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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Para refletir - Ensinar e saber


terça-feira, 29 de setembro de 2015

Anotações - Nas Dobras da Vida

Recentemente, o projeto Nas Dobras da Vida (se não conhece, clique aqui) esteve na EE Prof. Duglas Teixeira Monteiro, no Parque Ipê, em São Paulo, levando reflexões sobre a utilização do Origami como ferramenta de desenvolvimento pessoal (veja algumas imagens abaixo). Com uma duração de três horas, divididas entre momentos com professores e alunos do 4º ano B, todos puderam conhecer melhor as bases deste projeto. A ideia que fundamenta a atividade é aproveitar-se dos benefícios da arte de dobrar papel e refletir sobre suas potencialidades nas bases do desenvolvimento pessoal.
Com os professores, a dinâmica foi mais de reflexão sobre os pressupostos lúdicos nos espaços pedagógicos, em que pudemos pensar um pouco as variáveis que estão acontecendo, circunscritas às propostas pedagógicas - principalmente, as questões sobre o protagonismo e, mais diretamente, a respeito do lúdico como referência de trabalho.
Com os alunos, foi possível desenvolver uma pequena oficina de trabalho. A base foi o desenvolvimento de uma composição a partir de módulos em origami. Foi gratificante. Incluídas, aqui, a generosidade dos professores e da coordenadora em receber a proposta, além da participação positiva dos alunos. Agradeço a todos.
O trabalho com as dobraduras de papel reforçam-me o conceito de o quanto as predisposições contribuem para o desenvolvimento pessoal. Nesta experiência, pude sentir o total envolvimento dos alunos nas construções básicas propostas. Houve uma consciência de aperfeiçoamento, de colaboração e de determinação.
Alguns comentários dos alunos motivam-me a seguir adiante com o projeto, quase todos podem ser sintetizados com a ideia de que aquele momento foi muito significativo e mágico. De minha parte, sigo nos trilhos que a arte de dobrar papel me permitem, no rumo de demonstrar uma linguagem dinâmica e estética na formação pessoal.




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Uma nova visão em Educação

A busca de um modelo de Educação que esteja antenado com as visões mais modernas precisa ser objeto constante de reflexão por parte dos agentes pedagógicos. Todos os envolvidos nas questões sobre Educação precisam exercitar o pensamento acerca de novas variáveis para a reformulação do fazer pedagógico.
A cada dia, novos conceitos e estudos surgem para aprofundarem as leituras que temos da Educação. Todos parecem sentir a necessidade emergencial de uma busca de reposicionamento dos temas e questões que devem fazer parte do cotidiano de professores e demais atores dos espaços escolares.
Nesse caminho, o papel de cada um é o de contribuir com sua reflexão e seu protagonismo ideológico na constituição de um caminho de transformação.
E é bom que estejamos unidos nesse propósito. A Educação é o principal referencial de desenvolvimento humano e todos sabemos das dificuldades que estão por aí - de professores e alunos desestimulados a espaços físicos inadequados, avançando por várias outras questões que pululam nas mais diversas análises.
Claro que algumas dinâmicas vão pedir mais atenção do que outras, mas o sustentáculo principal das transformações é o da disponibilidade em mudar o que não está dando certo. Aqui, todo o entorno das escolas devem contribuir para os avanços necessários: comunidade, pais, alunos, professores, coordenadores etc.
Não se pode fechar os sentidos. A Educação deve passar por mudanças, sempre... Estamos falando de desenvolvimento, a propósito do qual não se prescinde o dinamismo de redimensionamentos constantes e de reflexões frequentes. As leituras precisam ser repetidas, incansavelmente - leitura da região, leitura dos aspectos filosóficos, leitura da sociedade, leitura dos conceitos, leitura dos aspectos formativos, e por aí vai.
Na extensão, a prática será o movimento precioso das mudanças que se farão emergentes. É preciso fazer algo. E que esse fazer esteja devidamente sintonizado com a responsabilidade do que se sabe. Saber e fazer serão a mola mestra do estabelecimento da nova visão.
Assim, relacionar as mudanças com o pressuposto alcançado no dístico saber-fazer, certamente, há de se alcançar uma positividade na esperança de melhorar o que percebemos por aí.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Anotações - Mapas Afetivos

