Minha amiga espantou-se quando, do nada, eu lhe perguntei qual seria o seu sonho, se ela pudesse ter um negócio próprio... Estava eu mergulhado em reflexões sobre empreendedorismo, quando puxei o assunto.
Minha amiga demorou um pouco para responder, mas, logo, passou a desfilar seus sonhos. O curioso foi quando ela disse que bastava fechar os olhos que via todas as imagens na cabeça.
Divaguei enquanto ela falava sobre a ideia, a meu ver contraditória, de que bastava fechar os olhos para ver as imagens. Ora, se eu fechasse os olhos não veria coisa alguma. Mas talvez seja assim mesmo que muitos de nós entendemos os nossos sonhos - algo que acontece em um espaço não concreto, o dos olhos fechados. E o simbolismo dos olhos fechados remete à ideia de algo escuro, impenetrável, que não se pode alcançar, algo impossível de concretizar.
Pensei, então, no quanto é preciso sonhar com os olhos bem abertos. Acho que foi Chaplin quem disse que as grandes coisas do homem foram conquistas do que parecia impossível. Entendi minha amiga: ao dizer que fechava os olhos, ela parecia estar pensando na impossibilidade da realização do que estava dizendo. As imagens estavam no plano dos olhos fechados. Pois bem, ao abrir os olhos, mudo o paradigma do que é simbolizado: com os olhos abertos, passo a enxergar - o mundo, as possibilidades, os propósitos, a vida ao redor.
E é só nesse espaço em que a visão está plena é que posso avaliar todas as referências que me levam aos sonhos; e, ao avaliar as referências, sinto-me senhor dos meus sonhos. Alcançá-los vai depender da quantidade de esforço que deposito no meu caminhar em busca deles.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Saber, não saber...
A busca por um processo positivo de aprendizagem exige o pressuposto de uma consciência do que se sabe e do que não se sabe acerca do que se quer aprender. Parece frase para dar um nó na cabeça, mas não deve ser encarado assim. Saber algo - procurar saber algo - implica, necessariamente, entender até onde se sabe. E até onde não se sabe.
Todos nós, independente de nossa formação cultural ou acadêmica, somos detentores de saberes os mais diversos. Sabemos algo, conhecemos algo. É essa consciência do que sabemos que nos move a novas descobertas - ora, pensamos, até aqui eu sei bem, mas eu gostaria de saber mais. E aí começam os caminhos para aprimorar os nossos conhecimentos. É assim, dito de forma simples, que ampliamos ou construímos nossos conhecimentos.
Partindo do que sabemos, nosso principal movimento na busca da aprendizagem é tomar consciência, exatamente, do que não sabemos. Justamente por não se saber algo, é que me movo na tentativa de sanar esse não saber. Nem sempre tomamos consciência disso, mas somos instados a buscar o aperfeiçoamento porque percebemos que há algo que não conhecemos, que não sabemos.
Somos sujeitos naturalmente curiosos, ávidos por saber, e é isso que nos leva à busca de aprender. Aquilo que eu não sei é o combustível para meu caminho do procurar saber.
Reparem que eu repeti bastante a palavra "conscientizar". Se não houver um processo de conscientização - de trazer para a consciência, de estar consciente de, de interiorizar - o que é preciso aprender, não há aprendizagem.
E sem aprendizagem não há desenvolvimento.
Todos nós, independente de nossa formação cultural ou acadêmica, somos detentores de saberes os mais diversos. Sabemos algo, conhecemos algo. É essa consciência do que sabemos que nos move a novas descobertas - ora, pensamos, até aqui eu sei bem, mas eu gostaria de saber mais. E aí começam os caminhos para aprimorar os nossos conhecimentos. É assim, dito de forma simples, que ampliamos ou construímos nossos conhecimentos.
Partindo do que sabemos, nosso principal movimento na busca da aprendizagem é tomar consciência, exatamente, do que não sabemos. Justamente por não se saber algo, é que me movo na tentativa de sanar esse não saber. Nem sempre tomamos consciência disso, mas somos instados a buscar o aperfeiçoamento porque percebemos que há algo que não conhecemos, que não sabemos.
