quarta-feira, 22 de julho de 2015
Para refletir - Viver o presente
Marcadores:
aprendizagem,
desenvolvimento,
encantamento,
entusiasmo,
Gilberto Gil,
olhar,
pensar,
percepção,
realização,
sensibilidade,
vida
terça-feira, 21 de julho de 2015
Anotações - A geração da pressa
Vivemos a cultura e a geração da pressa, em que atravessamos em desabaladas carreiras pelos caminhos. É uma pressa generalizada. Mas pressa de quê? Se pudéssemos fazer uma enquete, provavelmente iríamos detectar que não é bem pressa de algo. A correria faz parte de uma referência cultural, segundo a qual fica estabelecido que ao vermos alguém com pressa, correndo para lá e para cá, atribuímos a ele um significado de responsabilidade. Essa pessoa que corre, decerto, a ela serão atribuídos conceitos de seriedade e de compromisso.
Mas não precisa ser assim. Uma vez que a correria gera uma consequência interessante de se refletir. As pessoas não veem mais as coisas ao redor; não enxergam mais as outras pessoas com quem cruzam os caminhos; não percebem mais as referências que estão pelas trilhas. Vemos uma geração que não sabe mais se integrar nem relacionar-se com outras pessoas, criando uma variável de individualismo pernicioso. E nessa instância de individualismo, vamos nos perdendo dos aspectos de humanidade.
Correr nem sempre é pressuposto de responsabilidade, muito menos de compromisso. E é esse aspecto da cultura moderna que devemos trazer sempre à consciência.
Marcadores:
aprendizagem,
construção do conhecimento,
desenvolvimento,
educação,
evolução pessoal,
olhar,
organização,
percepção,
realização,
sabedoria
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Crenças em Educação - é tudo uma questão de princípios!
Em todo trabalho a ser elaborado e desenvolvido, no exercício da consciência profissional, é importante que o trabalhador formule para si, tendo em vista a realidade do seu exercício, um conjunto de princípios que sejam o norte das aplicações que envolvem aquele trabalho. Em Educação, não é diferente. A título de reflexão, apresento, no formato de tópicos, algumas anotações que considero minhas crenças em Educação. Gostaria que fizessem refletir, ainda que não precisem ser uma receita concreta, sobre o estabelecimento de princípios ao nosso trabalho:
- A Educação é o bem maior no desenvolvimento do ser humano. Entende-se a Educação, aqui, como um conjunto de variáveis que contribuam para o desenvolvimento integral do ser humano, referendando-se nas formações intelectual, emocional, social, familiar, técnica e profissional;
- A Escola, na sua estrutura e definições, dará prioridade aos níveis intelectual, emocional e social, tangenciando os outros níveis de forma transversal;
- Consequentemente, entende-se que a Educação deva ser um exercício integrado das instituições Escola, Família e Sociedade.
- No âmbito escolar, o aluno deverá ser avaliado não só pela referência quantitativa da nota, mas também pela valoração das atitudes e comportamentos que se verificarem nos espaços pedagógicos;
- No que diz respeito à adequação ao sistema oficial de ensino, vale a referência quantitativa da nota. Nesse sentido, nosso compromisso é o de desenvolver métodos e instrumentos que apurem essa nota da melhor forma possível;
- Assim, nossa crença é a de que apliquemos os instrumentos de avaliação quantitativos para atender ao sistema, mas nos dediquemos ao entendimento de outros instrumentos. A ideia de Avaliação deve ser a de conseguirmos medir os avanços do aluno e a do estabelecimento de estratégias, quando esse avanço não se verifica;
- Entende-se, aqui, que todos os agentes existentes na atmosfera pedagógica, que se cria nos espaços escolares, devem ter um papel de mediação propositiva nos encaminhamentos que surgirem. E, dessa mediação, devem surgir as resoluções de conflitos;
- Os espaços escolares devem ser ambientes em que a transformação do conhecimento seja prática rotineira e motivadora para todos os envolvidos. E que essa transformação do conhecimento seja entendida como algo integrada e significativa.
