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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Aprendizagens

O processo de assimilação de qualquer referência de aprendizagem é variável que demanda, além dos esforços óbvios, uma postura de reflexão e de consciência crítica constantes. E é interessante que os professores trabalhem essa concepção em todas as instâncias da Educação.
É muito comum enxergarmos as precipitadas conclusões nos mais diversos assuntos - os que requerem percepções científicas e os que não -, gerando distorções de conhecimentos as mais diversas.
Quando se trabalha com os ideais e os propósitos da Educação, é necessário que tenhamos em mente os caminhos, nem sempre suaves, dos processos de aprendizagens. Todo processo de aprendizagem exige dois pressupostos a serem continuamente debatidos, o da determinação e do cuidado nas reflexões críticas.
Estar e ser determinado a algo é um rumo do movimento do conhecimento humano que se veste dos movimentos mais cuidadosos. A tendência que nos acomete é a do mínimo esforço, somos impelidos a acreditarmos mais no produto do que nos processos - queremos ver tudo pronto, seja algo concreto ou abstrato como as ideias. Por isso, lemos mais as manchetes e menos o texto completo de que se constitui a manchete.
Ora, o conhecimento exige um movimento, às vezes longo e estafante, de valorização do processo. É quando (e onde) nos vemos nas lutas infindáveis de consolidação das informações que nos chegam... Aqui, é preciso dizer que são muitas as informações que nos chegam e é o movimento da determinação que transforma estas informações em conhecimento. É o passo do saber, do aprender, de consolidar a aprendizagem.
No meio do caminho, está - ou deveria estar - o cuidado nas reflexões críticas. Ao analisar as informações para este caminho da construção do conhecimento, o intelecto faz o caminho de processamento dos saberes apreendidos, das reflexões críticas, para chegar ao nível do que é necessário saber. Não à toa, costuma-se denominar esse movimento de capital intelectual. O sujeito vale-se do capital intelectual construído ao longo de sua vida para subsidiar os movimentos e as tomadas de decisões.
Em Educação, os trabalhos precisam ser referenciados pelas ideias de aprendizagens, para que os sujeitos possam, verdadeiramente, transformarem-se e transformarem suas realidades.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Os propósitos da educação

