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quinta-feira, 31 de março de 2016

Anotações - Determinação

No âmbito das referências de desenvolvimento pessoal, é preciso saber lidar bem com as questões de expectativas, perspectivas e aquilo que nos traz a dura realidade. Há uma tendência muito grande a cairmos em desânimos ou visões negativas quando esse conjunto de variáveis não se harmonizam. Somos humanos e, não sei bem por que cargas d'água, nossa constituição sócio-cultural é a do negativismo... achamos que tudo vai dar errado, por mais que os sinais de que as coisas estão indo bem sejam animadores.
Quando isso acontece, devemos nos apoiar na característica de determinação.
A determinação é aquele quesito que nos substancia das forças e energias necessárias. Somos determinados quando enxergamos o mundo sob uma ótica de maior alcance, em toda a sua extensão. Aí, vemos todas as nuances dos caminhos que nos cercam e aprendemos a dimensionar os aspectos em seus valores.
A determinação é resultado dos planejamentos que submetemos aos nossos movimentos - prevemos, estudamos, quantificamos todos os movimentos que vamos desenvolver. Claro que a nossa humanidade, no cotidiano dos rumos, vai sempre falar: "isso não vai dar certo"... "eu sabia que não deveria ter feito assim"... e assim por diante. Nesses momentos, observe que, aliado à determinação com que você se reveste, vai ter sempre uma fala, um olhar, um ombro a recordar-lhe de que, ainda que pareça estar só, há muita energia boa acompanhando seus sucessos.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Para refletir - Ensino e construção do conhecimento


terça-feira, 29 de março de 2016

Anotações - O papel do professor

É preciso trazer, constantemente, à luz, as discussões sobre o papel do professor nos espaços pedagógicos. E é necessário que os professores entendam que essa discussão diz mais respeito ao redimensionamento das potencialidades de seus trabalhos do que à vigilância das funções. É isso: não se trata de controlar ou de verificar se o professor está fazendo o seu papel. Trata-se, na verdade, de ampliar as reflexões sobre as potencialidades do papel do professor nos espaços modernos de Educação. Espaços, aliás, que sofrem, cotidianamente, as vicissitudes por que passam a sociedade.
Algumas reflexões modernas trazem uma questão interessante sobre a leitura que se tem do professor ser um mediador da aprendizagem. Vislumbrar a figura do professor como um mediador é um painel interessante de se imaginar: em vez de ser alguém dono do conhecimento, o professor, aqui, é visto como o sujeito que cria situações e programações que motivam o aflorar do conhecimento.
É necessário que destaquemos, nessa premissa, a ideia de conhecimento. Porque, na verdade, é importante que, assumindo a variável de professor mediador, este professor deve ser um mediador entre o aluno e o conhecimento, e não apenas em relação às ferramentas.
Ao possibilitar uma ligação com o conhecimento, o professor estabelece vínculos muito mais profundos e carregados de significado, uma vez que é o conhecimento o combustível da Educação.

segunda-feira, 28 de março de 2016

A questão do protagonismo no desenvolvimento pessoal e nos componentes pedagógicos

A referência do protagonismo andou sendo tema bastante referenciado em diversas publicações, tanto no que diz respeito aos processos de desenvolvimento pessoal, quanto aos de formação nos espaços pedagógicos. Tanto a sociedade quanto as escolas parecem querer pessoas com características de protagonismo.
O sujeito referenciado da variável do protagonismo é aquele que toma dianteira das situações que lhe acometem; que se adianta nos caminhos; que assume riscos; que enxerga soluções onde todos veem problemas e dificuldades... A característica de protagonismo exige do sujeito um posicionamento quase sempre de coragem e determinação, já que as intempéries vão cobrar posturas de enfrentamento, na maioria das vezes, superiores às forças normais.
Mas não pense que há glamour nisso. Ser protagonista não tem nada de romântico, nem de privilégios de forma alguma. O protagonismo exige muito do indivíduo.
Pense, de saída, que liderar algo ou alguém é uma instituição de formação constante... vai demandar uma série de posições e de preocupações além das medianas. O que é óbvio, a bem da verdade: protagonizar, nos processos de evolução pessoal, rima com estar preparado... o tempo todo!
Quando se reflete, seja nos caminhos do desenvolvimento pessoal ou nos referentes de trabalho pedagógico, é preciso que se diga do protagonismo como algo que poucas pessoas conquistarão... Nem todos vão estar preparados para as demandas que se seguem a essa determinação. Para grande parte das pessoas, desistir no meio do caminho é o rumo mais esperado, haja vista que o esforço é considerado.
Temos, aqui, então, algumas considerações interessantes. A busca do protagonismo não pode ser romantizada, já que o preparo e a determinação serão trilhos inseparáveis de seu rumo.
Quando se aborda esta questão, nos ambientes corporativos ou pedagógicos, é preciso que a honestidade impere: isso vai demandar esforço... e muito! E, também, um pouco de sacrifício. Quer ser líder de algo? Esteja preparado para um caminho árduo de preparo e de formação. Quer estar à frente de projetos ou de empreendimentos? Isso vai exigir bastante de você. Quer ser dono de seus caminhos e desbravar trilhas? Não há rumos fáceis.
A questão maior é a de que, cada vez mais nas sociedades, nas empresas e na vida, exige-se dos indivíduos uma postura protagonista, a de que ele seja responsável pelas suas realizações e pelo trilhar de seus caminhos. Que ele seja capaz de resolver os problemas e de aglutinar pessoas em causas as mais diversas. Que ele tenha a propriedade de assumir os riscos - resultem eles em sucessos ou não - e que, a partir de seus encaminhamentos, novos projetos sejam elaborados.