Não está fechado o estabelecimento de princípios que resultem na proposta de crenças a serem defendidas no exercício da consciência profissional. Fica o convite para que novas crenças sejam listadas em seu espaço de reflexão contínua.
Marcadores:
aprendizagem,
construção do conhecimento,
desenvolvimento,
educação,
evolução pessoal,
formação de professores,
organização,
planejamento,
realização,
sabedoria
sexta-feira, 17 de julho de 2015
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Anotações - Os textos e mensagens instrucionais
A questão de não estarmos devidamente conectados às mensagens externas, e sua consequente falta de percepção aos estímulos que poderiam contribuir com o desenvolvimento pessoal, apresenta-se com um dado interessante: a maioria desses estímulos aparece mostrando exatamente o que deve ser feito, sem necessidade de pesquisar símbolos ou de traduzir metáforas. São o que poderiam ser chamado de mensagens instrucionais, aquelas que contêm todas as instruções para a realização de algo.
Em nossos caminhos, recebemos, em momentos significativos, instruções quase sempre claras sobre os rumos que devemos seguir. O que pega é o que já foi dito aqui: estamos desconectados, fechados à percepção de o quanto essas mensagens podem nos ajudar.
Os textos e mensagens instrucionais são nossos principais aliados para o conceito de saber fazer. Ficar atento a esses referentes pode encurtar os caminhos que a evolução nos reserva.
Marcadores:
aprendizagem,
construção do conhecimento,
desenvolvimento,
determinação,
evolução pessoal,
organização,
percepção,
planejamento,
realização,
vida
quarta-feira, 15 de julho de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
O SABER EM PAUTA - 10.000 Visualizações
Na data de hoje (14 de julho de 2015), o número de visualizações totais deste blog passou de dez mil. Ainda que, em seu conceito geral, esse número seja pequeno - o blog iniciou suas publicações em 04 de dezembro de 2010 - é preciso que se diga que só a partir de janeiro deste ano deu-se a definição de um calendário editorial de publicações, estabelecendo uma constância e regularidade das publicações e os consequentes constantes acessos.
Nesse calendário editorial, ficou estabelecido que às segundas-feiras é publicado um texto mais longo e denso, quase um artigo, enfocando algum dos temas a que o blog se propõe a mencionar. Às terças e quintas-feiras, são publicados textos mais curtos, no estilo de resenha ou de crônica, abordando aspectos sobre o que vi, o que ouvi ou o que li acerca dos temas propostos. Às quartas e sextas-feiras, são publicados cartazes gráficos com uma frase de uma personalidade, que guarde alguma relação com a definição editorial.
Assim, desde janeiro, nos dias úteis, essa regularidade está garantida. E tenho colhido muita satisfação com a resposta do leitor a essa organização. Agora, faço questão de comemorar o significado dessas dez mil visualizações, alcançada nesta data. E faço questão, também, de dividir com o leitor essa alegria. Muito obrigado por sua preciosa participação. E um muito obrigado especial a todas as pessoas que incentivaram e colaboraram na reflexão do Blog. O processo reflexivo não é prática das mais difundidas nos tempos atuais; fico mais feliz, ainda, já que a proposta do Blog é, justamente, a de desenvolver um viés reflexivo dos caminhos da Educação, da Construção do Conhecimento e do Desenvolvimento Pessoal.
Muito obrigado! E continuemos juntos!
Abraços.
Anotações - Estar com os sentidos abertos
Em tempos em que andamos e portamo-nos desconectados de todos e de tudo, vale uma reflexão sobre a necessidade de aumentar a percepção para captar bem as mensagens externas.
O meio externo, que pode ser entendido como as pessoas, os lugares e as referências que nos chegam, funciona como uma ponte para incrementar o nosso desenvolvimento. A questão é que, via de regra, não percebemos os sinais com que essa ponte nos presenteia. Estamos distraídos, dormentes nossa capacidade de atenção e nossa percepção do outro, de tal forma que passamos pelos caminhos sem perceber o que os rumos nos reservam. Passamos pelos caminhos até mesmo sem perceber as outras pessoas que cruzam os nossos trilhos.
