quarta-feira, 8 de novembro de 2017
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Anotações - Teoria e prática
Uma propaganda de uma instituição de ensino, que vi um dia desses, chamou-me a atenção pela exploração de sentido entre dois elementos pertinentes ao universo da Educação: "Teoria é algo que só se aprende na prática", dizia a mensagem da propaganda.
Desde sempre, nos espaços acadêmicos, somos instados a tratar os dois conceitos com uma certa polarização... "Na teoria, a prática é outra..." é o mantra que perpetuamos em nossos discursos, para referirmos, justamente, ao distanciamento entre um e outro conceito. E vimos, cotidianamente, em nossas ações exemplos de que, decerto, esses conceitos são opostos.
Penso o que se passa em nossa mente nem é exatamente a ideia de oposição. Mas, sim, a de confronto com o que acreditamos ser uma referência (balizada, talvez, em nossas elaborações, tanto das práticas, quanto das teorias...).
O que a propaganda me trouxe foi uma nova maneira de olhar para tais conceitos. Ora, os conceitos teóricos são resultados de estudos e elaborações científicas de percepções, exatamente, de realizações práticas. Não se inventou nada; apenas os estudiosos fundamentais valeram-se da capacidade extrema de observar o que estava acontecendo e formularam conceitos para aquilo. E a validação, ou não, destes conceitos, estava no exercício da volta à observação da prática.
Então, as ideias de teoria e prática são, na verdade, elementos de uma correlação magnífica no campo do conhecimento.
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Presentificação
Neste dia chamado hoje, neste exato momento chamado agora, nos caminhos de sua evolução pessoal, eu só tenho um desejo: que você descubra a força imponderável que está dentro de você e que a utilize de forma positiva.
Grande parte dos problemas que se verificam em relação à busca dos caminhos para o desenvolvimento (pessoal, social, emocional etc.) está na questão de que vivemos em falta de sintonia com o momento presente. A máxima que aprendemos nas lições do cotidiano está correta, lamentavelmente: estamos em grande parte concentrado na projeção de um futuro que não se conhece ou na lamentação de um passado em que vivemos.
Ainda não podemos prever o futuro, não certamente. O nosso futuro será sempre a soma das ações, das intenções e das realizações que estamos a desenvolver no agora.
Não há como mudar o que fizemos... o nosso passado é aquilo e pronto! Se ele foi ruim, por alguma questão, é preciso que aprendamos a passar por isso; se ele foi muito bom, é preciso que, também, vençamos isso. O máximo que podemos tirar das realizações passadas é a lição que tudo representou; se não houver lições a verificarem-se (sempre há!), de acordo com a nossa visão, esqueçamos...
Esse momento presente é o que, verdadeiramente, conta!
Olhe bem para dentro de si. Há, aí, um emaranhado de forças prestes a serem elaboradas a seu favor. Faça isso! Desembaralhe todos os nós de que elas são feitas e aprenda a olhar bem para elas. Conheça-as. Meça-as em toda a sua dimensão. Sinta sua constituição, sua pulsação.
A força que habita o seu interior, certamente, será a realização das lições e dos ensinamentos que lhe fizeram ser o que é. Se perceber que falta alto, ou é porque os ensinamento foram poucos, ou é porque as aprendizagens foram poucos - reflita sobre isso.
As aprendizagens sempre são o resultado de tudo o que você converteu em conhecimento dos ensinamentos que recebeu. Perceba que é preciso ser ativo. Os ensinamentos sempre chegaram - e sempre chegarão - até você. A conversão disso tudo em conhecimento é pura responsabilidade - e dever! - seu. Pense, então, no quanto de conhecimento habita o seu ser. E não se preocupe com as inevitáveis comparações. Cada pessoa passou por experiências e vivências diferentes; é normal que tenhamos, também, experiências de aprendizagens diferentes. O que deve incomodar-lhe, se me permite, é a reflexão de o quanto de conhecimento você precisa para tomar suas decisões.
Se aquelas aprendizagens pelas quais passou não o municiaram dos conhecimentos necessários, você tem que ir atrás de novas aprendizagens. É um moto contínuo essa vida de evolução, não se assuste.
