sábado, 11 de agosto de 2018

Feliz Dia dos Pais


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Para refletir - O encantamento


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Educação, qual o caminho da qualidade?

Todos que pensam a Educação, cotidianamente, veem-se às voltas com o questionamento sobre a qualidade nos processos de aprendizagem. A questão levantou-me certas angústias, principalmente nos últimos tempos, em que se falou bastante sobre o trabalho pedagógico.
De uma parte, importante pesquisa destacou os níveis de desprestígio com a carreira de professor; de outra, ressaltou-se as clássicas dificuldades em relação aos processos de aprendizagem significativa, destacando os elevados níveis de analfabetismo funcional nas principais áreas do saber (comunicação e matemática).
A questão do desgosto com a carreira de professor é até clássica; sabemos de o quanto os nossos alunos não se dispõem a seguir a profissão. Mas a pesquisa abordava o fato de que os próprios professores estariam desestimulando o encaminhamento por nosso trabalho.
Está nesse processo de auto desprestígio algumas considerações históricas, que sempre navegaram ao largo deste trabalho: a mal remuneração, o pouco reconhecimento e a falta de autonomia de trabalho. Mas também há que se considerar, fato mais recente, os problemas de envolvimento positivo com os encargos de ser professor.
O problema da evolução dos índices de analfabetismo funcional é sério. Nossos alunos estão avançando nas séries, sem o mínimo de formação necessária para compreensão de textos e de habilidades para os básicos raciocínios matemáticos.
Até onde nos alcance a responsabilidade por uma ou outra questão, temos que cuidar de fazer a nossa parte. Principalmente, na revisão do nosso trabalho com a Educação.
Cabe a nós, individualmente e no coletivo, refletir e abrir discussões sobre as práticas que estamos desenvolvendo. Algumas de nossas ações pedagógicas estão destituídas de sentido e de significado, precisamos admitir - trabalhos duvidosos com conteúdos sem vinculação com as realidades dos alunos são os que mais se veem nos espaços escolares.
Nesse processo de reflexão, o conceito mais importante a apurarmos é o da aprendizagem significativa. O quanto de nossos trabalhos pedagógicos estão, de fato, criando estruturas sólidas de aprendizagens? E só será no espaço da significação que transformaremos o desenvolvimento dos nossos alunos.
É preciso que entendamos as mudanças tecnológicas e sociais, exatamente as que estão provocando mais interferências nessa variável de trazermos significados aos nossos conteúdos. Hoje - e esse é um dado proporcionalmente recente no entendimento dessas mudanças -, as crianças e jovens têm muito mais acessos a diversos níveis de informações; o papel essencial do professor, nesse cenário, é o de criar estruturas para a transformação dessas informações em conhecimento.
As exigências que recaem sobre o nosso trabalho aumentaram, sim, mas só desta forma é que podemos vislumbrar mais envolvimento e positivação na qualidade do fazer pedagógico. Certamente, esse movimento vai motivar, também, muito mais pessoas a enxergarem a Educação com respeito e reconhecimento.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

PROBLEMAS TÉCNICOS

Em virtude de problemas técnicos, deixamos de publicar o conteúdo de hoje. A partir desta terça, as publicações do Blog retomam sua normalidade.

Obrigado pela compreensão.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Anotações - Perspectivas para o Brasil