Estar com os sentidos abertos, além de devolver os aspectos de humanidade que perdemos em relação à falta de percepção do outro, certamente nos propiciará referências mais valorativas do nosso desenvolvimento. Estar com os sentidos abertos prepara-nos para enxergarmos as possibilidades de travessias que a ponte da evolução nos reserva.
Marcadores:
aprendizagem significativa,
construção do conhecimento,
desenvolvimento,
determinação,
evolução pessoal,
organização,
percepção,
planejamento,
realização,
trabalho
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Novos temas em Educação
Em Educação, é imprescindível que os atores pedagógicos estejam antenados com as variáveis de leitura que ocorrem no mundo real; as mudanças precisam ser incorporadas no cotidiano escolar. Nesse contexto, vivemos tempos em que variadas ocorrências deveriam influenciar as ações nos espaços pedagógicos. O mundo exige a formação de um sujeito com domínio nas percepções múltiplas que concorrem nas mais diversas situações.
E esta formação precisa ser mais abrangente do que alcançam os currículos determinados. O conceito de "protagonismo", por exemplo, é tópico essencial a ser refletido no processo de desenvolvimento pessoal. As relações - pessoais, sociais, profissionais etc. - exigem que assumamos posturas protagonistas em relação às atitudes e tomadas de decisões. Ser protagonista é assumir responsabilidades nos rumos que surgirem, ao que se exige a evolução de um conjunto de competências e habilidades que transcendem os conteúdos vistos nos materiais didáticos.
Na extensão, outro conceito importante a ser examinado como um novo tema é o da "autonomia". A autonomia relaciona-se diretamente com a ideia de protagonismo, haja vista que o exercício da autonomia fundamenta-se na posição de privilegiar a resolução de problemas, sem que, necessariamente, precise-se de um comando de liderança. É o que a sociedade moderna exige das pessoas: "não me traga problemas, seja parte da solução" é um lema estabelecido nas instituições das quais fazemos partes. Para isso, outro conjunto de competências e de habilidades precisa ser exercitado, para que o processo de desenvolvimento pessoal atinja uma plenitude correspondente aos anseios da modernidade.
A variável de "empreendedorismo" torna-se outro ponto valioso a ser incorporado nas relações de evolução pessoal. É preciso que o sujeito saiba desenvolver projetos, nas suas mais diferentes instâncias. Desde a criação do projeto à leitura de suas aplicabilidades na sociedade, o sujeito precisa ser um executor de ideias. Aqui, toda a análise de viabilidade de um projeto - criação, justificativa, ações, sustentabilidade - há de ser o resultado das habilidades empreendedoras a serem exercitadas nos variados níveis de formação.
O conceito de "sustentabilidade", associado à reflexão acima, não se prende apenas à referência de empreendedorismo. A ideia de sustentabilidade está, hoje, atrelada aos mais diversos assuntos: ecologia, meio ambiente, economia etc. Desenvolver-se com sustentabilidade é garantir uma continuidade de ações sem que se desgastem, desnecessariamente, os recursos existentes. E, sobretudo, buscar caminhos para que esses recursos sejam renováveis, em um contínuo de desenvolvimento.
Além das ideias voltadas aos espaços externos de desenvolvimento, outros dois conceitos tornam-se importantes para as relações internas do sujeito. É o caso das referências de "consumo responsável" e de " finanças pessoais", pontos relacionados com os processos de evolução. Os agentes pedagógicos precisam voltar suas reflexões às ações educativas que privilegiem esses tópicos, na medida em que a constituição de um sujeito mais positivo perpassa as referências de economia pessoal.