Para perceber esse dinamismo todo, não há outro caminho que não o da presentificação. Viva o presente, sinta o presente, respire o presente, conecte-se ao presente, esteja atento a esse presente. É, talvez, a única forma de você entender essa força que habita em você!
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
terça-feira, 31 de outubro de 2017
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Dia do Saci
Amanhã, 31 de outubro, é comemorado o Dia do Saci. No estado de São Paulo, em cuja capital resido, a data foi oficializada a partir da Lei nº 11.669, de 13 de janeiro de 2004, com a clara intenção de exaltar o folclore brasileiro, em uma tentativa de oposição à comemoração do Dia das Bruxas, amplamente comemorado na maioria dos países de língua inglesa.
A festividade que homenageia o personagem folclórico tem acontecido em alguns municípios desse Brasil afora. Em São Luiz do Paraitinga, cidade do interior paulista, há uma comemoração fantástica que marca, com renovada participação de um público externo, esta certa resistência em prol do Saci - a Festa do Saci e Seus Amigos, em São Luiz do Paraitinga, está na sua 15ª edição e desenvolve-se em três dias de um banho de cultura e de entretenimento altamente essenciais para quem se preocupa com a evolução da cultura popular e com o respeito às tradições.
Claro que falar em tradição pode suscitar críticas de tratar-se de um pensamento conservador, mas se pensarmos bem veremos que um dos maiores problemas do nosso desenvolvimento cultural é exatamente a falta de uma preocupação com a memória e os valores culturais próprios. Bem sei que a cultura é uma ciência dinâmica e que se fundamenta nas trocas de referências de diversas manifestações, mas essa troca só é positiva quando o conhecimento e a tradição das raízes fundamentam-se de maneira sólida. Senão fica uma cópia destituída de princípios, balizada apenas em aspectos de modismos e de deslumbre. Foi o que aconteceu, na minha modesta opinião, em relação às comemorações do Dia das Bruxas.
Importada mais por modismo, essa comemoração ganhou escolas, clubes e condomínios, sem que ninguém soubesse exatamente o significado de alguns símbolos exaltados. Assim, teias de aranhas, abóboras e fantasias que remetem ao universo de filmes de terror foram, repentinamente, incorporadas ao cotidiano da juventude. Isso sem dizer no incompreensível (aos nossos costumes) mote repetido por crianças nas portas dos vizinhos: "doces ou travessuras".
Do ponto de vista de uma demanda pedagógica, penso que temos em mão uma interessante reflexão que vale a pena fazer, em nome de um trabalho educacional de verdade. Se a ideia é trabalhar conceitos culturais de uma língua estrangeira, a comemoração do Dia das Bruxas vem bem a calhar - escolas estrangeiras ou de idiomas devem valer-se bastante dessa referência. Mas se o caminho é discutir e apresentar referências de uma cultura nacional, o Saci pode dar conta muito bem dessa empreitada.
E olha que o Saci até não é exatamente de origem brasileira. A sua característica, sim, de travessura e de molecagem é que incorporou-se bem ao modelo de formação do nosso povo miscigenado e passou a representar nosso conceito de folclore e de cultura popular. Não à toa os movimentos de resistência cultural adotaram a figura do Saci como de oposição à comemoração das bruxas.
Não considero que seja necessária uma ideia de oposição. Tanto uma cultura quanto outra fundamentam-se em princípios comuns e relacionam-se entre si com elementos de integração. O que penso de maneira mais contundente é que somos responsáveis pelos valores pedagógicos. Se, a partir de um princípio de planejamento e de intenção pedagógica, optarmos pela valorização de uma ou outra manifestação, faz-se altamente necessário que saibamos explicar muito bem aos jovens os fundamentos que sustentam uma ou outra comemoração.
De minha parte, justamente pelos princípios de intenção pedagógica, viva o Saci!
(Obs.: O texto acima, guardadas pequenas observações de atualização cronológica, é o mesmo publicado no ano passado, em mesmo período. Sei que pode parecer falta de originalidade, mas explico a repetição pela urgência do tema e pela necessidade de mantermos vivas a preocupação e a ideia de trazer à tona esta reflexão tão fundamental.)
