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sexta-feira, 31 de março de 2017

Para refletir - Ainda sobre o desenvolvimento humano


quinta-feira, 30 de março de 2017

Anotações - Inteligência ética

Ao tomar consciência da degradação política em que se tornou nossas instituições, a partir dos frequentes casos de corrupção apontados pelas mídias jornalísticas, a ideia da necessidade de uma inteligência ética ganha importância urgente.
Ao lado das inteligências analítica e emocional, já amplamente demonstradas como inerentes ao processo de desenvolvimento humano, a percepção das ideias de valores e moralidades  - principalmente no que se refere às questões político-sociais - torna-se variável de preocupação constante nos caminhos de nossa evolução.
Estamos no passo em que enxergamos aquelas notícias como acontecimentos corriqueiros; anestesiamo-nos frente às inúmeras e vastas ocorrências do que está errado. Na extensão, preferimos rir das, também vastas e inúmeras, piadas e brincadeiras que se produzem nas inspirações de cada acontecimento; escolhemos por rir do que é catastrófico.
O estabelecimento de uma inteligência ética seria o exercício do inconformismo do que está por aí. E, desse inconformismo, que nascessem falas, comportamentos e posturas que atuassem nas mudanças necessárias desse cenário. E que dessa atuação viessem todas as transformações precisas. E que dessas transformações viesse a realização de um novo mundo em que seja possível acreditar nas instituições que nos regem.




terça-feira, 28 de março de 2017

Anotações - Opinião

O desenvolvimento de uma opinião sobre algo ou alguma coisa deve ficar no plano das interposições de leituras que fazemos sobre determinados conhecimentos. Assim, a partir da leitura - seja em que nível for - dessa ou daquela variável do saber, eu posso - e até devo! - tecer considerações sobre meu posicionamento a propósito daquele saber. É interessante. Participar de um jogo de considerações intelectuais concernentes a determinado tópico e extrair dele novas manifestações de conhecimento pode tornar-nos mais pertencentes à consciência da nossa aprendizagem.
Mas é só isso. Ter uma opinião sobre algum ramo de conhecimento não nos torna dono da verdade!
Essa, uma das questões mais presente nos debates do dia a dia. As pessoas emitem suas opiniões a partir de uma dada reflexão, entendendo que à sua opinião não cabem contestações.
A opinião não expressa, em absoluto, uma verdade inquestionável. Muito pelo contrário, a opinião pode até ser descartada, se a percebemos como desprovida de qualquer referência positiva.
Alimente, sim, opiniões acerca dos temas que lhe chegam. Isso é saudável, ajuda nos processos de elaborações mentais que proporcionam maior ganho nas aprendizagens. Mas entenda que a sua opinião não é elemento que fecha a corrente do conhecimento; certamente, ela será um elo a mais nas engrenagens que facilitam a via dos saberes.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Repertório Pessoal e Cultural