Somos sujeitos naturalmente curiosos, ávidos por saber, e é isso que nos leva à busca de aprender. Aquilo que eu não sei é o combustível para meu caminho do procurar saber.
Reparem que eu repeti bastante a palavra "conscientizar". Se não houver um processo de conscientização - de trazer para a consciência, de estar consciente de, de interiorizar - o que é preciso aprender, não há aprendizagem.
E sem aprendizagem não há desenvolvimento.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
É preciso ler até o final
Vivemos uma era de um fenômeno particular - o das decisões e julgamentos precipitados. Pelo título de uma manchete, já sabemos toda a notícia; por uma palavra solta, pinçada em uma frase, já inferimos todo o sentido de um texto; por uma avaliação inicial rápida, já somos sabedores de tudo de quanto precisamos para o julgamento final de uma decisão - decisão quase sempre muito significativa; pela imagem célere que nos chega sobre qualquer assunto - ainda que não o detenhamos plenamente-, já elaboramos toda sorte de definição pronta.
O maior problema, resultado desse fenômeno, é que, na maioria das vezes - senão em todas as vezes -, estaremos redondamente equivocados. Nossas decisões e nossos julgamentos e nossas definições se revelarão erros crassos. Cometeremos erros vários, alguns deles irreparáveis.
E para a correção desses equívocos bastaria o exercício da análise. Toda informação que nos chega - seja ela em forma de uma palavra, de uma manchete, de uma imagem - demanda um exercício valioso de análise. É preciso conhecer e medir as variáveis que perfazem aquela informação, em um jogo racional de verificação de possibilidades. Aquilo aconteceu mesmo? Foi do jeito que contaram? Não há algo estranho nisso tudo? Será que eu li até o final? Será que eu compreendi o que li? Será que eu detenho algum conhecimento sobre o que li?... Nesse jogo racional, devem surgir diversas perguntas que nos movimentarão aos caminhos que, decerto, evitarão os julgamentos precipitados.
Para isso, não podemos ter preguiça de enfrentar esses questionamentos todos. O exercício do pensar - o tal jogo racional - é o aliado mais forte para a criação do conhecimento. E, na esteira, para o nosso desenvolvimento pessoal.
O maior problema, resultado desse fenômeno, é que, na maioria das vezes - senão em todas as vezes -, estaremos redondamente equivocados. Nossas decisões e nossos julgamentos e nossas definições se revelarão erros crassos. Cometeremos erros vários, alguns deles irreparáveis.
E para a correção desses equívocos bastaria o exercício da análise. Toda informação que nos chega - seja ela em forma de uma palavra, de uma manchete, de uma imagem - demanda um exercício valioso de análise. É preciso conhecer e medir as variáveis que perfazem aquela informação, em um jogo racional de verificação de possibilidades. Aquilo aconteceu mesmo? Foi do jeito que contaram? Não há algo estranho nisso tudo? Será que eu li até o final? Será que eu compreendi o que li? Será que eu detenho algum conhecimento sobre o que li?... Nesse jogo racional, devem surgir diversas perguntas que nos movimentarão aos caminhos que, decerto, evitarão os julgamentos precipitados.
Para isso, não podemos ter preguiça de enfrentar esses questionamentos todos. O exercício do pensar - o tal jogo racional - é o aliado mais forte para a criação do conhecimento. E, na esteira, para o nosso desenvolvimento pessoal.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
A escolha do caminho
Na busca do desenvolvimento pessoal, a escolha de um caminho seguro e pontuado de expectativas de crescimento é o fator de certeza de evolução. O problema é justamente determinar por qual caminho seguir, na medida em que é preciso saber escolher a melhor direção. Lamentavelmente, não teremos nessa empreitada um roteiro seguro e tranquilo, com setas certeiras indicando a direção amistosa e premiada. Vamos ter que desenvolver certas competências e habilidades para nos defrontarmos com a constante incerteza de qual caminho nos levará ao sucesso.
E é assim mesmo que se configura a vida - um manancial constante de escolhas, sem que saibamos delas o quanto de certo e exato nos reserva os caminhos percorridos. Precisamos estar preparados e seguros de o quanto sabemos e somos para que o processo de escolha seja um ato consciente e integral.
