quarta-feira, 21 de junho de 2017

Para refletir - Desenvolvimento


terça-feira, 20 de junho de 2017

Anotações - A anestesia aos sentidos

Vou confessar um comportamento meio sádico: eu me divirto um pouco com aquelas pessoas, de fone de ouvido embutido, que não escutam os avisos nas estações de trem, como por exemplo aquele que informa sobre o fato da composição seguinte não prestar serviços e, que portanto, devem as pessoas continuarem esperando na plataforma, sem poderem embarcar. Mas me divirto ainda mais quando acontece com pessoas que não estão com fone de ouvido, desligadas dos sentidos essenciais.
Tem ocorrido esse fenômeno, que bem parece um processo de anestesia aos sentidos. Que se nota muito neste exemplo dos avisos sonoros nas estações de trens (também do metrô), mas que ainda se estende para todos os movimentos de relações sociais a que nos submetemos.
É nesse contexto que as pessoas parecem estar anestesiadas, com os sentidos adormecidos frente aos estímulos do cotidiano. É um sinal sonoro que não se escuta; é o outro que não se enxerga; e por aí vai.
O meu comportamento meio sádico é mais crítico do que de satisfação, preciso ressaltar. Fico impressionado no rumo que demos para a nossa vida, quando sequer nos damos conta desse outro com que nos relacionamos no cotidiano de nossos caminhos.


segunda-feira, 19 de junho de 2017

O problema da política e a responsabilidade da Educação

Por esses dias, uma frase do deputado federal Daniel Coelho, do PSDB, revela muito dos problemas ​da política. Ao analisar os conflitos do seu partido frente à questão de permanecer ou não com o apoio à presidência, o deputado lembrou a frase que simbolizou a fundação de seu partido: "Longe das benesses e próximo ao pulsar das ruas". Sem querer entrar no mérito das críticas a um posicionamento do citado partido mais condizente com sua história, vale destacar aqui, nesta publicação, a reflexão de o quanto o sistema político tal como está hoje cada vez mais se degenera. A tal frase, na minha opinião, emblemática, pode - e deveria - sintetizar os propósitos de qualquer agremiação política. E em sendo assim, talvez as instituições políticas poderiam ser mais respeitadas: longe das benesses e mais próximas do que clamam os interesses do povo.
Não é assim. Somos bombardeados, a cada dia, por notícias e fatos que desonram todas as intenções democráticas (no sentido grego da palavra: governo do povo...). Em consequência, podemos nos tornar desesperançosos de movimentos de transformações sociais que tragam luz a este túnel turvo.
É neste cenário que a Educação deveria surgir como instituição que pode salvar a coisa... ou pelo menos, criar espaços de reflexões e de transformação do conhecimento, em que podemos vislumbrar uma formação mais apurada.

A formação das crianças e dos jovens, principalmente em relação aos caminhos de uma consciência de cidadania, precisa ser trabalhada por parâmetros de estabelecimento de conceitos que denotem a elaboração de um pensamento mais racional e coberto de positividade a propósito de mudanças. É preciso, nestes tempos, trabalhar os conceitos políticos de uma forma mais crítica, que fundamente os rumos de renovação dos mundos que temos hoje. Sobretudo, que se trabalhem os ideais de esperança na transubstanciação desse panorama que temos atualmente. É importante que enxerguemos as transformações possíveis.
A crença do trabalho da Educação em oferecer esperanças para as transformações sociais, principalmente no que diz respeito à consciência política, é o combustível principal para uma nova formação.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Anotações - O livro Zoom e a questão dos detalhes e a percepção do todo

Penso que já devo ter dito aqui, neste espaço, uma menção ao fabuloso livro Zoom, de Istvan Banyai. É uma bem feita alegoria sobre a necessidade de sabermos nos aproximar e nos afastar dos centros de atenções para percebermos detalhes e visões gerais daquilo que queremos entender. A história sem texto traz um recurso imagético bem elaborado que propõe essa reflexão o tempo todo, descortinando-nos leituras dos ambientes que modificam a partir da mudança do ponto de vista.
A vida deveria ser assim. Já que o problema é comum ao dinamismo dos dias: o que parece verter uma leitura de uma forma, modifica-se à mudança do ponto de vista.
E deveríamos exercitar, constantemente, essa variável: procurar enxergar o mundo sob variadas óticas: ora nos aproximando do centro para enxergar os detalhes; ora nos afastando, o que permitiria as visões gerais.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

E se tudo não der certo?