Qual o propósito da Educação? Penso que haja muitos, já que o princípio fundamental da Educação seja o de facilitar a promoção do desenvolvimento humano e esse objetivo encaminha-se sob variáveis diversas. E exige diversos caminhões de atuação. Mas, e sobretudo, na minha opinião, a Educação deve encaminhar seus rumos para a correção das distorções de valores que encontramos na sociedade.
Conheci a história da professora, cujo trabalho admiro bastante, revestida da angústia que lhe acometeu, quando se viu acusada por fazer um ótimo trabalho. 
Explico. Mas antes, é preciso que se diga que ela é uma excelente professora; que trabalha com a base fundamental do ensino, que são as séries iniciais; e que leva muito a sério os reais propósitos de uma Educação de melhor qualidade... e que já sofreu muito por causa disso. Normalmente, já foi incompreendida por seus pares, por seu corpo diretivo e até por alguns pais... mas nunca o foi, significativamente, pelos alunos. Seus alunos, como na história maluquinha - do menino e da professora -, traziam sempre brilho nos olhos e uma curiosidade muito grande em aprender.
A história é a seguinte: a professora viu-se em apuros, quando seus alunos do ano anterior começaram a comparar a professora atual em relação a atitudes e comportamentos de atenção com que eles estavam acostumados. No lugar da professora atual pensar em rever programações ou refletir sobre isso, achou por bem tascar uma malcriada resposta: "Eu não sou a professora fulana de tal...".  E deu início um conflito desnecessário... "É muito difícil dar aula para alunos que foram seus", ouviu a professora maluquinha. "Seus alunos querem saber de tudo..."; "Seus alunos perguntam se não vai ter jogo..."; "Seus alunos perguntam se não vai ter histórias...". E por aí vai.ual o propósito da Educação? Penso que haja muitos, já que o princípio fundamental da Educação seja o de facilitar a promoção do desenvolvimento humano, e esse objetivo encaminha-se sob variáveis diversas. E exige diversos caminhões de atuação. Mas, e sobretudo, na minha opinião, a Educação deve encaminhar seus rumos para a correção das distorções de valores que encontramos na sociedade.
Conheci a história da professora, cujo trabalho admiro bastante, revestida da angústia que lhe acometeu, quando se viu acuada pelos colegas, pelo motivo contraditório de fazer um ótimo trabalho. 
Explico. Mas antes, é preciso que se diga que ela é uma excelente professora; que trabalha com a base fundamental do ensino, que são as séries iniciais; e que leva muito a sério os reais propósitos de uma Educação de melhor qualidade... e que já sofreu muito por causa disso. Normalmente, já foi incompreendida por seus pares, por seu corpo diretivo e até por alguns pais... mas nunca o foi, significativamente, pelos alunos. Seus alunos, como na história maluquinha - do menino e da professora -, traziam sempre brilho nos olhos e uma curiosidade muito grande em aprender.
A história é a seguinte: a professora viu-se em apuros, quando seus alunos do ano anterior começaram a comparar a professora atual em relação a atitudes e comportamentos de atenção com que eles estavam acostumados e não eram contemplados agora. No lugar da professora atual pensar em rever programações ou refletir sobre isso, achou por bem tascar uma malcriada resposta: "Eu não sou a professora fulana de tal...".  E deu início a um conflito desnecessário... "É muito difícil dar aula para alunos que foram seus", ouviu a professora maluquinha. "Seus alunos querem saber de tudo..."; "Seus alunos perguntam se não vai ter jogo..."; "Seus alunos perguntam se não vai ter histórias...". E por aí vai.
E é aqui que entram as distorções de valores... Ora, o que se pensa em Educação, principalmente quando se trabalha com crianças pequenas, é a garantia de referenciais que permitam o pleno desenvolvimento. E as questões de ludicidade e de respeito às potencialidades dos pequenos estão amplamente discutidas como principais elementos desse desenvolvimento. E é dessa forma, que se promove, positivamente, o tal desenvolvimento.
É descabido, assim, aquele conflito. A professora maluquinha deveria servir de exemplo, isso sim. A defesa inabalável dos propósitos reais da Educação deve fazer parte de qualquer ética de um bom professor. Mas, reconheço, para isso os tais propósitos deveriam fazer parte das constantes reflexões. As diversas reuniões que se fazem, os encontros pedagógicos que acontecem, os planejamentos que ocorrem, tudo deveria priorizar os debates e os subsídios para a consciência dos propósitos da Educação. Já disse, aqui, em outras ocasiões, que gosto de uma máxima: "A Educação é o processo de desenvolvimento do ser humano.". E, nessa máxima, repetem-se, para mim, os verdadeiros propósitos de uma Educação de melhor qualidade.
É processo, pois está em constante realização... É dinâmico, não estanque. E por estar em constante realização, exige competências também dinâmicas por parte dos professores.
E a missão principal do trabalho pedagógico é o desenvolvimento do ser humano. Reflexões à parte, promover o desenvolvimento do ser humano exige posturas condizentes com os ideais de positividade de um trabalho. Ser positivo e estar positivo.
Que a professora maluquinha console-se na certeza de que, para os propósitos da Educação, sua atuação é digna e merecedora de exemplo.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Anotações - Atitude cidadã

Nos caminhos por que passo, uma das coisas que mais me chamam a atenção são os avisos nas estações de trens e do Metrô, chamando a atenção dos passantes para as variáveis do dia a dia, que deveriam mais fazer parte da educação. Normalmente são avisos que se relacionam com os aspectos da cidadania, que, dada a situação de vivermos em sociedade, não deveriam ser avisos, e sim compromissos tácitos: deixar as pessoas saírem dos vagões antes de entrar; não atrapalhar o fluxo; não ficar parado nas portas para não atrapalhar as pessoas; e por aí vai.
A questão maior é que, no mesmo passo em que avançamos nas tecnologias, vamos retrocedendo no reconhecimento do outro, aprofundando-se em um caminho de individualismo absurdo. 
A busca de uma atitude cidadã, razão daqueles avisos, está na implicação de que precisamos caminhar os trilhos que fazemos na percepção de que há um entorno social e coletivo que partilha daqueles mesmos trilhos. Assim, minhas atitudes e gestos implicam na percepção, e têm consequência direta, no caminho de outras pessoas; tudo o que faço - ou meus posicionamentos - relaciona-se com o ir e vir do outro.
Desta forma, algumas questões cotidianas precisam ser refletidas a partir do pressuposto da ideia de cidadania - enxergar o outro; respeitar o outro; respeitar as prioridades; ouvir o outro; respeitar o ambiente de convivência; ser solidário; etc.
Fico pensando que, se ao menos os passantes escutassem aqueles avisos, talvez pudéssemos ser mais esperançosos em relação ao alcance de uma verdadeira cidadania.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Desenvolvimento Pessoal

