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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Para refletir - Despertar


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Anotações - Sonhos

O poeta uruguaio, falecido recentemente, Eduardo Galeano, ensinou-nos, através da citação de uma resposta dada pelo cineasta argentino Fernando Berri, que a utopia serve para que eu não deixe de caminhar. Aliás, há um vídeo bem interessante sobre essa passagem, que, de quebra, apresenta-nos uma declamação belíssima sobre o direito de sonhar. (veja o vídeo, clicando aqui).
E é sobre sonhos que se desdobram estas anotações. O movimento de andar, da busca, só é possível por intermédio dos sonhos que pretendo alcançar. E entenda, por favor, que a palavra "sonho", aqui, não está colocada desprovida de racionalidade. Meus sonhos são as metas que estabeleço no meu plano de desenvolvimento pessoal. Nesse sentido, fico com os artistas e poetas que viram na ideia de sonho a busca pelo possível, pela capacidade de transformar o mundo.
E, como um pouco de metafísica não faz mal pra ninguém, penso que o tamanho dos sonhos interfere na nossa disposição e entusiasmo da busca. Quanto maior e mais largo forem meus sonhos, tanto mais força e energia serei capaz de dispender na busca de suas realizações.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Anotações - O mundo da leitura e a leitura de mundo

Em uma dessas transmissões esportivas, observei um dos comentaristas fazendo uma referência interessante sobre o fato de o atleta ter feito uma boa leitura do jogo em questão, quando acertou um ponto.
A referência de ter leituras de mundo é, certamente, o exercício a que foi submetido aquele atleta para que ele dispusesse - e bem - desse instrumento, quando precisou adiantar-se a um movimento do oponente para neutralizar certo ataque e revertê-lo em ponto favorável a si.
A leitura de mundo do atleta - qualquer atleta - diz respeito à consciência de saberes que ele desenvolve, ao longo de seus treinamentos, para perceber variáveis - objetivas ou não - acerca do universo de sua prática. Assim, ele pode adiantar-se ao movimento oponente (como dito acima) e também pode cercar-se de um sem-número de referências que o auxiliem em tomadas de decisões necessárias e diversas.
E assim somos todos nós, quando estamos na busca consciente do nosso processo de desenvolvimento pessoal: devemos exercitar o conceito de leituras, que nos chegam das mais diversas formas (observação, estudos, pesquisas, conversas, cursos etc), para que possamos nos adiantar a quaisquer processos de adversidades e rumar, com energia e entusiasmo, aos caminhos estabelecidos.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Metas

Depois de ter falado um pouco sobre a variável da organização, compreendendo-a como processo no desenvolvimento pessoal, pensei na ideia de relacionar os aspectos da formação individual com as características de empreendedorismo. Algo como um empreendedorismo de si mesmo, na busca da realização pessoal.
Nesse sentido, o estabelecimento e a organização de metas a serem alcançadas/buscadas torna-se tópico que considero de fundamental importância. E a organização de metas está implicitamente relacionada com as variáveis do planejamento, já bastante refletidas aqui.
A organização das metas passa pela característica de estabelecimento de planos e objetivos relativos aos seu propósito de desenvolvimento. Onde você quer chegar? Como quer chegar? Quando quer chegar? São perguntas que devem definir suas variáveis estratégicas para a busca do que se quer alcançar. A pergunta "onde você que chegar" estabelece seu propósito principal; a questão "como quer chegar" define o estabelecimento de energias e combustíveis para medir seu posicionamento quando conquistar os objetivos; a pergunta "quando chegar" quantifica o tempo que você considera necessário ou ideal para o alcance de suas metas.
O que é preciso pensar é que, sem organização e cálculos, os caminhos da busca do desenvolvimento pessoal ficam confusos e podem atrapalhar seus objetivos. Torna-se necessário dispender um pouco de tempo e esforço justamente na composição e estabelecimento de rotas desses caminhos. Uma meta é exatamente isso: a composição e o estabelecimento de rotas que adiantam a chegada - pelo menos em previsões e planejamentos.
Quando se pensa como empreendedor, é mais fácil lidar com esses aspectos. Até porque é possível que estas composições precisem ser revistas e reformuladas, dependendo das situações ocasionais que o caminho nos apresenta.
No plano de desenvolvimento pessoal e de aperfeiçoamento constante, o estabelecimento das metas deve ser item primordial na organização dos trilhos e caminhos que serão percorridos.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Anotações - A intelectualidade

