quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dia do Professor - Parabéns!


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Para refletir - Falar o que se deve


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Anotações - Mais uma do Armandinho e a importância da Educação

Em uma das últimas tiras do Armandinho (conhece?... Não? Não sabe o que está perdendo... Dê uma olhadinha em suas publicações, clicando aqui.), a discussão foi sobre a importância da Educação como saída para curar o preconceito.
Além do humor e das sacadas filosóficas do Armandinho, vale refletir sobre essa variável que dá à Educação uma importância além das dimensões que podemos alcançar, mas que resume a questão de uma forma inabalável: só mesmo a Educação pode tratar os mais diversos problemas.
E é preciso que nós, agentes da Educação, entendamos nosso trabalho dessa forma: somos sujeitos responsáveis pela transformação de uma sociedade. E é através do nosso trabalho que as propostas de desenvolvimento humano acontecem.
Por conta dessa premissa, é necessário que estejamos conscientes de nossas ações e dos caminhos por que percorrem nossas atitudes. É preciso que estejamos convictos da dimensão de nossas atuações, no caminho da formação e evolução pessoais.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Anotações - Tenha uma atitude cidadã

Os avisos no trem, metrô e quiçás, pelos caminhos em que tenho andado, devolvem-me ao espaço de reflexão, dito aqui, da necessidade de pensarmos uma educação para a cidadania.
Lá, nos trens e metrôs da vida, os avisos referem-se a atitudes recorrentes: não atrapalhar o outro, deixar as portas livres para facilitar entrada e saída, esperar as pessoas desembarcarem primeiro para depois entrar e por aí vai.
Penso que o exercício da cidadania é questão a ser muito repetida para ser compreendida. Parece-me que nem todas as pessoas estão ouvindo detidamente os avisos insistentes, mas pode ser também que vivemos tempos em que cada sujeito, em sua maioria, preocupa-se, primeiro, com seu umbigo. É um espaço de individualização ferrenha, em que parecem não ter muito importância o espaço e a necessidade do outro.
A ideia de não enxergar muito bem a necessidade e o espaço do outro remonta a uma variável de egocentrismo - em torno de mim é que o mundo gira... E não pode ser assim: vivemos em coletividade, nossas ações trazem consequência para outras pessoas, os espaços que frequento não são de uso exclusivo meu etc.
Justamente por vivermos em coletividade é que o conceito de cidadania passa a ser tópico de valor pedagógico inestimável. Cada sujeito, com suas atitudes, tem uma responsabilidade imensa no ambiente coletivo. Ter uma atitude cidadã, para além de escutar os avisos insistentes que nos chegam, é perceber que podemos tornar melhores os ambientes que frequentamos.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Anotações - Agentes de transformação

Há uma frase de Gandhi, amplamente divulgada e já entronizada em nossa consciência, que propõe ótima reflexão sobre a variável de transformação: "Seja a mudança que você quer no mundo.".
A ideia de entender a mudança passa a ser imperiosa - seja a mudança! Todos nós, em algum momento, experimentamos a sensação de que algo não estava bem, ou em acordo, conforme nosso movimento e nossa necessidade. Esse algo deve sofrer uma ação direta para que se transforme no que estará de acordo com o que queremos. Guardadas as variáveis de intelectualidade, para mim, esse é a melhor definição de "mudança".
A maior questão, aqui, é que, em grande parte, nos acomodamos frente à necessidade das mudanças e esperamos que alguém seja o protagonista de nossas necessidades. Ou, ainda, esquecemos que a mudança do que está no exterior reside em nossas varáveis internas. É preciso criar a consciência de sermos agentes de transformação do mundo.
Gandhi, em sua mensagem conhecida, propõe uma reflexão, exatamente, sobre esse ponto. Por um lado, precisamos assumir o protagonismo de quem inicia os movimentos, à busca das transformações; por outro, é preciso que enxerguemos que essa mudança que queremos para o mundo inicia na transformação das nossas ações, pensamentos e atitudes.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Descompasso