Os caminhos do desenvolvimento pessoal são sempre estradas sinuosas, de longa trilha. Em algum ponto do caminho, vamos ser acometidos ou pelo cansaço, ou pelas distrações naturais ou por um envolvente desejo de desistência.
O que deve ser o fiel da balança dos nossos desejos é a certeza de que este é o único caminho a que estamos fadados: desenvolver-se!
Os seres humanos estão na vida - e a nossa evolução mostra isso - à busca do desenvolvimento constante. Nossa trilha, nos rumos da evolução biológica (crescimento), são desenhadas por esse propósito: da dependência dos adultos para a saída para a escola, a saída para o trabalho, a saída para a constituição de uma nova família etc. Essa linha mostra um rumo natural de evolução, em que saímos de uma instância de acomodação (a tal da zona do conforto) e saímos à estrada para vencer e enfrentar os obstáculos que a vida nos prepara. A menos que aconteça algo excepcional, esse é o caminho óbvio de evolução humana.
Por essas razões, devemos destinar aos trilhos do desenvolvimento pessoal uma reflexão até de certa forma bem simples. Não é opção, é predestinação. Somos predestinados a esse crescimento.
A grande questão é que, ainda que seja um caso de predestinação, não significa que os rumos e as trilhas estejam definidos e claros. É preciso que haja um movimento consciente (e desperto!) de escolhas, de interferências pessoais, de análises, de replanejamentos e por aí vai.
Nosso rumo de desenvolvimento carrega muito de o quanto estamos preparados para lidar com essas vicissitudes. Nossa formação, em seus variados aspectos, será a fundamentação que nos consolida e nos prepara para essas interveniências que a vida vai nos reservar.
E essa formação não é apenas a intelectual. Toda e qualquer experiência pela qual passamos pode representar uma situação formativa - depende do significado que pudermos atribuir a essa experiência e das reflexões críticas que conseguirmos elaborar a seu respeito; quanto mais significativas e reflexivas forem as experiências, tanto mais possível será a sua condução aos processos de aprendizagens de que nos valemos.
E as experiências são das mais diversas naturezas: sociais, intelectuais, pessoais, emocionais, profissionais etc. Cada uma delas nos permitem um sem número de possibilidades formativas... às vezes, não percebemos todas.
Na trilha do desenvolvimento pessoal, sairá na frente quem se dispuser a parar para pensar um pouco nas vertentes dessas vivências, em o quanto cada uma possibilitou essa ou aquela formação.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Anotações - É melhor desistir...

Desculpem-me, quis fazer um pouco de graça no título desta publicação. Sou empreendedor e assimilei, já há algum tempo, a tal da máxima de que é preciso matar um leão por dia. Então, como assim? É melhor desistir do quê?
Pois é, repararam nas reticências, aquele sinal gráfico que nos remete aos espaços de reflexão ou de arrependimento do que se falou? Na verdade, o título seria "É melhor desistir de ficar pensando em desistir"... Agora, sim!
A ideia de desistir de algo é um pensamento extremo, de quem se vê atolado em problemas. Mas também é uma metáfora, algo como um desabafo, diante de tudo o que é complicado, intrincado e complexo de se levar adiante.
Acontece que no empreendedorismo - essa instância em que você se propõe a produzir o seu próprio trabalho, com todas as nuances, belezas, tristezas e angústias que isso representa -, complicado, intrincado e complexo são rotinas. Há quem se depare com algo complexo a todo o momento no seu fazer. E é claro que, às vezes, dá um baque, uma queda na energia do entusiasmo, e tudo o que se queria era ter o seu hollerith de volta.
A questão é que ter o seu hollerith de volta significa um espaço de acomodação e de prostração aos seus anseios de realização a que o empreendedor não consegue suportar. Ele alçou voo, justamente, para lançar-se no espaço (sem redes de proteção), à fuga do que representa acomodação. É sabido que, neste espaço de nuvens opacas, o empreendedor precisa aprender o domínio de novas habilidades, de novas competências e o estabelecimento de novas parcerias.
Ao perceber-se em novas aprendizagens, a ideia de desistir fica para depois. Logo ali na esquina, já se apresenta um outro leão para ser combatido... Ou será que é o mesmo leão, agora com novas garras, que, aparentemente, já estava vencido ali atrás? Sei lá, não há muito tempo para essas indagações... vamos lá!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O desenvolvimento do senso estético