quinta-feira, 24 de março de 2016

FERIADO - Paixão e Páscoa

Atenção! Em virtude do feriado de Paixão e de Páscoa, as publicações do blog O SABER EM PAUTA são suspensas nesta sexta-feira, dia 25 de março, e retornam no próximo dia 28. Bom feriado a todos!

Feriado - Paixão


Anotações - Necessidade de mudanças

Uma frase emblemática, proferida por Teresa Salema, da Academia Khan Portugal, incomoda-me as reflexões, ao pensar nos problemas fundamentais da Educação. A frase é: "A sala de aula não muda há 300 anos, mas as crianças são diferentes".
Não é complicado pensar que, em grande parte dos espaços escolares, as estruturas e os sistemas ainda reproduzem modelos arcaicos de posicionamentos, de atitudes e de programações? Ao passo em que as sociedades e as pessoas evoluem vertiginosamente...
Uma necessidade de mudanças faz-se urgente. É claro que colhemos aqui e ali ilustrações muito significativas de mudanças: o desaparecimento dos espaços tradicionais de sala de aula, mudanças nas estruturas de atendimentos, organização do espaço físico etc. Mas é pouco. É preciso juntar esforços e dedicações a analisarmos as realidades em que encontramos à busca de transformações preciosas para aperfeiçoarmos os modelos de Educação.
As evoluções vertiginosas das pessoas e das sociedades precisam encontrar ecos nos espaços escolares para que as motivações de evolução sejam igualmente vertiginosas.


terça-feira, 22 de março de 2016

Anotações - Confiança

Uma das relações mais especiais, no trabalho com a Educação, é a relação da confiança. Os agentes pedagógicos e os espaços escolares fundamentam-se, o tempo todo, nesta relação. A confiança é estabelecida entre os pais, entre as comunidades, entre os agentes pedagógicos, entre os alunos, entre o sistema... e por aí vai. E é imprescindível que assim seja. Só é possível um trabalho minimamente positivo se a confiança for o caminho indiscutível.
O problema maior é que confiança não é algo que se dá... conquista-se!
Ao analisar relações em que a confiança é o fundamento principal e enriquecedor daquele exemplo, vemos que muita água correu por sob a ponte para que se estabelecesse aquele princípio.
Quando estamos em um movimento de trabalho em que se deve verificar a demanda principal de promoção do desenvolvimento humano, torna-se mais do que necessário criar vínculos de ações e de comportamentos que se pautem pela formação da confiança. E é um exercício de mão dupla - de um lado, minhas ações elaboram-se nesta vertente; de outro lado, enxergo os meus pares com olhos de quem acredita naquela vertente.
E nesse movimento de experiências e vivências, fundamentadas no respeito e na consciência profissional de evolução, a constituição da confiança deve vir a ser não só um aspecto de idealização, mas de realidade consolidada.

segunda-feira, 21 de março de 2016

A responsabilidade da Educação na formação de uma verdadeira consciência política

