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terça-feira, 30 de outubro de 2018
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
A Educação
Todo mundo tem falado da importância da Educação. Sim, a Educação é importante. A questão é de que Educação estamos falando.
Quando se propaga, com efeito de marketing, sobre o quão importantes são os processos de Educação, quase sempre estamos falando das variáveis pedagógicas que se expressam nos espaços escolares. Esquecemos, entretanto, de pensar no tema com a dimensão maior que ele pede.
As escolas não são as únicas instituições que devem se responsabilizar pela transmissão das variáveis educativas. Aliás, às escolas, na verdade, competem mais as instâncias técnicas e intelectuais.
A Educação, principalmente, nos dias de hoje, devem remeter-nos às necessidades de avanços positivos dos processos morais e de virtudes, que devem, aí sim, somarem-se à evolução intelectual. Nesse bojo, referenciam-se como importantes os sistemas familiares, em que devemos receber as necessárias instruções de como nos portarmos diante de momentos conflituosos.
Bem sei que, já há algum tempo, as famílias têm passado por caminhos de desestruturações. É o preço que pagamos pela evolução da sociedade. Entretanto, essas desestruturações não podem ser o fiel da balança. Da mesma forma que a sociedade precisou evoluir, as relações familiares também precisaram. E, nessa roda-viva, é preciso achar meios e alternativas em que possamos trabalhar o desenvolvimento das crianças e jovens; não se deve, como está acontecendo, delegar essa importância a outras instituições (escola, trabalho, igreja, televisão etc.).
Cada uma das demais instituições estimula algum tipo de saber. Isoladamente, esses saberes não se completam na ideia de desenvolvimento ideal. É preciso reunir esses saberes em um corpo pleno em que se verifiquem avanços nos variados aspectos que nos constituem: familiar, escolar, social, profissional, cultural etc.
Quando alcançamos positividade nesse corpo total, podemos pensar em um avanço da Educação.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Anotações - A responsabilidade pedagógica
Pensei no termo ao tomar contato com tantas publicações, nas mídias digitais, nestes tempos de eleições, de partidários de um ou de outro candidato. Penso até que as defesas ideológicas sejam legítimas, mas, em grande parte do que vi, as coisas transcendiam o limite do aceitável. Como nos ensina o Cortella, para além dos significados de dicionário, é preciso tomar cuidado para que os conflitos não se transformem em confrontos...
Como a maior parte das pessoas que acompanho constitui-se de profissionais da Educação, minha preocupação ganhou dimensão maior, já que, ao menos, espera-se destes profissionais a habilidade da responsabilidade pedagógica.
É aquela responsabilidade que nos alerta ser o nosso posicionamento elemento de modelo a alguns que acompanham nossos pensamentos.
É um cuidado a se ter. Quando detemos uma característica de liderança - seja ela em que nível for -, há em nossa postura e em nossas atitudes uma profusão de elementos representativos, que influenciam (ou manipulam, o que é pior...) posturas e atitudes terceiras.
A responsabilidade pedagógica deve ser o fiel da balança que separa, exatamente, os conflitos dos confrontos.
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Manipulação de informações
Com a proximidade do dia das eleições, aqui no Brasil, percebemos em uma dimensão maior o quanto as mídias noticiosas, de uma maneira geral, buscam manipular as informações que nos chegam, tendendo-as a uma ou outra ideologia.
Longe de mim querer julgar se esta postura é boa ou ruim. Penso até que é pertinente aos propósitos de cada mídia fazer com que o público apoie esta ou aquela informação. Mas nos cabe a determinação do discernimento para fazer aquele julgamento. A cada um de nós cabe o movimento de poder julgar a pertinência ou não de cada informação que chega.
O problema maior é que estamos, a cada dia, mais preguiçosos em fazer esse movimento. Novamente, aquela questão de que tudo isso dá muito trabalho.
O fato de estarmos em um momento sensível, no que diz respeito a um processo eleitoral, pode ser uma grande oportunidade para levarmos, nas variáveis pedagógicas, a reflexão de que somos protagonistas desta capacidade de pensar sobre as variadas informações que estão por aí.