Saber enxergar o belo deve ser uma competência a exercitar-se constantemente. Belo, aqui, está no sentido filosófico, e não midiático. O belo midiático atende a interesses e conveniências nem sempre balizadas por uma clareza da percepção - às vezes, a mídia faz com que eu enxergue o belo em situações ou pessoas a partir de aspectos discutíveis.
O belo, na percepção filosófica, está associado à ideia do senso estético (palavra, que, na origem grega, está associada à referência de quem se nota, de quem se percebe).
Podemos, por extensão e na simplicidade do espaço, refletirmos sobre a ideia da capacidade de desenvolver a percepção do que está ao nosso redor, em uma instância de integralização (ser integral) ao que nos acontece e está nos nossos caminhos. A variável de contemplação está nesse caminho de leitura.
Saber contemplar o que está à nossa vista é um ótimo exercício de percepção do mundo que nos cerca, em um valioso referencial de desenvolvimento humano. Como a contemplação está associada a um aspecto de desligar-se frente aos movimentos rápidos da vida, talvez esteja aqui - na compreensão do desenvolvimento do senso estético - uma ideia melhor apurada da apreensão da visão mais humanizada da vida.





terça-feira, 28 de junho de 2016

Anotações - Sobre o entusiasmo

Várias das situações pelas quais passei recentemente, acenderam-me a reflexão sobre a ideia de entusiasmo, essa máxima que, além de nos movimentar, faz-nos movimentar as pessoas que estão ao nosso redor.
Pois essa é uma das características principais do entusiasmo: envolver e motivar as pessoas com que nos relacionamos, criando uma rede integrada de realização. Nessa conjugação de esforços, a capacidade de reunir outras capacidades, inteligências, competências, habilidades, propósitos afins e energia a um direcionamento positivo torna-se uma referência extremamente valorosa nos dias de hoje. Não estamos sós... não faremos nada sem integrar-se a outros, que compartilham nossas definições, nossos propósitos e nossa vontade de realização.
Ao referenciar o entusiasmo como algo concreto e imbuído da capacidade de realização, no congraçamento de esforços e inteligências, passamos a ter mais possibilidades de concretização.
Isso tudo sem esquecer que ao entusiasmo devem ser somadas outras características naturais das variáveis de desenvolvimento: reconhecer o valor do planejamento e da disciplina; enfrentamento dos desafios e obstáculos que surgirem; capacidade de organização e de elaboração de processos que a sustentem ; investimento nas formações acadêmicas e intelectuais; investimentos nas formações humana e emocionais... e por aí vai.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

