quarta-feira, 19 de agosto de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Anotações - O trabalho colaborativo
O assunto das ideias do trabalho colaborativo, e de todas as suas relações com o desenvolvimento pessoal - encontra defesa, aqui, nas publicações contextuais. Particularmente, fico feliz de conhecer notícias que corroborem o encaminhamento dessa variável.
Recente, tomei contato com a experiência de uma professora da rede pública de uma cidade do Paraná, Brasil, que vale a pena a citação. Em seu relato, a professora conta a história das motivações da utilização de tablets como suporte do processo pedagógico em sua região. Se quiser conhecer melhor o relato da professora, clique aqui.
De quebra, já há uma reflexão importante sobre a questão do uso das tecnologias como ferramenta de trabalho pedagógico. O tablet, equipamento que cativa a atenção dos jovens, passa a ser, nessa vivência, um pressuposto de encaminhamento mais positivo das variáveis de trabalho do espaço escolar. Além das motivações, é um trabalho que aproxima as linguagens dos alunos e professores relacionados, em que todos ganham.
Quando se enxerga e há um movimento de disponibilidade geral para o entendimento de utilização de uma ferramenta dita pouco convencional para os ambientes pedagógicos, mas altamente eficiente, a atmosfera de aprendizagem torna-se concreta e a colaboração para o desenvolvimento dos envolvidos deixa de ser uma vã teoria em manuais de formação.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Gerenciamento das comunicações
Fazer se entender e entender os outros têm parecido verdadeiro suplício nestes dias em que vivemos. Parece termos perdido, paulatinamente, a capacidade de bem nos comunicarmos. Estamos em um momento de sociedade que caminhamos, justamente, para o sentido inverso, o de não nos esforçarmos muito para entender o outro.
A comunicação sempre foi a chave de positividade em qualquer relacionamento - familiar, social, profissional - e, lamentavelmente, estamos nos distanciando desta competência. Tecnicamente, a comunicação é até um processo simples: há um emissor, que se vale de uma mensagem em um código comum, direcionada a um receptor para que se configure o propósito daquela mensagem; em havendo desentendimento, retoma-se o ciclo.
A capacidade de bem comunicar-se, entretanto, não é só dominar o tal código comum e dizê-lo da melhor forma possível a um receptor, também dominante do mesmo código. É preciso uma habilidade maior, que é a de negociar e intermediar a compreensão da mensagem - nesse sentido, faz-se necessário um domínio das variáveis humanas inerentes ao processo de compreensão: sabedoria, percepção, sensibilidade etc. E é aqui, na minha opinião, que reside o problema.
Estamos em uma fase da humanidade em que perdemos a paciência de nos relacionarmos com o outro: não conseguimos ouvir o outro; estamos sempre com pressa; nossa capacidade de leituras - tão valorosas a propósito do tema sobre o qual estamos refletindo - anda rareada; andamos distanciados dos círculos de convivências reais... E aí, vamos perdendo a capacidade de elaborar relações, sejam elas tácitas ou não.
Justamente, por essa referência, somam-se outras características, resultantes do que se explanou - a parca capacidade de compreensão do mundo e as dificuldades de entendimento; a falta de vontade para dedicar-se, em tempos perdidos, à compreensão do que nos rodeia; a falta de jeito em estar próximos de outras pessoas (o que, em justa medida, um estudioso português denominou de "analfabetismo social", para referir-se a esses tempos que atravessamos); e tantos outros tópicos que poderiam ser citados.
No que se refere às reflexões pedagógicas que propomos aqui - sejam elas direcionadas aos espaços escolares ou aos de desenvolvimento pessoal de maneira geral -, é preciso que assumamos um papel de contrariedade ao movimento que se instaurou: se as variáveis humanas estão em desprestígio, o meu trabalho deve ser, exatamente, o de retomar as propriedades em que os seres humanos estão em evidência, na instalação de um caminho em que possamos exercitar a retomada da humanidade; se o espaço de convivência afasta-me da possibilidade de ouvir o outro, o meu exercício é, na obviedade, o de aprender a ouvir, com todas as nuances que essa aprendizagem me destina; se a modernidade instala a cultura da pressa, devo me apresentar em pensamentos de o quanto essa pressa interfere no meu espaço de entendimento do mundo que me cerca; se as leituras estão equivocadas, meu movimento deve ser o de aprimorar a referência, vestindo-me de informações e conhecimentos a positivarem o que leio da minha realidade; por fim, devo refletir, constantemente, sobre o meu papel nas relações de que sou participante, à busca de valores que me tornem agente ativo e positivo do processo de sua evolução.