Ao ler algumas matérias sobre o desenho de mapas afetivos, pensei na questão do desenvolvimento desses mapas como recurso pedagógico de alcance bastante positivo.
Basicamente, o que está acontecendo, em alguns lugares, é a realização de trabalhos com crianças e jovens na conceituação de pontos de sua territorialidade, em que se destacam algumas variáveis de afetividade e de aprendizagem. As crianças e jovens, tocados por essa proposta, sinalizam, em sua região, pontos que façam remissão a aspectos da emotividade, ao mesmo tempo em que destacam o que aprenderam - ou podem aprender - com aquele ponto. Essa referência, concretamente, transforma-se no estabelecimento de mapas - com o desenho da localização geográfica e espacial da variável significativa de vivencialidade. Na minha opinião, é trabalho primoroso. De partida, todos se relacionam - pedagógica e afetivamente - com o entorno de sua região, balizando-a com os aspectos de significação territorial. Ali, tudo é importante, sobretudo por representar uma vivência que não consta dos materiais didáticos e acadêmicos.
O desenho dos mapas afetivos confere ao entorno da Escola e das pessoas uma variável de importância extremamente significativa para a construção do conhecimento.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Anotações - Educação para a Cidadania

Buscar um processo de trabalho pedagógico, em que se vislumbre uma referência de educação para a cidadania, é um dos temas modernos amplamente discutidos para uma positividade no desenvolvimento humano.
A compreensão da Educação como caminho de aprimoramento para a cidadania pode ser uma variável de entendimento de redimensionamento do trabalho pedagógico, observando-o como elemento de transformação do ser humano - do cidadão -, em busca de uma sociedade mais equilibrada e justa em seus conceitos.
A Educação é a instância que tem a primazia de provocar essa transformação na sociedade - a reformulação das condições do cidadão, sujeito com direitos e obrigações conceituados e definidos. Na definição desses tópicos, fica mais substanciosa a busca dos caminhos em que se estabeleçam direitos, obrigações e participações do cidadão na construção de um território mais humano e pontilhado de realizações positivas.
A cidadania é a base do desenvolvimento pessoal - o sujeito tem o seu lugar na sociedade; e, com essa sociedade, correlaciona-se com obrigações e direitos -... A Educação precisa colocar a cidadania em seu projetos de ações pedagógicas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sobre medos e aprendizagens

Sentir medo de algo, de alguém ou de alguma coisa refere-se a um estado emocional que nos alerta diante de um perigo ou de uma ameaça, sejam eles conhecidos ou não.
No processo de desenvolvimento pessoal, é comum depararmo-nos com as mais diversas situações em que se expressa o medo. Medo de partir, medo de chegar, medo de começar algo, medo de terminar algo, medo de não saber, medo de expor-se, medo de mudar, medo de errar, enfim, é tanto medo, que, às vezes, podemos pensar que nem entendemos como sobrevivemos a esse espaço de angústia e ansiedade.
Em nosso espaço de reflexão, contudo, é possível perceber que, já que faz parte de nossa rotina, a sensação de medo não é de todo ruim. Sentimos medo para que nosso corpo e mente coloquem-se em prontidão diante do inesperado ou da tomada de uma decisão qualquer. É assim que, via de regra, posicionamo-nos a propósito das mais variadas ocorrências. É uma estratégia elaborada para buscarmos o melhor caminho a seguir.
Por outro lado, há o medo que paralisa, que impede avanços. É a manifestação negativa do medo, essa que nos fecha os caminhos e rumos de desenvolvimento. O medo que paralisa mostra-se de várias maneiras; uma delas é a que mexe com a auto-estima e com a segurança: a crença de que se é incapaz de realizar algo.
Quando apreendemos o processo heroico de que somos constituídos em nossos caminhos de desenvolvimento pessoal, percebemos que atos de coragem são acompanhados de sensações as mais variadas em que o medo imperava. Quer dizer, o herói movimentou-se para a ação após ter sentido medo de algo. Acho que foi o Nizan Guanaes quem disse em um de seus artigos: "Eu sou corajoso porque estou com medo...". É esse o caminho - aperceber-se do medo e transformá-lo em combustível para as realizações.
Nas trilhas da evolução humana, precisamos aprender a lidar com essas ocorrências do medo. O medo que nos coloca de prontidão e o que paralisa. O que paralisa afunda-nos na insegurança e decepções; o que nos coloca de prontidão é aquele medo do herói, que o injeta de coragem para avançar nas trilhas, ainda que elas não sejam completamente conhecidas.
A aprendizagem que advém de um espaço em que se manifestou uma sensação de medo está diretamente relacionada com a capacidade que temos de enxergarmos naquela sensação a disponibilidade de um estado de prontidão. Prontidão de partir, prontidão de chegar, prontidão para começar algo, prontidão para terminar algo, prontidão para aprender o que não se sabe, prontidão para expor-se, prontidão para mudar, prontidão para assimilar o erro e trabalhar suas possibilidades de acerto. Assim, carregado de uma coragem que sequer imaginávamos existir.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Anotações - Paciência

