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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Para refletir - Preparar a mente, diminuir o medo


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Anotações - Refletindo com a Educação da Finlândia

Todo mundo que reflete a Educação, em seu sentido mais amplo, certamente já ouviu falar do propalado sistema educacional finlandês e o seu alcance positivo, em relação às variáveis de aprendizagens e de estímulo ao professor.
O site Carta Educação publicou ontem uma entrevista com a Diretora das Relações Internacionais do Ministério da Educação e Cultura daquele país. Vale uma olhada na entrevista para ampliarmos as reflexões e, quem sabe, buscarmos parâmetros para idealizarmos um trabalho mais positivo por essas bandas. Para acessar a entrevista, clique aqui.
Há vários elementos ali. Desde a ideia de valorização do professor e do alcance de sua estima, em relação aos processos de formação, passando pelas instâncias da cultura de formação de um povo e englobando a visão dos aspectos sistemáticos que devem nortear o trabalho pedagógico. É o caso da avaliação, por exemplo.
Na entrevista, a Diretora dá uma medida interessante para quem gosta de pensar a avaliação: “A ideia de avaliar não é medir quem vai melhor nos testes, mas identificar quem precisa de apoio. Nós trabalhamos muito para nos livrar do estigma social de uma educação corretiva”. É importante que se diga que, em meus caminhos pedagógicos, a avaliação sempre foi um tema que me incomodou. E veja essa colocação: identificar quem precisa de apoio. Não é fantástico pensar em um sistema de avaliação que se preocupa mais em verificar as instâncias das necessidades de apoio (e olha que, até aquele aluno aplicado - que mal dá problemas em sala de aula -, no fundo, também deve precisar de apoio...) a tratar apenas as questões de medição quantitativa de quem é melhor nisso ou naquilo?... Bom, esse é um tema ao qual ainda vamos voltar.
De qualquer forma, refletir sobre experiências e vivências exteriores à nossa é um dos caminhos fundamentais para a busca de uma Educação de melhor qualidade.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Anotações - Atitude cidadã

Nos caminhos por que passo, uma das coisas que mais me chamam a atenção são os avisos nas estações de trens e do Metrô, chamando a atenção dos passantes para as variáveis do dia a dia, que deveriam mais fazer parte da educação. Normalmente são avisos que se relacionam com os aspectos da cidadania, que, dada a situação de vivermos em sociedade, não deveriam ser avisos, e sim compromissos tácitos: deixar as pessoas saírem dos vagões antes de entrar; não atrapalhar o fluxo; não ficar parado nas portas para não atrapalhar as pessoas; e por aí vai.
A questão maior é que, no mesmo passo em que avançamos nas tecnologias, vamos retrocedendo no reconhecimento do outro, aprofundando-se em um caminho de individualismo absurdo. 
A busca de uma atitude cidadã, razão daqueles avisos, está na implicação de que precisamos caminhar os trilhos que fazemos na percepção de que há um entorno social e coletivo que partilha daqueles mesmos trilhos. Assim, minhas atitudes e gestos implicam na percepção, e têm consequência direta, no caminho de outras pessoas; tudo o que faço - ou meus posicionamentos - relaciona-se com o ir e vir do outro.
Desta forma, algumas questões cotidianas precisam ser refletidas a partir do pressuposto da ideia de cidadania - enxergar o outro; respeitar o outro; respeitar as prioridades; ouvir o outro; respeitar o ambiente de convivência; ser solidário; etc.
Fico pensando que, se ao menos os passantes escutassem aqueles avisos, talvez pudéssemos ser mais esperançosos em relação ao alcance de uma verdadeira cidadania.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A volta às aulas