É nesse complexo e intrincado caminho de evolução que a comunicação torna-se ferramenta de razão valorativa sem igual.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Para refletir - Dúvida
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quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Anotações - O impacto da arquitetura em um ambiente de desenvolvimento
Não sei se você viu a matéria, mas se se interessa por desenvolvimento infantil e por concepções de aprendizagens em ambientes de educação infantil, penso que é boa leitura. A matéria apresenta o proprietário de uma empresa de arquitetura, com sede em Tóquio, no Japão, falando sobre uma de suas criações arquitetônicas, a concepção de um espaço totalmente diferenciado em uma escola de educação infantil de lá.
É impressionante! Se você ainda não viu a matéria, acesse-a por esse link.
Além da percepção das intervenções no ambiente físico da escola, há de se considerar, para reflexão, vários trechos da fala do Sr. Tezuka, que desenhou a planta da Escola. Em outras publicações, por aqui, voltaremos aos temas que ele levanta.
A ideia de que o ambiente físico interfere nos propósitos de aprendizagem não é nova. Vários de nós já nos sentimos, literalmente, aprisionados em nossos espaços de aprendizagens, alguns muito desestimuladores. Professores e alunos experimentam, cotidianamente, uma frustração muito grande de não ter um ambiente que propicie, verdadeiramente, o desenvolvimento. Obviamente, não está em nossas mãos a transformação dessa realidade... Mas não precisamos ficar de braços cruzados.
A transformação do ambiente em que vivenciamos nossas ações pode ser real. Em alguns casos, pequenas mudanças já impactam bastante; em outros, a demanda vai pedir um pouco mais de esforço. O que é certo é trazermos o incômodo que nos acomete, à luz de novas ações e atitudes, buscando posicionamentos mais conscientes com a questão: o ambiente físico, em que nos dispomos - alunos, professores, gestores, famílias etc - a construir uma realidade diferenciada de desenvolvimento, merece constantes reflexões de suas melhorias.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Para refletir - O otimista
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terça-feira, 11 de agosto de 2015
Anotações - O catastrofismo
O que mais se percebe na apreensão das leituras que chegam é a anunciação insistente da crise que estamos atravessando. Crise política, crise financeira, crise moral, crise ética, enfim, é crise para todos os gostos.
Do ponto de vista do empreendedorismo e da busca de uma visão realista do mundo, a ideia de crise não parece de todo negativa. Desde que o mundo é mundo, o indivíduo foi obrigado a enfrentar as mais diversas crises, além daquelas ditas acima, em um moto contínuo de resistência e de determinação. Enfrentou precariedade de alimentação, de moradia, de emprego, de dinheiro etc. Em nome dessa precariedade - e da necessidade de subsistência -, inventou um sem número de alternativas que o alentaram dos males das crises. Foi em função das dificuldades que enfrentou, que o sujeito realizou travessias fantásticas. E vai ser sempre assim - é um moto contínuo, não nos esqueçamos. Exatamente como o simbolismo de nosso desenvolvimento, expresso em um gráfico de altos e baixos, que rejeita o comodismo dos patamares médios de existência.
E aí vêm essas leituras propagando um clima de catastrofismo (talvez a palavra nem exista, mas seu significado, sim), impondo-nos uma justificativa subliminar à falta de nossas tentativas ("eu bem queria tentar, mas estamos em tempo de crise..."; "...não vai dar certo, porque estamos em crise..."; e por aí vai.).
Que possamos rejeitar essa ideia! O sucesso ou o fracasso de nossas empreitadas serão resultados das múltiplas e estudadas tentativas que impormos aos nossos planos. E, sobretudo, tanto o sucesso quanto o fracasso não serão eternos, eles demandam sempre revisões de estratégias.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Educar para o presente
Há algumas ideias e conceitos que se cristalizam na percepção dos profissionais, a ponto de pouco serem discutidas em relação aos avanços dos métodos e sistemas de trabalho. Em Educação, há vários tópicos, norteadores das diversas práticas, que precisam ser repensados.
A ideia de que devemos preparar os alunos para o futuro é uma dessas que merece ser revista. O futuro é um espaço de tempo que ainda não está pronto, não se sabe ao certo como vai ser. Qualquer tentativa de antecipar-nos a este tempo, pode redundar em inconsistências que nos frustrem a todos.