Ou então, aí, sim, sofreremos essa ideia da manipulação. Basta olhar, nos níveis mais diversos, essa enxurrada de informações que estamos recebendo. Desde os veículos informais aos de notada reputação, quase sempre a notícia vem em forma tendenciosa com a clara intenção de conduzir de forma parcial o nosso pensamento.
E não vai bastar apenas a atenção... Sim, a atenção é muito importante. Mas precisamos, também, ter conhecimentos. A leitura de mundo de tudo o que nos tangencia precisa, constantemente, ser dimensionada. Vamos ter que ampliar o nosso repertório dos saberes e a nossa capacidade intelectual de posicionar-nos, criticamente, em relação ao volume dos dados que nos são apresentados.
Conhecer, saber e refletir devem ser os mecanismos mais eficientes para que o sistema de manipulação - qualquer que seja ele - não nos alcance.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
A Educação e a busca dos fatos
Um dos efeitos colaterais mais perniciosos, nestes tempos de avanço tecnológico, é a propagação em escalas imensuráveis do fenômeno da desinformação... ou, como se chama por aí, as malfadadas notícias falsas.
Elas existem de todos os temas e assuntos. E já existiam desde os analógicos tempos dos bilhetes, jornais e qualquer outro meio de comunicação. O que preocupa, hoje, é a velocidade com que alcançam os destinos. E ainda há o problema de quem recebe essas comunicações.
Quem produz a desinformação sabe bem o que quer. Em alguns casos, é até uma mera gracinha, uma vontade de rir do descaso alheio; em outros, a intenção é mais perigosa: provocar pânicos e tendências desonestas que modifiquem e/ou manipulem pensamentos.
Os preceitos da Educação podem interferir nesse cenário. É preciso que os espaços pedagógicos, de uma maneira geral, assumam seus papéis de conscientização dos indivíduos em relação aos processos de assimilação do conhecimento. Lembremos que a toda informação que recebemos encaixa-se o necessário processo de seu processamento para sua transformação em conhecimento - a informação, por si só, não guarda, necessariamente, veracidades e confirmações. A informação, de uma maneira geral, é um dado apenas... cabe a nós, fazermos as devidas verificações desse dado (investigar, estudar, processar, confrontar, esclarecer, checar... e por aí vai).
Dito assim, a primeira reação é a de que qualquer ação desse tipo vai exigir um certo esforço... Bom, é isso mesmo! Sim, vai exigir um esforço de cada um de nós. Mas o que está em jogo é a responsabilidade que devemos ter em relação ao convívio em sociedade.
A responsabilidade, nos ditames coletivos, é o que me leva a tomar cuidado com o outro. Aliás, tópico inerente, sem discussões, aos processos pedagógicos. Daí, minha relação que envolve a Educação e a busca dos fatos.
Quem trabalha em Educação precisa vestir-se das ideologias de transformação das sociedades. Se há uma detecção de que os caminhos desta sociedade não condizem com padrões aceitos positivamente de ética e de moral, devemos assumir a nossa consciência pedagógica de interferência nesses caminhos. Hoje, um dos desvios desses caminhos é, justamente, essa constância de desinformação de que somos somos bombardeados.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
A Educação - A arte de manter a esperança acesa
Quem trabalha com Educação, precisa saber o mantra de cor: é necessário manter acesa a esperança!
O problema é que vivemos tempos de desesperança... Como manter a esperança acesa nos alunos se os professores não sabem bem ao certo o que é essa tal de esperança?
Nos dias de hoje, seja por conta das enxurradas de notícias políticas que nos assombram, seja pelas incertezas econômicas que nos empurram para lodos inimagináveis, seja pela falta de credo nas instituições, o que é certo que acordamos cada dia menos esperançosos. Achamos que chegamos ao fim e que não há muito mais o que fazer e que tudo o que está por aí é assim mesmo e nunca teremos força para mudar isso...
O problema da desesperança é que ela não nos deixa enxergar luz pelos túneis em que passamos. E, acreditem, há sempre luz pelos túneis em que vamos atravessar!
O mundo é sempre o mesmo - acontecem coisas ruins e coisas boas. Como vivemos tempos cinzas, enxergamos só um dos lados... aliás, superdimensionamos um dos lados. As coisas ruins que nos chegam alcançam percepções extremamente superiores, a ponto de só as enxergamos e as distorcemos para algo contra o qual não se pode lutar. Não temos olhos, sentidos e percepções para o que há de bom. E, repitamos, o mundo é sempre o mesmo: coisas ruins e boas acontecem o tempo todo - não sei, ao certo, as proporções, já que em alguns momentos vislumbramos mais um rumo do que o outro... Têm ocasiões em que só acontecem coisas boas, mesmo na trilha das coisas ruins...