Lamentavelmente, o título desta publicação reflete a ideia de alguns estudantes de uma escola religiosa de elite, por aqui no Brasil, que pensaram em fazer uma festa com este tema. Para explicitar o tema, eles fantasiaram-se de profissões, ao ver deles, consideradas inferiores: garis, porteiros, trabalhadores de redes de lojas de fast-food e assim por diante. A festa aconteceu recentemente e movimentou a internet em um festival de críticas.
Muito lamentável a atitude dos estudantes! Já começa com o pensamento elitista de que algumas profissões consideradas - por eles mesmos! - desprestigiadas refletem a ideia de que aqueles trabalhadores não deram certo na vida. Desconhecem, por exemplo, que muitos daqueles profissionais, vivendo com honestidade e dignidade criaram famílias com valores preciosos.
Lamentável, ainda, a conveniência da Escola em permitir o que aconteceu.
Vale destacar que o ambiente escolar tem por função principal desenvolver uma série de programações que permitam o desenvolvimento do ser humano.
Vivemos tempos em que os verdadeiros valores ficam desvirtuados. A ponto de se criarem perspectivas em que algumas pessoas sintam-se superiores a outras, mensurando essa superioridade por referências absurdas (estrato social, cor da pele, religião, orientação sexual, profissões etc.). Cabe à Educação assumir o debate desse absurdo e transformá-lo em reflexões nos ambientes escolares. É preciso pensar que o desenvolvimento do ser humano passa pelo processo de transformação de alguns hábitos ditos culturais... É preciso, também, que nos incomodemos com notícias desse tipo, para que as transformações culturais virem transformações pedagógicas.
As escolas precisam aceitar a missão de resistência a esses vieses que deturpam a consciência humana. Se jovens elitizados acreditarem que podem desmerecer essa ou aquela variável, simplesmente, por seus indivíduos não pertencerem àquele degrau estabelecido por escalas econômicas, então está tudo errado. O valor do ser humano é estabelecido por outros parâmetros (caráter, honradez, honestidade, alteridade... e por aí vai).
Ainda bem que as reações, negativas ao que ocorreu, foram tantas e possibilitou alguns pensamentos contundentes a propósito da consciência social e da educação. Ao par de nosso comprometimento com a máxima do fazer pedagógico - promover o desenvolvimento humano -, deve estar sempre a nossa consciência de humanidade, que preconiza a valorização que merecemos e somos, simplesmente pela característica de que as nossas diferenças - sejam elas quais forem - devem estar a serviço de uma troca que possibilite as ações colaborativas e coletivas, de valor positivo. E não as visões de marginalidade e de preconceitos.






quinta-feira, 8 de junho de 2017

Anotações - A formação

O tema da formação é matéria constante por aqui. Vale sempre retomar e buscar reflexões as mais variadas. Há conceitos pertinentes a esse tema que são necessários sempre estarem à luz dos nossos pensamentos. Mesmo que seja por caminhos tangentes.
Outro dia, vendo uma análise sobre a questão da formação dos técnicos de futebol brasileiros, visualizei estes conceitos... Noves fora ter sido a matéria com abordagem à profissão de técnico de futebol, penso que o assunto é concernente a qualquer profissional que se pretenda em meios de desenvolvimento positivo de seu trabalho.
Palavras e conceitos como preparo, formação, estudo, pesquisa, prática, habilitação para, gestão de pessoas / de equipes, gestão de produtos / metas e  conhecimento  saltaram, o tempo todo, na matéria da reportagem.
Toda profissão e consequente desenvolvimento de trabalhos devem valer-se destes conceitos para os necessários exercícios de reflexão das práticas. Todo profissional precisa destinar parte de seu tempo para preocupar-se com esses conceitos.
O grande problema é que a maioria das pessoas, por força da formação cultural, destinam pouco tempo para análises e leituras  que consolidem sua formação.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Anotações - Comunicação: A escrita