Somos sujeitos que estamos sendo formados, ao longo de nossa existência. A cada etapa da evolução, recebemos uma espécie de estampagem, que nos constitui como indivíduos. Essa constituição marca-nos, indelevelmente, aos olhos dos outros. Somos o que somos. Possuímos características específicas; leituras de mundo conforme nossas observações do mundo; comportamentos particulares; disponibilidades tais... e assim por diante, em uma complexa estrutura humana.
Esse o conceito de repertório, aquilo que nos constitui. É um jeito de falar, de ouvir, de expressar-se, de portar-se. E somos reconhecidos por isso. Devemos respeitar essa característica... e fazer com que sejamos respeitados, também.
Nossas formações pessoal e cultural são balizadas nas aquisições e elaborações desse repertório. Aqui, abrem-se algumas linhas de pensamento.
O processo de aquisição e de elaboração de um conhecimento qualquer não se configura no plano abstrato. Há um movimento racional do sujeito, que se deve colocar, ativamente, no trilhar daquele caminho. O comportamento deve ser o de atenção constante, pois só se adquire algo em estado de despertar, de percepção. O estado de percepção consolida-se na capacidade e competência de captar sinais que a vida nos aponta, na fundamentação do que queremos realizar. Que é o que nos dá subsídios para a escolha dos melhores caminhos. Se eu não estou atento ao meu redor para captar melhor os sinais que aquele caminho traz-me, eu não consigo escolher melhor os rumos que quero dar. Lembra-se da história da Alice, que, ao perder-se no País das Maravilhas, encontra o Gato? A Alice, pobrezinha, toda atrapalhada, pergunta ao Gato qual caminho tomar, ao que recebe o questionamento: “Onde você quer chegar?”. “Não sei ao certo”, diz a menina. “Se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve”, diz o Gato, entre sorrisos. Na leitura óbvia da ilustração, faz-se necessário e urgente saber onde se quer chegar. Vivemos quase sempre correndo e em disparada desatenção aos caminhos que nos circundam, o que nos limita a percepção do que está por perto. Em assim sendo, não há muito como escolher caminhos e destinos.
Ainda há de se acrescentar que a ideia de aquisição e de elaboração não é automática. Entre o momento de aquisição e o de elaboração há todo um esforço a ser feito. É preciso apurar o que se adquiriu - Serve? É importante? Vai trazer-me uma referência nova? É algo que colabora para o meu desenvolvimento?, e outras perguntas mais que virão. São processos da construção do conhecimento, algo de lapidação das informações que me chegam. Muito das defasagens dos nossos repertórios encontra justificativa aqui: até recebemos as informações essenciais, mas não sabemos processá-las e torná-las conhecimento; ficamos no raso das leituras. Por isso, a questão do esforço: para sair do raso e aprofundar-se nos saberes, há de se ter toda uma determinação de vencer etapas e elaborar outras percepções - às vezes, é tarefa hercúlea, que nos exige muito.
Falta dizer que a aquisição e elaboração de repertórios, além de serem constantes, são mutáveis, dependendo de fatores diversos para essa mutabilidade; além do mais são conceitos de mão dupla – o sujeito recebe e também contribui para a recepção do outro. Não há como reter o repertório e achar-se já formado - é preciso reparti-lo com outros andantes e distribuir suas variáveis de constituição.
A ideia de formação, por assim dizer, ganha um contorno de uma relação dinâmica e viva, em que os caminhos vão sendo construídos a partir da determinação de aproveitar-se, o máximo possível, daquela viagem de desenvolvimento.




quinta-feira, 23 de março de 2017

Anotações - Escolhas

Lançar mão de uma escolha qualquer significa preterir outras opções, que não sabemos ao certo se dariam resultados. É preciso trazer essa premissa sempre à tona, quando pensamos que a vida é uma conjunção de escolhas.
Vai ser sempre assim, quando analisamos as escolhas que tomamos. Jamais poderemos saber se a outra via não teria sido melhor. Não temos como precisar isso. É preciso encarar que a escolha daquele momento é o caminho que temos... e preparar-nos para outra das diversas escolhas que nos constituem: continuo nesse caminho ou modifico minha rota? E aí, qualquer que seja a decisão tomada, restará a certeza de que outras escolhas virão.
De fato, não temos como precisar se o outro caminho, aquelas variáveis não escolhidas, teria sido uma melhor decisão. Mas temos como desenvolver habilidades e competências para qualificar essa decisão e poder lidar melhor com a escolha tomada. Então, a reflexão melhor recai sobre, justamente, o desenvolvimento dessas habilidades e competências para validar melhor as escolhas que devemos tomar.
Nesse caminho, há de se apurar uma análise sobre a constituição que temos para o estabelecimento de estratégias de treino para o desenvolvimento de novas habilidades e competências. Seguramente, algumas mais escolhas estarão atreladas a essas trilhas.