Por aqui, os espaços escolares preparam-se para o retorno dos alunos, o que deve acontecer, de maneira geral, na próxima semana. É momento de replanejar e de redefinir caminhos que proponham novos trilhos positivos de desenvolvimento das atividades. É de se imaginar que as energias estejam carregadas e que as esperanças estejam renovadas.
A Educação, via de regra, acontece em um espaço artesanal, em que os principais agentes estejam integrais em uma dinâmica intensa e propensa a desgastes recorrentes. Alunos e professores relacionam-se de forma autêntica, em que não há espaço para revisões a tempo.
É comum, portanto, que, a partir desse desgaste, surjam situações de controle difícil.
A principal missão, que deve envolver todos os agentes, é a de evitar o surgimento dessas situações de difícil controle. Além de todos os caminhos previstos nos planos, talvez pudéssemos pensar em uma diversidade de variáveis que, justamente, resgatem a ideia artesanal do fazer pedagógico.
De saída, havemos de cuidar dos objetivos principais deste trabalho: a promoção do desenvolvimento humano. Todas as ações, que devem estar integradas às atitudes e comportamentos de quantos estejam envolvidos no espaço pedagógico, precisam ser direcionados ao propósito do desenvolvimento humano. É fundamental que os sujeitos constitutivos dos espaços escolares passem por variáveis de transformações, de preferência positivas, acerca de sua evolução. A ideia é a de uma espécie de túnel, no qual experimentam-se diversificadas vivências conscientes, a partir das quais os atores consolidem-se nas instâncias do crescimento pessoal. Crescimento, aqui, vai referir-se a um conjunto de atributos: pessoal, social, emocional etc.
Havemos de refletir, também, que os espaços escolares guardam, em seu propósito, as referências de serem um local de manifestação intelectual, em que se privilegiem as leituras racionais e de caráter científico. Nesse caminho, que possamos perceber ser o caminho intelectual o viés mais positivo da apreensão das competências e habilidades do pensamento crítico... E que só através do pensamento crítico é que alcançamos as variáveis de transformação das mentalidades.
Reflitamos, ainda, que as escolas guardam, em si, a instância de serem espaços de sociabilização e de consciência de coletividade. E que só imbuídos desse conceito é que teremos o desenvolvimento da percepção social, a que nos mostra fazermos parte integrante de um grupo e nos obriga aos compromissos de direitos, deveres e obrigações coletivos.
E que, tangenciando todas essas questões, os espaços escolares são, também, referências de bem estar, tanto social, quanto mental.
Quando trazemos, em nossas atitudes e comportamentos, toda essa consciência plena da atuação pedagógica, fica mais claro o estabelecimento de propósitos mais consistentes para o replanejamento e retomada das atividades escolares.
Que para todos seja um trilhar real de esperanças e de confiança na nossa capacidade de transformação!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Equilíbrio emocional

Nas viradas da vida, é importante manter o equilíbrio emocional. Temperamentais que somos, buscamos resolver os problemas nas variáveis de instabilidades emocionais que nos acometem. É inevitável: ficamos agressivos em uma transformação que nos deixa irreconhecíveis, magoamos a quem nos quer bem e, por fim, complicamos mais o que já estava ruim.
É importante manter o equilíbrio emocional, em um exercício de serenidade constante. Como exercício, vem-me a máxima de uma canção antiga, aqui livremente adaptada: tudo é uma questão de trazer a mente tranquila e saudável... Mas não vá pensar que é fácil... Por isso mesmo é que é um exercício, e por isso mesmo é que é preciso que seja constante.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Anotações - Perfeição - ou a grande dificuldade de lidar com os erros

Fiquei pensando na imagem dos pais que ajudam as crianças pequenas a fazerem seus trabalhos escolares e os realizam com aquela perfeição arquitetônica e estrutural. Quando os vemos (os trabalhos), já identificamos, de saída, que jamais uma criança poderia ter realizado aquela obra - tudo está elaborado, bem acabado, de uma maneira que parece aquelas alegorias de escolas de samba - ou de cenário de uma peça altamente profissional.
Se a ideia era realmente fazer algo bonito e bem elaborado, até que seria compreensível. Mas, via de regra, os pais sujeitam-se a isso com a pretensa boa ação de evitar que os filhos sejam julgados abaixo da média. Fico até imaginando, para ficar na instância simbólica, a ideia de contratação de profissionais das artes plásticas e designers para que a elaboração fique o mais perfeita possível...
E é assim que criamos, na escala de nossa evolução, a referência da dificuldade de lidar com os erros, com as rejeições. Ou, ainda, a referência da dificuldade de sabermos lidar com as potencialidades individuais: alguns terão potenciais para o desenvolvimento dessa ou daquela habilidade; outros, não. Paciência, nada vai ficar comprometido.
E essa visão da família já passou para a escola. Sei de algumas situações, como aquelas das famosas festas, em que os próprios professores constroem os adereços e elementos que, pensávamos, teriam sido produzidos pelas crianças.
A ideia da perfeição deve existir, sim. É até saudável. Mas deve estar relacionada com os aspectos das competências individuais e com o amadurecimento correspondente à busca das evoluções.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma questão de significado

