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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Recesso - Dia do Trabalho


Anotações - Sobre o erro

Estava olhando a propaganda de um site de cursos digitais e a questão veio-me, de novo, à tona. No anúncio do curso, após a demonstração dos conteúdos e das ferramentas da plataforma, o instrutor saiu-se com essa: "E a primeira lição é: errar!...". A palavra "errar" estava em letras grandes, vermelhas e parecia saltitar na tela. Achei curioso.
E o instrutor continuou com um discurso, na minha opinião interessante, sobre a ideia de errar como um pressuposto de aprendizagem. Algo como uma sustentação à opinião de que só se podia avançar na aprendizagem se aprendêssemos a lidar com os inevitáveis erros. E que os erros são movimentos normais quando se quer conquistar algo; é preciso, apenas, transformá-los em caminhos de aprender.
Noves fora o apelo mercadológico para atrair os alunos, a ideia já foi explanada por aqui. Só se pode chegar à evolução quando somos instados a entender o erro como mecanismo de soluções. 
Para isso, nossa atenção não deve se concentrar no erro em si, mas no seu significado. No seu significado e como a reversão dele pode acontecer. É na capacidade de apreensão das lições que um erro pode trazer que podemos transformar as lições.
Curioso é que na escola o erro é tratado como aspecto negativo... Na vida, o erro pode ser transformado em oportunidade de aprender mais. Basta querermos.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

A contemplação do belo

Nos caminhos do desenvolvimento pessoal, havemos de pensar nas estruturas de formação de que somos constituídos. Quase sempre, pensamos na formação escolar e profissional, que envolve as relações acadêmicas, intelectuais e de aperfeiçoamento técnico. Tudo bem, não há problemas nesse pensamento: somos assim mesmo. Nossa escala de evolução passa, necessariamente, por esses trilhos - vivências familiares, escolares e de trabalho.
Mas há de se ampliar essa leitura. Somos, também, formados por experiências absolutamente sensoriais... As que nos ajudam na percepção do que não se pode determinar. Aquelas que vão determinar nossa consciência emocional.
E, se pensarmos que há um aprofundamento das dimensões de inteligência que existem em nós, a consciência emocional tem papel fundamental na substância do que somos. É quem vai mediar os nossos comportamentos sociais e afetivos, os que vão compor a inteligência emocional.
Para isso, tangencial ao nosso investimento na formação acadêmica, técnica e profissional, temos que nos proporcionar algum tipo de exercício que contribua para o aprimoramento da consciência emocional. Não é muito simples, mas merece o cuidado.
O aprimoramento da consciência emocional pode ser pensado a partir de variados caminhos. Boa parte deles passa pela conexão de suas vivências aos aspectos mais instintivos, mais naturais, do desenvolvimento humano.
Já reparou que estamos sempre em pressa, correndo para alcançar algo inalcançável? Pois é, nessa via, a da pressa, somos levados, cada vez mais, aos processos de desconexão àqueles aspectos.
Assim, uma das primeiras providências para os trilhos da consciência emocional é o de exercitar o movimento da lentidão, do demorar-se um pouco na visão do que considerar belo... É o exercício da contemplação do belo.
Já esteve em contato com algumas manifestações da natureza? Parques, rios, árvores, bichos etc. Pois bem, caminhar nesses cenários promove uma transformação de consciência que bem vale a reflexão. Ao parar um pouco, sem pressa para olhar o que está ao redor, reforça-se o exercício do olhar, dos sentidos, no caminho de busca daquela consciência.
Quem pode fazer isso - se bem que não é nada muito complicado -, vai perceber o quão valorosa torna-se a integração das variáveis de formação integral: escolar, técnica, profissional e emocional.