Entendo que o trabalho com esses novos temas em Educação - e outros temas que surgirem - não precisa ser uma revolução no estabelecimento dos currículos (se bem que, honestamente, eu gostaria de ver uma revolução...). Conheço das dificuldades por que passa a burocracia dos aspectos técnicos envolvida nos planos pedagógicos. O que proponho é que, ao menos, destinemos um espaço de tempo para as reflexões sobre o assunto. E daí, quem sabe, uma ação aqui e outra acolá, possamos caminhar para atividades mais significativas no caminho de formação dos nossos alunos.
sábado, 11 de julho de 2015
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Para refletir - Felicidade
Marcadores:
aprendizagem,
conhecimento,
desenvolvimento,
educação,
encantamento,
evolução pessoal,
felicidade,
metafísica,
Michel de Montaigne,
mudança,
pensar,
realização
terça-feira, 7 de julho de 2015
Anotações - Seguir os próprios passos
Há um poema, Cântico Negro, do poeta português José Régio, que vale uma olhada em seus versos. Cântico Negro é um texto que inquieta e conclama o leitor a refletir sobre suas potencialidades, principalmente a de seguir seus próprios passos, em um universo que somos impelidos a seguir os "sábios" e "mestres". "Vem por aqui", começa o poema, em um tom quase sedutor para que o discípulo não se perca em outros espaços. Não sei se conhece o texto, mas há uma versão interpretada por Maria Bethania, que considero interessante de se ver. (Clique aqui para acessar a versão).
O poema contesta, a todo o momento, essa sedução. "Não, não vou por aí! Só vou por onde me levam meus próprios passos...". A contestação carrega um tanto de confiança e de segurança no que se constituiu o eu-lírico, o que nega seguir os passos de outrem. Não é tarefa simples a de ser determinado, muito menos ser confiante, mas refletir sobre as próprias potencialidades e o reconhecimento dos limites e das possibilidades que a sua competência inscreve é o que vai nos dar a tal segurança.
É preciso que saibamos nos portar diante dos encaminhamentos que a vida nos impõe. Às vezes, até podemos seguir alguns movimentos, se os sabemos interessantes para a nossa evolução, mas, em certos momentos, precisamos nos espelhar nos ditos do Cântico Negro: " (...) Não sei por onde vou, / Não sei para onde vou. / Sei que não vou por aí!".
Marcadores:
aprendizagem significativa,
construção do conhecimento,
desenvolvimento,
determinação,
entusiasmo,
evolução pessoal,
José Régio,
mudança,
organização,
pensar,
realização
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Sobre o trabalho
Nos aspectos culturais, via de regra, o trabalho assume um conceito de sacrifícios pesarosos. Para ajudar, a etimologia da palavra "trabalhar" remete ao significado de torturar. Derivado do latim vulgar tripalium (instrumento de tortura, composto de três paus), o ato de trabalhar passou da ideia inicial de "sofrer" para o conceito de "esforçar-se", "lutar". Isso, etimologicamente. No inconsciente das formações da cultura, ficou mesmo a ideia de sofrimento associada ao ato de trabalhar, em um plano geral.
Quando pensamos em desenvolvimento pessoal e nos estágios de evolução pessoal, a ideia de trabalho permeia todas as instâncias a serem cumpridas no processo. Só pode ser por intermédio do trabalho que alcançaremos as fases de crescimento. É através do trabalho, em suas diversas variáveis (intelectual ou físico), que o ser humano evolui.
Ao refletirmos sobre a dimensão cultural que enxerga o trabalho como sofrimento, então, deparamo-nos com a incongruência àquela premissa. O ato de trabalhar precisa ser compreendido como algo de formação, de crescimento.
É claro que, para alcançarmos essa ideia, precisamos aprender a valorizar o trabalho - como conceito e como referência de desenvolvimento. Quando conseguimos enxergar no ato de trabalhar as variáveis de evolução e de paixão ao que fazemos podemos avançar nesse sentido. Alguns profissionais conseguem isso de forma natural; outros, não. Em algumas referências profissionais, iremos encontrar não só os desânimos óbvios do contexto em que se insere (uma empresa não muito boa, chefes incompetentes, falta de sentido nos processos operacionais etc), como também a questão de que nem todas as pessoas trabalham naquilo que gostam.