Uma lida rápida no título dessa minha publicação e vai parecer que quero falar das chances da seleção brasileira nas próximas fases da Copa do Mundo de Futebol... Não! Gostaria de falar mesmo é das perspectivas para as nossas próximas eleições.
Sabemos bem da grande alegria e das referências do patriotismo de ocasião que a Copa do Mundo suscita em todos nós - vestimos até a alma de verde e amarelo e gritamos desenfreadamente pelos gols que nascem lá longe; até o Hino Nacional - ou parte dele - sabemos entoar. E estamos reunidos em praças públicas de diversas capitais, união movida pelo simbolismo do futebol... Daqui a pouco, tudo isso acaba e, independente de estamparmos mais uma estrela na camiseta amarela ou não, sairemos desse evento sem muitas perspectivas para o nosso futuro. Esse futebol da Copa do Mundo já fez a vida de todos os seus atletas, que vivem em uma realidade tão distante dos que pintam os rostos e as ruas.
Precisamos cuidar da nossa vida. E a perspectiva política, essa que rege nossos movimentos sociais, econômicos etc., deve ser a preocupação que mais precisa ser a tônica da nossa vida. Logo, teremos eleições importantes e os nossos movimentos - de escolha, de análise, de reflexão... - serão as principais ferramentas que fundamentarão os rumos dos nossos caminhos.
Ainda que a festa da Rússia pinte os nossos olhos de alegrias mil, não podemos esquecer das mazelas cotidianas, criadas por aqueles que prometeram reparar cada dissonância. E nada de trocarmos as cores e as músicas do futebol pelo traje da ingenuidade rotineira: quando começarem as propagandas políticas (se já não começaram...), teremos outro ambiente de alegria e festa com promessas vãs de momentos melhores.
Acordemos!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Interconectividade - O digital sobrepondo-se ao humano

O fenômeno das conexões digitais ganha, a cada dia, contornos maiores. Basta enxergar um pouco o que está no nosso entorno.
As pessoas manipulam seus aparelhos celulares em um frenesi quase inconsciente. A facilidade e o cômodo do que está ao alcance das nossas mãos são uma tentação irrefreável. Por isso, saltamos de um estímulo a outro, uma verdadeira viagem que nos desconecta do que está ao redor. E nesse processo de desconexão está o parâmetro mais interessante: deixamos de perceber o outro ser humano que está ao nosso redor. E, embora pareça dramático, caminhamos cada vez mais naquele sentido das ficções a que assistimos: desconhecemo-nos do outro ser humano.
E não é só isso: às vezes, esse desconhecimento soa como proposital, quase como se fosse detectar um inevitável incômodo na percepção do outro. Reconhecer o outro - e todas as suas vicissitudes - causa incômodo e estranheza.
É assim que nos encontramos nesse fenômeno digital e na tão propalada reflexão que se faz a respeito sobre as conexões. Só para termos uma ideia, a questão das conexões humanas virou tese e tema de cursos universitários.
Muito sério esse problema! É preciso aprendermos sobre a percepção do outro.
E não se trata de criarmos o movimento simplista das oposições: digital X humano. As tecnologias digitais são auxiliares do nosso desenvolvimento - valemo-nos de todos os aperfeiçoamentos digitais, que chegaram para oferecem-nos conforto e avanço sociais. O problema maior, o mesmo quando se fala de qualquer tecnologia, é a discussão do uso que fazemos dela.
Toda e qualquer tecnologia, por si só, é um elemento inerte. A vida se dá quando a utilizamos e damos significado a seus conceitos. E é aí que a porca torce o rabo: em certos momentos, tanto a utilização quanto a significação dos conceitos daquela tecnologia não nos remete a qualquer positividade... muito pelo contrário - valemo-nos das tecnologias que estão ao nosso alcance para o desconhecimento e o demérito dos que estão ao nosso redor.
Em certa instância - até reconheço que ainda está em pequena monta -, é o que nos acomete nos tempos de hoje. Em pequena monta, mas com uma progressão geométrica de aumento que é de assustar. E o cenário pode ser aqueles das ficções ditas acima: sociedades distópicas, em que os estranhamentos sociais são a tônica de qualquer povo; e que, ainda, verificamos um império de algum movimento técnico sobrepondo-se ao humano.
Ainda que a minha análise esteja tendente a uma situação de desespero, penso que há conserto... ou melhor, que há possibilidade franca de equação entre os conceitos digitais, tão necessários, e os humanos, tão essenciais.
E quando estamos em posição de envolvimento pedagógico com questões como a que se apresenta, precisamos ter disponibilidade de abordar o tema em nossos posicionamentos. Precisamos falar disso; precisamos refletir constantemente sobre o nosso comportamento a propósito; precisamos ouvir quando alguém tem algo a dizer sobre o assunto; precisamos nos formar (técnica e emocionalmente) sobre a questão; precisamos disseminar reflexões como essa.
O problema da interconectividade está no exercício cotidiano da percepção do equilíbrio entre as ferramentas tecnológicas e a consciência da alteridade.