O assunto foi abordado aqui, recentemente: a questão dos problemas nos meios de comunicação, dificultando divulgação e compreensão das mensagens. Produzir um texto para os fins de comunicação estendem-se pelos meios da fala e da escrita.
O meio da fala é normalmente associado às referências de melhor aceitação, já que apresenta uma situação de maior dinamismo na ocorrência. Somos mais condescendentes com os problemas nesse canal de comunicação, até porque as inadequações podem ser corrigidas no imediato... dependendo, é claro, dos emissores e interlocutores. Entretanto, não se pode caminhar no desleixo. A fala é mecanismo, também, de prestígio e precisamos tomar cuidado às expressões nesse meio.
A escrita, por outro lado, é sempre mais preocupante, já que não se contempla essa questão das correções imediatas, olho no olho do interlocutor... Quando se vê, o texto já está impresso e veiculado. Daí a emitir uma errata, talvez o problema já está feito.
Inevitável, então, chamar a atenção para os cuidados que se devem ter com a prática da escrita. Penso nisso, ao saber da primeira tradução para a nossa língua do aclamado e clássico manual de escrita Como escrever bem, de William Zinsser, sucesso editorial norte-americano e em mais oito línguas por esse mundo afora. A edição nossa é da Editora Três Estrelas, vale dar uma olhada. Há uma citação do autor, que vale a reflexão para esse caminho do bem escrever: "Escrever tem a ver com caráter. Se seus valores são sólidos, o seu texto será sólido.".

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Indisciplina

Não há como negar: existe uma dificuldade muito grande para os agentes pedagógicos em lidar com as questões de indisciplinas nos ambientes escolares. Entretanto, penso que sempre foi assim. Temos uma grande dificuldade em lidar com situações que desestruturam as normalidades das programações.
Mas é preciso refletir na questão, já que ela compromete cada vez mais. Não apenas a normalidade das estruturas, mas também a saúde (física, emocional e psíquica) dos agentes. É necessário que saiamos, de imediato, com a pergunta: o que provoca aquela indisciplina que nos perturba?
Não é questionamento simples, que traz respostas imediatas, já que ela embute posicionamentos nem sempre tranquilos. Por exemplo, ao questionar o que provoca a indisciplina, eu posso ter como resposta principal ser a minha própria atuação, provavelmente desprovida de significados, a causadora do desinteresse que leva à situação de indisciplina. Não é tranquilo lidar com isso, já que é mais fácil colocar as razões do processo nos planos externos: os alunos, a escola, as famílias, as realidades cultural e social etc.
Sim, todos esses planos externos podem contribuir, sim, para a questão. O que pode me levar a deslocar para eles a análise rasteira do problema.
O pensamento crítico e racional é uma ferramenta interessante de análise de um problema qualquer. Mas ele exige que se levem em conta todas as possibilidades. Vamos, então, a esse exercício.
Em todas as instâncias de trabalho, as escolares inclusive, vivemos já há algum tempo, esse momento de burocratização dos sistemas. Para nos acomodar diante das perspectivas incontroláveis do trabalho, preferimos estabelecer normas e procedimentos sistemáticos que antecipam os problemas e preveem as melhores alternativas de soluções. Do ponto de vista das intenções, penso, até, que sejam estabelecimentos necessários, mas o efeito colateral disso tudo é que nos tornou automatizados para as funções gerenciais: ao menor sinal de desvio de alguma normalidade, olhamos para os diversos manuais e sistemas inventados e olhamos para as seções que nos antecipam as respostas... e o que é melhor, às vezes, os tais manuais até explicitam o que devemos dizer em determinadas situações. Esse ambiente tornou-nos incompatíveis com as questões dinâmicas da vida, em que as respostas aos movimentos cotidianos não podem ser previstos ou antecipados; é preciso ter expedientes e leituras legítimos para ações rápidas que neutralizem um movimento considerado negativo. Não é esse o caso da indisciplina nos espaços escolares?
E essa burocratização das atuações leva-nos a atividades destituídas de significados que motivem participações positivas.
O que nos leva a uma questão tangente: vivemos uma realidade cultural, já há algum tempo, que pressupõe vivermos eras em que não queremos ter trabalho para nada; ou dito de outro jeito, tudo o que nos dá trabalho, acaba sendo um estorvo muito grande. E aí preferimos as soluções imediatas e sem análises preciosas. E resolver um problema de indisciplina, como já exposto acima, demanda um certo trabalho.
Há, ainda, o problema da realidade social a que estamos submetidos: as famílias estão desestruturadas, o que leva ao contexto da falta da parceria necessária com esta instituição, além da situação cada vez mais notada do fortalecimento do poderio dos alunos frente aos agentes naturais de autoridades (pais, professores, patrões etc). Claro que há também, aqui, o problema da autoridade descabida, mas não vamos estender mais na análise.
Nessa realidade, cada vez mais as Escolas estão, também, partícipes desse problema de descontrole de autoridade: os diretores não têm autoridade sobre os demais agentes escolares e em todas as instâncias descortinam-se esse problema. Observa-se uma total falta de integração entre todos os agentes pedagógicos, em que uma das principais consequências é a falta de responsabilidade estabelecida para as tomadas de decisões.
Bom, o problema é grande. Mas, se tivermos um posicionamento de reflexão crítica diante dele, em busca de posicionamentos mais positivos, é possível que alcancemos, senão a solução difícil, pelo menos as respostas imediatas e pertinentes que o problema requer.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Anotações - Degradação do sistema político