Por necessidade ou por falta de oportunidades, alguns profissionais dedicam grande parte de suas vidas ao desenvolvimento de um trabalho sem que se verifiquem, além do significado, quaisquer envolvimentos emocionais. A principal consequência é o desgaste emocional de quem fica contando as horas que faltam para o fim do expediente.
A mudança é a busca de uma reflexão mais apurada ao posicionamento de uma carreira profissional. Há de se pensar bem em qual direcionamento caminharão os esforços profissionais. Não devemos imaginar que a questão resume-se a apenas termos a sorte de encontrarmos uma empresa justa nas recompensas das competências e metacompetências. O nosso movimento é o mais importante - devemos nos formar, satisfatoriamente, nos principais parâmetros: emocionais, intelectuais, das competências e habilidades, Quando conseguimos entender que a nossa formação tem um alcance incomensurável nos processos que ditam a evolução, havemos de perceber melhor o nosso papel nos caminhos que se nos descortinam.
Encontrar o melhor trabalho e dedicar paixão e significado a ele são rumos que, conscientemente, direcionamos ao nosso desenvolvimento pessoal. Nesse sentido, colher os melhores frutos desse movimento (alegria, prestígio e recompensas) não é uma questão de sorte.
Marcadores:
aprendizagem significativa,
conhecimento,
construção do conhecimento,
determinação,
empreendedorismo,
evolução pessoal,
felicidade,
organização,
pensar,
realização,
trabalho
sexta-feira, 3 de julho de 2015
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Anotações - Aprendizagens
Fiquei um tempo reparando na mãe, com seu bebê de colo, no vagão do trem. A criança, curiosa aos estímulos que o externo lhe propiciava, exigia um pouco da mãe. "Ali é uma placa"... "Vovô"... "Caminhão"... "Carros"... "Azul"... "Blusa da mamãe"... "Ônibus"..., ia dizendo ela ao que estivesse na direção dos olhos saltitantes e questionadores do menino. E a mãe ia denominando as coisas não só atendendo a curiosidade do pequeno, mas como se ela também absorvesse aquelas denominações pela primeira vez. Aí, tanto a criança quanto a mãe divertiam-se nesse jogo. E reinava uma paciência impressionante - se a criança não entendia muito bem a denominação de um referente qualquer, seus olhinhos tratavam de explicitar o que ainda a fala não podia atender; a mãe repetia, mudando a entonação - ou enfatizando uma letra ou uma sílaba, com a intenção de deixar tudo mais claro... Era um jogo interessante de se observar.
Pensei no princípio filosófico da aprendizagem: é preciso que exista alguém dotado de um saber estabelecido por algum princípio (idade, escolaridade, especificidade técnica etc) e outro alguém com uma curiosidade de aprender aquele saber - ao primeiro, cabe a definição de estratégias e de métodos que tornem significativos esses saberes; ao segundo, cabe a curiosidade e a vontade de estabelecer sentidos ao que é transmitido. Sobretudo, é necessário que entre um e outro haja o estabelecimento de um vínculo consolidado, que permita leituras correspondentes aos desejos recíprocos - assim, um percebe e entende os sinais do outro.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Para refletir - Tentar o impossível
Marcadores:
conhecimento,
desenvolvimento,
determinação,
educação,
empreendedorismo,
Epicuro,
evolução pessoal,
mudança,
organização,
planejamento
terça-feira, 30 de junho de 2015
Anotações - Aqui e agora
A presentificação dos atos, das atitudes e das tomadas de decisões é o caminho mais precioso quando estamos nos referindo às variáveis de desenvolvimento. Estar presente, viver o aqui e o agora, coloca-nos em estado superior de consciência frente às possibilidades de descaminhos.
E não é só a questão temporal (estar no tempo presente), mas também viver a integralidade do momento, como algo valoroso e que nos preenche a vida. É preciso aprendermos a viver as relações nessa integralidade - estar integral, e não em partes -, para que delas possamos retirar as aprendizagens mais significativas. Viver o aqui e o agora, nesse sentido, coloca-nos em sintonia com o que há de melhor nas variáveis com que nos defrontamos em nosso cotidiano.