A referência de preparar alguém para o futuro é modelo dos mais antigos de entendimento de desenvolvimento pessoal: prevê-se - ou por modismos, por concepções equivocadas, ou por relação parental - o encaminhamento de variáveis técnicas e de formação, para que o sujeito seja preparado para o desempenho dessa ou daquela especialidade. Nem sempre dá certo, já que não considera as habilidades individuais - sejam elas próprias ou adquiridas - para a formação do sujeito.
Outro fator que não se considera é o tempo presente, esse dinamismo intenso de energias e de vivências que acontece no contínuo da existência. Vivemos o presente, estamos no presente, nossas ações precisam acontecer nesse presente. A questão maior é que o presente reserva tantos desafios, que o problema deveria ser esse: educar para o presente.
Claro que a Educação pressupõe um conjunto de ações e de estratégias que preparem o indivíduo para sua formação - intelectual, social, emocional, profissional etc. E que a ideia de "preparar para" relaciona-se com o âmbito futuro, do que vai acontecer.
A questão, então, precisa ter sua leitura organizada. O indivíduo deve passar por um conjunto de ações que demandem uma resposta no tempo presente e que o prepare para um comportamento mais adequado no tempo futuro.
No tempo presente, estão as angústias, os desafios, as tomadas de decisões, as resoluções de conflitos, as conquistas e o que mais lhe exigir um compromisso de atitudes e ações, em um correr dinâmico de acontecimentos. A educação para o presente será o conceito que perfaz o indivíduo nesse comportamento, que lhe pede soluções e encaminhamentos que o conectem com seu tempo de amadurecimento e de preparo. Só neste tempo presente, ele está em integralidade com o ambiente e com seus aspectos de formação; só neste tempo presente é que pode existir o que se conhece e o que se vive.
Quando o sujeito entende a necessidade de seu preparo para este tempo presente, sua entrega de energia para as demandas que surgirem terá sido em consonância a suas etapas de desenvolvimento - nada é desperdiçado, nada faltará.
Assim, quando os futuros chegarem (sim, futuros, no plural), sejam eles quais forem, aquele sujeito estará preparado para a consciência do que deve fazer e do que deve representar.
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sábado, 8 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Para refletir - Um propósito
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Thomas Carlyle
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Anotações - Os sonhos no olhar
Uma das publicações dessa semana, aqui, abordou a questão de indagar o quanto estaremos percebendo dos sonhos dos nossos alunos. Será que estamos observando esse olhar de sonhos? E, em relação a nós, estamos cultivando os sonhos nos nossos olhares?
A palavra "sonho" sempre vem acompanhada de desconfiança acadêmica, uma vez que a ela é atribuída, equivocadamente, a referência de quem está sempre esperando algo acontecer. Como dito lá na publicação, a compreensão de sonho é percebida pelo viés do desejo, de quem se motiva a buscar algo que foi sonhado.
E é exatamente essa percepção - a da busca -, que não poderá ser descartada dos espaços escolares. Alunos, professores e demais agentes dos espaços escolares devem trazer os olhos carregados de sonhos.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2015
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Anotações - A inspiração da infância
Mais uma vez, encontrei, entre anotações perdidas, a referência de uma frase, que, penso, devo ter retirado de uma palestra a que assisti: "Cada um é um adulto responsável formado pela esperança aberta pela criança que foi...". Não me lembro mais do tema, nem das circunstâncias, dessa referência, mas a ideia é companheira de minhas reflexões já há bastante tempo. Buscar a clareza de significado das variáveis da infância no processo de desenvolvimento humano é um dos meus maiores tópicos.
A ideia de criança, arquetípica ou não, é a de um tempo em que todas as experimentações, fundamentadas na curiosidade, na criatividade e nas variáveis de integração social, levam aos mais verdadeiros quesitos de sustentação de um adulto melhor.
Nesse sentido, nós, os que trabalhamos com a infância real, podemos retirar da frase alguns pressupostos de encaminhamentos de reflexão. O principal deles é o de que somos responsáveis pelo desenvolvimento da esperança na formação das crianças. E abrir esperanças exige de nós uma visão elaborada dos processos de desenvolvimento, aliada ao pensamento constante de o quanto a realidade externa influencia os relacionamentos de progresso dessas crianças.