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Anotações - O protagonismo juvenil na Educação

Você já deve ter notado o quanto de informações tem sido veiculado a propósito da participação do jovem nos rumos da Educação.
Se não, é preciso estar atento. Cada dia, surgem notícias que nos dão conta de que os jovens estão, sim, interessados, na forma como aprendem. Ou, melhor, como deveriam aprender.
De depoimentos isolados a participação em eventos que estão por aí discutindo o assunto, o protagonismo juvenil anda tomando força. O que, na minha opinião, é bastante interessante.
De saída, quebra aquele paradigma, tão propalado por nós, de que os jovens não têm muito interesse em Educação. Via de regra, o nosso discurso é o de que são um grupo, além de desinteressado, totalmente avesso aos propósitos de colaboração.
Bom, é necessário que nos saibamos errados nessa apreciação. Se você é como eu, que tem se preocupado em detectar esse movimento, sabe do que estou falando. Nós, educadores, acostumamo-nos a apressar os julgamentos sobre os nossos alunos... Estamos sempre valendo-nos de rótulos e de ajuizamentos de valores, quase sempre mascarando as nossas deficiências ou nossas dificuldades. É a Escola, que não tem uma estrutura assim ou assada; é o Governo, que não oferece condições adequadas de trabalho; é a Família, que abandonou as responsabilidades de educar as crianças... E por aí vai.
Nessa esteira, já há muito elegemos os alunos como os principais responsáveis por vários descaminhos do nosso trabalho.
E é muito bom saber desse movimento, ainda incipiente, tudo bem, do protagonismo juvenil que anda falando de melhores qualidades em Educação. Claro que não há caminho fácil por aqui, mas que esse movimento é bom, ah, isso é!
Voltaremos a falar disso, qualquer hora dessas.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Homenagem a Monteiro Lobato

O dia 18 de abril é dedicado a Monteiro Lobato, um dos personagens mais marcantes da história brasileira. Não só pelo seu legado à Literatura Infantil, mas também por sua presença sempre viva na cultura, na história e no ramo editorial brasileiros.
Monteiro Lobato trocou cartas por mais de quarenta anos com seu amigo Godofredo Rangel; são cartas, para além do registro de uma amizade incomum, que nos deixam um panorama fiel dos pensamentos lobatianos. Assim como esse trecho, de uma daquelas cartas:


Anotações - Tranquilidade

Uma das maiores lições nos caminhos do desenvolvimento pessoal é a de saber manter-se tranquilo frente às adversidades. Uma das maiores e das mais difíceis.
A tranquilidade está na esteira do manter-se em silêncio frente a qualquer tumulto que nos cercar. A vontade vai ser a de esbravejar e de sair dando chutes nos baldes que estiverem ao nosso alcance, mas a reação deve ser a de um monge budista frente aos torvelinhos da mente.
O compositor paulistano Walter Franco havia nos ensinado o mantra: "...Tudo é uma questão de manter / A mente quieta / A espinha ereta / E o coração tranquilo (...) ". É preciso manter a mente quieta nos caminhos das adversidades.
O maior problema desse mantra é que somos, na maior parte das vezes, movidos a emoção... E a emoção fervente, acrescente-se. Fomos levados pelo universo cultural da nossa evolução a ter que reagir de pronto e depois ver o que se fazia... E, quase sempre, não havia mais o que se pudesse fazer. As reações de impulso e levadas pelos estopins curtos são sempre irremediáveis. Incontornáveis, por assim dizer.
Na consciência de que isso é assim e pronto, o nosso movimento deve ser o de parar para aquietar a mente. Esvaziar as emoções quentes mesmo. E respirar mais pausado, e consertar a postura da espinha, na busca de uma harmonia necessária. Não há conflito e confronto que garantam dias melhores.


