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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Recesso - Natal e Ano Novo


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Pausa

Agora, é tempo de pensar na pausa de que tanto precisamos para redobrar as energias no retorno.
Pausa que implica, no processo positivo de desenvolvimento, uma avaliação de tudo o que somos, de tudo o que fomos, de tudo o que fizemos. A evolução pessoal é consequência dessas avaliações que fazemos.
Errar ou acertar são processos naturais de quem tenta o movimento. A principal evolução está na competência - que temos ou a ser desenvolvida - de avaliar cada movimento que fazemos. E esse é o principal pressuposto de quem está preocupado com os rumos que seus passos tomam: buscar nas reflexões os termômetros de cada caminhada.
O blog O SABER EM PAUTA continuará a ser um espaço de reflexões cada vez mais elaboradas... Nesse caminho, tenho muito o que agradecer a cada um dos leitores que muito têm me animado na produção dessas publicações. Continuem participando desse processo de pensamento, em que os nossos rumos sejam objetos de constantes avaliações.
Agora é tempo de pausa... E dessa pausa, fazer crescer as motivações para tornarem sólido o caminho de evolução profissional.
Um grande abraço a todos! As publicações retornam no dia 11 de janeiro de 2016. Um sagrado e iluminado Natal a todos... e um venturoso 2016!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Anotações - Recomeçar

Há uma música, de composição do Frejat, Maurício Barros e Mauro Santa Cecília, que, para mim, permite uma leitura bastante interessante do pressuposto de recomeçar. Na canção, há uma lista de desejos que têm tudo a ver com a vida que vivemos - tristezas, alegrias, amigos, amor, dinheiro e recomeço. Se não a conhece, dê uma olhadinha nesse link, para desfrutar.
Na música, o pressuposto do recomeço é o do amor. Claro que a ideia de amor é uma ideia forte, mas caberia muita reflexão para se pensar só no amor. Fiquemos, se me permitem, com a referência do recomeço, apenas.
São necessárias muita coragem e disposição para recomeçar algo. De saída, essa variável já nos assusta e pode nos impelir ao comodismo. Mas só o recomeço pode nos fazer valer a vida. Recomeço de uma ideia, recomeço de uma postura, recomeço de um relacionamento (ainda que seja o mesmo relacionamento, recomeçado cotidianamente...), recomeça de uma proposta...
Faço meu o desejo da música. Que você tenha sempre uma grande paixão pela vida, e que ela - a paixão - seja constantemente o seu combustível para novos recomeços.






terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Anotações - A infância

Como o referencial lúdico é um dos temas caros nestas publicações, pensei nas variáveis dos trabalhos e das relações com crianças, com que me envolvo em algumas ações.
O posicionamento das crianças é algo fantástico de elaborar reflexões sobre a vida. Partindo da espontaneidade, caminhando pela sinceridade, refletindo-se no espírito de alegria com que preenche seus afazeres, as crianças têm muito a nos ensinar.
Outro dia, em um dos trabalhos voltados ao público adulto, referi-me à capacidade autêntica e dinâmica das crianças em experimentar o fazer. A criança, quando estimulada positivamente e bem acolhida, não tem medo em experimentar a realização do que lhe é proposto. O adulto, ainda que acolhido e estimulado, ressente-se de arriscar o fazer.
Entender as dinâmicas da infância é reencontrar-se com a criança que fomos. E que dorme, aguardando nosso chamado, para salvarmo-nos das situações que pedem a criatividade e a alegria. Se encontramos essa criança, e aprendemos a acolhê-la quando necessário, o resultado é a alma em festa, carregada de voos e de esperança.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Educação, um exercício de sensibilidade