Nos últimos dias, entre estarrecidos e apreensivos, temos assistido a um sem número de fatos e versões que preocupam a ideia de uma gestão democrática e isenta de culpa na condução das coisas públicas, no Brasil. Nossa Pátria vestiu-se de cores nefastas e aqueles que buscam reflexões mais profundas decepcionam-se com a condução e a resolução dos fatos. Tudo parece vir a ser aquelas brigas de torcidas em estádios de futebol, tamanho o descompasso de argumentos e posicionamentos dos brigões.
É nessa hora que a Educação precisa dizer a que veio. Os agentes pedagógicos precisam assumir a responsabilidade de produzir conhecimentos e debates com isenção e a profundidade que o assunto exige.
Penso que esteja na Educação as possibilidades de vislumbrar novos tempos. Tempos em que as pessoas aprenderão, dentre outras coisas, que viver em um espaço democrático não significa poder fazer o que quer. E que, ao fazer o que se faz, estamos sujeitos a interpretações e opiniões as mais diversas... cabe-nos ter a consciência tranquila de sustentar as ações, embasadas nas premissas mais respeitadoras e fundamentais da vida coletiva. Nesse sentido, além do respeito, estão as variáveis da legalidade, da justiça e da honestidade.
A formação de uma verdadeira consciência política passa pelo exercício de uma mentalidade serena e calcada em valores como discrição e imparcialidade. Não há espaço, ao vislumbrar-se um espaço idealizado da boa consciência política, para demonstrações e atitudes passionais, que nos remetem, exatamente, às tais brigas nos estádios de futebol ditas acima. Se o que se busca é a resolução para um problema público, que guarda relações com posicionamentos de personagens políticos, não se pode cair na figura rasa de quem busca fazer o outro engolir seus preceitos e posicionamentos. Ou de quem cria manipulações para desvirtuar a elaboração das reflexões. Ou de quem se locupleta de benesses privilegiadas para fugirem a julgamentos pertinentes.
Como vivemos uma sociedade em que os agentes transgressores não se acusam - nem mesmo com comprovações exacerbadas -, à Educação caberá fornecer ferramentas e conhecimentos para que as futuras gerações visualizem os desmandos e posicionem-se com imparcialidade (mesmo que sejam contra seus parceiros), na busca de atitudes e leituras mais substanciais.
A ideia é a de que, em nosso posicionamento de Educadores, exercitemos nossa capacidade de raciocínio elaborado, para sobrepor-nos às picuinhas constantes. E, desse exercício, ficarmos mais preparados para alcançar a formação de uma geração que poderá atuar como agente transformadora.
Nada disso é fácil, uma vez que estamos, como todos, impregnados das parcialidades que aprendemos a defender. O que nos falta, à abertura do olhar e das compreensões, é entender que o papel do Educador é promover, verdadeiramente, os processos de transformações pessoais e sociais, para que as pessoas e as sociedades, verdadeiramente, sejam desenvolvidas.


quinta-feira, 17 de março de 2016

Anotações - Um princípio para se viver bem




Como seria bom estabelecermos um conjunto de princípios, que nos norteassem aos caminhos do bem estar e do bem viver. Claro que deveríamos passar por instâncias de revisão de pensamentos e de posturas, já que a referência é a de que nossas ações têm consequências para outras pessoas e tudo o que jamais queremos é viver em conflitos desnecessários.
Pois bem, dia desses, olhando a página Conti outra, artes e afins, deparei-me com um texto interessante, que relacionava alguns preceitos fundamentais, estabelecidos pelo Mestre Zen vietnamita Thich Nhat Hann (não sei se você conhece a página, mas é um porto seguro de ótimas reflexões sobre a vida, de uma maneira geral. Se ainda não conhece, e quiser dar uma olhada, clique aqui).
Os tais preceitos versam sobre a ética, o ativismo e a ação social, mas acredito que possam ser objeto de reflexão para os tais conjuntos de princípios que idealizei lá acima. Da lista que o texto oferece, tomei a liberdade de separar dois preceitos, que me parecem oportunos para a reflexão básica inerente ao nosso processo de desenvolvimento pessoal. Vejam:
  • Não pense que o conhecimento que possui no presente é imutável, ou que ele é a verdade absoluta. Evite ser fechado e estar preso a opiniões presentes. Aprenda a praticar o desligar de pontos de vista a fim de estar aberto a receber os pontos de vista de outros. A verdade é encontrada na vida e não simplesmente no conhecimento de conceitos.
  • Não force os outros – incluindo crianças, por nenhum meio, a adotar os seus pontos de vista. Seja por meio de autoridade, ameaça, dinheiro, propaganda ou mesmo educação. Entretanto, através do diálogo compassivo, ajude os outros a renunciarem o fanatismo e o estreitar das ideias.
Acredito que não sejam necessários comentários... Vivemos época em que queremos forçar os outros aos nossos pontos de vista e cremos nos conhecimentos como verdade absoluta. O texto integral, que vale conhecer, pode ser acessado clicando aqui. Boas reflexões!