Há uma música do Lenine, composição sua e do Dudu Falcão, Paciência, que nos faz pensar um pouco sobre esse turbilhão de movimentos que nos levam a correr para lá e para cá, em variáveis de pressa que nos faz parecer estar sempre atrasados. Se não conhece a música - ou se quer revê-la -, há um vídeo bom, nesse link.
Na letra, uma oposição entre a ideia de que a vida não para (então, seria bom apressar-se) e a de que essa mesma vida é tão rara (então, é preciso apender a sorvê-la com sabedoria) deixa-nos em uma contradição reflexiva. Devo correr (fingir paciência)? Ou evitar a pressa, levando os movimentos na valsa?
Não à toa, parece-me, os compositores buscaram, na letra, rimar a palavra "calma" com a palavra "alma". Na essência da vida, é preciso manifestar-se sem pressa.
O que é verdade é que perdemos a consciência do tempo - sempre estamos dizendo que tudo passou tão rápido. Como a passagem do tempo é a mesma de sempre (um minuto tem sessenta segundos, como desde que se convencionou a marcação do tempo, segundo os referenciais da física), o que nos faz perceber o tempo como mais rápido ou mais lento é a nossa consciência, a nossa percepção da passagem dos instantes. Nos dias atuais, parece-nos que tudo está correndo. E nessa correria, também somos levados a deixar de perceber a raridade da vida.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Anotações - Construção de pontes

Quem acompanha as tiras do Armandinho, criação de Alexandre Beck, conhece a sensibilidade e as sacadas para reflexões as mais diversas vindas dali. Se você não conhece, clique aqui para ter uma ideia das aventuras do Armandinho...
Em uma de suas publicações recentes (veja aqui), Armandinho está envolvido em uma construção que parece vir a ser um muro. No final, entretanto, ele diz que o melhor não é construir muros e, sim, pontes. E é genial na mais óbvia das metáforas: o muro separa, a ponte aproxima, conecta.
O que é desolador, a partir da constatação da obviedade da metáfora, é que nós, agentes dos processos de desenvolvimento pessoal, se fizermos um balanço de nossas atuações, vamos perceber o quanto de muros construímos em nossas relações. É até compreensível: a construção do muro encerra-se nela mesma; a construção de pontes exige a necessidade de constantes reaproximações e do exercício trabalhoso de convivência.
A convivência é um pressuposto que demanda cuidados e releituras de ações e de comportamentos, os quais, na conceituação do ser humano moderno, acabam constituindo dificuldades de posicionamentos. Entretanto, e a felicidade do Armandinho em propor a construção de pontes ajuda-nos nessa leitura, o exercício de convivência ainda é o melhor remédio para a definição de uma humanidade mais saudável.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Territórios de Aprendizagem