Quando nos acontecem as variáveis da vida, é importante que consigamos atribuir a cada ocorrência o seu real valor significado, a sua importância. Digo isso porque, nos caminhos do desenvolvimento pessoal, nem sempre atribuímos a real importância dos momentos por que passamos. Às vezes, dimensionamos para mais ou para menos os instantes que nos acometem.
Saber atribuir o verdadeiro significado das coisas é o pressuposto da consistência das nossas sensações ao longo das trilhas que enfrentarmos.
Se tivermos que nos entristecer por algo, que seja por merecido significado e não por valores abstratos que pensamos em atribuir ao que nos ocorre.
Assim também, se tivermos que nos alegrar por algo, que seja por merecido valor.
Dito assim, parece fácil. Mas não é. A vida é dinâmica e, como dizia a canção, de viés. É normal que nos posicionemos, em alguns momentos, mais levados pelos valores emocionais e pelos sentimentos, estes que nos ludibriam reiteradas vezes. É normal, também, que nossa posição seja valorizada pelas circunstâncias - se estamos bem, tendemos a olhar as variáveis com vistas mais amenas; se não estamos bem, a tendência é que enfrentemos os caminhos com passos mais acinzentados.
Criar uma referência em que se busca a dimensão do significado pode ser o passo para tornar as relações - sejam elas de que valores forem - muito mais sólidas. Primeiro, é preciso que se pense que não há perfeição - algo vai falhar. E é preciso que reflitamos, justamente, sobre essas falhas. Elas são realmente significativas? Têm a importância que julgo terem? São incontornáveis? E por aí vai.
Há um pressuposto característico do ser humano: somos mais propensos a encaminhar a valorização dos nossos momentos para o que traz sofrimento. Podemos ter inúmeras experiências de alegria e júbilo, mas vamos deter mais importância ao que nos entristece, ao que nos deprime. É da vida. Quando se tem essa percepção, vale ter cuidados ao estabelecer valores às vivências. Elas foram realmente significativas? E as mesmas perguntas retomam, já que vivemos em um ciclo constante. Alegramo-nos... sofremos... e assim por diante!
Nossas tristezas até têm importância, mas, sejamos francos: os instantes de alegria e de contentamento da vida são muito mais significativos e frequentes. É da vida!


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Anotações - Uma questão de gênero

Uma publicação na coluna do caderno de Esportes do jornal Folha de S. Paulo, dias desses, instigou-me a propósito da questão do gênero, bastante discutida por esses dias. Quem assina a coluna é uma mulher, Mariliz Pereira Jorge, que tem como assunto principal o futebol... Isso mesmo, uma mulher falando de futebol. Mas o que é que tem? Por favor, não engrossemos o coro dos que tratam a colunista com desdém, só por ela ser mulher! Aliás, o mote da coluna (Apelo aos pais de meninas, Folha de S. Paulo, 02 de julho de 2016, Pág. B13) é exatamente o de propor uma discussão sobre a participação (pouca) das meninas nos esportes, de uma maneira geral. Em sua abordagem, há um pouco do problema do preconceito enfrentado pelas meninas, sobretudo quando a escolha é por um esporte dito preferencialmente dos meninos (coisa do futebol. por exemplo).
A autora coloca o dedo em uma ferida interessante: "Esse preconceito não nasce com as crianças. Vem da educação que recebem em casa e muitas vezes na escola.".
A questão de gênero tem sido refletida, atual e principalmente, por conta de algumas violências contra a mulher, noticiadas com expressão. Vale refletir que a violência contra a mulher não é só a que é noticiada; a mulher é vítima de violência em contagem absurda, na maior parte das vezes em um angustiado silêncio... E quase sempre é acusada de ser responsável pela violência que sofre, o que é mais absurdo ainda.
Em um mundo de cultura machista e de desprezo aos sentimentos e capacidade da mulher, chega a ser um alento a leitura de uma coluna no caderno de esportes de um grande jornal dando voz aos interesses femininos. Como na música, "só nos resta aprender...".