Por algum tempo, fui testemunha de o quanto a palavra "intelectual" ganhava dimensões com sentido estritamente pejorativo. Parecia que ser intelectual denotava algum tipo de doença, quase sempre contagiosa, em relação a qual precisávamos manter distância.
Estava folheando a Revista Presença Pedagógica (da mineira Editora Dimensão - v.21 - nº 122 - mar/abr 2015, pp. 24-29), quando deparei com o artigo "Professor estrategista e intelectual", da Dra. Aleluia Heringer Lisboa Teixeira (Universidade Federal de Minas Gerais).
Desbravando-se por apresentar importantes conceitos teóricos que relacionem as ideias de estrategistas e intelectuais, no processo de formação dos professores, a eminente Doutora, no artigo, faz uma pergunta interessante: "Quais as qualidades presentes em um professor estrategista que nos levariam a também a associá-los a um intelectual?". O estrategista, explica a autora, é aquele que detém "competências para propor ações que desafiem ou possibilitem o desenvolvimento das operações mentais dos estudantes"; o intelectual, em síntese, é aquele que "se aproxima das características do filósofo, no sentido daquele que é autor, protagonista, que pensa sobre os conceitos de sua área e consegue articulá-los com os outros conhecimentos e com a realidade onde está inserido".
As tantas aspas por aí acima foram para preservar a originalidade do que está no belo artigo. Cabe a nós apurarmos a reflexão das nossas ações nos espaços pedagógicos, em que se pretende o alcance das variáveis de desenvolvimento.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Anotações - Um pouco de metafísica não faz mal a ninguém

Andei lendo, recentemente, algumas anotações sobre o preparo para as variáveis de aprendizagem e de alcance dos objetivos e metas. Dentre as observações racionais e científicas, havia uma ou outra de natureza metafísica, como "mantenha os pensamentos positivos". Tomo, aqui, a palavra "metafísica" em seu sentido fundamental, o que "está para além da física", para além do que podemos explicar. A ideia de manter os pensamentos positivos parece estar além dos processos racionais, já que, em tese, os pensamentos positivos não podem influenciar na lógica das variáveis de aprendizagem.
A aprendizagem, nos termos racionais, é um processo de esforço científico para se apreender algo necessário aos aspectos de desenvolvimento. Então, como explicar que os pensamentos positivos possam intervir, positivamente, na aquisição de aprendizagem ou das variáveis de desenvolvimento?
É aqui que entra a percepção de como são constituídos os seres humanos. Nós somos elaborados de matéria racional e emocional. E uma interfere, explicitamente, na outra. Minha consciência racional colabora para o meu aprimoramento emocional, e vice-versa.
Um dos aspectos emocionais é o que trata do equilíbrio, aquele que nos coloca tranquilos diante das intempéries (equilíbrio, aqui, pode ser substituído por "pensamentos positivos"). Manter os pensamentos positivos coloca-me em aspecto de equilíbrio para, dentre outras coisas, discernir melhor sobre as estratégias e caminhos a serem seguidos na busca de meu desenvolvimento.
Nessa variável de entender minha constituição humana como as relações de harmonia entre razão e emoção, um pouco de metafísica não faz mal. De jeito nenhum.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Organização - É necessário dar atenção a isso