(Obs.: O texto acima, guardadas pequenas observações de atualização cronológica, é o mesmo publicado no ano passado, em mesmo período. Sei que pode parecer falta de originalidade, mas explico a repetição pela urgência do tema e pela necessidade de mantermos vivas a preocupação e a ideia de trazer à tona esta reflexão tão fundamental.)
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Anotações - Pensar em coisas lindas
É tão importante, quando não esquecemos dos movimento racionais do nosso processo de evolução, apegarmo-nos aos referenciais poéticos que nos chegam... Na verdade, é preciso que haja um equilíbrio preciso entre a técnica e a poética nos caminhos do nosso desenvolvimento.
Pensei nisso ao ouvir o poema "Pensar em coisas lindas", do Oswaldo Montenegro. A letra faz parte do espetáculo Vale Encantado. Para se ter uma ideia, clique aqui e espere a parte falada da música... acho que vai gostar!
E é tão incrível que associamos os referenciais poéticos da nossa vida ao universo da infância! Está na infância o pressuposto de sabermos enxergar as magias e as poesias da vida, para não nos sucumbirmos às tristezas da vida... (Na letra, há um pedido para que guardemos a tristeza em nome da capacidade de pensar em coisas lindas... "Quando vocês estiverem tristes, pensem em coisas lindas...", diz o verso.).
E há, no poema, uma lista de coisas (algumas absurdas, mas extremamente divertidas e sensíveis) que servem para nos aguçar o universo das tais coisas lindas. Vejam lá... acrescentem outras referências. E quando não conseguirem ver beleza nos seus rumos, pensem em coisas lindas...
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Anotações - Boatos e notícias falsas
É cada vez mais incrível a quantidade de notícias veiculadas nas redes sociais e/ou transmitidas por aplicativos de mensagens, sem que tenhamos a mínima preocupação de constatar serem aquelas informações reais ou fantasiosas.
Confesso que até entendo um pouco esse movimento: ele está fundamentado na urgência que temos... bom, para alguns, é brincadeira mesmo, como quem ver o circo pegar fogo. Na questão da urgência, a pessoa, talvez até imbuída de boa vontade, vê o aviso luminoso de que se deve compartilhar aquela história com o maior número possível de pessoas e, pronto, nem se dá conta de que tudo aquilo pode ser um boato ou notícia falsa.
Mas, alertemo-nos, algumas histórias nem mesmo são críveis... basta uma olhada mais cuidadosa, que já pescamos um ou outro sinal de que algo está errado. Um dos principais sinais é mesmo o do aviso luminoso para espalharmos para o maior número possível de pessoas. No mais, devemos exercer, digamos, uma postura de cidadania virtual: antes de espalhar uma notícia, certifique-se, minimamente, de que aquilo é real.
Da mesma forma que o mundo digital permite esse fenômeno, a mesma tecnologia ajuda-nos na constatação da veracidade do que recebemos. Se não houver veracidade, não repassemos... simples assim!
Claro que vamos ter um pouco mais de trabalho, mas estaremos no papel pleno de cidadãos.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Conceitos - Uma aventura reflexiva sobre definições de ideias para o desenvolvimento pessoal
É preciso criar um propósito reflexivo nos caminhos do
desenvolvimento pessoal. O pensamento, base para esse propósito, pode ser
exercitado – constantemente! – em direção ao estabelecimento de uma série de
conceitos que fundamentarão a construção do conhecimento. Mas não devem ser
conceitos adquiridos de forma pasteurizada, decorados de apreensões rápidas.
Eles devem ser trabalhados de maneira artesanal, sempre em construção, para a
internalização dos saberes ali contidos.
É uma via de mão dupla: quando nos preocupamos com a definição dos conceitos, estamos nos
prontificando para o saber dos
conceitos. É o que, verdadeiramente, importa, no plano do desenvolvimento
pessoal.