Claro que não haverá garantias, mas, fundamentados na nossa competência e na determinação, teremos a certeza sempre de termos feito a melhor escolha!
E é assim mesmo que se configura a vida - um manancial constante de escolhas, sem que saibamos delas o quanto de certo e exato nos reserva os caminhos percorridos. Precisamos estar preparados e seguros de o quanto sabemos e somos para que o processo de escolha seja um ato consciente e integral.
Claro que não haverá garantias, mas, fundamentados na nossa competência e na determinação, teremos a certeza sempre de termos feito a melhor escolha!
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Construção do Conhecimento
Ora, sejamos realistas: sem o pensar, sem o exercício da capacidade de filosofar, não se constrói conhecimento algum. E a nós, educadores e líderes, cabe, justamente, o pleno desenvolvimento nessa tarefa: construir conhecimentos.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Aprendizagem e Evolução
É preciso que ampliemos nosso conceito de aprendizagem. Seguramente, a aprendizagem está mais relacionada aos aspectos de formação do que, tão somente, ao de assimilação de conceitos. Melhor dizendo, a assimilação de conceitos será apenas um dos pressupostos da formação do sujeito. Assim, não basta decorar aquelas fórmulas infinitamente recitadas para caracterizar a aprendizagem, é preciso saber o que fazer com elas. E é nesse “o que fazer” que residem as nebulosas condições do aprender – nem sempre, podemos garantir as certezas nesse caminho. O movimento da aprendizagem é, decididamente, dinâmico e frenético. Não se pode pensar em evolução a partir de um ambiente estático. Incontáveis vezes estaremos diante de incertezas e de tentativas equivocadas de utilização das ferramentas do saber; é exatamente aqui que a aprendizagem, conceitualmente, mais se aproxima da ideia de evolução: idas e vindas, sucessos e fracassos, determinações e desistências... Sem que jamais percamos de vista o destino de nossos caminhos.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Desenvolvimento de Pessoas
A promoção do desenvolvimento pessoal está relacionada aos cuidados com os níveis intelectual, social, profissional e do bem estar. O ser humano, dada a sua complexidade de formação, sente-se preparado aos mais diversos desafios quando estes níveis estiverem sintonizados para o aperfeiçoamento de aprendizagens.
No nível intelectual, somos instados a buscar o melhor avanço da nossa capacidade de trabalho com as inteligências - a partir de leituras, de estudos, de pensamentos. E inteligência, aqui, é uma potencialidade - todos a detêm.
No nível social, as relações humanas e as referências de amizade e de agrupamentos nos complementam a vida - precisamos do outro, em um conceito de coletividade essencial ao nosso crescimento.
O nível profissional está referendado nas relações de trabalho, em que destinamos nossos esforços ao crescimento na carreira.
O nível do bem estar, que perfaz todos os outros, conceitua-se na busca do equilíbrio emocional de que tanto necessitamos.
No processo de evolução, de crescimento, estes níveis desenvolvem-se em um processo dinâmico, sem prender-se ao estabelecimento de valores médios; o
movimento da aprendizagem mostra-se, sempre, em constante dinamismo e é
frenético, mesmo. Esta é a representação
mais pertinente de um processo de desenvolvimento pessoal.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Consciência Social
No mundo moderno, uma das referências mais gritantes do processo de deseducação é a questão dos posicionamentos de comodismos individuais frente às referências coletivas. O ser humano tem buscado, antes, sua satisfação, em detrimento ao respeito coletivo. Até fica parecendo que o que está no coletivo, para uso comum, não tem outra referência senão a de servir, unicamente, a um propósito individual.
O exercício da consciência social deveria ser o caminho mais direto para responder a essa demanda. Deveríamos perceber melhor o nosso entorno, para nos identificarmos e nos reconhecermos como parte de um todo. É exercício constante: compreender o mecanismo social que está inserido nas diversas variantes que nos cercam; enxergar o outro em seus movimentos; respeitar o outro no compartilhamento de espaços...
