nesse pensamento, a apreensão de preparar-me às novidades - e realizar novidades! - é que vai fazer a diferença em minhas atuações.
Assim, na atribuição de quem está responsável pela promoção do desenvolvimento humano, o critério de abrir-se ao que é novo é pressuposto fundamental para um trabalho qualitativo e que, realmente, se sintonize com a premissa de fazer o melhor.
Em Educação, nas mais diversas referências de atuações, a renovação de propósitos é a garantia das possibilidades de transformações. O mesmo, o que já foi feito, será apenas uma repetição - quase sempre carregada de falta de significados - de fórmulas e de procedimentos, que até acomodam, mas não fazem avançar.