É bem verdade que, a cada dia em que somos assolados pelo noticiário político, deixamos de crer em uma solução a contento da situação que atravessa nosso país. O sistema político do Brasil tornou-se uma rede de contaminação moral e ética, em torno do que duvidamos de que haja alguém honesto e de boas intenções. Enxergamos em cada notícia uma referência de fatos que joga todos os envolvidos em um mar de lama sem precedentes em nossa história... ou pelo menos sem precedentes descobertos.
É bem verdade, também, que, ao assistirmos a uma entrevista ou a uma reportagem de teor político, vemos personagens desavergonhadamente defendendo-se do que não existe defesa.
E é ainda bem verdade que o tal sistema político não só criou, como permitiu esse cenário de corrupção e de benesses desvairadas.
A questão é que não podemos nos furtar ao trabalho de Educação que deve levar aos jovens as análises críticas pertinentes à compreensão do cenário que ora atravessamos. E, com isso, proporcionar um ambiente positivo e racional de reflexões apuradas sobre o assunto. Cabe a todo processo pedagógico responsabilizar-se por produzir conhecimentos lógicos a respeito da crise política que atravessamos, para que não fiquemos apenas na superfície dos memes engraçadinhos... Nada contra os memes engraçadinhos.
É bem verdade que, na busca de implantação de ambientes reflexivos, principalmente nos espaços escolares, renovamos a esperança de transformações verdadeiramente positivas para as gerações futuras.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Anotações - A questão dos mecanismos legais

Já reparou que vivemos em uma sociedade que necessita de mecanismos legais para que se garantam situações que deveriam ser evidentes? É o caso, por exemplo, das legislações que estabelecem lugares garantidos a alguns cidadãos nos transportes coletivos.
Até entendo a ideia do estabelecimento dos tais mecanismos, embora nem sempre perceba a aplicabilidade deles. O problema maior é que vivemos em uma sociedade individualista, em que estamos, na maior parte das vezes, mais propensos a olhar para o próprio umbigo a atender demandas mais sensíveis.
O que me chamou a atenção para a reflexão deste tema foi um cartaz de propaganda em um dos vagões do Metrô de minha cidade. O cartaz dizia algo do tipo: "para a cidadania, todos os assentos são disponíveis.", clamando à população que não se prenda apenas aos parâmetros do que se estabelece no âmbito legal, que quando possível - e necessário - é de bom tom oferecer o lugar no assento para quem realmente precisa, mesmo que não sejam os espaços destinados.
A primeira reação foi de vergonha, a de que precisamos de um cartaz para que sejamos devolvidos aos lugares da humanidade. O bom seria que não precisássemos desses avisos para percebermos a disposição de agirmos como seres humanos que reconhecem os direitos de algumas pessoas em superioridade aos de outras.
Leda ingenuidade, eu sei, mas penso que só assim poderíamos nos creditar aos avanços do evolucionismo.