A ideia de se buscar o conceito de territórios de aprendizagem está na relação em que é preciso transcender o ambiente escolar como o único em que se podem trabalhar os referenciais pedagógicos. Ultrapassando os muros da escola, os espaços do entorno ganham dimensões de possibilidades de aprendizagens. Assim, a rua, o bairro, os estabelecimentos históricos e culturais, a cidade, tudo ganha contorno de verdadeiras aulas. É preciso abrir olhos e movimentos a essa variável.
Já há algum tempo, a sala de aula, em seus limites definidos de paredes, vem se mostrando desinteressante como espaço de aprendizagem. Desinteressante, de uma maneira geral. Alunos e professores, interessados em variáveis positivas de ensino e aprendizagem, certamente, devem corroborar essa referência. Do desinteresse para a desmotivação, é um passo rápido.
A busca de exploração dos mais diversos territórios de aprendizagem, tangentes ao espaço escolar, é uma saída possível. Para tanto, é preciso elaborar mapas de apreensão do entorno; de saída, essa elaboração, certamente, já vai constituir uma nova motivação. Via de regra, pensamos que a existência de territórios de aprendizagem está distante da escola - normalmente, enxergamos naquelas saídas costumeiras (museus, cinemas, parques de diversões etc.). Às vezes, quando bem conhecidos e trabalhados, certos pontos próximos ao ambiente escolar configuram-se verdadeiros locais de aulas e de apreensão histórico-cultural.
As feiras livres são ótimos exemplos desse apontamento (em alguns casos, as feiras livres estão na própria rua da escola), locais propícios para o trabalho das mais diversas disciplinas e do encaminhamento de variados projetos pedagógicos (linguagem, matemática, história, ciências etc). Se os agentes pedagógicos permitirem-se, neste caso, enxergar nas feiras livres uma possibilidade de redimensionamento dos trabalhos curriculares, é bem possível que novas motivações surjam no desenvolvimento das ações educativas.
E a feira livre é apenas um exemplo. Certamente, muitos outros surgirão quando todos se predispuserem ao conhecimento dos espaços externos à escola. Uma praça, uma igreja, um estabelecimento comercial, uma residência; é bem possível que muitos pontos possam surgir carregados de elementos de aprendizagens. Dessa aprendizagem próxima, que conta a história da região, significando-a e postulando elementos valorativos da cultura local.
Os tais mapas de apreensão do entorno serão guias carregados de conteúdos pedagógicos, se bem conduzidos por todos. Neste jogo de entendimento territorial, não é só a variável pedagógica que ganha. Ganham os processos de auto-estima, de valorização histórico-cultural das regiões e do desenvolvimento pessoal.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Anotações - Experimentação

Algumas matérias, em publicações especializadas sobre Educação e Desenvolvimento Pessoal, estão chamando a atenção para a referência de tornar o participante alguém que se proponha a fazer, a realizar algo.
Tangenciando esse pressuposto - o de realizar - está o conceito de experimentação.
Emprestada da área científica, a ideia de experimentar revela um princípio fundamental da aprendizagem: é preciso aplicar o conhecimento adquirido, mas não se sabe se o resultado será aquele que se espera. Então, experimenta-se a aplicação, analisa-se o que se obtém e verifica-se se é positivo o resultado e se é possível testá-lo outra vez. Neste círculo de paciência, a palavra "testar" torna-se uma das chaves de apreensão do saber.
À palavra "testar" soma-se o princípio do exercício prático (talvez repetido por diversas vezes), em que se analisam os resultados. Científico e filosófico: pratica-se e reflete-se, o tempo todo.
A experimentação é a base mais significativa da assimilação de aprendizagens, já que o objeto de conhecimento torna-se vivo e altamente importante para o aprendiz. Em sendo assim, o aprendiz desenvolve um senso de autonomia e de domínio da área do saber.
Para tornar a experimentação esse caminho de positividade, o professor precisa também desenvolver esse senso - o de enxergar no objeto do conhecimento algo vivo e carregado de significados.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Anotações - Trabalho com Origami

Recentemente, participei da programação da Virada Sustentável, com duas atividades relacionando a arte de dobrar papel com variáveis de construção... foi interessante!
A utilização do origami como referencial lúdico e de desenvolvimento pedagógico já foi bastante estudado, acredito. A arte de dobrar papel possibilita uma gama variada de benefícios - desde exercícios de criatividade, passando pelo desenvolvimento da coordenação motora fina até trabalhos de concentração e de integração social.
A instauração de espaços em que os participantes experimentam possibilidades de criação e de contemplação estética - aqui, neste caso, a partir do trabalho com o papel - guarda em si uma variável de alcance muito significativo.
Penso que poderia ser uma atividade a ser incluída na programação das escolas, de uma forma efetiva e tranquila. Mesmo que, a princípio, seja em caráter recreativo, tenho convicção de que todos sairiam ganhando.
O origami permite uma série de variáveis pedagógicas positivas e pode ser incluído nas mais variadas estruturas curriculares: área de linguagens, de artes, de matemática, de ciências, geografia etc. Basta um pouco de experimentação por parte do professor; a matéria prima é o papel (de revista, de jornal, sulfite etc), o que, de saída, vislumbra uma discussão muito boa sobre a questão da reciclagem e do reaproveitamento.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Anotações - A arquitetura da Escola