Em conversa entusiasmada com meu irmão dia desses, na qual ele cunhou o termo "para-Educação" - aquilo que está ao largo da Educação... -, que, aliás, gostei muito, ele contou-me um caso de pai chamado na Escola para discutir uma inadequação do filho. Corriqueiro isso, eu sei, mas meu irmão saiu-se com essa, que ficou pairando sobre meus pensamentos: "Deve ser difícil para o professor dos tempos de hoje enfrentar as crianças do século 21, com os aparatos do século 19...".
Terrível descompasso paira sobre os espaços pedagógicos. Crianças e situações - sociais, econômicas, políticas, tecnológicas etc - avançaram, obviamente, no avanço dos tempos (século 21) e as escolas ainda se valem de ferramentas desgastadas com o tempo (carteiras com disposições rígidas, normas e apetrechos desatualizados, arquiteturas descabidas aos tempos modernos, falta de identidade com os aparatos tecnológicos e por aí vai).
Meu irmão, ainda, fez uma análise rápida sobre um dos dísticos fantásticos deste descompasso: "A Educação pressupõe que as crianças tenham a mente aberta, mas oferece um espaço fechado de posturas e percepções...". Bom, foi mais ou menos isso que ele falou (ele o disse com mais propriedade, eu quis dramatizar...). A verdade é que ao pressupor um espaço de mentes abertas, os espaços pedagógicos precisariam estar antenados com a perspectiva de oferecer um manancial, digamos mais libertário de atuação. Sei que a simples menção da palavra "libertário" possa causar um certo incômodo, já que associamos a ideia de liberdade à de bagunça. Entretanto, precisamos criar um espaço em que a liberdade de pensamentos promova uma liberdade de atuação, em um espaço livre para que o protagonismo e a criatividade resultem em variáveis de transformação.
De saída, conceitos como "liberdade de pensamentos", "liberdade de atuação", "protagonismo", "criatividade" e "transformação" remontam a percepções de descontrole. Mas não é  e não precisa ser assim. Na verdade, ficamos com medo de perder os controles, porque somos, em grande parte, de uma geração que foi tolhida, exatamente, dessas variáveis. E é mais fácil, para nós, ficar na malfadada zona de conforto, em que não perdemos a referência do que é tranquilo... ledo engano de visão!
Não há tranquilidade no que não é significativo.
Além do mais, a ideia de liberdade - seja ela de pensamentos, de atuação ou de qualquer outra referência - exige de nós uma alta responsabilidade. E é exatamente a reflexão e a análise dessa responsabilidade, com todas as suas nuances (formação, posicionamento, alteridade, desenvolvimento de habilidade de negociação, revisão de conceitos etc), que devem permear os trabalhos pedagógicos, no desenvolvimento de um sujeito pleno e consciente de seus deveres e direitos. Na extensão, a variável de protagonismo pressupõe exatamente a consciência dessa responsabilidade, para que dali possamos ser sujeitos positivos de nossa representação - social, profissional, política, cultural etc.
A criatividade e a transformação são temas desses novos tempos. De nós, são exigidas características que provoquem transformações nos modelos vigentes, visando benefícios e conquistas coletivas. A criatividade será o referente direto dessa exigência.
As atuações pedagógicas, se querem buscar elementos de qualidade e de proatividade, precisam municiar-se das ferramentas modernas para alcançar os sujeitos dessa modernidade.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Anotações - Um pouco de poesia

Quando pensamos em poesia, normalmente, pensamos em um texto escrito em versos ("Você leu aquela poesia do Drummond?", dizemos). Aqui, gostaria de explorar um pouco mais o sentido da palavra. Para isso, recorro à sua origem grega, que encerra o significado de "sentir". Por esta via, quando dizemos "poesia", queremos estabelecer uma relação com os sentimentos advindos daquele texto... Bom, para ser mais sincero, não é necessário que seja exclusivamente de um texto. Qualquer referente que desperte os meu sentidos, posso categorizar como um referente poético. É assim com uma pintura, com uma música, com uma fotografia, com uma imagem qualquer, com um aroma etc. Mas fiquemos, por enquanto, no texto.
Há um poema do Manoel de Barros, O apanhador de desperdícios (se não conhece, clique aqui para ver uma antologia especial do Manoel de Barros, em que consta esse poema), que brinca bem com essa referência dos sentimentos. O poeta já começa com um paradoxo interessante ("Uso a palavra para compor meus silêncios."), em torno do qual tece imagens fantásticas ao longo do texto, para encerrar na mesma variável: Só uso a palavra para compor meus silêncios.
Em uma leitura livre, a ideia de compor silêncios remete ao processo de introspecção por que devemos passar quando das situações de reflexões que o cotidiano exige de mim. Essas reflexões não podem ser aleatórias, nem irresponsáveis; é preciso conteúdo (palavras) para firmar o processo de reflexão (meus silêncios) - conteúdo esse fundamentado nas leituras e apreensões que fiz ao longo de minha vivência.
O poema apresenta-nos, ainda, variadas imagens, que nos deleitam o olhar, à medida em que me permito ampliar o conceito de poesia. Experimente sorver essas imagens.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Anotações - Nas Dobras da Vida