Desse exercício, é importante focarmos na ideia de enxergar o outro. A consciência social, como pressuposto de desenvolvimento pessoal, fundamenta-se no simplismo de perceber que uma outra pessoa divide comigo os mesmos espaços, variáveis e equipamentos.
O exercício da consciência social deveria ser o caminho mais direto para responder a essa demanda. Deveríamos perceber melhor o nosso entorno, para nos identificarmos e nos reconhecermos como parte de um todo. É exercício constante: compreender o mecanismo social que está inserido nas diversas variantes que nos cercam; enxergar o outro em seus movimentos; respeitar o outro no compartilhamento de espaços...
Desse exercício, é importante focarmos na ideia de enxergar o outro. A consciência social, como pressuposto de desenvolvimento pessoal, fundamenta-se no simplismo de perceber que uma outra pessoa divide comigo os mesmos espaços, variáveis e equipamentos.
domingo, 5 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
sábado, 30 de novembro de 2013
Da vontade de retomar o que se parou
Lamentavelmente, precisei ficar distante do meu blog por esses meses. Não consegui produzir ideias interessantes e optei pelo silêncio.... Peço até desculpas aos amigos. Mas agora, mesmo tendo passado esse tempo, é preciso alimentar a vontade de retomar o que se parou. E é com esse espírito que me esforço no sentido de retomar minhas produções. A busca do conhecimento e a vontade de refletir sobre as variáveis de aprendizagem serão minhas guias nessa retomada.
Tenho refletido muito sobre a ideia de desenvolvimento das pessoas; é um conceito que vai me acompanhar nos meus trabalhos. Curioso é observar que mesmo essa fase em que me silenciei constitui-se um dos processos de desenvolvimento. Às vezes é preciso parar, avistando de longe os movimentos. Às vezes, é preciso aquietar o espírito e tentar calar-se diante do dinamismo da vida. Às vezes, é preciso retirar-se. O que não se pode é prostrar-se na equivocada referência de que nada mais há o que se fazer. Apesar dos pesares, não cogitei na prostração; o problema foi a falta de concentração e de foco, diante de intempéries com que o destino me presenteou.
Eis aí outra tentativa de transformar os infortúnios em aprendizagens: foco e concentração são, além da necessidade de subsistência, pontos chaves no desenvolvimento humano. Estar focado no que se estabelece como plano e concentrar-se no que é preciso fazer são requisitos imprescindíveis para suportar as agruras do cotidiano...
Como não vivemos isolados nas ilhas e nas montanhas, outro requisito valoroso, também, é ter bons amigos. Daqueles que lhe entendem e que não medem esforços para colaborar com o seu desenvolvimento. Obrigado.
Tenho refletido muito sobre a ideia de desenvolvimento das pessoas; é um conceito que vai me acompanhar nos meus trabalhos. Curioso é observar que mesmo essa fase em que me silenciei constitui-se um dos processos de desenvolvimento. Às vezes é preciso parar, avistando de longe os movimentos. Às vezes, é preciso aquietar o espírito e tentar calar-se diante do dinamismo da vida. Às vezes, é preciso retirar-se. O que não se pode é prostrar-se na equivocada referência de que nada mais há o que se fazer. Apesar dos pesares, não cogitei na prostração; o problema foi a falta de concentração e de foco, diante de intempéries com que o destino me presenteou.
Eis aí outra tentativa de transformar os infortúnios em aprendizagens: foco e concentração são, além da necessidade de subsistência, pontos chaves no desenvolvimento humano. Estar focado no que se estabelece como plano e concentrar-se no que é preciso fazer são requisitos imprescindíveis para suportar as agruras do cotidiano...
Como não vivemos isolados nas ilhas e nas montanhas, outro requisito valoroso, também, é ter bons amigos. Daqueles que lhe entendem e que não medem esforços para colaborar com o seu desenvolvimento. Obrigado.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Uma Atmosfera Pedagógica Positiva
Nos espaços pedagógicos, observa-se, comumente, a existência de uma atmosfera diversa e atuante. Os agentes que ali concorrem têm atividades nem sempre integradas, ainda que coexistam no mesmo espaço. Esses agentes são: os profissionais da limpeza, os inspetores, os alunos, os professores, os coordenadores, os diretores e mais outros, conforme o local e o sistema a que estão jurisdicionados.