A variável comportamental no processo de desenvolvimento humano

Vivemos tempos em que a formação técnica sobressai-se na verificação do desenvolvimento do ser humano. O sujeito é reconhecido pelos níveis de aspectos em seu currículo que atestam sua evolução e desempenho profissionais. Até entendo que é importante o quanto ele investiu na sua evolução técnico-profissional, mas o processo de desenvolvimento humano não é uma questão de mão única - é preciso que se verifique, à dimensão da formação técnica, o quanto foi investido, também, nas instâncias de evolução humana.
É aqui que entra a variável comportamental nas verificações de desenvolvimento. E entende-se, a propósito desta variável, o quanto de sua inteligência emocional está desenvolvida, nos aspectos de formação humana.
O sujeito é um ser complexo e suas relações do dia a dia também observam essa mesma complexidade. No cotidiano de seu viver, independente de o quanto está evoluído tecnicamente, é preciso associar os elementos de relações sociais, de integração humana e de equilíbrio emocional, que perfazem seus movimentos.
Sobretudo, porque vivemos em sociedade. E é em sociedade, que entram as considerações de humanidade, necessárias para as diversas apreensões das nossas trilhas. Sempre penso, nesse tópico, de um trecho do discurso da personagem de Charles Chaplin, no filme O Grande Ditador, em seus momentos finais: "... Mais do que de máquinas, precisamos é de humanidade..."... Para as máquinas e os sistemas, até nos detivemos bem, na elaboração e construção de seus processos; para as relações humanas, não nos esforçamos tão bem assim. Mal enxergamos o outro e sabemos de seus anseios. Mal cumprimentamos as pessoas que nos cercam (e quando o fazemos, é de um modo mecânico e desprovido de realidade). Mal sabemos o que fazer em situações reais de sociabilidade e de reconhecimento do outro.
E é, justamente, das apreensões dessas situações reais de sociabilidade e de reconhecimento do outro, que retiramos as competências e habilidades mais necessárias aos aprimoramentos de qualquer processo técnico e profissional. Todo e qualquer negócio deveria primar pela referência máxima de bem servir ao ser humano (que, normalmente, é chamado de cliente), em uma relação de satisfação e de contentamento tão perfeita o máximo possível, que esse mesmo ser humano transforme-se no principal divulgador do negócio. Ora, isso só é possível quando eu reconheço aquele dito cliente como um sujeito que é, dotado de emoções e de vicissitudes humanas, que apresenta uma teia de formações complexas e diversas, que precisa ser compreendido como tal.
É claro que a formação técnica e racional por que passamos é de suma essencialidade - é em nome dela, por exemplo, que consigo intelectualizar sobre as leituras que me chegam. O caminho é não priorizar essa ou aquela instância de desenvolvimento, mas associar aos nossos potenciais elementos do intelecto todas as variáveis de formação humana e emocional a que pudermos nos ater.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Anotações - Ter um propósito

Quando se tem um propósito, viver e buscar a evolução torna-se um caminho mais fácil... Imagine uma vida em que não se tem motivações de caminhada e de busca e você terá um cenário no qual os rumos tornam-se desfocados e sem sentido.
Não sei se você assistiu ao filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de 2002. É um belo filme, independente de querer debater esse tema que apresento. A Amélie do filme é uma moça que leva uma vida sem cor e sem perspectivas, até que, por uma graça do destino, resolve impor-se um propósito: tornar alegre, emocionante e colorida a vida das pessoas. Não pense que a moça é só altruísta - ao ajudar as outras pessoas, ela acaba encontrando uma maneira de ajudar-se, também. (Se não assistiu ao filme e quiser dar uma olhada no trailer do filme, clique aqui.).
O estabelecimento de um propósito, tenha a dimensão que ele tiver, faz a diferença no seu planejamento. Experimente traçar um objetivo - mesmo que seja pequeno - de realização em um dado momento (é essencial que você estabeleça esse momento: na hora, no dia, na semana etc) e conduza-se, pelos caminhos, na estratégia e determinação de alcançar esse propósito naquele tempo determinado. A sensação de felicidade, quando você tiver realizado o tal propósito, não tem medidas.
Acredite, tudo é uma questão de hábito (como tenho aprendido) - quando um dos propósitos for realizado, você vai ficar com vontade de estabelecer-se outros propósitos (alguns maiores, outros menores; alguns com maior complexidade, outros nem tanto) e vai verificar que não há segredo para a realização da vida. Ou melhor, o segredo é exatamente é esse: o estabelecimento de um propósito.