terça-feira, 21 de março de 2017

Anotações - Desordem

Talvez você já tenha ouvido falar na teoria das janelas quebradas - ou até conheça as suas variáveis, sem saber que ela tinha um nome.
Essa teoria é a que preconiza que um fator de desordem, como o fato de uma janela estar quebrada, convida nossa mente a não respeitar muito aquela situação, levando-nos ao não comprometimento com a organização ou respeito às instâncias que se relacionam com a ordem daquele contexto. Por isso que uma janela quebrada pode suscitar que todas as outras janelas, no entorno daquela, apareçam quebradas, também. Não há respeito à ordem. Essa é a teoria que explica, por exemplo, que um ambiente limpo e organizado seja um pressuposto para a organização e inibe atitudes de vandalismo.
Transpondo essa ideia para as situações de nosso equilíbrio interno, a teoria ajuda-nos a refletir sobre as referências de desordem da nossa mentalidade frente às situações no cotidiano dos nossos caminhos. Quanto mais a nossa variável mental estiver desorganizada - em virtude das mais diversas sensações que temos ao longo da jornada -, tanto mais estaremos propensos às quedas de energia e aos aspectos negativos que nos minam as forças necessárias para as realizações.
Conscientes dessa premissa, devemos portar-nos como ensina a teoria acima descrita: à menor identificação de uma janela quebrada, é necessário consertá-la para não incentivar que as outras janelas sejam quebradas. Ao menor sinal de uma desordem em nossos pensamentos, é preciso tomar o cuidado de reorganizar a energia mental.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Resiliência e Determinação

No âmbito do desenvolvimento pessoal, estar determinado é a característica principal a preparar-nos para as dificuldades dos caminhos.
A determinação é aquela competência de que nos valemos quando os esforços parecem não trazer muitos resultados. É a determinação que nos move, ainda que estejamos propensos a desistir. É a determinação que fala mais alto quando tudo o mais parece conduzir aos fracassos. É a determinação que nos ergue após as inúmeras quedas nas trilhas das aprendizagens.
Determinar-se a algo está implicitamente relacionado às crenças que temos em nossos potenciais e em nossos desejos. É o que nos torna obstinados ao alcance das realizações.
O problema maior é que, via de regra, a vida nos apresenta muitos desafios, em prova aos nossos intentos. Para grande parte das pessoas, esses desafios são muito grandes, chega a trazer a sensação de que as forças, por mais que fossem vigorosas, não seriam capazes de vencê-los. O resultado imediato dessa situação é a ocorrência de momentos em que é comum prostrar-se diante das impossibilidades. É aqui que se verifica o conceito de resiliência.
A ideia de resiliência é justamente a de, ainda que venha a variável de prostração, o sujeito não se quebra ante às dificuldades. E, como dotado de uma energia extra vinda sei de lá onde, ele ergue-se para outros desafios.
A resiliência, originalmente um conceito da Física, através do qual os corpos voltam à forma original após terem sofrido algum tipo de deformação, ultrapassou limites para representar qualquer habilidade de adaptação às intempéries e aos infortúnios. É resiliente quem apresenta características de superação e de resistência frente às grandes dificuldades por que passa.
Há uma relação direta entre a determinação e a resiliência. Quanto mais a competência da determinação estiver desenvolvida, tanto mais a situação de resiliência aparece.
Por conta dessa matemática simples, uma primeira lição para balizar nosso propósito de evolução é, justamente, a de buscar o treino da competência da determinação. Não pense que vai ser fácil alcançar o sucesso ou a positividade das suas ações - às vezes, vai parecer tão difícil que o corpo todo veste-se de uma tristeza sem igual. É preciso confiar em seus desejos, primeiramente, para alcançar a determinação - confiar em seus desejos e municiar-se de características, habilidades e parcerias para a jornada.
Normalmente, os rumos dessa jornada trazem um sentido muito claro, mas confundido nas leituras sobre determinação e resiliência. É o sentido do cansaço... sentimo-nos tão cansados de tudo, que o corpo todo dói de uma dor que parece sem fim. O primeiro pensamento que vem à cabeça é o de aplacar essa dor com a ideia da desistência. Pensamos que desistir dos planos poderia ser um caminho para suavizar a dor dos insucessos.
A questão é ser refletida, quando se fala de desenvolvimento pessoal, é que a variável da desistência, em vez de ser um leniente remédio, talvez seja um perigoso veneno a condenar-nos às frustrações. Há uma plaquinha correndo os meandros das redes sociais, que bem pode ser uma máxima interessante para a reflexão desse tema: "Havemos de aprender a descansar, não a desistir.". Que seja assim!