Um dos males dessa modernidade que estamos vivendo é o turbilhão de tarefas e de compromissos em que nos envolvemos. Estamos sempre correndo e gastando energia em um sem número de envolvimentos. Resultado concreto dessa roda viva em que nos metemos é o famoso chavão que usamos para justificar quaisquer outras necessidades: "ah, se eu tivesse tempo...".
Pois bem, havemos de ser sinceros em relação a isso. Todas essas tarefas e compromissos são absolutamente necessários? Estamos nos programando para que o gasto de energia seja proporcional à importância dos eventos em que nos metemos? Temos consciência do desperdício de tempo e de força quando da realização das tais tarefas?
Não podem ser perguntas retóricas. E, realmente, precisamos ser sinceros. O que está por trás das respostas, aliás, é o grande fenômeno da desorganização. Desorganização de tempo, desorganização de metas, desorganização de planos, desorganização dos compromissos... E daí, fomos levando o fenômeno para as mais diversas instâncias de nossas vidas; a desorganização pessoal, a desorganização financeira, a desorganização profissional, a desorganização da formação intelectual, a desorganização social, a desorganização de projetos...
Desculpem-me pela repetição da palavra, mas não há outro jeito de nos conscientizarmos desse grande mal.
No processo de evolução pessoal, um dos itens mais preocupantes é, justamente, o da organização. No estabelecimento do caminho que deve tornar-se nossa estrada de desenvolvimento, é preciso estabelecer planos e diretrizes. São esses planos e diretrizes que vão tornar nossa jornada mais eficiente e plena de possibilidades concretas de realização.
Antes, entretanto, é necessário que cada sujeito tenha consciência de o quanto se constitui. Há pessoas que foram, naturalmente, encaminhadas para o conceito de organização (a vivência familiar e social, em conjunto com pressupostos de natureza própria, tornaram esse caminho melhor compreendido); há pessoas que não tiveram, positivamente, essa aprendizagem (a soma das desestruturações, em conjunto com a inexistência de variáveis internas, tornou dificultoso esse entendimento). Ter clara essa constituição de sua natureza e de sua percepção contribui para o estabelecimento de estratégias e de ferramentas que podem determinar melhor sucesso nas empreitadas.
Todo sujeito, quando determinado e dotado de indicadores positivos de caminhos e de metas, pode aprender o que quiser. Inclusive, a ser organizado. Vai depender de seu envolvimento nesse processo de busca de conscientização e de sua competência em buscar os caminhos certos de aprendizagens. Nesses caminhos de aprendizagens (cursos, leituras, grupos de estudos, espaços de reflexão etc), virão, decerto, mais esclarecimento sobre as rotas a serem seguidas e as ferramentas a darem apoio à busca.
O que é essencial, e precisamos dar destaque a isso, é que vivemos em um mundo que nos move a encaminhamentos fragmentados e multifacetados dos nossos caminhos. Precisamos lutar contra isso e estabelecer os nossos propósitos em um espaço claro e racional de organização. O resultado será um preparo muito melhor para as vicissitudes que surgirem.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Anotações - É preciso surpreender

Tive acesso a mais um desses vídeos bonitinhos da internet - acho que você também deve ter visto. É o vídeo de um grupo de cinco senhores, participantes de um desses programas de talento, que se multiplicam mundo afora. Se não viu o vídeo, clique aqui.
O que me chamou a atenção no vídeo foi a reflexão sobre a capacidade que devemos ter de surpreender - fazer o que não se espera que possamos fazer. Lá, os senhores-artistas, candidatos a uma mostra de talentos, surpreendem júri e plateia com uma improvável sessão de dança e de demonstração de destreza física. É realmente surpreendente. Fica visível na expressão dos jurados e na reação do público o impacto da surpresa.
Fazer o esperado não provoca impactos. Ao nos prontificarmos, com devidas responsabilidade e preparação, a fazer o inesperado, certamente, a reação dos que estão ao nosso redor será, além da óbvia surpresa, de puro encantamento. E encantar alguém transcende a leitura mágica. É pura determinação!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Anotações - A Cultura da Futilidade