Pois o exercício da esperança começa, assim, com o desenvolvimento da percepção das instâncias que nos rondam. Olhe melhor para o seu entorno; aprenda a distinguir entre um lado e outro - veja bem se aquilo que lhe pareceu ruim é verdadeiramente ruim... ou se fez acender uma oportunidade de transformação para que coisas boas pudessem aflorar. Só se pode fazer, de fato, esse exercício, quando se deixa o raso daquilo que se nos aparenta.
E aqui mora um grande fator que nos empurra para o pântano da desesperança: não nos preocupamos em ficar nos rasos... Ou o que é pior - não direcionamos força e determinação para sair desses rasos, ainda que esbocemos algum resquício de movimento para o lado iluminado da força. São aqueles movimentos de apatia ou de desestímulo, em que o sujeito prefere culpar quem quer que seja (o sistema, o governo, a chuva, a falta da chuva, o dono da padaria, o trânsito, o preço da gasolina, o cachorro do vizinho... e por aí vai) a determinar-se a quebrar os paradigmas da negatividade.
Quando trabalhamos em Educação, temos que estar atentos aos exercícios da percepção real daquilo que nos chegam. Se é coisa boa, deveremos transformá-la a partir de uma consciência pedagógica para o fortalecimento da variável; se é coisa ruim, deveremos, também, buscar transformações oriundas de uma consciência pedagógica para a reversão daquela variável.
É assim que se busca a esperança, com a consciência pedagógica da transformação das realidades que nos chegam... sejam elas ruins ou boas!
terça-feira, 4 de setembro de 2018
terça-feira, 28 de agosto de 2018
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
A questão da gestão escolar
Quem trabalha em escola pública ou conhece alguma história de lá, certamente já ouviu, em momentos de críticas impensadas, expressões que colocavam alguns problemas ocorridos por aquelas bandas em contas alheias (ora é a família, ora são os alunos, ora é o governo... e por aí vai).
Se nos preocuparmos em deter a atenção em alguns detalhes, possivelmente vamos perceber que nem tudo é culpa de terceiros. Às vezes, a raiz do problema está bem pertinho. E até tem nome: incompetência de gestão.
Normalmente, o corpo diretivo de uma escola pública é formado por um tripé administrativo-pedagógico: o Diretor, o vice Diretor (ou Assistente de Diretor) e o Coordenador Pedagógico. Não são funções fáceis, nem tranquilas, e demandam um preparo muito grande para gerenciarem, em alguns momentos, caos e confusões.
Entretanto, em determinadas situações, as coisas descambam para o grande mal de algumas instituições - a ocorrência de uma má gestão.
Todo e qualquer gestor deve estar imbuído de um conjunto de competências necessárias à realização positiva de suas funções - no mínimo, é preciso entender de administração financeira, material, profissional e de equipes. Não é diferente para o gestor escolar, que precisa organizar o ambiente escolar para o efetivo estabelecimento de uma atmosfera positiva de realizações.
Em algumas escolas, é assim mesmo. O ambiente e as realizações são sempre positivos.
Em algumas outras, entretanto, há ocorrências de mau gerenciamento. As situações vão desde as incompetências meramente administrativas ou relacionais às de maior grau, na minha opinião, que são as de desvios de dinheiros, que deveriam ser aplicados em melhorias e instalações e acessórios que permitissem alguns alentos para a comunidade escolar.
Penso que cabe, na impossibilidade de haver uma supervisão mais efetiva, e em se tratando deste último caso, de haver uma espécie de controle dos próprios participantes da comunidade escolar. Professores, pais e alunos precisam estar atentos ao modo como se configura uma gestão escolar.
terça-feira, 21 de agosto de 2018
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Mestres de ofícios - O saber fazer
A ideia dos antigos mestres de ofício estava fundamentada na capacidade do saber fazer. Penso que seria interessante resgatar esse conceito.