terça-feira, 31 de maio de 2016

Anotações - A arte de estudar

A ideia do estudo é a referência da busca da evolução pessoal. Uma matéria do jornal Folha de S.Paulo, a propósito dos desafios dos vestibulandos, traz-nos um pouco de luz sobre a questão do estabelecimento de técnicas e de planejamento para a definição de um caminho mais racional para os estudos e pesquisas. (Breve história do tempo - Folha de S.Paulo, 15/05/2016, Pág 2, Especial Vestibular no meio do ano).
A matéria propõe ao candidato o estabelecimento de um método de estudo interessante, destacando elementos que podem influenciar positivamente os resultados.
O primeiro dos elementos diz respeito à organização de um espaço adequado aos estudos - o espaço adequado colabora, e muito, na concentração; a seguir, reflita sobre os elementos que propiciam as distrações e tente eliminá-los.
Algumas variáveis relacionam-se quanto ao teor concreto dos estudos - definir metas em relação ao conteúdo a ser estudado, fazer intervalos a tempos estabelecidos, identificar tópicos que podem suscitar dificuldades... e por aí vai.
Há elementos que dizem respeito, é bom que se reflita sobre isso, a questões biológicas: uma alimentação bem feita reflete nas relações de aprendizagem; a qualidade do sono interfere na capacidade de concentração.
Estudar - e, na extensão, preparar-se para uma avaliação qualquer - mais do que arte, está inserido nas variáveis racionais e de planejamento que perfazem os processos de evolução pessoal.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Impossível e possível

"Para conseguir o impossível é preciso acreditar que é possível"
(Alice - a do País das Maravilhas)

Na leitura do que parecia impossível e acabou por se demonstrar algo que poderia, sim, ser desenvolvido está a referência de determinação e capacidade de transpor os desafios. A possibilidade de realizar algo é a competência de enxergar além do que se aparenta.
Muitos de nós nos acomodamos ao longo de nossa narrativa; enfraquecemo-nos ao primeiro sinal de dificuldade e da complexidade de transpor barreiras e fronteiras. Fraquejamo-nos diante das situações de solidão e/ou de desamparo.
Acontece que as variáveis de desenvolvimento e de evolução pessoal pede que sejamos determinados. Que saibamos vencer nossas fraquezas e que consigamos transpor os obstáculos à maneira dos mitológicos heróis. E o que nos separa das mitológicas aventuras dos heróis é a determinação... Determinação, é sempre bom lembrar, é resultado de o quanto estou preparado para o enfrentamento de meus dissabores. A determinação e uma inabalável crença daquilo que é possível fazer.
Às vezes é o que nos coloca para trás, em nossos rumos de desenvolvimento: pensamos que não é possível. E, ao pensar que não é possível, acreditamos mesmo que não é possível. E, ainda, ao acreditar nessa máxima, mal nos movimentamos aos nossos propósitos - é difícil mesmo, porque então caminhar?
O problema é que, de verdade, só saberemos das dificuldades - da dimensão e das instâncias das dificuldades - se nos movimentarmos. Ao nos movimentarmos, entendemos os rumos e propósitos das demandas... aprendemos a quantificar as variáveis que se apresentam, a medir as fronteiras dos caminhos, a analisar as respostas do mundo. E só aí podemos estabelecer essa ou aquela leitura dos rumos que tomamos. Se é fácil ou difícil, para dizer a verdade, não importa muito... o que importa é a capacidade que desenvolvemos ao refletirmos sobre as facilidades e dificuldades com que nos depararemos. Troque "difícil e fácil" por "impossível e possível" e você terá uma aproximação reflexiva do mote dessa conversa. O que é impossível ou possível serão dimensões das instâncias em que me encontro... e são instâncias que mudam a cada dobrar de esquina.
Isso tudo, é claro, desde que eu esteja com aquela competência desenvolvida (ou, ao menos, exercitada): a de enxergar além do desenho que a realidade me mostra. Quer dizer: o que, aparentemente, mostra-se como algo definido e claro (seja possível ou impossível), pode mudar de forma ao mudar o ângulo de vista.
Para o herói, não é importante que algo seja impossível ou possível... para o herói, o que importa é a sua capacidade de entregar-se à jornada.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Evolução Pessoal

