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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Saber, não saber...

A busca por um processo positivo de aprendizagem exige o pressuposto de uma consciência do que se sabe e do que não se sabe acerca do que se quer aprender. Parece frase para dar um nó na cabeça, mas não deve ser encarado assim. Saber algo - procurar saber algo - implica, necessariamente, entender até onde se sabe. E até onde não se sabe.
Todos nós, independente de nossa formação cultural ou acadêmica, somos detentores de saberes os mais diversos. Sabemos algo, conhecemos algo. É essa consciência do que sabemos que nos move a novas descobertas - ora, pensamos, até aqui eu sei bem, mas eu gostaria de saber mais. E aí começam os caminhos para aprimorar os nossos conhecimentos. É assim, dito de forma simples, que ampliamos ou construímos nossos conhecimentos.
Partindo do que sabemos, nosso principal movimento na busca da aprendizagem é tomar consciência, exatamente, do que não sabemos. Justamente por não se saber algo, é que me movo na tentativa de sanar esse não saber. Nem sempre tomamos consciência disso, mas somos instados a buscar o aperfeiçoamento porque percebemos que há algo que não conhecemos, que não sabemos.
Somos sujeitos naturalmente curiosos, ávidos por saber, e é isso que nos leva à busca de aprender. Aquilo que eu não sei é o combustível para meu caminho do procurar saber.
Reparem que eu repeti bastante a palavra "conscientizar". Se não houver um processo de conscientização - de trazer para a consciência, de estar consciente de, de interiorizar - o que é preciso aprender, não há aprendizagem.
E sem aprendizagem não há desenvolvimento.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

É preciso ler até o final

Vivemos uma era de um fenômeno particular - o das decisões e julgamentos precipitados. Pelo título de uma manchete, já sabemos toda a notícia; por uma palavra solta, pinçada em uma frase, já inferimos todo o sentido de um texto; por uma avaliação inicial rápida, já somos sabedores de tudo de quanto precisamos para o julgamento final de uma decisão - decisão quase sempre muito significativa; pela imagem célere que nos chega sobre qualquer assunto - ainda que não o detenhamos plenamente-, já elaboramos toda sorte de definição pronta.
O maior problema, resultado desse fenômeno, é que, na maioria das vezes - senão em todas as vezes -, estaremos redondamente equivocados. Nossas decisões e nossos julgamentos e nossas definições se revelarão erros crassos. Cometeremos erros vários, alguns deles irreparáveis.
E para a correção desses equívocos bastaria o exercício da análise. Toda informação que nos chega - seja ela em forma de uma palavra, de uma manchete, de uma imagem - demanda um exercício valioso de análise. É preciso conhecer e medir as variáveis que perfazem aquela informação, em um jogo racional de verificação de possibilidades. Aquilo aconteceu mesmo? Foi do jeito que contaram? Não há algo estranho nisso tudo? Será que eu li até o final? Será que eu compreendi o que li? Será que eu detenho algum conhecimento sobre o que li?... Nesse jogo racional, devem surgir diversas perguntas que nos movimentarão aos caminhos que, decerto, evitarão os julgamentos precipitados.
Para isso, não podemos ter preguiça de enfrentar esses questionamentos todos. O exercício do pensar - o tal jogo racional - é o aliado mais forte para a criação do conhecimento. E, na esteira, para o nosso desenvolvimento pessoal.