Como é difícil empreender um trabalho positivo e carregado de significados em Educação. Na análise de tudo o que aconteceu este ano, sobram incertezas e um pouco de desilusão. Do ponto de vista político, caminhamos para uma realidade em que deixamos de acreditar nas esferas públicas; do ponto de vista privado, enxergamos visões mercenárias de quem quer apenas ganhar dinheiro com o ramo pedagógico; do ponto de vista dos alunos, ficamos confusos em saber o quanto estão, de fato, comprometidos com a melhoria de qualidade na Educação; do ponto de vista dos professores, não conseguimos dimensionar, realisticamente, o quanto estão comprometidos com um trabalho mais positivo; do ponto de vista das estruturas físicas, não vemos muitos avanços...
Poderia ser ruim, não é? Desalentador para a elaboração de novas programações e planejamentos, não é mesmo?
Não, não é. O que está posto aí acima é uma visão generalizada de uma realidade, limitada a uma zona de conforto que me impede de avançar o olhar.
O trabalho com Educação pressupõe um exercício de sensibilidade além dos limites. O Educador é alguém que navega acima das realidades superficiais que nos confundem o olhar. Além das leituras rasas que nos ensinaram a fazer. Nada está plenamente acertado, nem desalentadamente fracassado. Tudo está por acontecer. É o processo dinâmico de vida, tal respirar, tal olhar. O que devo ver está acima das mensurações simples que fazemos. O que vejo é o que está acontecendo - dinâmico e cheio de possibilidades. É o resultado das minhas ações diante desse panorama que define os próximos rumos. E até posso escolher ficar parado, mas esse estacionar precisa ser uma ação, não uma acomodação.
Buscar a sensibilidade além dos limites é fazer uma escolha pela natureza filosófica de que somos constituídos. Como na máxima que preconiza o fato de existirmos porque pensamos. Simples assim.
O pensamento, base da capacidade reflexiva do ser humano, é o principal combustível que nos ergue acima das rasas premissas. No pensar está embutida a principal referência que nos deixa a vontade de rever: se estão certas, busco replicar e compartilhar as experiências; se estão equivocadas, busco a revisão dos equívocos; se faltou algo, penso na complementação dos vazios; se sobrou, penso na redimensão das medidas... e assim por diante. Ser pensante é estar em profundo incômodo com o que não se refletiu.
Nesse caminho, havemos de lembrar que vivemos em sociedade e que, certamente, existem outros pensantes, também dispostos a modificarem as realidades em que vivemos. É com esse grupo que vou direcionar minha energia. Energia na troca de informações, nas solidariedades de compartilhamento, nas audições entusiasmadas de ideias, na divisão de forças necessárias às transformações.
E é na prática desse exercício de sensibilidade que vislumbro o desenvolvimento positivo de qualquer trabalho. Em Educação, esse pensamento é a mola mestra das realizações.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Anotações - "Conhecimento não tira férias"

Tudo bem, vai parecer provocação, mas uma propaganda que vi recentemente, trazia essa mensagem, tão em consonância com as ideias publicadas aqui: "O conhecimento não tira férias".
A Educação, tão logo, promove as sonhadas férias dos professores e agentes pedagógicos. Claro que é bom pensar em um descanso - tão merecido. O corpo e a mente pedem esse relaxamento e as baterias, como nos ensina o senso comum, precisam ser recarregadas.
Entretanto, temos uma responsabilidade que não nos deixa outra saída senão conciliar a necessidade de descanso com a máxima de que o conhecimento não tira férias. Talvez a saída seja pensar que aprender algo novo não implica, necessariamente, algo chato, nem que tenha vinculações formais. Podemos exercitar nossas percepções para que o espaço de aprendizagens esteja sempre sintonizado com as vivências e experiências que retemos nos cotidianos da vida, esteja ela nas ocorrências que acontecerem. Assim, é possível aprender caminhando nas areias de uma praia, extasiando-se em uma cachoeira, vivendo uma experiência gastronômica diferente, visitando espaços turísticos os mais diversos, e assim por diante.
O que determina a nossa capacidade de transformar as vivências em aprendizagens é a percepção exercitada das experimentações que acontecem conosco. É precisamos que estejamos despertos e atentos a todas as variáveis de vida que nos chegam. Assim, aprender passa a ser uma rotina nos rumos da nossa evolução, onde quer que estejamos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Anotações - Outro plano

Em entrevista recente ao jornal Folha de São Paulo, o ator Marco Ricca fala de sua carreira e de sua visão sobre a arte de representar (F.S.Paulo, 06/12/2015, Pág. C2). Em meio a sua exposição, uma das respostas chamou-me a atenção: "Minha cabeça está sempre preparada para um outro plano. E não é plano B. É só outro plano.".
Pensei na ideia da necessidade de adaptação às eventuais mudanças que nos acontecem e o quanto precisamos estar preparados para essas situações. Às vezes, a referência de reinventar-se frente às intempéries ganha dimensões de alto valor significativo; reinventar-se exige um posicionamento consciente sobre as mudanças.
E não é, como nos ensina a cultura comum, apenas ter um plano B (como se houvesse uma hierarquia valorativa de planos a nos socorrerem - o plano A é melhor do que o plano B, que é melhor do que o C, e assim por diante). "É só outro plano.", diz o ator, chamando a atenção reflexiva para a questão das alternativas que precisamos ter em nossos caminhos. O nosso planejamento de vida exige que tenhamos alternativas, a serem aplicadas conforme o soprar dos ventos. Ter alternativas (ter repertório) é o que importa, na variável de empreendimento. Quanto mais repertório de atuação temos ao empreender nossos caminhos, tanto mais possibilidade de desenvolvimento podemos vislumbrar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Fechamento de Ano