Os caminhos da evolução pessoal exigem movimentos de estudos e de aperfeiçoamento constantes. Evoluir-se está no campo do aprimoramento pessoal, em relação ao redimensionamento das competências e habilidades.
A busca da evolução pessoal, caminho a ser percorrido em insistentes rumos, está diretamente relacionada às relações entre o desenvolvimento intelectual e o desenvolvimento sócio-afetivo. A formação do ser humano é um caminho que integra diversos saberes e habilidades.
O desenvolvimento pessoal é o trajeto que determina o quanto de preparo nos torna uma pessoa melhor - é aqui que podem ser alocados a formação e o desenvolvimento de habilidades e competências.
O desenvolvimento sócio-afetivo é o conceito que nos responde aos rumos de integrar-se melhor com o outro e consigo mesmo (auto-confiança, auto-estima, sociabilização), é o desenvolvimento da auto-estima e do equilíbrio emocional.
A pessoa precisa equilibrar as variáveis de formação intelectual com as referências emocionais.
Na busca da formação intelectual são destinadas as instâncias de preparo intelectual e racional - os estudos, as pesquisas, as leituras acadêmicas e científicas e assim por diante. É nesta dimensão que destinamos as especificidades técnicas dos campos do saber.
A formação intelectual prepara-nos para as relações conceituais do saber.
O desenvolvimento sócio-afetivo responde pela capacidade - que temos e a ser desenvolvida - para as integrações sociais necessárias para o exercício daquele saber. Além disso, o equilíbrio emocional prepara-nos, também, para a assimilação dos saberes - o quanto estivermos emocionalmente equilibrados interfere na apreensão das referências intelectuais e lógicas dos caminhos da aprendizagem.
É importante que os agentes pedagógicos guardem a ideia de que a promoção da evolução pessoal está condicionada à equalização dos processos lógicos e emocionais - criar condições para que os referenciais técnicos e racionais estejam em simbiose com os processos sócio-afetivos permitem uma maior amplitude das possibilidades das aprendizagens.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Raízes

Meu amigo Carlos Cravo, Mestre 5º Dan em Hapki-do e Terapeuta Holístico (se quiser conhecer um pouco do seu trabalho, clique aqui), tem me alertado, já há algum tempo, sobre a questão do estabelecimento de raízes na constituição do desenvolvimento pessoal. No processo de evolução pessoal, ensina-me o Mestre, é preciso gastar um tempo no cuidado com a raiz... é ela quem vai garantir a sustentação firme e confiante nas andanças.
Em síntese, a ideia é a de que, às vezes, a colheita dos frutos e das flores pode demorar um pouco, estender-se por um tempo maior. Mas a maior importância é a do cuidado que devemos destinar à consistência da estruturação das nossas raízes. Afinal, as flores e os frutos, ainda que embelezem as árvores, guardam na sua beleza a constituição da fragilidade e da efemeridade; já as raízes, ainda que pouco sejam visíveis, são as responsáveis pelo propósito das árvores - as raízes, de caráter consistente e fornecedoras de vida, trazem, no seu simbolismo, a representação da permanência.
No caminho do desenvolvimento pessoal, a metáfora da raiz - e do cuidado com sua estruturação - está relacionada à constituição sólida de propósitos, que nos garante a força e a determinação para os desafios que nos serão constantes.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Planos, rotas e tomadas de decisão

A ideia do estabelecimento de planos na variável de organização de rotas, no processo de empreendimento de qualquer empenho, é uma instância das mais significativas no rumo de desenvolvimento. É necessário estabelecer rumos e planos nos caminhos do trabalho ou da vida. E é assim para demandas grandes ou para pequenas venturas.
O planejamento é o mapa que nos traça e aponta as direções a serem seguidas. É como uma carta de trilhos e rumos das nossas direções.
Tudo isso é bem verdade, mas é preciso que se diga do estabelecimento de planos e rotas o que está no âmbito das imprevisibilidades. Não há exatidão... não há precisão ("Navegar é preciso, viver não é preciso", já nos ensinou o poeta).
Às vezes, no caminho e nas andanças, nosso sentido de orientação nos leva a rever direções. E deve ser assim mesmo, ainda que tenhamos traçado um plano. Nossa mente e nossa inteligência precisam estar a serviço da leitura dos instantes e dos caminhos e das direções, de tal forma a nos possibilitar as releituras - "Será que não é melhor mudar de caminho?"... "Será que não é melhor mudar o olhar?"... E assim por diante.
As releituras estão na variável da complexidade dos processos. O planejamento é importante para nos traçar rotas... as releituras nos obrigam a perceber nos caminhos sinais que nos acordem para a necessidade de rever os planos. Nem sempre é fácil; há um dinamismo tão marcante a ditar a vida, que é preciso considerar as revisões de planos, as mudanças de rotas.
E nesse dinamismo frenético da vida, a medida da racionalidade, que deve fazer parte dos planos, é a nossa capacidade de analisar esses meandros. "As coisas estão dando certo?"; "É necessário mudar de caminho?"; "Deu certo a mudança?"... De pergunta em pergunta, a respeito dos volteios que permitirem os caminhos, os rumos do desenvolvimento pessoal vão construindo novos olhares e novas motivações para a percepção das possibilidades de renovação das diretrizes. E a principal consequência desse movimento é a confiança para as tomadas de decisão, necessária nesse processo.
A evolução pessoal, como caminho principal dos processos pedagógicos e profissionais, é o resultado das competências que se verificam nas diversas tomadas de decisão que permeiam nossos trilhos de andanças.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Anotações - Acreditar