Em Educação, é a proporção de o quanto essa atmosfera estiver em uma ação integrada e coesa que vai determinar o caminho de positividade nas ações pedagógicas. É preciso, então, que haja a elaboração de uma consciência social de todos aqueles agentes para o encaminhamento de uma referência coletiva.
Talvez o mais difícil seja exatamente a elaboração dessa consciência coletiva. De uma forma clássica, e já cultural, aqueles agentes atuam, se não individualmente, em posturas de conflito e de confronto.
Em Educação, é a proporção de o quanto essa atmosfera estiver em uma ação integrada e coesa que vai determinar o caminho de positividade nas ações pedagógicas. É preciso, então, que haja a elaboração de uma consciência social de todos aqueles agentes para o encaminhamento de uma referência coletiva.
Talvez o mais difícil seja exatamente a elaboração dessa consciência coletiva. De uma forma clássica, e já cultural, aqueles agentes atuam, se não individualmente, em posturas de conflito e de confronto.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
A Integralidade do Ser Humano
Penso que todos os envolvidos com Educação deveriam refletir na máxima da promoção do desenvolvimento do ser humano. Nesse aspecto, o conceito de integralidade do ser humano é o referencial primordial de constituição de um caminho positivo a ser buscado. É a partir da percepção da ideia de integralidade que, em nossa plenitude, enxergamos a plenitude do outro; em Educação, mais do que em outra atividade, as referências de "um" e de "outro" são tão marcantes e dinâmicas. É preciso, então, entender quanto dessa integralidade está, conscientemente, exercitada na formação individual.
Por ser integral, o indivíduo (esse ser envolvido nas relações sociais) é constituído de uma diversidade de aspectos. Em um espaço pedagógico - essencialmente, um local de relações humanas e sociais -, a ideia de integralidade pode ser um pressuposto interessante (e emergente) para a discussão de uma melhor qualidade em Educação. Quanto da integralidade dos professores e dos alunos, só para ficar nos agentes mais diretos do fazer pedagógico, está considerada nos discursos que se fazem sobre Educação? Considera-se o professor integral ou aquele sujeito que deve "dar" aulas de Matemática, por exemplo? Considera-se o aluno integral ou a nota vermelha (ou azul, que seja!) a ilustrar o seu boletim?
Quando estivermos prontos para enxergarmos que o ser humano é constituído de minúcias, que perfazem sua totalidade - e daí pensarmos nas relações de mãos duplas e várias, que acontecem nos espaços pedagógicos -, daremos um grande passo para redimensionar os papéis que exercemos para tornar positivo o ambiente escolar.
Por ser integral, o indivíduo (esse ser envolvido nas relações sociais) é constituído de uma diversidade de aspectos. Em um espaço pedagógico - essencialmente, um local de relações humanas e sociais -, a ideia de integralidade pode ser um pressuposto interessante (e emergente) para a discussão de uma melhor qualidade em Educação. Quanto da integralidade dos professores e dos alunos, só para ficar nos agentes mais diretos do fazer pedagógico, está considerada nos discursos que se fazem sobre Educação? Considera-se o professor integral ou aquele sujeito que deve "dar" aulas de Matemática, por exemplo? Considera-se o aluno integral ou a nota vermelha (ou azul, que seja!) a ilustrar o seu boletim?
Quando estivermos prontos para enxergarmos que o ser humano é constituído de minúcias, que perfazem sua totalidade - e daí pensarmos nas relações de mãos duplas e várias, que acontecem nos espaços pedagógicos -, daremos um grande passo para redimensionar os papéis que exercemos para tornar positivo o ambiente escolar.
domingo, 28 de abril de 2013
Dia da Educação
Nesta data, 28 de abril, comemora-se o Dia da Educação. Mais do que uma efeméride - ainda que seja importante termos datas a comemorar algo -, precisamos fazer do momento uma bandeira de afirmação. Somos educadores porque acreditamos que, com essa ferramenta, seremos capazes de provocar uma transformação na realidade que nos circunda. Esse princípio, aliado a todas as variáveis - cultural, acadêmica, política, religiosa, social etc. - que nos completam a existência, deve ser permanente em nosso caminho de trabalho.