quinta-feira, 16 de março de 2017

Anotações - A perda da conexão humana

Um evento que já vem acontecendo em São Paulo - talvez esteja, também, acontecendo em outros lugares - chamou-me muito a atenção, para ficar na reflexão destes tempos em que vivemos. Chamado de "um experimento de conexão humana", o acontecimento propõe que as pessoas se olhem uns aos outros e busquem, exatamente, as variáveis relacionadas a esse exercício (estranho aos dias de hoje) entre os olhares.
Confesso que fiquei, a princípio, assustado com a proposta. O que parecia algo normal e pertinente ao ser humano (olhar nos olhos dos outros), precisava que se criasse um evento para facultá-lo. Acontece que se trata, mesmo, de uma perda. Estamos perdendo a conexão humana, a consciência do outro e todas as variáveis proporcionadas a partir dessa consciência. Estranhamo-nos uns aos outros. Mudei de opinião a respeito do evento.
A perda da conexão humana tornou-se preocupante. Estranhar o outro e preferir os movimentos individuais, ainda que sejam uma realidade, é um movimento que destoa dos caminhos humanos. Vivemos em sociedade, nossas ações repercutem nas ações do outro, nossas atitudes trazem consequências ao outro e assim por diante. Resgatar os aspectos da conexão humana, por assim dizer, torna-se, então, um movimento essencial para a promoção da humanidade.



terça-feira, 14 de março de 2017

Anotações - A aceitação da realidade

Entender e aceitar a sua realidade podem proporcionar uma forma de viver o mundo de jeito mais autêntico e carregado de determinação. A princípio, poderíamos dizer do tema da aceitação da realidade algo como um fator de resignação, que a vida é assim mesmo e que certas jornadas não nos pertencem.
Mas poderíamos, também, fazer o extremo oposto. Já que a minha realidade é essa mesma, não há porque afastar-se dos caminhos da felicidade e do sentido da vida. A aceitação da realidade não é um impeditivo para participar da jornada.
Esse é o mote do, na minha opinião, fantástico filme Pequena Miss Sunshine, de 2006. Na trama, a família desajustada precisa correr para que a pequena Olive possa viver o seu sonho de participar de um concurso de miss infantil. Logo, tomamos contato com a realidade de que a criança não tem o estereótipo exigido para as crianças que participam desses concursos. O que parecia uma grande roubada revela-se uma trama fantástica para apontar-nos os caminhos de evolução pessoal. Viver o sonho não precisa necessariamente significar a vitória. Tanto é que, no filme, o mais importante mesmo é o processo por que passa aquela família, que vai, de certa maneira, ajustando-se ao longo da história.
A aceitação da realidade na busca do sucesso está relacionada, tanto no filme quanto na vida, aos aspectos de saber vivenciar o momento e reconhecer suas potencialidades, não como impeditivas, mas como elementos de vivência de uma felicidade que proporciona o reconhecimento do dinamismo da existência humana.
Se a vitória não for possível (e em alguns momentos ela vai ser possível), é melhor reconhecer na jornada os elementos de crescimento pessoal.