Abrir esperanças e enxergar a realidade, eis os fundamentos imprescindíveis a serem acrescentados na longa lista de competências para a Educação.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Sobre o recomeço das aulas
Em grande parte das escolas, por essas paradas e nesse período, acontece o recomeço das aulas, na retomada do segundo semestre letivo. Em um plano ideal, todos os agentes constituintes nos espaços escolares chegam a esse dia carregados de energia boa e de vontade positiva... Bom, em um plano ideal, é verdade. A questão é que, pelo menos no âmbito reflexivo, podemos pensar um pouco em o quanto este idealismo afasta-se do real.
Em princípio, e é preciso que se ressalte, uma boa parte de professores, de escolas e de alunos, realmente, voltam ao segundo semestre letivo carregados de boa vontade e de esperanças em um crescimento de qualidade.
O retorno às aulas precisa ser pensado como uma retomada, em que se analisem os prós e contras dos rumos que se seguiram até aqui. A palavra "retomada" não pode ser pensada de forma retórica, sem que enxerguemos aí as várias possibilidades de redimensionamento do que já aconteceu. O pressuposto para isso está no malfadado planejamento escolar.
Quando se organiza um planejamento (de qualquer empreitada), deve-se considerar os processos de encaminhamento dos rumos de onde se quer chegar. A dinâmica escolar já é conhecida de longa data e as pausas semestrais são rotinas que bem conhecemos.
Na organização do planejamento escolar, lá no começo do ano, havemos de dar importância a todos os caminhos das atividades pedagógicas, estabelecendo propósitos bem claros e definidos. A retomada é um desses caminhos e propósitos, a ser enxergado desde cedo.
No mais, é preciso, para além dos processos burocráticos, acreditar em novas ações (ou velhas ações com novos propósitos, que seja!) que reinventem os fazeres pedagógicos. Sobretudo, que todos percebam que a reinvenção não é falácia e nem está imbuída de espetáculos pirotécnicos - a reinvenção está, como já nos ensinou o mestre Rubem Alves, no fazer artesanal, delicado, de entender a Educação como o mais importante referencial de desenvolvimento humano.
Nesse campo, havemos de nos perguntar: onde estão os nossos sonhos?
Trazer os olhos carregados de sonhos e levá-los (os olhos brilhantes e os sonhos, idem) aos espaços escolares há de ser elemento contagiante irresistível para a construção de novos parâmetros em busca de uma educação de melhor qualidade. Sem contar que os nossos olhos carregados de sonhos enxergam melhor os olhos carregados de sonhos dos outros; imaginem uma teia em que os olhos carregados de sonhos de um encontram-se com os olhos carregados de sonhos dos outros e perfaçam uma grande comunidade de sonhadores, em que se vislumbre uma realidade melhor possível.
Por favor, não façam a leitura rasa de que sonhos não enchem barriga. Não estou falando dos sonhos que residem na inércia de quem acredita na espera; estou falando dos sonhos que se vestem de desejos na proatividade dos que acreditam na esperança.
E é de esperanças que devemos fazer o projeto de retomada das atividades nas escolas que recebem, por esses dias, o movimento frenético de mentes desejosas de reconstruírem sua realidade.
Bom recomeço a todos!
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sexta-feira, 31 de julho de 2015
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Anotações - A cultura da esperança, da felicidade e da vida
Remexendo em anotações antigas, chegou-me uma nota do escritor moçambicano Mia Couto, que, penso, vale uma bela reflexão: "A infância é quando ainda não é demasiado tarde. É quando estamos disponíveis para nos surpreendermos, para nos deixar encantar. Quase tudo se adquire nesse tempo em que aprendemos o próprio sentido do tempo.".
Liguei a frase a uma situação por que atravessei, recentemente. Ministrando uma oficina de Origami para públicos heterogêneos - crianças e adultos -, uma das senhoras participantes comentou sobre o desprendimento de uma das crianças que estava no grupo: "Veja como para ele tudo é mais fácil", disse a senhora referindo-se às facilidades da criança em dobrar o papel.
Foi ali que a frase do Mia Couto encaixou-se: "... É quando estamos disponíveis para nos surpreendermos, para nos deixar encantar...". Nessa referência de surpresa e de encantamento, a criança fica mais suscetível às variáveis de aprendizagens. E, mais do que isso, posiciona-se mais receptiva à ideia de criatividade e de experimentação. Como a criança não tem medo de errar, sua dinâmica de experimentação é muito mais eficiente e produtiva. E é na experimentação que o desenvolvimento ocorre mais positivamente.
Parece-me que é assim nos caminhos da evolução humana: quando deixamos a nossa criança interior comandar os processos de assimilação, fundamentados na curiosidade, na determinação e na criatividade, a realização da aprendizagem verifica-se em melhores resultados.