terça-feira, 12 de julho de 2016

Anotações - Convivencialidade

Estava lembrando-me de um livro, Convivencialidade (A Expressão da Vida nas Empresas - Orgs.: Marcia Esteves Agostinho, Ruben Bauer e José Predebon - Ed. Atlas, SP, 2002), ao pensar na referência do reconhecimento do outro como ser humano, dotado de emoções, angústias e esperanças como eu mesmo, como você.
Não é curioso que, às vezes, esquecemos da referência do ser humano nos processos de relacionamentos os mais diversos em que nos fazemos?
A ideia de convivencialidade permite-nos uma reflexão mais apurada sobre os princípios de que esse outro ser humano é importante nos caminhos em que buscamos a evolução... É na convivência que estabelecemos os princípios fundamentais da humanidade.
O livro fala da questão associada aos princípios corporativos, mas meus pensamentos caminharam para o dia a dia, para a vida comum. Como está ficando difícil reconhecer o outro, nesse mundo em que, inconscientemente ou não caminhamos para os rumos do individualismo ou dos relacionamentos em que as conveniências falam mais alto do que as sensações reais e integrais.
Acontece que, a menos que vivamos nas montanhas ou em cavernas, nosso princípio social nos impele às relações de coletividade, em que a existência do outro, mais do que um fator biológico, representa mesmo um elemento de sobrevivência. Estamos conectados a um caráter de interdependência, a partir do qual nossos movimentos interferem nos caminhos do outro. Simples assim: a convivência é um elemento de desenvolvimento social.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Desenvolvimento Pessoal

Os caminhos do desenvolvimento pessoal são sempre estradas sinuosas, de longa trilha. Em algum ponto do caminho, vamos ser acometidos ou pelo cansaço, ou pelas distrações naturais ou por um envolvente desejo de desistência.
O que deve ser o fiel da balança dos nossos desejos é a certeza de que este é o único caminho a que estamos fadados: desenvolver-se!
Os seres humanos estão na vida - e a nossa evolução mostra isso - à busca do desenvolvimento constante. Nossa trilha, nos rumos da evolução biológica (crescimento), são desenhadas por esse propósito: da dependência dos adultos para a saída para a escola, a saída para o trabalho, a saída para a constituição de uma nova família etc. Essa linha mostra um rumo natural de evolução, em que saímos de uma instância de acomodação (a tal da zona do conforto) e saímos à estrada para vencer e enfrentar os obstáculos que a vida nos prepara. A menos que aconteça algo excepcional, esse é o caminho óbvio de evolução humana.
Por essas razões, devemos destinar aos trilhos do desenvolvimento pessoal uma reflexão até de certa forma bem simples. Não é opção, é predestinação. Somos predestinados a esse crescimento.
A grande questão é que, ainda que seja um caso de predestinação, não significa que os rumos e as trilhas estejam definidos e claros. É preciso que haja um movimento consciente (e desperto!) de escolhas, de interferências pessoais, de análises, de replanejamentos e por aí vai.
Nosso rumo de desenvolvimento carrega muito de o quanto estamos preparados para lidar com essas vicissitudes. Nossa formação, em seus variados aspectos, será a fundamentação que nos consolida e nos prepara para essas interveniências que a vida vai nos reservar.
E essa formação não é apenas a intelectual. Toda e qualquer experiência pela qual passamos pode representar uma situação formativa - depende do significado que pudermos atribuir a essa experiência e das reflexões críticas que conseguirmos elaborar a seu respeito; quanto mais significativas e reflexivas forem as experiências, tanto mais possível será a sua condução aos processos de aprendizagens de que nos valemos.
E as experiências são das mais diversas naturezas: sociais, intelectuais, pessoais, emocionais, profissionais etc. Cada uma delas nos permitem um sem número de possibilidades formativas... às vezes, não percebemos todas.
Na trilha do desenvolvimento pessoal, sairá na frente quem se dispuser a parar para pensar um pouco nas vertentes dessas vivências, em o quanto cada uma possibilitou essa ou aquela formação.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Anotações - É melhor desistir...

Desculpem-me, quis fazer um pouco de graça no título desta publicação. Sou empreendedor e assimilei, já há algum tempo, a tal da máxima de que é preciso matar um leão por dia. Então, como assim? É melhor desistir do quê?
Pois é, repararam nas reticências, aquele sinal gráfico que nos remete aos espaços de reflexão ou de arrependimento do que se falou? Na verdade, o título seria "É melhor desistir de ficar pensando em desistir"... Agora, sim!
A ideia de desistir de algo é um pensamento extremo, de quem se vê atolado em problemas. Mas também é uma metáfora, algo como um desabafo, diante de tudo o que é complicado, intrincado e complexo de se levar adiante.
Acontece que no empreendedorismo - essa instância em que você se propõe a produzir o seu próprio trabalho, com todas as nuances, belezas, tristezas e angústias que isso representa -, complicado, intrincado e complexo são rotinas. Há quem se depare com algo complexo a todo o momento no seu fazer. E é claro que, às vezes, dá um baque, uma queda na energia do entusiasmo, e tudo o que se queria era ter o seu hollerith de volta.
A questão é que ter o seu hollerith de volta significa um espaço de acomodação e de prostração aos seus anseios de realização a que o empreendedor não consegue suportar. Ele alçou voo, justamente, para lançar-se no espaço (sem redes de proteção), à fuga do que representa acomodação. É sabido que, neste espaço de nuvens opacas, o empreendedor precisa aprender o domínio de novas habilidades, de novas competências e o estabelecimento de novas parcerias.
Ao perceber-se em novas aprendizagens, a ideia de desistir fica para depois. Logo ali na esquina, já se apresenta um outro leão para ser combatido... Ou será que é o mesmo leão, agora com novas garras, que, aparentemente, já estava vencido ali atrás? Sei lá, não há muito tempo para essas indagações... vamos lá!