Como na canção, "o melhor lugar do mundo é aqui e agora...".
Marcadores:
aprendizagem significativa,
consciência social,
construção do conhecimento,
desenvolvimento,
educação,
evolução pessoal,
felicidade,
pensar,
realização,
sabedoria
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Os fundamentos do Esporte como referências de desenvolvimento técnico-pessoal
Há muito a aprender com algumas variáveis dos fundamentos do Esporte, como parâmetros para refletirmos sobre os encaminhamentos para o desenvolvimento pessoal. Já há algum tempo, venho analisando alguns pensamentos que retirei do Esporte, como metáfora para aprofundarmos os entendimentos sobre a questão da evolução pessoal. Tenho, é preciso que se diga, especial predileção por alguns componentes de postura e de atitude que observo nos esportistas de alto rendimento; e, via de regra, enxergo nessas atitudes e posturas verdadeiras lições a nos complementarem o processo de aprendizagens.
De saída, retomo o que já foi apresentado aqui, neste espaço: o atleta está preparado para ganhar ou perder, mas nunca para desistir. Em nossos rumos da busca do aperfeiçoamento, vamos nos deparar com reiteradas instâncias em que estaremos propensos a ganhar ou perder; a propósito de ganhar, até estamos preparados - ficamos felizes e animados, cheios de entusiasmo e transbordamos energia. À ocorrência de algumas derrotas, entretanto, perdemos a energia e o entusiasmo, e o primeiro impulso é o de desistir; não estamos preparados para perder e entendemos, quando da derrota, que o melhor passo é desistir. A principal lição a recolher com o mundo dos esportes é esta: ganhar ou perder faz parte do jogo, o que não faz parte do jogo é desistir de jogar.
E dessa primeira lição vêm conceitos como disciplina, determinação, persistência. São conceitos que estão no dia a dia de qualquer atleta. É preciso disciplinar mente e corpo para o preparo do que virá: condicionamentos, disputas, deslocamentos, pressões internas e externas etc. A disciplina será o rumo para o foco e a concentração.
A determinação, irmã da persistência, ensina-nos a buscar o que se almeja, não se importando com as dificuldades que, certamente, chegarão pelos caminhos. Determinação e persistência fazem parte do caderninho de cabeceira de qualquer atleta - são pressupostos fundamentais de sua formação. E tanto uma quanto outra estarão integrando outro conceito interessante, que muito tem a nos ensinar. O do aprimoramento.
O atleta tem em sua mentalidade a preocupação tão elaborada de aprimorar-se, que, é comum saber, o seu princípio de treinamento é parte integrante da constituição de sua vida. A busca pelo aprimoramento - físico, mental, tático, estratégico etc - consome boa parte do tempo de um atleta. Quanto mais ele aprimorar-se em sua especialidade, tanto mais estará seguro nas competições que surgirem.
O cuidado com o preparo físico é consequência dessa preocupação em aprimorar suas performances. E ele tem claro quais níveis de seu corpo precisam estar consolidados para auxiliá-lo no desenvolvimento do jogo. E cuidar do corpo - com alimentação balanceada ou com treinamentos físicos específicos - faz parte da rotina de desenvolvimento de suas competências, também.
Independente do esporte que pratica - individual ou em equipe - o atleta sabe que sozinho não chega a lugar algum. E aí desenvolve o que podemos chamar de consciência coletiva, a partir da qual percebe-se como parte integrativa de um todo. E, sabe ainda, que na hora do jogo, é, justamente, esse "todo" que precisa brilhar e aparecer. E, em nome dessa consciência, desenvolve e aprimora outros conceitos bastante interessantes: respeito, coragem e liderança, por exemplo.
A busca por caminhos de desenvolvimento pessoal e de aperfeiçoamento aproxima-nos - e muito! - das variáveis de atitudes dos esportistas. Se pudermos enxergar estas variáveis, e refletirmos, cuidadosamente, sobre elas, nosso preparo já estará com meio caminho andado.
Assinar:
Postagens (Atom)