terça-feira, 15 de março de 2016

Anotações - Quando a disciplina é a da vontade

Uma das publicações de um blog que acompanho chamou-me a atenção para o comportamento de Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica. A publicação levou-me a um vídeo, documentário do canal History, sobre as venturas de Edison, à busca da resolução dos caminhos que o levariam a ser conhecido como o pai da lâmpada elétrica. Se quiser passar os olhos no vídeo-documentário, clique aqui.
Como bem o vídeo destaca, Thomas Edison não estava sozinho naquela empreitada. Havia uma grande corrida de cientistas à busca do que seria a maior descoberta de todos os tempos, aquela que faria "a noite virar dia...". Claro que essa competição externa foi um dos fatores preponderantes que levou Edison aos caminhos quase insanos de estudos e experimentos, que bem conhecemos. Mas não descarto a ideia de que havia uma outra competição, essa mais filosófica: a do embate consigo mesmo, em uma tentativa de superação constante dos fracassos e erros que o impediam de enxergar saídas e soluções.
Thomas Edison foi ilustração, das mais representativas entre o pensamento científico, do caráter de determinação e de perseverança no enfrentamento dos obstáculos que surgissem. Invariavelmente sob pressão, seu trabalho resumiu-se às anotações de duro e árduo, privilegiando a intensidade do fazer - indiferente às impossibilidades -, como única possibilidade de atestar as hipóteses e experiências. O fazer, assim, simples e constante, era o combustível invariável das realizações.
O que pode ficar para nós, que buscamos compreender nossos processos de evolução e de aprendizagens, é, primeiramente, que estamos no mesmo cenário de competição: temos que vencer ideologicamente uma série de concorrentes e também a nós mesmos, na busca do aperfeiçoamento, que deve ser constante. Também encontramo-nos diante de obstáculos, os mais diversos, a serem vencidos, e a nossa arma será, exclusivamente, a determinação e a perseverança.
E, para concluir, ainda que não estejamos buscando a invenção da lâmpada elétrica, a iluminação nos serve de metáfora para os caminhos das descobertas e dos avanços em nosso desenvolvimento.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Currículo

Mais cedo ou mais tarde, a Educação precisa amadurecer as reflexões sobre as questões das grades curriculares dos espaços pedagógicos. Elaboradas ainda a partir de modelos arcaicos, as grades contemplam estudos e divisões bastante discutíveis. É cada vez mais notório o desinteresse por parte da maioria dos professores e alunos na atribuição de significados a esse modelo de aprendizagem... Vale destacar que o sistema educacional brasileiro, já há algum tempo, vem tocando as discussões sobre a Base Nacional Comum, que pretende uma elaboração de pensamentos mais apurados sobre a questão curricular nos sistemas de ensino.
Pensei em expor algumas ideias que tangenciam as discussões sobre a Base Nacional Comum, mais desenvolvidas a partir de um senso comum, descuidando-se (ainda que o respeite) dos aspectos acadêmicos e formais.
Neste caminho, penso que os referentes curriculares deveriam contemplar as variáveis de encaminhamento significativo ao que se pretenda ensinar e aprender. Deveriam os espaços escolares e seus agentes estarem comprometidos mais com a dinâmica da vida do que com as repetições de documentos e materiais de ensino, no sentido de alcançar novas motivações. Assim, seria preciso conhecer muito melhor a turma, o entorno, a realidade contextual e, a partir desses pressupostos, criar programações que dialoguem mais com a realidade... O ensino precisaria ser dinâmico e vivo, modificado ao sabor das realidades tangenciais.
Claro que haveria uma linha de controle, que poderia ser definida pelo estabelecimento de uma programação mínima de saberes, fundamentais para o desenvolvimento pessoal. É o caso, na minha opinião, de um estabelecimento comum de áreas, como as de linguagens, aqui compreendidas as de comunicação e de artes; as do raciocínio matemática, que privilegiassem as relações matemáticas no cotidiano dos alunos e dos espaços físicos em que estão inseridos; e as do desenvolvimento científico, que permitissem o surgimento de mentalidades que saibam trabalhar com projetos e com áreas de desenvolvimento, importantes para a sociedade.
Paralela a essa programação mínima de saberes, poderia existir o conceito de variáveis de saberes complementares, que seria responsável pelo suplemento na formação individual. Seria, por exemplo, vinculadas à realidade atual, as áreas de filosofia, política, empreendedorismo e de finanças pessoais.
Vencida esta reflexão programática, caberiam, ainda, duas vertentes de elaboração: a primeira, que é absolutamente essencial que os encaminhamentos das áreas do saber estejam fundamentalmente integrados - entre si, entre os agentes e entre os caminhos da realidade em que se encontram os envolvidos nos espaços escolares; e que as ideias de significação das práticas pedagógicas estejam, a todo o instante, no topo das reflexões das ações e atitudes que vierem das demandas.
Em Educação, normalmente, as discussões repercutem em tomadas de decisões que levam muitos anos para representarem alguma mudança... é um tempo dissonante das mudanças vertiginosas que se verificam nas sociedades. Essa é uma das principais razões que explicam o modelo desestimulador que acometem a maioria dos espaços escolares. A variável do currículo está no centro desse tópico e não se pode mais perder tempo nas reflexões ágeis, que encaminhem novas possibilidades de aproximar os tempos da sociedade e das escolas.


