quarta-feira, 11 de novembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Anotações - A família na Escola
Penso que, dada a dimensão que esse assunto traz, a ideia de trazer a família para o ambiente da Escola mereça um pouco de reflexão.
Recentemente, participei de uma atividade integrante desse evento - trazer a família para a Escola e fiquei admirado. Claro que não tive condições de julgar melhor os caminhos de organização e de elaboração, pois fui apenas convidado para uma programação. O que me causou admiração foi a percepção de o quanto se desenvolveu naquele dia. A Escola estava toda permeada de atividades - todas com uma aparência de elaboração muito bem organizada e, para mim (visitante) reinava um clima de felicidade e de integração.
Quando se pensa em trazer a família para a Escola, considero que é necessário que haja algo significativo; que apresente a Escola como um espaço que propicia, além do desenvolvimento intelectual e técnico, variáveis de experimentação criativa e emocional, em que as relações ganhem subsídios para novos entendimentos sobre a evolução pessoal. Assim, a música pode ser um componente para que os pais vejam os filhos como realizadores de uma nova vivência; a arte pode ser outro caminho desses; a literatura, idem. E os componentes curriculares ganham releituras, tanto por parte dos professores, quanto dos pais e dos alunos. E a comunidade do entorno pode ver a Escola como um espaço real de aprimoramento pessoal.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
A importância da Educação Infantil
Nos caminhos da evolução pessoal, é consenso entender que as variáveis estimuladoras no desenvolvimento humano, ocorridas nos primeiros anos, é de fundamental importância para a concretização de um adulto melhor.
Assim, conforme as motivações de aprendizagens a que as crianças têm acesso nos primeiros anos (principalmente de 0 a 6 anos), a tendência de aprimoramento dos referenciais de aprendizagens acentua-se de maneira inquestionável.
Do ponto de vista da escolarização, essa é a fase do que convencionamos chamar de Educação Infantil. Nessa fase, via de regra, independente do sistema metodológico a que esteja jurisdicionada, a Escola oferece um conjunto de práticas e de motivações bastante interessantes para relevar a importância desse momento.
É aqui que a criança experimenta os maiores níveis de felicidade em relação aos processos de aprendizagens e de convivência social; é aqui que a criança está mais suscetível às apreensões mais variadas; é aqui que a criança está mais disponível para o entendimento das diversas regras sociais que enfrentará ao longo da vida; é aqui que a criança está mais pronta para os diversos movimentos facilitadores do seu desenvolvimento motor; e a lista ainda pode ser bem maior.
Não é demais, então, dizer que a Educação Infantil tem uma importância altamente significativa como base principal do desenvolvimento humano. A maneira como a criança for estimulada neste período influencia, sobremaneira, os rumos de evolução pessoal por que ela passará ao longo de sua vida. Assim, o entendimento dos estímulos, das motivações, dos comportamentos, das atividades desenvolvidos nesses tempos propicia uma reflexão mais apurada sobre o aperfeiçoamento e as habilidades desejados no processo de transformação da criança.
Consequência imediata dessa análise é a necessidade de valorização e de reconhecimento das atuações dos profissionais de Educação Infantil, tão bem entendidos em locais mais evoluídos. Os profissionais desse ciclo, de uma maneira geral, são altamente comprometidos com as ideias básicas da Educação: promover o desenvolvimento integral do ser humano. Lamentavelmente, a nossa formação cultural inverteu o reconhecimento dos patamares educacionais: os professores dos níveis universitários são mais valorizados e reconhecidos do que os da Educação Infantil. Nada contra esse reconhecimento dos professores universitários, mas é preciso que a sociedade reconheça a dimensão e a responsabilidade das atuações dos profissionais que lidam com as crianças pequenas.
E que também se perceba o nível de elaboração que permeia as atividades, por mais simples que pareçam, programadas para aquele nível. É o que acontece com o brincar, por exemplo... As crianças da Educação Infantil não brincam por brincarem - no brincar, há todo um pressuposto de conceitos científicos altamente pertinentes que facultam melhores compreensões dos processos de evolução pessoal - a questão do protagonismo, o entendimento de regras e disciplinas (principalmente, sobre as dinâmicas das convivências sociais), a evolução psicológica etc.
Na outra esteira, faz-se importante, também, que os profissionais da Educação Infantil reconheçam-se, constantemente, como agentes de alta significância, criando para si mecanismos positivos de auto valorização: melhora da consciência política e profissional, aperfeiçoamentos recorrentes, reelaborações das leituras críticas do mundo e de si e por aí vai.