segunda-feira, 13 de março de 2017

Desatenção e agressividade

Dois fatores destacam-se nos movimentos cotidianos: as pessoas estão mais desatentas e mais agressivas. Ainda não consigo precisar se há uma relação direta entre as duas características, mas é possível vislumbrar, sim, uma certa sintonia entre um fator e outro. A falta de atenção aos mais diversos estímulos existentes reflete em um certo ensimesmamento, que leva ao descuido com o outro (seja uma pessoa ou um espaço). A principal consequência é a tal agressividade, já que não há essa referência elaborada do outro.
Tangenciando os dois movimentos está o da desumanização. Por mais otimista que sejamos, vivemos o fenômeno da desumanização, a perda dos valores humanos. Como se a sociedade caminhasse para aquelas cenas que já vimos em filmes de ficção científica, quando é retratado um futuro distante: o império das máquinas e o ser humano vivendo em guetos cinzentos, quase sempre escondidos e fugidos das atrocidades que o roteirista imaginou. Imaginou mesmo?
Se olharmos com atenção no cotidiano das idas e vindas da atualidade, é possível enxergar alguns movimentos que corroboram essa imaginação. Pessoas correndo para lá e para cá, quase sempre esbarrando-se umas nas outras... quase sempre xingando umas às outras quando acontecem os esbarrões. E quase sempre distantes do que está acontecendo ao redor.
Não é ficção científica. Estamos mais desatentos aos estímulos externos, sejam eles quais forem, e valemo-nos dessa desatenção para representar a agressividade.
É quase impossível não se lembrar da cena do filme do Chaplin, já dita aqui muitas vezes. Em O Grande Ditador (filme de 1940), o personagem central, lá pelo final do filme, proclama o discurso que ficou famoso, em cujo enredo apontam-se as palavras que nos interessam por aqui: "Mais do que de máquinas, precisamos é de humanidade...". E a referência às máquinas, ainda que no filme possa ter outra dimensão, impressiona por vivermos em um movimento social em que a tecnologia é imperiosa.
Os indivíduos, de maneira geral, caminham, nos dias de hoje, para um pressuposto de individualização muito destacado. Tomem-se os aparelhos de telefones celulares, por exemplo, que coloca o sujeito em um movimento de desatenção social que impressiona. Claro que a ferramenta em si não é a causa do problema. Todo e qualquer aparato tecnológico, como todas as variáveis que nos cercam, revelam aspectos positivos e negativos. Uma das vertentes negativas está, justamente, em proporcionar o afastamento das pessoas.
Quem tem algum tipo de voz influenciadora precisa valer-se disso para criar situações pedagógicas que vão de encontro a essa realidade. Professores, pais, amigos, colegas de trabalho etc. precisam acrescentar em seus diálogos referências que facultem a reflexão sobre esse mundo em que vivemos. Vejam que o caminho é esse mesmo, o da reflexão. Devemos trazer à consciência o problema que enfrentamos - antes, é claro, precisamos enxergar o problema - e, a partir dessa consciência, trazer aos pensamentos leituras racionais e críticas da situação.
Mesmo que seja um movimento pequeno, quanto mais pudermos realizar essas intelectualidades, tanto mais estaremos promovendo situações de mudança, em que podemos vislumbrar um mundo muito mais humano.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Anotações - Sobre muros e pontes

Há um claro simbolismo na metáfora de dois elementos bastante recorrentes nas mídias atualmente: os muros e as pontes. O muro esconde, isola, segrega e afasta; a ponte integra, une, congrega e aproxima.
O interessante é que esse simbolismo bem poderia ser lembrado em toda a reflexão que se faz acerca dos processos de evolução humana. Até porque, nas nossas atuações, ou criamos muros ou fazemos pontes
Os nossos movimentos, via de regra, representam consequências para as pessoas com que nos relacionamos, nas mais diversas esferas (social, familiar, acadêmica, profissional etc.). Às vezes, uma palavra ou um gesto pode afastar ou aproximar as pessoas ao nosso redor.
Desde que entendamos ser a nossa convivência um elemento social, constituída de valores coletivos, a forma como mantemos nosso comportamento em relação ao outro há de ser continuamente refletida. E, dessa reflexão, quanto mais pontes construirmos tanto mais estaremos aprendendo o real significado de entendimento coletivo.

terça-feira, 7 de março de 2017

Anotações - Equilíbrio emocional

Deveria estar no currículo de todos os ensinos: o equilíbrio emocional.
O controle das referências emocionais pode representar grande diferença nos caminhos da evolução. Saber manter a calma e fazer a emoção trabalhar a favor das pretensões é um diferencial. E não é só para as variáveis externas. O equilíbrio emocional é fator precioso, justamente, para as questões de interioridade, em que precisamos estar mais próximos de nós mesmos. E a busca dessa interiorização acalma os pensamentos e clareia a mente para as realizações mais positivas.
O resultado mais concreto desse movimento é a intensificação da concentração e do foco, que energizam o alcance das realizações.
Por outro lado, é muito comum arrependermo-nos das situações de destemperos, em que nos falta, precisamente, o equilíbrio emocional. Não à toa a inteligência emocional tornou-se, com os avançados estudos da pedagogia e da psicologia, um grande referencial de estabelecimento de evolução pessoal.