quinta-feira, 10 de março de 2016

Anotações - O discurso técnico e o discurso poético

Eu fiquei com o verso na minha cabeça: "A certeza ventilada de poesia...". A letra é da música "Lua e Flor", do Oswaldo Montenegro... Se não conhece, clique aqui. Lembrei-me de uma atividade que desenvolvi por longos anos, "Um pouco de poesia nas agruras do dia a dia". A referência era a mesma: arejar as certezas com um pouco de poesia.
Caminhamo-nos por medidas racionais, como se a seriedade fosse a instância que corroborasse a responsabilidade. Se somos sérios, técnicos, então somos responsáveis. E nessa matemática há pouco - ou nenhum - espaço para a poesia. A poesia, nessa variável, é considerada perniciosa ou, pior, inútil. Não há valor, nem constatação de para que ela serve. Quando julgada de maneira cruel, é dito da poesia como algo que nos desconecta dos espaços reais, alienando-nos da vida que corre lá fora.... Coitada da poesia! Julgada mal, mal compreendida.
A questão é que a poesia não se desincompatibiliza da vida. Se somos humanos, a todo o instante a poesia nos lembra da vida que corre em nossos corpos. Originado do grego "poiesis", que está na direção da essência do agir, o sentido original da palavra "poesia" está relacionado mais aos aspectos da razão do que aos emocionais. Há, ainda, uma ligação com a ideia de "sentir", pressuposta na razão de que o que está nos sentimentos está na vida. Somos o que sentimos.
Quando eu entendo que é possível ventilar (no sentido de arejar mesmo, de criar respiros) toda a certeza que me cerca, estou buscando um espaço em que o discurso técnico e o discurso poético estejam, integrados, consolidando as variáveis da vida. Esta vida que pede técnica e poesia, sem conflitos, nos caminhos da evolução.


terça-feira, 8 de março de 2016

Anotações - Educação crítica

A Editora Boitempo, atráves de seu selo Boitatá, está colocando no mercado quatro livros interessantes: A democracia pode ser assim; A ditadura é assim; O que são classes sociais?; e As mulheres e os homens. São obras relacionadas na coleção "Livros para o Amanhã" e versam sobre o regime democrático, o autoritarismo, as desigualdades entre as classes  e entre os sexos, respectivamente. Todas voltadas para o público infantojuvenil.
São obras que precisam ser conhecidas de pais e professores, na medida em que tocam em questões delicadas e importantes para a formação de novas mentes. São assuntos complexos, mas que não podem ser evitados diante de uma comunicação moderna, em que se avista de tudo.
Se a ideia é buscar a formação crítica dos jovens que procuram o desenvolvimento, não se pode fugir destes temas. E a nossa responsabilidade de trazer referências críticas e valorosas para as novas mentalidades precisa, a todo o instante, ser exercitada para que a evolução seja de fato positiva.