É quando enxergamos a possibilidade de pensarmos em adultos melhores, que vemos a Educação Infantil - tomando por base o viés pedagógico - como uma das instituições que merecem todo o nosso respeito.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Anotações - Iniciação científica
Sempre achei a ideia de que ser cientista trazia em si algumas das reflexões mais interessantes para se pensar o desenvolvimento humano: pesquisar - testar - experimentar - analisar.
No caminho de evolução pessoal, tomando como parâmetros os conceitos científicos, a busca pelo desenvolvimento ganha um contorno didático passível de apreensão. Se eu me vir como um cientista de meu conhecimento (seja ele qual for), passo a enxergá-lo por um viés racional e metódico na busca tanto da formação, quanto do aperfeiçoamento.
De saída, a característica principal dos cientistas é a habilidade de fazer perguntas em relação ao seu objeto de estudo. É a partir das perguntas elaboradas que surgem as hipóteses a serem testadas, para validar eventuais confirmações de respostas. Tanto as hipóteses, quanto as validações, são objeto de incansáveis análises, em que se verificam possibilidades de incorreções e/ou inadequações. Só a partir dessa teia complexa de perguntas-hipóteses-análises é que surgem conceitos que vão determinar a ocorrência de soluções para aquelas perguntas.
Ao viver a variável de ser cientista, o sujeito desenvolve uma série de habilidades que vão facultar posicionamentos para as mais diversas problemáticas que surgem nos caminhos da evolução. Quando a Escola apropria-se dessa referência e busca inserir um trabalho de boa qualidade que pressuponha trabalhos de iniciação científica, a possibilidade de busca de resultados mais positivos na formação do sujeito ganha contornos concretos e de positiva realização.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Anotações - Educação pelos sentidos
A ideia de se pensar os ditames da Educação pelo viés de um trabalho que explore os sentidos do ser humano parece boa para refletir.
Vivemos tempos em que ou deixamos os nossos sentidos dormentes para as vivências externas, ou exploramos um dos sentidos mais do que os outros. A consequência principal é a falta de sensibilidade para estímulos os mais diversos que recebemos ao longo da nossa jornada; na maior parte das vezes, os tais estímulos representam orientações e lições para situações do dia a dia.
Principalmente, da Educação Infantil, temos as lições mais interessantes da importância de um trabalho da Educação pelos sentidos. Professores dali desenvolvem atividades com as crianças que exploram bastante os exercícios pelos sentidos: cantigas, brincadeiras sensoriais, destrezas manuais etc.
Nós, seres humanos, temos a compleição fisiológica dos movimentos pelos sentidos: olhamos as coisas, sentimos cheiros, ouvimos estímulos, apreendemos sabores, realizamos percepções pelo tato. Não podemos perder de vista a referência de cuidar das vivências por todos os sentidos - perceber, experimentar, aguçar. Assim, o nosso desenvolvimento completa-se na plenitude.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Anotações - A questão dos analfabetismos
Pensei, no propósito de ampliar reflexões sobre o processo de evolução humana, discorrer sobre a referência dos múltiplos analfabetismos que presenciamos (ou de que somos acometidos) nestes tempos em que atravessamos. Como são múltiplos, não será possível desenvolvê-los em uma única publicação. Assim, ao longo dos conteúdos expostos aqui, futuramente, voltarei a esse tema.
O tema veio-me em uma ocasião de viagem, lá pelos tempos atrás. quando encontrei um guia turístico extremamente consciente de seu trabalho. Sua preocupação era de tornar acessíveis todas as informações (desde as mais básicas às mais complexas) sobre os locais visitados a nós, turistas. Imediatamente, pensei em sua atuação como a de um alfabetizador; nós, ali, estávamos na situação de um analfabetismo característico - desconhecíamos todos os códigos daquela região e precisávamos de um alfabetizador (alguém que decifrasse os tais códigos e permitisse que enxergássemos as leituras variadas que os lugares poderiam nos agraciar, para podermos bem usufruir de tudo o quando pudéssemos). Fiz questão de parabenizar o guia e dizer exatamente isso para ele - que, naquele momento, ele estava nos alfabetizando, estabelecendo o paralelo pedagógico ao trabalho dele. Sua reação positiva e concordante com minhas colocações tornaram-nos amigos e deixaram-me a ideia de reflexão de o quanto somos - e podemos ser - analfabetos em determinados temas.
E, o mais importante, é só quando reconhecemos esses analfabetismos, que podemos nos movimentar para as necessárias transformações que nossos processos de evolução precisam atravessar.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Anotações - A Educação e a Cidadania
A ideia de buscarmos uma leitura reflexiva sobre o tema da cidadania no contexto pedagógico precisa ser sempre repetida.