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Dos caminhos da sabedoria

No processo de desenvolvimento pessoal, o caminho natural é o das aprendizagens nos rumos em que atravessamos. Devemos buscar o aprimoramento em tudo o que fazemos... E não é porque devemos agradar a esta ou aquela instância; o conceito deve ser motivado pela necessidade de nos superarmos.
A vida, esta dinâmica instituição que nos cerca, a todo o instante traz-nos variáveis sempre reflexivas sobre o tema: ora, gostamos do que fazemos; ora, temos certeza de que não o fizemos bem. É preciso apurar, na extensão, nossa consciência crítica em relação ao que somos e ao que fazemos.
Este, o verdadeiro caminho da sabedoria. Saber enxergar a dimensão exata do que somos e do que fazemos.
Quando essa mesma consciência despertar-nos para o sentido de que algo não foi bem executado, devemos escutar muito bem o alarme. E completar o sistema "ação-reflexão-ação".
No que tange à minha ação, a leitura reflexiva será sempre para o quanto dela foi consubstanciada de elementos positivos (fiz bem?... alcançou positivamente diversas pessoas?... trouxe resultados positivos?... e assim por diante).
Esse processo reflexivo, de leitura analítica ante minha ação, deve ser um elemento cuidadoso e carregado de referências externas. É a partir daí que coleciono elementos qualitativos frente meus posicionamentos. E, com base nesses elementos qualitativos, é que terei uma dimensão melhor apurada do que sou e do que faço.
Repare que é preciso estar atento a esse processo. No que diz respeito a toda leitura que fazemos - que seja direcionada a reunir elementos críticos de avaliação -, todo nosso pensamento precisa estar focado na apreensão desse momento. E vai ser um jogo de determinação e de esforço este de concentrar-se ante a uma variável qualquer, com o objetivo de apreciação racional.
E não paramos por aqui. Vencida a fase de reflexão, é preciso voltar à de ação.
No momento de ação pós-reflexão, revejo toda a leitura elaborada do que se passou, para apreciar o quanto precisa ser revisto na retomada. E é esse o complemento do tal caminho da sabedoria. Na verdade, ainda que não tenhamos muita segurança do que estamos fazendo ou do que somos, vai ser todo o processo de leitura reflexiva daquele instante que direcionará nossas atitudes e posturas para a retomada do que precisa ser feito. De preferência, diferente do que ocorreu antes.
E assim, de ação para uma reflexão e de uma reflexão para outras ações, é que constituiremos nossa compleição de busca da sabedoria.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Para refletir - A Educação

Ao longo desta semana, estaremos publicando quadros com imagens e mensagens. A ideia é despertar a consciência para a necessidade de aguçar os pensamentos para a transformação dos caminhos. O tema será a Educação.

Vejam a mensagem de hoje:








quarta-feira, 4 de abril de 2018

Anotações - Saber ouvir

Como é difícil, nestes tempos modernos, a capacidade de saber ouvir. Estamos, constantemente, sendo educados a mais falar do que a ouvir. E, nessa aprendizagem, vamos desligando-nos da percepção do outro. O ato de saber ouvir é um mecanismo interessante para perceber o quanto estamos nos desvinculando da ideia de enxergar o outro. E o olhar e a preocupação voltam-se para o próprio umbigo.
Quando conseguimos a proeza de ouvir o outro, é mais para responder do que para compreender. Se estivéssemos mais propensos a compreender o entorno, seria muito mais fácil estabelecer o mínimo de progresso nas comunicações. E, quem sabe, nas conexões humanas.
Estamos perdendo um pouco das referências de humanidade, ao constatar-se da incapacidade de ouvir o semelhante.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

O conhecimento

Na raiz de todos os problemas está o conhecimento que temos sobre o fato. Ou que deveríamos ter.
Faz-se necessário discutir, em todas as instâncias de desenvolvimento, o quanto estamos nos preparando para o conhecimento. Ou se estamos, apenas, na superficialidade do que ocorre.
Atualmente, vivemos fenômenos sociais que se interligam nesse aspecto: o da falta de conhecimento. De um lado, brigamos pelas nossas ideologias políticas (ou esportivas, ou religiosas, ou o que seja...), sem fundamentações racionais. Se estivéssemos preocupados com a racionalidade, decerto não estaríamos brigando.
De outro lado, espalhamos notícias falsas sem o mínimo de preocupação com a checagem daquilo que se conta.
No cerne de tudo, está o conhecimento.
É preciso valorizar os movimentos de conhecimento. Saber o que está falando, saber o que está ouvindo, saber o que está lendo.
Parece até simples, mas bem sabemos que não é. Há, para dizer o mínimo, um descuido reprovável.
Mas o que está por trás desse descuido? A resposta é mais simples ainda: não se tem o trabalho de ir atrás do processamento das informações recebidas, para transformá-las em conhecimento. E será mesmo um trabalho - vai exigir algum esforço. O mais importante, contudo, é a certeza de que estaremos participando de transformações essenciais para o desenvolvimento do que está ao nosso redor.