Dia Internacional da Mulher


segunda-feira, 7 de março de 2016

É preciso sonhar com os olhos bem abertos - parte 2

O tema do sonho, como metáfora dos desejos a serem alcançados, sempre foi assunto por aqui, nesses caminhos. Acredito na ideia de alimentarmos os desejos do que queremos, adicionada a todo o processo de formação e de experiência por que passamos, no caminho de busca das realizações. Eis a razão que me leva a retomar a reflexão, iniciada já há algum tempo (veja aqui a reflexão que considero a primeira parte desses pensamentos).
Naquela publicação, chamei a atenção para a a variável de mantermos os olhos bem abertos na perspectiva dos nossos sonhos. De início, tentei criar uma figura poética - o sonho é o pressuposto de estarmos dormindo... dormimos de olhos fechados. E eu queria que sonhássemos com os olhos abertos... Bom, acho que você entendeu.
Manter os olhos (bem!) abertos também se configurava uma figura de expressão - estar conectado, prestar atenção em tudo, observar as nuances que estão ao seu redor, e por aí vai. Só os olhos bem abertos captam as diversidades de estímulos e sensações que estão ao nosso redor... Sim, estão! É preciso ter o senso de percepção bem treinado e desperto para captar e identificar esses estímulos.
Sonhar algo é querer algo. Mas esse algo, na maioria das vezes, não nos aparece de forma clara e estampada... é preciso traduzir e embrenhar-se nas obscuridades do que se faz necessária e elaborada percepção. Tem que estar de olhos bem abertos!
Vencida a referência do enxergar, o passo seguinte é o de estar plenamente capacitado para absorver e sorver os ditames daquela percepção. Você precisar ter constituído um manancial de experiências positivas sobre as aprendizagens pelas quais passou. Neste momento, toda a sua vivência de formação - seja ela em que instância se deu - será de suma importância para entregar-se à realização de seus sonhos. E não se toma consciência do processo de formação com os olhos fechados, desatento aos espaços etéreos de variáveis que me cercam. É preciso sonhar com os olhos bem abertos; extremamente abertos, aliás.
É cansaço puro, acredite. Alguém já disse que seria mais fácil desistir, o que é uma verdade absurda. O problema é que a desistência lhe leva para trás no bonde da história.
Buscar o alcance dos sonhos e dos desejos é o mais satisfatório e feliz exercício de desgaste pleno a que podemos nos submeter. Essa é a síntese do nosso desenvolvimento, da nossa evolução pessoal.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Anotações - Mudanças

Abrir-se a mudanças talvez seja uma das vertentes mais difíceis no caminho do nosso desenvolvimento. Difíceis, mas necessárias. Não há evolução em nosso trajeto de desenvolvimento se não estivermos dispostos a rever e modificar caminhos, atitudes e ações. 
O problema, aqui, resume-se em dois grandes fantasmas: o da acomodação e o do medo de tentar novos rumos. Ambos promovem uma estagnação frente às novas possibilidades que surgem. E novas possibilidades acontecem a todo o instante.
É preciso que se entenda da disposição de rever planos, de mudar trajetos e de enfrentar os desafios que virão com essas variáveis como uma característica fundamental para o crescimento. Obviamente, as mudanças - sejam elas quais forem e em que dimensões se enquadrarem - provocam um pouco de pânico e de incertezas, mas é necessário que nos sintamos vivos e que estejamos no controle de nossas ações. A acomodação, ainda que propicie uma aparente tranquilidade, na verdade nos relega a uma letargia da vida, que cerceia todo e qualquer desenvolvimento.
A necessidade de enxergar as possibilidades reais de mudança deve ser analisada não apenas como algo importante, mas essencial para o processo de evolução a que estamos todos lançados.

terça-feira, 1 de março de 2016

Anotações - Atitude

Estava passando os olhos em um dos cadernos dominicais do jornal Folha de S.Paulo, quando um título me chamou a atenção: "Se não houver vento, reme!" (com exclamação e tudo). Tratava-se de uma seção parecida com essa aqui do Blog, assinada pela Coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM, Adriana Gomes. O mote foi uma ação que a deixou impressionada, a partir de um e-mail recebido, de tantos que entopem nossas caixas de entradas. Aquele e-mail trazia em seu assunto uma referência que, de saída, alcançou-a pelo interesse, impressionando-a pela "prontidão, eficácia, qualidade da abordagem e senso de oportunidade" (em suas palavras - Folha de S. Paulo, Caderno Negócios e Carreiras, 28/02/2016, Pág. 3).
A conclusão do texto coincide com a recorrência de algumas reflexões já colocadas aqui: "A soma de qualidades inspiradoras só reforça a crença de que, em momentos difíceis, a diferença está na atitude...". No projeto de desenvolvimento pessoal, havemos de alcançar caminhos que nos constituam sujeitos dotados da determinação de sermos pessoas que busquem a resolução de problemas e que estejamos sempre dispostos a alcançar positividade em nossas ações. E, sobretudo, que tenhamos a segurança necessária de jamais perdermos a confiança na nossa capacidade de remar, o quanto necessário, sem a preocupação do vento.