Saber selecionar o nível e o valor das informações que nos chegam é exercício fundamental para o aprimoramento de nossa evolução pessoal. A questão é que parece aumentar a quantidade de informações à disposição, de caráter completamente irrelevante. O pior é que essas informações são vestidas de uma forma que parecem notícias importantes.
Tenho visto, nos últimos tempos, como um fenômeno moderno e até bem aceito, o que parece a elaboração de uma cultura da futilidade. Basta um rápido olhar em portais de notícias ou em programas de televisão e deparamo-nos com uma enxurrada de exemplos que alimentam essa cultura da futilidade. Se tratarmos como variável de entretenimento, não há problemas; a questão ganha contornos de reflexão à medida em que um conjunto considerável de pessoas, expostas a essa cultura, consomem essas informações como algo sério e importante. E aí passam a debatê-las ou a tratá-las como elemento de aprendizagem e/ou valorativas.
Sinceramente, não podemos dar relevância a esse conteúdo. O que está em jogo é o nosso desenvolvimento e isso exige de nós uma preocupação no processo de construção do conhecimento, que demanda uma seriedade na seleção das informações que nos chegam. Além de uma responsabilidade muito grande na dimensão científica que deve cercar-nos ao caminho de nossa evolução.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Breve roteiro da evolução pessoal - Parte 2


Gostei da ideia de pensar uma lista - apresentada aqui, neste espaço, na semana passada -, como um roteiro, para nortear minhas reflexões sobre os processos de evolução pessoal pelos quais passamos. Se ainda me permitirem, continuo a dividir com vocês estas minhas anotações.





NÃO RECLAMAR
É muito comum encontrar, nos seres humanos, a característica de quem reclama diante de qualquer problema que enfrente. Reclamar de algo, em si, talvez não tenha um aspecto negativo; a questão é que, na maior parte das vezes, sempre reclamamos dos problemas, mas, na maior parte das vezes, não tomamos uma atitude que busque caminhos para sua resolução. Outra questão é a postura de quem reclama sempre das vicissitudes por que passa - tudo é motivo para gerar uma reclamação; nesse caso, some-se, ainda, o aspecto metafísico da energia negativa que é acumulada em torno da evolução. O caminho é converter a reclamação (o descontentamento diante de algo) em energia positiva que nos mova a tomar atitudes e posturas que transformem a situação.

DETERMINAÇÃO E PERSISTÊNCIA
A determinação e a persistência são máximas constantes do processo de evolução pessoal. Qualquer que seja o estabelecimento de nosso desenvolvimento, será exigida de nós, constantemente, a observação destes tópicos. É como o estabelecimento de uma competência: se quero comprometer-me à minha evolução, preciso elaborar em meus atos as competências de determinação e persistência. E aí, ficar atento aos meus comportamentos para medir o quanto me aproximo destas competências. Ser determinado significa focar-me em meus propósitos para gerenciar os caminhos no alcance dos objetivos; ser persistente, significa não desistir diante das intempéries. 

ESFORÇO
O esforço é outra dessas máximas que devem acompanhar-nos na evolução pessoal. Nada vai ser muito fácil; nossa mente, nosso físico e nossa disposição vão ser exigidos ao nível máximo. E, certamente, seremos tentados a desistir. Justamente o que nos vai dar a medida para que não desistamos de nossos propósitos é a característica do esforço que destinaremos às nossas ações.

VALORIZAR A CULTURA PESSOAL
Todos nós somos constituídos por um manancial de cultura que assimilamos ao longo de nossos caminhos - a cultura familiar, a escolar, a religiosa, a social, a profissional etc. É preciso que saibamos valorizar cada instância desse aspecto cultural. É o que nos sustenta diante de qualquer dissabor. E se soubermos olhar bem para essa formação cultural, veremos o quanto estamos preparados para diversos dissabores.

ENTENDER OS LIMITES
Por mais que queiramos, não somos invencíveis. Há limites muito bem definidos que se estabelecem aos nossos desafios e caminhos que surgem. Entender esses limites é saber enxergá-los e preparar nosso posicionamento aos rumos dos caminhos que pretendermos seguir. Os limites estabelecem-se nos níveis interno e externo do nosso controle e cada um deles exige de nós uma leitura clara do ambiente em que estamos inseridos. Saber entender os limites externos é estar antenados aos obstáculos e oportunidades do ambiente físico que atravessamos; saber entender os limites internos é visualizar as capacidades e potencialidades que descortinamos em nosso ser diante dos rumos que tomamos.