Já discutimos, aqui, em uma ou outra publicação, a ideia de o quanto a arquitetura do prédio escolar interfere na assimilação e motivação das aprendizagens. Exemplos de espaços físicos que priorizem o dinamismo e a facilitação dos caminhos de aprendizagem, a partir de mudanças arquitetônicas (algumas até radicais, é de se reconhecer!), estão aparecendo em veículos especializados que abordem os referentes educacionais.
Por aqui, em nossas paragens, não é diferente, ainda que não abundante. Alguns espaços físicos, de características escolares, têm subvertido uma ordem comumente vista: muros, paredes, portões, salas isoladas etc.
Nestas escolas que viram notícia por suas transformações arquitetônicas, a prioridade é criar motivações de aprendizagens. Então, o espaço é alterado: salas isoladas, portões, paredes e muros deixam de existir. E o motivo é bem simples: as relações de ensino e aprendizagens estão mais diversificadas, hoje em dia. Ainda que sejamos tradicionalistas, não podemos fechar os olhos às relações colaborativas de aprendizagem, em que o papel do professor é mais de mediador, de facilitador, do que de transmissor de conhecimento; e o papel do aluno ganha mais protagonismo nas variáveis de ensino e aprendizagem.
A compreensão do conceito de objetos digitais de aprendizagens e a leitura de mundo que posiciona os saberes em espaços os mais variados deslocaram a atenção que, antes, concentrava-se em quadros negros e discursos dos professores.
Nessa realidade, a arquitetura dos espaços físicos há de acompanhar as transformações por que caminham as variantes de desenvolvimento. E todos, professores, alunos, pais e demais agentes da atmosfera pedagógica precisam rever conceitos, justamente para que essa evolução caminhe por rumos mais motivadores.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Anotações - O brincar

Não sei se você assistiu ao documentário "O Território do Brincar", em que se demonstram as relações de crianças dos quatro cantos do Brasil com a prática do brincar. É um documentário fantástico; quem trabalha com crianças, ou interessa-se pelo universo infantil, é recomendação sem pestanejar. Para acessar a página de trabalho relacionada ao documentário e a outros estudos do grupo, clique aqui.
Além das variáveis apontadas no documentário, a ideia de brincar vira e mexe volta à baila para nossa reflexão, sobretudo nas questões a propósito do lúdico nos contextos pedagógicos.
Brincar, como referência infantil, não guarda, obrigatoriamente, demandas relacionadas com aprendizagens contextualizadas nos espaços pedagógicos. A criança brinca, principalmente, por diversão e por satisfação emocional... é gostoso brincar, pronto! A criança não teoriza o brincar.
O que nós, educadores reflexivos, podemos aproveitar desse universo infantil é o manancial de experiências enriquecedoras para o desenvolvimento pessoal que a brincadeira proporciona.
Ao brincar, a criança experimenta uma série de sensações e de exercícios sócio-emocionais, que vão proporcionar ferramentas mais eficientes e produtivas para os caminhos de seu desenvolvimento (social, afetivo, motor etc.). Mas, repetindo, a criança não teoriza o brincar. Ela brinca, só isso!
Ao compreendermos o brincar como pressuposto rico de subsídios, assumimos essa responsabilidade de teorizar sobre o assunto, estudando-o com afinco, como fazemos com qualquer objeto de ciência e de pesquisa. E passamos a enxergar melhor as porções de positividade que existem na prática das brincadeiras.
Daí, podemos partir para ações, que não só garantam o direito da criança de brincar, mas que permitam a instalação de espaços e tempos facultadores do universo lúdico nas trilhas do desenvolvimento pessoal.