Este mundo em que vivemos, que prioriza os avanços tecnológicos em detrimento dos relacionamentos humanos, vem levando-nos ao paradigma inaceitável de que pouco precisamos nos relacionar com o outro ser humano. Consequência imediata desse pressuposto é a falta de reconhecimento do valor das pessoas com quem nos relacionamos, relegando-as às instâncias da conveniência ou do interesse, perpassando, mesmo, pelos referenciais de desrespeito e desprestígio. Parece-me que caminhamos para um momento em que, até, deixaremos de enxergar o outro ser humano... Bom, na verdade, isso já acontece em diversas situações.
A Educação bem pode apropriar-se desse pressuposto em que vivemos e criar estruturas integradas às disposições curriculares (sem que sejam necessárias grandes mudanças nas grades), nas quais a cidadania passe a ser tópico que valorize aquelas discussões.
O lugar no mundo é um lugar coletivo, em que as atitudes, ações ou comportamentos de um interferem, diretamente, no posicionamento do outro. Assim, a ideia de cidadania pode ser ampliada em seus propósitos da busca de um ser humano melhor.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Um pouco de conversa sobre o uso do lúdico no contexto pedagógico
Eu gosto de pensar no referencial lúdico como uma estratégia de valor muito positivo, a ser inserida nas variáveis pedagógicas. Entretanto, acredito, ainda, que há muito de preconceito e desentendimento sobre a utilização do lúdico nos espaços escolares.
O que imagino como plausível e possível é a visualização de uma Escola, em que o lúdico, o imaginário e a felicidade estejam na ordem do dia para o desenvolvimento de um trabalho de formação que prime pela qualidade positiva. Para sustentar meus pensamentos, é bom que se diga que tanto o lúdico, quanto o imaginário e a felicidade devem ser pensados como ricas estratégias de redimensionamento do fazer pedagógico.
De saída, qualquer estratégia a ser utilizada como subsídio nos processos pedagógicos deve ser realizada com responsabilidade, seriedade, com planejamento e com domínio técnico. As estratégias dizem respeito a um conjunto de ações reflexivas, estruturadas para tornarem mais efetivo e positivo o trabalho. Com a ludicidade, não é diferente.
Do ponto de vista de uma mentalidade científica - para entender racionalmente o problema -, quaisquer ações reflexivas demandam um conjunto de preparações especialmente elaboradas: melhora do embasamento intelectual; aperfeiçoamento da leitura e conhecimento de mundo; desenvolvimento de competências técnicas e sócio-relacionais; cuidado nas fases de planejamento do trabalho, principalmente as que dizem respeito às variáveis de revisão e de tomada de decisão.
É possível, assim, visualizar que há muito de preparo e estudo para que uma estratégia de trabalho - no nosso caso, a utilização do lúdico - busque um processo de modificação e de transformação, em que o binômio "fazer melhor / ser melhor" seja o principal combustível das atuações.
Sem contar que, em paralelo, as instituições sociais e profissionais passam por discussões constantes e renovadas de novos conceitos e/ou temas que as modifiquem. Em Educação, como era de se esperar, não poderia ser diferente. Hoje, às reflexões sobre metodologias e estruturas curriculares somam-se as percepções desses novos temas/conceitos, dos quais, aqui, é possível destacar: a questão do protagonismo; a questão do ensino colaborativo; a necessidade do desenvolvimento de uma capacidade maior para a resolução de conflitos; e por aí vai. É com essa premissa que surge a necessidade da busca de uma formação de um novo ser humano, que assimile e apreenda as bases desses novos conceitos/temas. E essa formação precisa ser entendida em via de mão dupla: é preciso buscar a nova formação de um professor e a nova formação de um aluno.
Como vivemos um tempo em que se acentua a dicotomia entre o âmbito racional e o emocional - como se fôssemos segmentados sem ser -, vale a constatação de que falta mesmo uma visão poética do mundo, a partir da qual seja possível reconhecer a magia e os mistérios que norteiam os saberes. Descontada toda a necessária leitura acadêmica, na minha opinião está aqui a síntese do entendimento do lúdico: buscar a visão poética do mundo. Antes que atribuam à minha síntese uma pecha subjetiva, já que me vali da palavra "poética", preciso ressaltar que a palavra aqui está utilizada no seu sentido clássico, o de sentir. Poesia, para os gregos, remetia ao instante dos sentimentos. Então, falta uma visão de mundo, em que os sentimentos diante dos estímulos sejam exercitados e colocados à mesa.
A ludicidade, assim, está relacionada ao estabelecimento de uma visão de educação mais humanizada, em torno da qual possamos acreditar que o jogo, a festa, o brinquedo, o lazer e a poesia sejam verdadeiramente entendidos como variáveis formativas.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Anotações - Uma reflexão sobre o erro
Ninguém gosta muito de errar, é verdade... Acontece que é exatamente da forma como administramos os nossos erros (e os nossos acertos, também) que podemos pensar em desenvolvimento.