O saber fazer é uma competência desenvolvida através da relação do trabalho pelo domínio de ferramentas largamente experimentadas e conhecidas. Os mestres de ofício herdavam - ou desenvolviam - exatamente esse domínio. Normalmente, esse domínio é o resultado de
inúmeras vivências e experiências no manejo do trabalho, geralmente associadas aos aspectos manuais de realização.
Mas não só. Vários mestres de ofício debruçaram-se em estudos teóricos de longas datas para o aperfeiçoamento do fazer.
Todos que trabalham com as variáveis pedagógicas precisariam espelhar-se nesse modus operandi.
As relações de ensino e aprendizagem devem estar atreladas ao desenvolvimento desses princípios de competência: estudar, compreender o seu objeto de trabalho, aprender novas referências, desenvolver ferramentas, saber ensinar etc.
Precisamos preocupar-nos com a era da superficialidade em que nos vemos. Em grande parte dos espaços escolares, tanto professores quanto alunos veem-se confusos em relação ao que ensinam e ao que aprendem. Uns não dominam muito bem o que estão transmitindo; outros não entendem muito bem o que estão aprendendo. E uma máxima que já conhecia muito bem ("Você finge que ensina e eu finjo que aprendo.") ganha contornos maiores.
E aí corta para o mercado de trabalho (ou para as relações sociais, de uma maneira geral). E estamos diante de pessoas com falta de iniciativa, de atitude e de criatividade. E com falta de paixão por aprender!
Os antigos mestres de ofícios sabiam despertar e motivar os aprendizes... e por algumas razões bem simples: o que eles ensinavam tinham uma utilidade prática; o que eles ensinavam eram produto de uma relação de saber fazer; quando eles não sabiam ensinar algo, os mestres estimulavam a busca de soluções práticas, normalmente em conjunto; o ambiente de aprendizagem era constantemente estimulador de descobertas e de realizações de potencialidades.
Quando pensamos nos espaços escolares de hoje, de uma maneira geral, desculpem-me, não enxergamos muita motivação para descobertas e realizações daquelas potencialidades. E talvez não seja tão complicado assim transpor aquele cenário para as escolas, respeitando-se todos os sistemas e realidades em que estão inseridas.
E a ideia de pensar em uma mudança assim só está refletida na realidade de que o nosso compromisso maior é o da promoção do desenvolvimento dos nossos alunos.
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Anotações - O mundo digital
Dia desses, a televisão abordou, ainda que superficialmente, a questão do uso dos aparelhos celulares nas salas de aulas, aproveitando-se da notícia de que, na França, uma lei nova determinava que nem se podia entrar nas escolas com telefones celulares.
Com todo o respeito ao país, não entendo como uma lei na França pode servir de parâmetro para pensarmos o que é bom ou ruim nas nossas escolas.
Vejamos. É fato incontestável que estamos imersos nos ditames do mundo digital. E que, quando bem utilizada, a ferramenta digital é fascinante e socorre-nos de variadas intempéries... Disse "quando bem utilizada" e, imediatamente, deu uma vontade danada de corrigir o que estava escrito. A bem da verdade, sobre qualquer ferramenta, é preciso que saibamos bem utilizar suas potencialidades. Com os aparelhos celulares, não se foge à regra.
Está na tela desses instrumentos o alcance a uma diversidade de informações, que pode nos ajudar e muito pelos caminhos da sociedade. Então, porque não começar nas escolar, sob a supervisão dos bons professores, o preparo e a formação para esse cidadão digital pleno? Esse cidadão é o que vai saber utilizar a tecnologia de uma forma positiva.
Penso que o medo e os receios que imperam estejam na justificativa de um medo infundado de que os alunos vão deixar de aprender ou de concentrarem-se nas mediações dos professores... Mas será que, com a utilização consciente e bem fundamentada das novas tecnologias, não será exatamente o contrário? Alunos interessados e antenados com o que há de novo. Pensemos!
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Quando o pensamento atrapalha a evolução
Não são fáceis os caminhos do desenvolvimento pessoal. É preciso estruturar-se - e bastante - para não sucumbirmos ante os descaminhos da vida.
É normal estarmos ali batalhando para sobrepor-se aos ruins dos trilhos e, do nada, vem um pensamento incerto para bagunçar nosso otimismo. É normal.