Uma bandeira de afirmação não se faz senão com o comprometimento e a dedicação que temos com a identidade profissional que escolhemos - seja por vocação, por crença, por oportunidade ou por tudo junto. Que nesse dia, os amigos Educadores não se percam da consciência de importância do princípio que nos movimenta a essa vocação, a essa crença, a essa oportunidade, para que façamos novos, consistentes e significativos dias de Educação.
Uma bandeira de afirmação não se faz senão com o comprometimento e a dedicação que temos com a identidade profissional que escolhemos - seja por vocação, por crença, por oportunidade ou por tudo junto. Que nesse dia, os amigos Educadores não se percam da consciência de importância do princípio que nos movimenta a essa vocação, a essa crença, a essa oportunidade, para que façamos novos, consistentes e significativos dias de Educação.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Refletindo sobre a Participação no Processo do Trabalho em Equipe
O
ser humano é, antes de tudo, um ser social. Não vive isolado, desenvolvendo-se
sozinho. Desde que o mundo é mundo, o ser humano aprendeu sobre a necessidade
de viver em comunidades, de estabelecer sociedades. Esse é o pressuposto do
sentimento de coletividade, que marcou a evolução de todos os grupos que
conhecemos. Observe que a nossa própria história acompanha esse raciocínio, o
de coletividade.
Primeiro,
estabelecemos um grupo familiar – pertencemos a uma família, dotada de cultura,
de convivência, de formação etc. O grupo familiar vai ser o nosso primeiro
suporte de marca social.
Em
seguida, constituímos o grupo escolar: passamos a pertencer a um grupo com o
objetivo de acumular e transformar conhecimentos.
Paralelamente,
experimentamos o grupo religioso – uma coletividade simbolizada pela divisão
dos preceitos de fé e divindade.
Experimentamos,
ainda, a sociedade profissional, na qual dividimos com outro grupo nossos anseios
de trabalho.
E,
assim, de uma constituição coletiva a outra, vamos formando o nosso caráter, a
nossa cultura, a nossa intelectualidade, o que promove o nosso desenvolvimento
como ser humano.
Vale
refletir que essa disposição de constituição em coletividades, na verdade, tem
a ver com a ideia de soma de esforços resultantes de realizações.
A
partir desse raciocínio é que chegamos ao conceito de participação. A
tal soma de esforços já remete a essa ideia, a de que, qualquer que seja o
grupo em que estamos constituídos, não podemos perder de vista a noção de fazer
parte de. Aliás, o conceito de participante bem poderia ser colocado
como uma regra da coletividade, mas, talvez, fique melhor, explorá-lo como
princípio básico, ou seja, o fato de estarmos fazendo parte de um grupo nos
coloca como sujeitos colaborativos, que se propõem a contribuir para o
desenvolvimento do grupo.
Veja
que é dito como um princípio, quer dizer, deveria fazer parte da natureza dos
indivíduos. Claro que sabemos não ser bem assim na prática; a individualidade,
o egocentrismo e o egoísmo são, naturalmente, as doenças que invertem esse
princípio.
Então,
precisamos encarar como um exercício, aliás, um constante exercício, esse de
nos percebermos como membros de uma coletividade, com a missão de somar
esforços para concretizar uma realização.
Pensemos
numa brincadeira interessante, em que passamos uma folha de papel em branco
para cada um de nós, membros de um grupo, desenhar um traço. O participante
seguinte que pegar essa folha deve completar esse traço, intencionalmente
pensando em um desenho (mas deve fazer apenas um traço) e, assim,
sucessivamente, até que cheguemos ao último do grupo.