SABER GANHAR E SABER PERDER - ADMINISTRAR OS SUCESSOS E FRACASSOS
É preciso, aqui, aprender a pensar como os atletas de alto rendimento. No correr de suas competições, suas mentes são treinadas para aprender a ganhar e a perder, duas hipóteses reais e concretas. É na administração dos sucessos e dos fracassos que alguns atletas destacam-se de outros. Sobretudo, porque ao terem sido treinados para saber ganhar e saber perder, jamais admitiram a possibilidade de desistirem de suas metas. Exatamente como devemos ser.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Anotações - Saber Olhar

Em uma dessas rápidas olhadas pelos canais de televisão, uns dias atrás, chamou-me a atenção uma breve entrevista com o fotógrafo americano Edward Keating, vencedor do Prêmio Pulitzer, em 2002. A uma pergunta do entrevistador sobre as facilidades das câmeras digitais, principalmente as dos aparelhos de telefones celulares, Edward Keating deu uma resposta interessante: "O problema das câmeras nos aparelhos celulares é que todo mundo começa a tirar fotos antes de olhar para o objeto a ser fotografado...".
A máxima é pertinente: primeiro, o fotógrafo aprende a olhar; a olhar e a observar todas as variáveis que compõem a cena que ele quer registrar - incluem-se aí cores, equilíbrios de formas, luzes, paisagens, pessoas, possibilidades etc. Esse exercício da observação é o pressuposto do fotógrafo, que desenvolve, com o tempo, a habilidade de enxergar o que nós não vemos. É desse desenvolvimento que saem as belíssimas fotos que podemos apreciar por aí.
Primeiro, devemos olhar bem. Olhar o entorno, captar suas nuances, perceber as sintonias, apreciar as luzes e formas. Dessa apreensão, devemos fazer - e bem - o exercício de entender as imagens que nos chegam aos olhos - em justa medida, este é o exercício da contemplação... E só depois - e bem quando estivermos familiarizados com as percepções da imagem - é que podemos pensar em fotografá-la.
A queixa do fotógrafo é a base de uma reflexão sobre os processos de desenvolvimento pessoal: não há atalhos. É preciso apreender - e bem - as referências do nosso entorno de evolução (variáveis culturais, sociais, profissionais etc), para que delas possamos tirar o melhor registro.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Anotações - A jornada do herói

Há uma frase interessante, retirada de um desses filmes que retratam as aventuras dos heróis das histórias em quadrinhos, que pode ser interessante para refletirmos um pouco sobre o processo da jornada mítica desses seres poderosos. Em uma espécie de reunião para combater os super vilões a que estão acostumados, um dos heróis dita a sentença máxima, em meio a inúmeras preleções: "... E se vocês morrerem, levantem e lutem!".
Penso que, na verdade, ainda que seja frase de um roteiro, está relacionada com o nosso processo de desenvolvimento pessoal. É preciso, primeiro, que aceitemos, na compreensão da jornada mítica do herói, que nós próprios somos os tais heróis. Assim, recebemos algumas missões - umas simples, outras mais complexas - a serem realizadas em determinados prazos e períodos. E essas missões renovam-se, continuamente, exigindo de nós um desprendimento de forças e energias, às vezes (em nossas dimensões) comparadas àqueles grandes feitos. O que não sabemos é que, ao final, tiradas de não sei onde, teremos força e energia para a realização do que parecia impossível.
Entretanto, em alguns momentos, sentimo-nos impotentes e desprovidos da energia suficiente para esta ou aquela realização. É quando temos a impressão de nos sentirmos acabados (a morte, simbólica nesse caso, que nos desmotiva aos caminhos) e sucumbimos a um desânimo qualquer. E é aí que cabe a frase: "Se vocês morrerem, levantem e lutem!".