terça-feira, 5 de julho de 2016

Anotações - Sobre tarefas e resultados

No campo do empreendedorismo, estamos à volta, constantemente, com as questões de organização e de produtividade. Vivemos preocupados com os excessos de trabalhos e de tarefas a serem cumpridas, quase sempre refletindo em poucos resultados práticos, que demonstrem a nossa produtividade.
O consultor de empresas Américo José, em sua coluna no Caderno Sobre Tudo, do jornal Folha de S. Paulo, deste domingo, 03 de julho (Pág. D2), coloca-nos uma reflexão bastante interessante. Na coluna, o consultor vaticina: "Nós todos estamos trabalhando demais.". E propõe-nos que questionemos a real necessidade de concluir mesmo aquelas tarefas a que nos determinamos. A ideia é clara: "... não adianta simplesmente se comprometer com o trabalho: é preciso se comprometer com o resultado.".
Não é muito simples, já que a nossa cultura organizacional nos ensinou que os resultados só serão visíveis a partir da definição de tarefas e de desempenhos a serem executados. O nosso exercício é tentar mudar o foco. Buscar um novo olhar para o encaminhamento dos nossos esforços. Tentar esquecer a lista de tarefas e gastar energias no que traz resultados.
Para se ter a sensação de dever cumprido, o consulta nos ensina e com propriedades, é preciso falar sobre o que se realizou.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Recesso escolar

Por essas bandas, as escolas vivem o tempo de recesso neste mês, momento em que se espera uma renovada de energia e de perspectivas para um caminho mais positivo do desenvolvimento das aulas e das atividades pedagógicas, quando do retorno.
Dito assim, a máxima é de descanso. Mas não é só isso. Professores, alunos e demais agentes escolares até devem descansar, sim. E bastante, já que o trabalho pedagógico exige muito... Porém, é necessário que se entenda ser um momento, também, de investimentos - emocional, pessoal, formativo etc.
Então, faça do seu descanso um momento de contemplação e de elevação emocional. Descanse muito... Procure ações que o façam sentir-se bem. Olhe em busca do novo nos seus caminhos habituais. Quando se busca o novo, há um exercício de captação do que se está ao redor e os olhos fazem um trabalho de percepção mais integral... os ouvidos, também! Aguce todos os seus sentidos na observação das novidades.
A melhor variável para essa busca são os passeios que se podem fazer. Passeie bastante... sozinhos, acompanhados, carregados de alegrias, olhos de crianças... acompanhados de crianças. As crianças são os melhores cicerones para nos conduzirem às felicidades.
Quando estiver nestes passeios, busque conhecer espaços que lhe remetam aos tempos infantis... de preferência, com referência à natureza. É nesses lugares que nos conectamos, verdadeiramente, com a nossa interioridade - conexão essencial de que nos valemos quando precisamos buscar a consciência do que somos e do que podemos.
Participe de programações que lhe enriqueçam as percepções emocionais - leitura, visitas a exposições e museus, filmes, música. O enriquecimento das percepções emocionais é o que nos completa o desenvolvimento da alma e da espiritualidade, deixando-nos mais fortes e sensíveis para os exercícios de criatividade e de contemplação estética.
Reserve um tempo, também, para os movimentos racionais e intelectuais, que podem ser definidos e/ou orientados para as leituras e atividades de formação. Seu desenvolvimento profissional e intelectual precisa ser levado em consideração, constantemente.
Faça desse momento de descanso um caminho integral de evolução. O período de recesso deve ser visto como um espaço de busca do equilíbrio sócio-emocional, equacionado ao dos movimentos racionais, necessários ao restabelecimento das energias. E é disso que todos precisamos!