O que não pode ser normal, caro amigo, é deixar este pensamento ser maior do que sua vontade de caminhar pelas rotas da esperança. De certa maneira, fomos constituídos da matéria das conquistas; quando não conquistamos, é porque deixamos os pensamentos atrapalharem a evolução.
Em algumas medidas - para uns mais do que para outros -, os nossos pensamentos interferem nas atitudes e comportamentos que devemos ter pelos rumos por que estamos navegando.
É imperioso que tracemos estratégias para melhorar os pensamentos. Isso mesmo. Esse descaminho pode ser corrigido. Conceitualmente, a psicologia vem nos ajudando bastante com tópicos interessantes para estudarmos.
De alguma forma, se estamos honestamente conscientes de todo o poderio que nos abriga pelas determinações e habilidades, não há muito o que temer. Veja que é preciso estar atentos justamente ao que nos constitui (habilidades) e encaminhar-se de propósitos (determinações).
Certo é que a vida, às vezes, prega-nos algumas inseguranças e medos e desconfortos. Entretanto, pare para pensar um pouco: não é exatamente, nesses momentos, que você se sente um pouco mais forte? Não douremos a pílula... isso é uma verdade plena! Quando estamos conscientes do que sabemos e dedicamo-nos à movimentação das potencialidades que nos encaminham as ações, descobrimos do que somos capazes... E, o melhor, parece haver uma certa conjuração de intenções, que conduz os encaminhamentos para uma positividade que nem se imaginava.
Experimente trazer para a superfície da consciência todas as angústias que lhe acometerem em alguma situação futura. Respire fundo e seja simples e honesto com sua natureza - se sabe, diga que sabe; se não sabe, diga que não sabe. Aliás, a ideia de saber e de não saber é um dos caminhos mais interessantes para vencer as inseguranças de um pensamento descabido que pode tentar nos atrapalhar.
Busque seu movimento mais real e condizente com os espaços em que você está entrando... Não há pensamento ruim que possa atrapalhar suas passadas.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Anotações - Perspectivas para o Brasil
Uma lida rápida no título dessa minha publicação e vai parecer que quero falar das chances da seleção brasileira nas próximas fases da Copa do Mundo de Futebol... Não! Gostaria de falar mesmo é das perspectivas para as nossas próximas eleições.
Sabemos bem da grande alegria e das referências do patriotismo de ocasião que a Copa do Mundo suscita em todos nós - vestimos até a alma de verde e amarelo e gritamos desenfreadamente pelos gols que nascem lá longe; até o Hino Nacional - ou parte dele - sabemos entoar. E estamos reunidos em praças públicas de diversas capitais, união movida pelo simbolismo do futebol... Daqui a pouco, tudo isso acaba e, independente de estamparmos mais uma estrela na camiseta amarela ou não, sairemos desse evento sem muitas perspectivas para o nosso futuro. Esse futebol da Copa do Mundo já fez a vida de todos os seus atletas, que vivem em uma realidade tão distante dos que pintam os rostos e as ruas.
Precisamos cuidar da nossa vida. E a perspectiva política, essa que rege nossos movimentos sociais, econômicos etc., deve ser a preocupação que mais precisa ser a tônica da nossa vida. Logo, teremos eleições importantes e os nossos movimentos - de escolha, de análise, de reflexão... - serão as principais ferramentas que fundamentarão os rumos dos nossos caminhos.
Ainda que a festa da Rússia pinte os nossos olhos de alegrias mil, não podemos esquecer das mazelas cotidianas, criadas por aqueles que prometeram reparar cada dissonância. E nada de trocarmos as cores e as músicas do futebol pelo traje da ingenuidade rotineira: quando começarem as propagandas políticas (se já não começaram...), teremos outro ambiente de alegria e festa com promessas vãs de momentos melhores.
Acordemos!
quinta-feira, 28 de junho de 2018
quarta-feira, 20 de junho de 2018
terça-feira, 19 de junho de 2018
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Senso crítico
Começaram os delírios e deslumbramentos com o início da Copa do Mundo. Ainda um pouco tímido, os torcedores brasileiros revisitaram as bandeiras passadas, enfeitando janelas e sacadas dos apartamentos e casas pelas ruas afora. De quebra, estamos todos sorrindo por conta dos tropeços da Argentina e Alemanha, a quem já decidimos torcer contra.