Este blog, por exemplo, foi constituído para contribuir com essa referência, a de
apontar conceitos que precisam ser definidos, de maneira reflexiva, para o
aprimoramento das variáveis intelectuais. Veja que foi dito que “os conceitos precisam ser definidos”, o que nos leva
a um dos objetivos aqui sempre em discussão: não se pretende fechar definições. A
ideia é a de criar um roteiro reflexivo sobre os temas abordados, de forma que
cada um de nós busque o melhor caminho para as conceituações. Assim, planeja-se
que cada indivíduo sinta-se responsável pelo trilhar do seu caminho.
Para o que se pretende, se você recorda as publicações por aqui mostradas, foram levantados – levando-se em
consideração a experiência do autor – conceitos-chave, pensados como
significativos na jornada da evolução pessoal. Mas não é uma lista fechada e é
bem provável que, ao longo das leituras, você tenha sentido vontade de suprimir algo ou
acrescentar outro tema para sua reflexão; é tarefa muito bem vinda, acredite.
Fique à vontade para essas revisões. Um professor que tive, de quem sinto
muitas saudades, dizia: “Ler um livro é escrevê-lo outro à margem.”.
No mais, fico preocupado com a conotação que a palavra
“aventura”, lá do subtítulo, possa suscitar em alguns pensamentos, já que a
ideia nem sempre é positiva. Aqui, a variável de aventura diz respeito ao
caminho dos heróis, um processo que quase sempre exige muita determinação e
considerável esforço para chegar ao pretenso fim, no preparo de intermináveis
outras missões.
Que seja assim! A jornada do seu desenvolvimento pessoal tem
o mesmo valor do processo heroico. Busque os seus conceitos, defina-os, reflita incansavelmente sobre eles. O caminho da evolução pessoal já está traçado!
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Anotações - Lições de empreendedorismo: Parcerias
No movimento de empreendedorismo, essencial para o nosso desenvolvimento profissional, uma das lições que devemos absorver dos caminhos é o das parcerias.
O estabelecimento de parcerias é essencial para qualquer realização profissional, seja ela em nível empregatício ou de empreendimento. Só um parêntese, a título de reflexão: essa divisão aqui é meramente conceitual (empregatício = ser funcionário; empreendimento = ter um negócio), já que o empreendedorismo está - ou deveria estar - no cerne de qualquer realização de trabalho. Empreender significa estabelecer parâmetros de trabalho fundamentados em percepções responsáveis de realizações de atividades, compreendidas todas as relações (sociais, materiais, econômicas etc.) estabelecidas nas diversas fases de produções.
A ideia de parceria está na concepção de que ninguém consegue fazer nada sozinho. É preciso estar antenado e conectado com colaborações externas, ao mesmo passo em que se configura também um movimento colaborativo para fora. As parcerias são - e devem ser - no sentido de mão dupla.
Os caminhos do estabelecimento das parcerias são os mais diversos. Ora, conceituais (fornecedores, clientes etc.); ora, filosóficos (amigos, familiares, mentores etc.).
Várias reflexões são suscitadas nestes caminhos, já que a mão dupla (como está dito acima) pressupõe que os movimentos devem ser coletivos. Mas o principal pensamento, no caminho do estabelecimento de parcerias, deve ser o da questão da autonomia. Na busca da consolidação das parcerias necessárias ao desenvolvimento de um trabalho qualquer, deve-se ouvir sempre o torvelinho mental que lhe indica o quanto de autonomia está sendo beneficiado ou prejudicado com aquele movimento.
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Anotações - A relação pedagógica
As relações que se devem estabelecer nos espaços escolares devem ser estritamente pedagógicas. A relação pedagógica é aquela cujos movimentos pressupõem um processo de desenvolvimento humano, fundamentado por mecanismos acordados em um sistema coletivo de atuação, regido por propostas e planejamentos discutidos e embasados em conceitos e metodologias aceitos pelo grupo. É um grupo que define o encaminhamento das atividades, sempre previstas as reflexões conceituais das atividades.
Digo isto porque soube de alguns casos recentes de atuações de professores, em espaços diversos, que chocam justamente o princípio da coletividade e da organização do trabalho. Foram posturas que enxergaram as conveniências e a preocupação de um desenvolvimento mais individualista, sem vínculos com os compromissos coletivos.