Praticamente, o ano letivo nas escolas está concluído. Enquanto uma parte dos alunos faz conta para determinar o quanto precisa de nota para fechar na média de aprovação, é tempo para que os  atores pedagógicos busquem a ampliação das reflexões que movimentaram os espaços neste ano. Neste espaço de reflexão, podem surgir demandas pedagógicas a contribuírem para as atividades e ações do novo ano.
E não faltaram temas para suscitarem pensamentos. Desde as crises política e econômica enfrentadas pelo país, passando pelos desastres ecológicos (movidos pela ganância humana?), incluída aí a movimentação dos estudantes paulistas que ocuparam escolas em um clamor de defesa da qualidade na Educação. Assunto é que não faltou, fiquemos certos disso.
Cabe a nós, pensadores, transformarmos cada um desses assuntos em propósito filosófico. E daí, aumentarmos o repertório (nosso e o dos alunos), em um movimento de desenvolvimento do saber.
A ideia de conclusão de um trabalho - no nosso caso, de um ano letivo -, no processo de desenvolvimento pessoal, deve ser encarado como uma oportunidade para a elaboração de uma variável analítica de o quanto deu certo, de o quanto não deu. Dessa análise, espera-se o nosso posicionamento na correção de rumos, na consolidação de acertos, na renovação de propósitos, na evolução de projetos.
Esse é o movimento mais natural de evolução. A cada ciclo de trabalhos, analisam-se todos os pressupostos que movimentaram o fazer daquele ciclo. E, com esse material, estudam-se as possibilidades de transformações que podem positivar os resultados futuros. Aliás, aquele planejamento de que falamos nos inícios só podem ser levados a bom termo após as leituras analíticas que fizermos das experiências desenvolvidas. O bom profissional de Educação entende que o desenvolvimento de seu trabalho exige mesmo essa entrega e disposição.
O resultado mais visível é a evolução profissional que conduz à evolução dos trabalhos. Em Educação, essa conta é a das mais importantes e significativas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Anotações - Sobre o entendimento da vida: lições de Câmara Cascudo

O saudoso Mestre Luís da Câmara Cascudo tinha uma máxima, lembrada pelo jornalista Osair Vasconcelos, que bem vale uma reflexão: "O segredo da vida está no entendimento. Se você não entende a vida, torna-se um desajustado.".
Vivemos tempos em que, além de entender a vida, precisamos, também dar significado e entendimento ao que a vida nos reserva. Não podemos, simplesmente, deixar a vida nos levar, como na canção.
Dar entendimento e significado ao que chega é perceber-nos nos movimentos em que nos colocamos. Em que nos colocamos ou nos que somos colocados, já que um pouco de metafísica não faz mal a ninguém. Há um dinamismo todo em viver que, se não tomamos cuidados, acabamos sendo levados nas rodas vivas de que reclamamos tanto, deixando-nos em um limbo de acomodação e de cotidiano rotineiros, nos quais pensamos pouco, sentimos menos ainda e cegamo-nos demasiadamente às percepções necessárias. Acho que é o tal "desajuste" de que fala o Mestre Cascudo.
A ideia de entender algo é referência complexa e elaborada, nos caminhos do desenvolvimento e do aperfeiçoamento. Entender a vida, por sua vez, é o maior exercício a realizarmos, se não quisermos ficar desajustados nos rumos que nos chegam e nos que devemos alcançar.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Anotações - A questão do julgamento crítico

Recente matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo aborda o pensamento do físico e professor da USP André Martins, segundo o qual os nossos mecanismos mentais fazem com que sejamos tendenciosos nos raciocínios lógicos e de julgamentos críticos. É um estudo interessante, sobretudo porque mostra como funciona o nosso cérebro quando precisamos fazer análises sobre questões que nos acomete o cotidiano em que vivemos. Nesse conceito, diz o professor que a neutralidade não existe e que, via de regra, assumimos posturas e posições parciais, segundo uma série de elementos que a nossa mente adota como raciocínio. (A matéria saiu na Folha de S. Paulo no sábado, dia 28 de novembro de 2015, pág. B10).
O tema é interessante para pensarmos em como conduzimos os nossos raciocínios diante das necessidades de julgamentos por que passamos em nosso cotidiano - o estudo do professor André Martins propõe alguns caminhos seguidos pelo nosso cérebro: o primeiro deles é o que ele chama de "viés de confirmação", a partir do qual minha análise fundamenta-se na adequação dos fatos às posições que escolho assumir; o segundo, é o que ele denomina de "pensamento de grupo", bem reconhecido na sociedade: o meu posicionamento ajusta-se ao posicionamento do grupo em que estou inserido; o terceiro, chamado pelo estudioso de "viés da autoconveniência" é o que determina o meu posicionamento conforme o interesse e os ganhos que tenho dos fatos críticos; o quarto, que recebe a denominação de "problema de calibração", está relacionado à tendência que temos a considerar que sabemos mais e temos mais domínio de conhecimento do que os outros; o outro caminho, chamado de "simplificação do problema" é o que responde pelos julgamentos rápidos e desprovidos de algum estudo; por fim, a "ilusão de controle" deixa-nos com o problema de que o nosso julgamento é o caminho da resolução inabalável dos conflitos que mediamos.
Penso que o assunto é significativo para ampliarmos nossas reflexões sobre como nos comportamos diante da necessidade de elaboração de julgamentos críticos.