Quando tudo parece sem saída, só há uma saída: acreditar!
Parece - e é - dessas frases de propaganda, mas há aí um subtexto interessante: o acreditar em algo é que nos move às possibilidades de transformação da realidade.
Quando me movimento nos caminhos do meu processo de evolução, há uma ordem mental fundamentada no preceito de acreditar nos rumos. Eu acredito na transformação, acredito nas minhas potencialidades, acredito no arranjo da realidade, acredito na subversão das ordens... enfim, é um jogo de crença nas mais diversas referências. E é importante que existam essas crenças - é o que nos faz caminhar!
Normalmente, em situações de desgastes e de desesperança, é comum perdermos a identidade com esse viés - deixamos de acreditar. Então, talvez, o grande exercício da busca de evolução é alimentar as perspectivas dessa premissa: acreditar sempre!
E com o fundamento da premissa, exercitar o cérebro para as bases que nos deixam prontos para o acreditar: formar-se, determinar-se, permitir-se nos sonhos... e assim por diante!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Metodologia da inspiração

Durante algum tempo, fiquei reticente às ideias de inspiração. Gostava de dizer que não acreditava em inspiração, valorizando as variáveis de esforço e do trabalho no caminho do desenvolvimento. Em minha tese, a referência de inspiração conferia uma dimensão mágica ao produto do trabalho. Até usava, para reforçar meu conceito, a imagem de alguém sentado, esperando uma luz divina acorrer-lhe à falta de ideias do que fazer... essa era, para mim, a imagem de inspiração.
Gostaria de aproveitar esse espaço para rever meus conceitos. Ainda defendo - e valorizo - as dimensões do esforço, da determinação e do trabalho. Entendo que, ainda que tenhamos habilidades e competências para determinada elaboração (e as temos!), é só na realização do trabalho árduo e consistente (e insistente!) que o desenvolvimento se sustenta.
Acontece que uma variável tomou-me os pensamentos, nestes últimos dias. Eu reconheço que me inspiro em várias pessoas, em várias ideias e em várias dimensões para o movimento do meu trabalho. Algumas pessoas fornecem-me ricos subsídios de inspiração para os meus conceitos e credos; muitas ideias acrescentam valores aos meus princípios de realização; e assim por diante. E é claro que isso é inspiração.
Valho-me desse processo de inspiração para redimensionar, para subverter, ou simplesmente para apoiar meus projetos... é um caminho consciente de evolução pessoal. Um tanto dessa inspiração cria um elemento simbiótico às minhas habilidades. E eu carrego comigo, em minhas realizações, elementos óbvios desse processo de inspiração.
Só faço algumas ressalvas: a primeira, inquestionável e inegociável, é que ainda tenho por máximas as variáveis do esforço e da determinação pessoal como pressupostos de desenvolvimento... Sem elas, não há inspiração que sobreviva; a outra, é que os valores éticos me impelem, sempre, a citar as referências de inspiração... é preciso que os meus interlocutores saibam, claramente, de onde vêm minhas referências. É uma demanda pedagógica: ao saber de minhas referências, os que me ouvem podem entender que eles mesmos podem inspirar-se em outras instâncias.
Uma outra ressalva, de caráter filosófica (e que aprendi com minhas inspirações), é que as minhas inspirações devem ser modelos para que eu as supere... Nada aí de exibicionismo, por favor não pensem nisso. O que está por trás do critério de que é necessário superar minhas inspirações é a máxima da primeira ressalva: minha preocupação não é copiar, mas sim valer-me das referências daqueles de quem admiro para subsidiar o meu esforço, o meu trabalho, na constituição de algo inovador e criativo. É assim que caminho.
Ao dizer de tudo isso, percebo que o trabalho de Educação deve ser assim: inspirar e ser inspirador!