segunda-feira, 29 de maio de 2017

Base Nacional Comum Curricular

Após várias discussões e algum tempo de reflexões e posicionamentos críticos, que envolveu a sociedade de uma maneira geral, o Conselho Nacional de Educação está em momento de análises da terceira versão do documento da Base Nacional Comum Curricular. A Base é o documento que procura definir as especificidades relacionadas a aprendizagens essenciais de direito de todos os estudantes brasileiros, durante a educação básica, e deve ser homologado até o fim deste ano, pelo MEC. Vale acompanhar este assunto, já que ele pode suscitar diversas modificações e adaptações nos processos pedagógicos.
Essa versão da Base apresentou um conjunto de 10 competências gerais que devem ser desenvolvidas ao largo dos trabalhos com os componentes pedagógicos, de maneira integrada, durante toda a educação básica. Refletir, então, sobre essas competências adianta-nos algum pensamento sobre as mudanças de linhas a serem trabalhadas em integração aos currículos.
O site Porvir, especializado em discussões sobre Educação, produziu e divulgou um interessante infográfico, que pode - e muito - ajudar-nos nessa reflexão. Ao fim deste conteúdo, disponibilizo o link daquele material. Aliás, já adianto que a fonte desta publicação é a matéria publicada naquele veículo.
A questão de visualizar a necessidade de trabalho com algumas competências (que devem ser desenvolvidas com o intento de transformar o pensamento futuro) pode ser um complemento interessante para as modificações de elaborações dos currículos e processos ora desenvolvidos. É importante que o professor analise, fundamentalmente, o pressuposto dos termos destas competências como elemento que se vincula às modificações das sociedades, por assim dizer.
E aqui, há um elemento que deve ser visto criticamente em relação ao que se produz nos ambientes pedagógicos: as sociedades modificaram-se vertiginosamente ao longo dos tempos, mas os trabalhos pedagógicos ainda acompanham momentos e situações de tempos passados.
Cada uma das competências pretende incomodar essa situação de anacronismo. Vejam as dez competências: 1 - conhecimento; 2 - pensamento científico, crítico e criativo; 3 - senso estético; 4 - comunicação; 5 - argumentação; 6 - cultura digital; 7 - autogestão; 8 - autoconhecimento e autocuidado; 9 - empatia e cooperação; e 10 - autonomia.
Percebam que há uma ideia de que o sujeito seja dono de seu próprio movimento de formação e de aprendizagem, em que se definem estes movimentos segundo elementos de seu próprio desenvolvimento. E, se estes elementos são insuficientes, que hajam motivações para a constituição deles. É o que tratam, principalmente, as competências 7, 8 e 10.
As definições em relação à consolidação dos conhecimentos encontram-se descritas nas competências 1, 2, 4 e 5, por exemplo. Os jovens precisam aprender a elaborar os processos de construção do conhecimento, a partir de uma perspectiva de criticidade e racionalidade.
Os embasamentos emocionais encontram-se, de uma maneira geral, distribuídos nas competências 3 e 9. E são elementos significativos, já que, tangenciando a formação racional, é necessário que o sujeito esteja dotado de marcas de sensibilidade que, certamente, advirão das formações artístico-culturais a que a pessoa estiver submetida.
Por fim, a competência de número 6, uma das que talvez tenhamos mais dificuldade de lidar, lembra-nos dos aspectos da modernidades que vivenciamos. Os jovens são viventes da cultura digital, em que as tecnologias respondem aos mais diversos apelos e a Educação precisa acompanhar essa realidade.
Entender essa definição das competências como um recurso que pode tornar positivas as ações pedagógicas deve fazer a diferença nos caminhos de transformações que tanto buscamos para a Educação.

Fonte: Porvir (clique aqui para ver o infográfico)

terça-feira, 23 de maio de 2017

Anotações - A honestidade

Por conta do furacão político que se instaurou em nosso país, palavras como integridade, honestidade, moral e ética fizeram parte de extensa pauta de um programa dominical famoso por aqui.
Vou ficar com a ideia de "honestidade", por ora. Já há algum tempo que precisamos conviver com essa referência associada às personalidades políticas; quase sempre pelo viés negativo da expressão: o da desonestidade. Tanto é que nas épocas de propaganda eleitoral, não é raro encontrar a palavra vinculada à apresentação de algum candidato, como se fosse um diferencial.  E isso transcendeu para todos os campos profissionais. "Fulano é honesto", ouvimos para significar uma característica especial de alguém.
A questão é que a honestidade deve ser um pressuposto, e não um diferencial.
Todos os profissionais, mas principalmente os que lidam com as questões de ordem ou de gestão pública, devem ser honestos. É em nome dessa característica que depositamos nossa fé em um atendimento imparcial e pleno de garantias para o melhor que se possa fazer, em nome de interesses coletivos.
Poderia ser simples assim, mas quando a ideia passa a ser compreendida como um diferencial, é que começamos a perceber melhor a dimensão de todos os problemas a que estamos assistindo.