Recentemente, o projeto Nas Dobras da Vida (se não conhece, clique aqui) esteve na EE Prof. Duglas Teixeira Monteiro, no Parque Ipê, em São Paulo, levando reflexões sobre a utilização do Origami como ferramenta de desenvolvimento pessoal (veja algumas imagens abaixo). Com uma duração de três horas, divididas entre momentos com professores e alunos do 4º ano B, todos puderam conhecer melhor as bases deste projeto. A ideia que fundamenta a atividade é aproveitar-se dos benefícios da arte de dobrar papel e refletir sobre suas potencialidades nas bases do desenvolvimento pessoal.
Com os professores, a dinâmica foi mais de reflexão sobre os pressupostos lúdicos nos espaços pedagógicos, em que pudemos pensar um pouco as variáveis que estão acontecendo, circunscritas às propostas pedagógicas - principalmente, as questões sobre o protagonismo e, mais diretamente, a respeito do lúdico como referência de trabalho.
Com os alunos, foi possível desenvolver uma pequena oficina de trabalho. A base foi o desenvolvimento de uma composição a partir de módulos em origami. Foi gratificante. Incluídas, aqui, a generosidade dos professores e da coordenadora em receber a proposta, além da participação positiva dos alunos. Agradeço a todos.
O trabalho com as dobraduras de papel reforçam-me o conceito de o quanto as predisposições contribuem para o desenvolvimento pessoal. Nesta experiência, pude sentir o total envolvimento dos alunos nas construções básicas propostas. Houve uma consciência de aperfeiçoamento, de colaboração e de determinação.
Alguns comentários dos alunos motivam-me a seguir adiante com o projeto, quase todos podem ser sintetizados com a ideia de que aquele momento foi muito significativo e mágico. De minha parte, sigo nos trilhos que a arte de dobrar papel me permitem, no rumo de demonstrar uma linguagem dinâmica e estética na formação pessoal.




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Uma nova visão em Educação

A busca de um modelo de Educação que esteja antenado com as visões mais modernas precisa ser objeto constante de reflexão por parte dos agentes pedagógicos. Todos os envolvidos nas questões sobre Educação precisam exercitar o pensamento acerca de novas variáveis para a reformulação do fazer pedagógico.
A cada dia, novos conceitos e estudos surgem para aprofundarem as leituras que temos da Educação. Todos parecem sentir a necessidade emergencial de uma busca de reposicionamento dos temas e questões que devem fazer parte do cotidiano de professores e demais atores dos espaços escolares.
Nesse caminho, o papel de cada um é o de contribuir com sua reflexão e seu protagonismo ideológico na constituição de um caminho de transformação.
E é bom que estejamos unidos nesse propósito. A Educação é o principal referencial de desenvolvimento humano e todos sabemos das dificuldades que estão por aí - de professores e alunos desestimulados a espaços físicos inadequados, avançando por várias outras questões que pululam nas mais diversas análises.
Claro que algumas dinâmicas vão pedir mais atenção do que outras, mas o sustentáculo principal das transformações é o da disponibilidade em mudar o que não está dando certo. Aqui, todo o entorno das escolas devem contribuir para os avanços necessários: comunidade, pais, alunos, professores, coordenadores etc.
Não se pode fechar os sentidos. A Educação deve passar por mudanças, sempre... Estamos falando de desenvolvimento, a propósito do qual não se prescinde o dinamismo de redimensionamentos constantes e de reflexões frequentes. As leituras precisam ser repetidas, incansavelmente - leitura da região, leitura dos aspectos filosóficos, leitura da sociedade, leitura dos conceitos, leitura dos aspectos formativos, e por aí vai.
Na extensão, a prática será o movimento precioso das mudanças que se farão emergentes. É preciso fazer algo. E que esse fazer esteja devidamente sintonizado com a responsabilidade do que se sabe. Saber e fazer serão a mola mestra do estabelecimento da nova visão.
Assim, relacionar as mudanças com o pressuposto alcançado no dístico saber-fazer, certamente, há de se alcançar uma positividade na esperança de melhorar o que percebemos por aí.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Anotações - Mapas Afetivos