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
Para refletir - Doação
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terça-feira, 28 de julho de 2015
Anotações - Trabalho em equipe
Lembrei-me de um vídeo a que assisti, já há algum tempo, que versava sobre os bastidores de treinamento artístico do Cirque du Soleil. Lá pelas tantas, quando o assunto tangenciou a questão do trabalho em equipe e da confiança, um dos artistas comentou: "Eu não preciso pensar no que ele está fazendo. Nem ele precisa pensar no que eu estou fazendo. Nós, simplesmente, sabemos o que o outro está fazendo.".
Assim, penso, deve ser a consciência de coletividade. Quando há algo que deva ser feito em equipe, é necessário que a soma de esforços, de competências e de habilidades seja algo tão natural e integrado, que não se precise pensar no que o outro está fazendo. Sabemos, definitivamente, o que o outro está fazendo.
O pressuposto dessa intenção é o da integração. Uma equipe precisar estar a tal ponto integrada, que cada um dos esforços individuais saiba do outro; que cada um dos indivíduos saiba exatamente o que o outro pode e é capaz de fazer. Que, além das competências e habilidades, também os limites individuais sejam claros e conhecidos.
Para isso, é preciso tornar cada vez mais primorosos os exercícios do olhar e da comunicação. Enxergar o outro e as suas demandas deve ser competência básica de um trabalho de equipe. Aprender-se a comunicar, estabelecendo práticas objetivas de leituras, é outro caminho da formação.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015
Novos temas em Educação - 2ª parte
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A ideia de tornar significativa a prática pedagógica é assunto recorrente quando se discute a melhoria da qualidade. Tudo há de ser significativo: a aula, os conteúdos, os sistemas de avaliação, os relacionamentos, as propostas de trabalhos e exercícios. E para que seja tudo significativo faz-se urgente uma postura reflexiva diante dos objetos de trabalho - professores, alunos, pais e todos os agentes dos espaços pedagógicos precisam estar imbuídos da necessidade dessa reflexão.
Um dos pontos de partidas para esse fazer significativo pode ser a elaboração de temas modernos - que hoje circunvagam apenas os espaços pedagógicos - para trazê-los, concretamente, ao movimento da prática. Assim, as equipes pedagógicas estariam preocupadas em contextualizarem as leituras da sociedade moderna à práxis da escola.
O caso das tecnologias, por exemplo, é sintomático. Hoje em dia, qualquer criança pequena é expert no uso dos aparelhos celulares. Nas escolas, porém, eles são proibidos. Não seria o caso de buscar uma integração entre a forma de ministrar um conteúdo e o uso dos aparelhos celulares, dentro de critérios estabelecidos e claros para todo mundo?
As redes sociais, cuja utilização extrapola qualquer tentativa de parametrização, já há muito deixou de ser novidade. Nas escolas, entretanto, engatinham-se tímidas tentativas de torná-las parte do contexto pedagógico. Recentemente, mas ainda em caráter ínfimo, divulgou-se, justamente, uma análise sobre a questão das comunicações entre professor e aluno via redes sociais.
É claro que, quando se fala no uso das tecnologias nos ambientes pedagógicos, precisa acoplar, aos planos discutidos, uma consciência de limites e de regulamentações claras para todos (sim, todos, professores, alunos e demais atores dos espaços pedagógicos). E é óbvio que isso é trabalhoso. O que alenta é o vislumbre dos benefícios que a questão traz.
Um dos benefícios bem pode ser pensado, ainda, como outro tema a ser incluído nas variáveis pedagógicas: a questão da aprendizagem e do ensino colaborativos. Hoje, os processos pedagógicos não se resumem mais aos ambientes clássicos; a Educação acontece em tempos e espaços os mais diversos. A ideia de um sistema colaborativo - em que todos os atores envolvidos contribuam com referentes de ensino e de aprendizagem - ganha corpo e contexto impressionantes. É possível utilizar de variadas plataformas, beneficiando-se das tecnologias existentes, na criação de uma rede pedagógica de múltiplo alcance, por exemplo. E é possível alcançar uma diversidade de pessoas, nos mais imagináveis lugares, criando um espaço pedagógico que se torne muito mais significativo.
Fica estabelecido, em destaque, que quando se fala de tecnologias e de espaços colaborativos de ensino e de aprendizagem, não se desprestigia o referencial humano. Muito pelo contrário, é preciso que existam pessoas participando desse processo, ao tornar a Educação um objeto de alcance mais positivo e fundamental.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
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