Lembrei-me de uma atividade de Origami que desenvolvi, há algum tempo, em uma Escola, em que quase tudo deu errado: a programação foi feita em um pátio aberto, em que se juntou várias turmas, eu perdi as estribeiras no meio da atividade, não havia muito apoio por parte da organização da Escola e por aí vai... Depois de tudo, fiquei com o incômodo que os erros me proporcionaram.
Pois, para mim, é isso. Este incômodo que ficaram com os erros geraram em mim diversos pensamentos que balizaram o que eu deveria fazer, em uma próxima ocasião, com a sedimentação das variáveis acertadas e a correção das que não saíram como esperadas. Aprender com o erro, então, ganha uma nova dimensão reflexiva: é preciso aprender com a leitura filosófica do erro - tomar do erro a consciência do que se acertou e a do que não se pode validar. Tangenciando a tudo, está a postura reflexiva de quem não se acomoda diante do que foi realizado.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Anotações - O Conformismo
As variáveis do impacto das mudanças em nossa vida também são temas recorrentes, aqui, nestas publicações. Acreditamos que a tese do conformismo - normalmente na instância de quem quer ficar na zona de conforto - é um dos grande males que prejudicam o desenvolvimento humano.
Dia desses, deparei-me com uma propaganda inteligente do canal de televisão Futura, cujo mote é "Conforme-se e o mundo será sempre igual". Se você não viu a propaganda, dá uma olhada aqui, nesse link.
No meu posicionamento de quem busca a evolução, não posso considerar que as coisas fiquem como estão... é preciso incomodar-se um pouco (senão bastante!) daquilo que não evolui.
Nossa tendência, justificada exatamente pela tranquilidade do que se reputa como confortável, é acomodar-se diante das trilhas da nossa vida. O que não é visto, na medida das leituras necessárias, é que esse dito conforto encobre as falhas da evolução; na verdade, nem se pode falar de evolução em relação àquilo que se conformou, que se deixou como estava.
É até compreensível que as mudanças exigem um pouco de coragem e de disposição em desbravar caminhos desconhecidos. E isso vai nos levar a patamares de enfrentamentos os mais variados. O que não se pode compreender é a falta de confiança na capacidade de transformar o mundo em que vivemos.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015
A essência de ser Educador
Ser professor é
a minha essência. Não porque saiba mais do que ninguém - até porque não sei
mesmo -, mas pela oportunidade de entender e de participar do desenvolvimento
do ser humano (inclusive o meu desenvolvimento). A ideia de estar inserido em
um processo que pode transformar o desenvolvimento é minha maior motivação de
querer sempre ser educador.
Quando se pensa
em um trabalho em que suas ações, atitudes e reflexões estão diretamente
relacionadas com a possibilidade de representar mudanças - seja em sua vida ou
na de outras pessoas -, é que se toma a medida da dimensão deste fazer.
Ser educador é, exatamente,
participar de um movimento de transformação. Cabe a nós, educadores que somos,
na busca dessa essência, preparar-nos para as variáveis que nos permitirão a
positividade do nosso trabalho. E esse caminho exige uma determinação
incansável na busca do aperfeiçoamento pessoal.
Não nos
esqueçamos que tudo isso é um trabalho: exige uma formação técnica que nos
municie das estratégias melhores a serem tomadas diante das dificuldades; exige
um conhecimento de mundo, a ser constantemente revisado, que nos prepare para
todas as alternativas que forem necessárias; exige uma vivência humana
altamente elaborada, que nos complete de percepções as mais diversas sobre as
referências pessoais; exige um conhecimento do sistema ao qual estamos
inseridos; exige uma consciência política e cidadã que transcenda nossas
relações individuais e parciais...
Não nos
esqueçamos, também, que tudo isso é uma convicção: exige de nós um
posicionamento quase missionário de quem não se desvirtua dos objetivos maiores
da evolução humana.
Ser educador é
estar constantemente incomodado das coisas que não evoluem. É não se contentar
com respostas prontas, nem com fórmulas desgastadas. É não se acomodar nas
fáceis apreensões da vida. É buscar, insistentemente, tirar o melhor de si e
daqueles que o cercam. É não esmorecer diante das leituras desestimulantes que
nos chegam. É aprimorar-se, sempre, nas consciências política e humana, que
fazem parte da evolução pessoal. É saber ouvir e saber falar e saber calar-se
diante do que não se sabe...
O educador, em
sua essência, sabe refletir sobre seus erros, para que dali surjam rumos de
mudança - de comportamento, de leitura, de realizações.
A busca da
essência no caminho de ser educador é o que pode mobilizar forças e variáveis
para que a formação seja a mais positiva possível. É com isso que a Educação
pode ser transformadora... e transformada!
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
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