segunda-feira, 6 de março de 2017

Produtividade

A ideia de produtividade não pode apenas ser entendida como uma variável dos ambientes corporativos. Ela é uma referência para todos os caminhos do desenvolvimento pessoal.
Todo e qualquer movimento que realizamos em busca da evolução implica em algum tipo de estratégia em relação à produtividade. Então, os cuidados que devo ter quanto à produção dos elementos que perfazem meu desenvolvimento exigem muito compromisso e análise.
O primeiro cuidado diz respeito à consciência das potencialidades individuais a propósito dos trabalhos a serem envolvidos nas, digamos, linhas de produções dos afazeres. Como as pessoas são entidades individuais - que se constituem de identidades próprias -, vai ser normal identificar esse ou aquele atributo que modifique sensivelmente um comportamento do outro. A consciência dessa variável vai permitir o estabelecimento de movimentos mais eficazes de comportamentos positivos. Cada pessoa precisa ter claro esse padrão de variável.
Aliás, a ideia da consciência das potencialidades individuais precisa ser elaboradamente refletida, já que a tendência é que pensemos em um ambiente pasteurizado, em que uma fórmula possa ser replicada para todos os sujeitos. Não é possível. No que diz respeito, também, à produtividade, cada sujeito vai ter o seu mecanismo próprio de encaminhamento das realizações. Reconhecer - e respeitar - esse mecanismo individual vai representar meio caminho no trajeto da evolução pessoal.
É aqui, nos meandros da consciência individual, que se encaixam as preocupações com a formação, com o conhecimento. Todo sujeito, quando busca os processos de formação - intelectual, social, profissional etc. -, não deve voltar-se apenas para o exterior (os livros, a instituição, o mentor etc.). A referência interior, a observação dos processos internos, classifica-se como fator primordial de construção do conhecimento. Conhecer-se, no listar das competências e dos atributos a serem melhorados, é o caminho essencial de desenvolvimento. Assim, no caso do nosso tema, é o quanto sei de minhas capacidades e de minhas falhas, em relação à produtividade, que vai determinar a positividade nas minhas realizações.
Um outro cuidado refere-se à organização de ferramentas que ajudem o movimento do fazer. Todo mundo precisa de um apoio técnico que tornem visíveis os processos que levam a essa positividade. Mais uma vez, os fatores individuais vão determinar a escolha dessas ferramentas. Desde as anotações mais simples em blocos de papéis até a utilização de sofisticados sistemas de gerenciamento de tarefas, o que vai determinar essa ou aquela escolha são as potencialidades individuais. E não é uma questão simples. Em grande parte das vezes, vai ser preciso experimentar diversas ferramentas diferentes, até que se observem as funcionalidades melhores dessa ou daquela.
Observem que, tangenciando esses cuidados, está a preocupação de observar as atitudes e comportamentos que perfazem o ser humano. No que diz respeito às questões de produtividade - e, bem dizendo, a todas as questões da evolução humana -, o sucesso da empreitada vai estar diretamente proporcional a quanto dedicamos à observação dos nossos comportamentos frente aos caminhos do desenvolvimento pessoal.


quinta-feira, 2 de março de 2017

Anotações - Responsabilidade social

A ideia de responsabilidade social é uma variável nobre no campo do desenvolvimento pessoal e da evolução humana. Pressupõe o conceito da percepção do outro.
Todo e qualquer movimento que fazemos, porque vivemos em sociedade, reflete em uma consequência, nem sempre previsível, para o outro que convive no mesmo espaço. Este, o caminho de entendimento para o cuidado que devo ter com minhas ações, em um espaço de convivência coletivo. Sempre vai ter alguém - individualmente ou em grupo - que vai estar relacionado com minhas ações e atitudes.
Duas concepções aí acima integram-se em relação a este tema: o cuidado que devo ter com minhas ações; e a ideia de que as consequências de meus atos não são previsíveis. Justamente por não ter a dimensão da previsibilidade do que possa acontecer, é que devemos cuidar do que fazemos e do nosso comportamento.
Ter responsabilidade social implica exatamente nesta percepção de cuidado: de não poder fazer o que se quer; de não poder dizer o que se tem vontade; de não poder desrespeitar ambientes e pessoas que nos cercam; de não ferir valores externos... e assim por diante.
Nos caminhos da evolução pessoal, via de regra, estamos interagindo com outras pessoas e outros ambientes. É a percepção dos cuidados no trato com essas variáveis que medem o alcance do nosso real desenvolvimento.