Ao ler algumas matérias sobre o desenho de mapas afetivos, pensei na questão do desenvolvimento desses mapas como recurso pedagógico de alcance bastante positivo.
Basicamente, o que está acontecendo, em alguns lugares, é a realização de trabalhos com crianças e jovens na conceituação de pontos de sua territorialidade, em que se destacam algumas variáveis de afetividade e de aprendizagem. As crianças e jovens, tocados por essa proposta, sinalizam, em sua região, pontos que façam remissão a aspectos da emotividade, ao mesmo tempo em que destacam o que aprenderam - ou podem aprender - com aquele ponto. Essa referência, concretamente, transforma-se no estabelecimento de mapas - com o desenho da localização geográfica e espacial da variável significativa de vivencialidade. Na minha opinião, é trabalho primoroso. De partida, todos se relacionam - pedagógica e afetivamente - com o entorno de sua região, balizando-a com os aspectos de significação territorial. Ali, tudo é importante, sobretudo por representar uma vivência que não consta dos materiais didáticos e acadêmicos.
O desenho dos mapas afetivos confere ao entorno da Escola e das pessoas uma variável de importância extremamente significativa para a construção do conhecimento.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Anotações - Educação para a Cidadania

Buscar um processo de trabalho pedagógico, em que se vislumbre uma referência de educação para a cidadania, é um dos temas modernos amplamente discutidos para uma positividade no desenvolvimento humano.
A compreensão da Educação como caminho de aprimoramento para a cidadania pode ser uma variável de entendimento de redimensionamento do trabalho pedagógico, observando-o como elemento de transformação do ser humano - do cidadão -, em busca de uma sociedade mais equilibrada e justa em seus conceitos.
A Educação é a instância que tem a primazia de provocar essa transformação na sociedade - a reformulação das condições do cidadão, sujeito com direitos e obrigações conceituados e definidos. Na definição desses tópicos, fica mais substanciosa a busca dos caminhos em que se estabeleçam direitos, obrigações e participações do cidadão na construção de um território mais humano e pontilhado de realizações positivas.
A cidadania é a base do desenvolvimento pessoal - o sujeito tem o seu lugar na sociedade; e, com essa sociedade, correlaciona-se com obrigações e direitos -... A Educação precisa colocar a cidadania em seu projetos de ações pedagógicas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sobre medos e aprendizagens

Sentir medo de algo, de alguém ou de alguma coisa refere-se a um estado emocional que nos alerta diante de um perigo ou de uma ameaça, sejam eles conhecidos ou não.
No processo de desenvolvimento pessoal, é comum depararmo-nos com as mais diversas situações em que se expressa o medo. Medo de partir, medo de chegar, medo de começar algo, medo de terminar algo, medo de não saber, medo de expor-se, medo de mudar, medo de errar, enfim, é tanto medo, que, às vezes, podemos pensar que nem entendemos como sobrevivemos a esse espaço de angústia e ansiedade.
Em nosso espaço de reflexão, contudo, é possível perceber que, já que faz parte de nossa rotina, a sensação de medo não é de todo ruim. Sentimos medo para que nosso corpo e mente coloquem-se em prontidão diante do inesperado ou da tomada de uma decisão qualquer. É assim que, via de regra, posicionamo-nos a propósito das mais variadas ocorrências. É uma estratégia elaborada para buscarmos o melhor caminho a seguir.
Por outro lado, há o medo que paralisa, que impede avanços. É a manifestação negativa do medo, essa que nos fecha os caminhos e rumos de desenvolvimento. O medo que paralisa mostra-se de várias maneiras; uma delas é a que mexe com a auto-estima e com a segurança: a crença de que se é incapaz de realizar algo.
Quando apreendemos o processo heroico de que somos constituídos em nossos caminhos de desenvolvimento pessoal, percebemos que atos de coragem são acompanhados de sensações as mais variadas em que o medo imperava. Quer dizer, o herói movimentou-se para a ação após ter sentido medo de algo. Acho que foi o Nizan Guanaes quem disse em um de seus artigos: "Eu sou corajoso porque estou com medo...". É esse o caminho - aperceber-se do medo e transformá-lo em combustível para as realizações.
Nas trilhas da evolução humana, precisamos aprender a lidar com essas ocorrências do medo. O medo que nos coloca de prontidão e o que paralisa. O que paralisa afunda-nos na insegurança e decepções; o que nos coloca de prontidão é aquele medo do herói, que o injeta de coragem para avançar nas trilhas, ainda que elas não sejam completamente conhecidas.
A aprendizagem que advém de um espaço em que se manifestou uma sensação de medo está diretamente relacionada com a capacidade que temos de enxergarmos naquela sensação a disponibilidade de um estado de prontidão. Prontidão de partir, prontidão de chegar, prontidão para começar algo, prontidão para terminar algo, prontidão para aprender o que não se sabe, prontidão para expor-se, prontidão para mudar, prontidão para assimilar o erro e trabalhar suas possibilidades de acerto. Assim, carregado de uma coragem que sequer imaginávamos existir.