De verdade, não vejo problemas em situações em que alguns professores se sobressaiam das atitudes de outros do grupo. A questão maior, na minha opinião, é quando esse movimento objetiva tão somente a auto promoção, sem o mínimo de cuidado com o que se estabeleceu na relação pedagógica.
O que está em jogo é o compromisso de, em coletividade, as ações estarem referendando os caminhos de desenvolvimento do aluno. E desenvolvimento, aqui, não diz respeito, apenas, às questões técnicas e curriculares; o desenvolvimento a que se pretende chegar está nos níveis intelectual, social, emocional, cultural e por aí afora.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
O Dia do Professor
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Ontem, comemoramos o Dia do Professor. Fico pensando nos grandes professores que tive (em espaços formais ou não) e reconheço que está aí um encargo dos mais honrosos. Transmitir ensinamentos (formais ou não), no desejo puro de que haja uma transformação de desenvolvimento, é uma das missões mais nobres que eu conheço... Penso que em relação à nobreza das missões, ser professor só perde para a de ser mãe; bom, se você for mãe e professora, então, sinta-se duplamente reconhecida na grandeza de seus trabalhos!
Bem sabemos todos nós que a Educação não é das áreas mais valorizadas em nosso país. E que, por isso, a profissão de Professor não ganha muito prestígio nos dias de hoje. E que é bem possível que poucos (talvez muitos poucos...) jovens não a tenham como carreira a ser seguida. Mas não vamos nos lamentar.
É preciso que todos os Educadores, em sua interioridade, sintam-se determinados e confiantes no seu trabalho. Não há desenvolvimento sem a mão de um Professor. E só por aí já teríamos uma vasta dimensão para comemorações.
O Professor é responsável pela condução dos pensamentos de uma criança ou de um jovem. É pelas ações e atitudes de um Professor que os alunos moldam seus caminhos. Se pensarmos nas crianças pequenas, o Professor não é só um condutor; é uma espécie de herói ou de deus.
E é justamente pela ideia mítica do caminho do herói que me vêm os melhores simbolismos de homenagem aos rumos desta profissão. Também o herói não é uma figura reconhecida em sua missão, já que cabe ao herói não o fazer bonito, mas o fazer que se deve ser feito. Por isso, os heróis não agradam todo mundo... Os heróis não esperam reconhecimento em suas missões; simplesmente, suas demandas - que se tornam verdadeiras aventuras - são o combustível de suas vidas. E ao herói não é dado o beneplácito do descanso; tão logo uma missão é completada, outra - mais emergente - é iniciada.
Caro amigo Professor, não se desvincule de suas conexões políticas, nem de suas ambições terrenas. Mas não perca de vista que escolheu um trabalho que encerra, mais do que a transmissão de conceitos técnicos, a determinação de provocar a transformação àqueles que lhe circundam.
Ainda que fique chateado com as dificuldades que lhe chegam, saiba que seu trabalho é de suma magnitude na vida dos jovens que lhe são destinados como aprendizes.
Ainda que o desânimo lhe pegue, sem sobreaviso, nas esquinas da vida, jamais deixe de acreditar que o seu movimento - real, honesto e modelar - vai elevar outras tantas esquinas de vida.
Gosto de pensar sempre naquelas situações extremadas, em que os grandes Professores pareceram tirar uma carta mágica qualquer e reverteram trilhas que pareciam perdidas. É assim com as Professoras que trabalham a alfabetização, por exemplo... Mas também o é com o Professor que fez rebrilhar os olhos daquela criança esquecida na sala de aula... Ou com aquele que envolveu a sala de aula inteira na realização de um projeto que, nos bastidores, todos diziam parecer maluquice... Ou, mágica das mágicas, com aquele que, contrariando todas as lógicas possíveis, fez com que alguns jovens quisessem ser professores também.
Que o dia de ontem - e todos os demais dias dessa empreitada de beleza sem igual - tenha sido vivido com a alegria de quem, nos dissabores de sua profissão, saiba da grandeza de sua determinação. E que, com isso, tem feito cada caminho espinhoso transformar-se na mais frondosa árvore.
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
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