Não há problema em estampar esse patriotismo de ocasião, penso. Mas não se pode perder o senso crítico, justificado por alguns pares de jogos, que bem sabemos vale bem pouco para todos nós.
Hoje, o futebol virou uma espécie de alento para as nossas mazelas. A política vai mal, mas tem jogo no domingo; a economia está que é só tristeza, mas aquele jogador bonitinho faz um gol fenomenal; vivemos penúria de miséria, mas nosso time está em primeiro na tabela... e por aí vai. Em tempos de Copa do Mundo, a coisa ganha uma dimensão mais especial: a programação da televisão vira uma bela lavagem cerebral; as propagandas ganham tons emocionais de filmes épicos; todas as notícias que interessariam um debate fica para quarto plano...
Daí que o senso crítico é o verdadeiro exercício de representação da consciência de cidadania. Não podemos nos abster de conhecer os percalços por que estamos passando, causados pelos problemas mais adversos. Da própria Copa do Mundo, cuja última edição foi realizada em nossas terras, vêm ilustrações nada agradáveis: grande parte das obras idealizadas para a Copa de 2014, que seriam benefícios para os cidadãos, não chegou a ser concluída; temos notícia, hoje, de tudo o quanto de dinheiro foi desviado por conta das mesmas obras que não foram realizadas, enriquecendo mais ainda aquele povo que se locupleta das corrupções. Além disso, já estamos assolados por um cenário nada agradável, com todas as notícias que nos chega, nos últimos tempos, de sujeiras e lamas as mais diversas - quase todas envolvendo cifras inimagináveis de corrupção e desvios; nossos sistemas político e judiciário estão desacreditados, deixando-nos sem muita visão positiva de perspectiva; nossos resultados em educação e desenvolvimento humano não são nada bons, até em comparação com países em que não creditávamos muita referência; e em grande parte de nossas regiões, há uma insegurança muito grande por causa dos índices de violência e criminalidade.
Não há problemas, repito, em pintar rosto, ruas e paredes de verde e amarelo para, acompanhando os ritmos das propagandas de refrigerantes, cervejas, bancos e companhias de operadoras de celulares, ficarmos roucos pelos variados apelos às jogadas que a televisão nos mostrarem à exaustão. É preciso, apenas, incluir nesse roteiro o exercício pleno de consciência a que devemos nos apoiar em nossos movimentos do cotidiano... Pensemos, nesse sentido, que em meados do mês que vem, tudo isso acaba e precisamos retomar nossa história real, independente de quem quer que tenha levantado a taça.
Eis aqui, penso, um pouco do microcosmo que representa os nossos processos de desenvolvimento pessoal. Nossa história real precisa ser, constantemente, confrontada, para alcançar os rumos que queremos tomar. Independente dos cantos da sereia que estarão nos distraindo sempre, fazendo-nos ver beleza onde ela não existe.
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Anotações - De quando tudo parece da cor cinza
O equilíbrio emocional é, sem dúvida, uma das habilidades mais significativas para um bom desenvolvimento pessoal. Quando em desequilíbrio dessa variável, tudo parece da cor cinza... Nada contra a cor cinza, diga-se de passagem: há um elemento simbólico que associa tal cor aos dissabores que enfrentamos. A mágica é aprendermos a lidar com esse elemento simbólico.
Sim, anote-se, por favor, que temos, aqui, um elemento simbólico. Não simbólico no sentido de que ele não existe, mas como referência que marca algum tipo de significado. E a nossa vida é repleta de significados. Só para se aproveitar das metáforas das cores, haverá momentos em que tudo será cinza; mas haverá dias que experimentaremos os azuis, os amarelos, os vermelhos... e assim por diante. Nada será perene, como já tinha nos ensinado algumas filosofias orientais. Tudo passa! Basta sabermos lidar com todos os significados que nossa vida nos traz.
Mas para vivermos sob esse signo da inconstância da vida, havemos de experimentar a necessidade de estarmos equilibrados emocionalmente frente a qualquer situação. É no equilíbrio emocional que fortalecemos as nossas resistências interiores diante das intempéries de quaisquer naturezas. Nada fácil, bem sei, mas altamente necessário para sabermos lidar com a paleta das cores da vida.
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