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Breve roteiro da evolução pessoal

Nessa busca constante que se deve tornar o nosso caminho para a evolução pessoal, de que somos constituído, talvez o mais racional seja pensarmos em uma espécie de roteiro para que o trilhar desse caminho seja eficiente e organizado. Seja no papel de professor, ou no de aluno - aliás, personalidades que me acompanham sempre -, gosto de pensar na elaboração de um roteiro que me vislumbra melhor as rotas a serem percorridas e/ou reorganizadas.
A propósito, o pretexto de pensar um roteiro obriga-me às tarefas básicas de planejamento e estabelecimento de metas, essenciais no processo de desenvolvimento pessoal.
Gosto de tecer uma lista, nem sempre fixa e acabada, que me leva às reflexões dos meus potenciais - a serem administrados ou a serem buscados. Se me permitem, vou dividir com vocês essa minha lista.

APRENDER SEMPRE
Esse é o meu primeiro dever de casa: buscar referenciais que me cercam, que me levem ao pressuposto básico de aprender sempre. E trazer desperta a consciência de o quanto sou cercado de variáveis que me tragam algum tipo de aprendizagem. Há, ao meu redor, a todo o instante e em todos os lugares, motivações de aprendizagem. É claro que nem sempre as reconheço, mas exercito, cotidianamente, meus sentidos para que as perceba. Seja na fala de uma pessoa, em uma frase que leio, em um trecho de uma música que me alcança, em alguma imagem que observo. Em tudo que tangencia meus caminhos há algum pretexto de aprendizagem.
Deve-se deixar claro, entretanto, que o objeto em si, e por si, não, necessariamente, verte-se em referência de aprendizagem. A fala, a frase, o trecho da música, a imagem, na maioria das vezes estão ali e nem sempre explicitam qualquer valor. A ideia de aprender sempre é saber ver e ouvir com a vontade de transformar esses referentes em variáveis que me trazem ensinamentos.

SER MELHOR
Buscar ser uma pessoa melhor traz em mim uma preocupação de aperfeiçoar o que sou. Claro que essa questão vai ser subjetiva, mas o aperfeiçoamento do que sou leva-me a cuidados preciosos: saber ouvir, saber julgar, saber decidir, saber escolher etc.

FAZER MELHOR
Em tudo aquilo que há um potencial, ele pode ser melhorado. A frase, de cunho filosófico, resume um pouco do que pode ser uma carta de intenções - das mais refinadas - em um processo de desenvolvimento pessoal. Pode-se, sempre, fazer algo melhor. O sujeito pode perceber-se em um estágio contínuo de elaboração e fazer com que a busca de qualidade em suas ações e posturas pode ser algo em constante evolução, positivamente.

BUSCAR UMA REFERÊNCIA DE ENCANTAMENTO DA VIDA
Ainda que busquemos a racionalidade nas ações e pensamentos, parte considerável da nossa evolução está relacionada aos aspectos de emoção e de sensibilidade. Enxergar o encantamento da vida é destinar uma parcela de nossos exercícios ao contato com esses aspectos de sensibilidade e de emoção.
É preciso que aprendamos a fazer pausas em nossas trilhas racionais. E, dessas pausas, construamos um entendimento do que somos, no que se refere aos nossos constituintes subjetivos e emocionais.

TRAZER A CRIANÇA INTERIOR SEMPRE DESPERTA
O arquétipo da criança, que nos constitui também, é o responsável pelas manifestações de criatividade e originalidade em nossos caminhos. O problema maior é que fomos impelidos pelas organizações sociais a nos afastar dessa criança. É a criança que nos aponta as soluções que nos pareciam impossíveis; é a criança que nos faz sorrir; é a criança que nos deixa alerta aos imprevistos; é a criança que nos encaminha para o entendimento do mistério... Aprender a trazer desperta a criança interior pode ser um caminho de maior felicidade na busca da evolução.

(continua)