Ainda
que, talvez, o resultado não seja uma obra de arte, ele será o reflexo de um
trabalho em grupo, em que cada indivíduo colaborou com o que tinha de melhor
para a concretização da brincadeira/tarefa. Aqui está a principal definição de sujeito
colaborativo – ele não perde a sua individualidade ao contribuir para o
desenvolvimento do grupo. Cada traço do desenho será a porção individual de
colaboração na realização. E, ao ver o desenho completo, enxergamos a
realização de um grupo, de uma coletividade.
Pensemos,
ainda, na imagem de um muro que está sendo construído, em que várias pessoas
contribuem para o seu desfecho; notem bem que a ideia é de um processo: o muro
não está construído, está sendo construído! Algo que não está completo,
ainda; precisa de uma união de forças para que se realize. Havemos de pensar,
também, que cada sujeito participante daquele projeto terá sua tarefa muito bem
definida: um carrega os tijolos, outro alinha os tijolos no muro, alguém
assenta a massa para sedimentar os tijolos, outro verifica se o muro não está
torto, um outro faz o acabamento, e assim por diante. E é preciso que seja
assim – cada um, além de sua porção individual de colaboração, vai depositar
uma energia representativa de seu potencial (aquilo que ele sabe fazer).
Essa
ideia de participação deve ser complementada com um outro
princípio, que é o da convivencialidade, ou seja, não só fazemos parte
de um grupo, como convivemos com esse grupo desde o planejamento até a
realização de um trabalho.
Está
aí a ponte para pensarmos toda essa explanação direcionada ao trabalho em equipe. Repare que
fazemos parte de um grupo específico: somos profissionais, que buscam
desenvolver determinado trabalho - não podemos fechar os olhos às nossas
potencialidades como sujeitos colaborativos. O tal desenho, sobre o qual
comentamos agora há pouco, está sendo passado para que continuemos o seu traço
e o terminemos. Não podemos ficar alheios a esse compromisso.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Pedagogia da Mediação
O que fica bastante claro, nos dias de hoje, é que a maneira de ensinar e de aprender mudou bastante. Nem sempre nos damos conta disso, mas a verdade é que estamos diante de um fato: as mudanças tecnológicas, principalmente, e o livre acesso às informações influenciam - ou deveriam influenciar - as formas como aprendemos e como ensinamos. É até natural que tais mudanças repercutem mais significativamente nos alunos - como jovens, estão mais propensos aos referenciais da modernidade -, mas os professores não podem, e não devem, abster-se da reflexão desse processo.
O ensino e a aprendizagem, nos dias de hoje, estão referendados nas variáveis da Pedagogia da Mediação. O professor mediador compreende que a condução de uma aula obedece mais aos processos colaborativos do que a um caminho individualista de transmissão de saberes.
Nesse espaço de colaboração, todos são responsáveis pela construção do conhecimento. E o professor é um orientador de caminhos, aproveitando-se das inteligências advindas de sua turma e tecendo uma verdadeira colcha de retalhos (a aprendizagem).
O ensino e a aprendizagem, nos dias de hoje, estão referendados nas variáveis da Pedagogia da Mediação. O professor mediador compreende que a condução de uma aula obedece mais aos processos colaborativos do que a um caminho individualista de transmissão de saberes.
Nesse espaço de colaboração, todos são responsáveis pela construção do conhecimento. E o professor é um orientador de caminhos, aproveitando-se das inteligências advindas de sua turma e tecendo uma verdadeira colcha de retalhos (a aprendizagem).
sábado, 2 de março de 2013
Um Pouco de Poesia nas Agruras do Dia a Dia
Caro colega Educador, permita-me falar um pouco do que pode parecer amenidade, mas não sem a intenção de provocar um pouco de reflexão. A questão da sensibilidade e da afetividade deve ser compreendida como referencial pedagógico. Principalmente, porque nos endurecemos frente às adversidades. E mais ainda porque o nosso trabalho é eminentemente humano.
Em uma atividade que desenvolvo, com o mesmo título deste post, convido os participantes a pensar a vida, através de conversas informais, a partir da leitura de um texto poético escolhido. Já utilizamos artigos de jornais, letras de músicas, poemas, crônicas etc. A ideia é envolver todos os presentes em um ambiente de sensibilidade, a tal ponto que a participação seja natural, espontânea e livre de censuras e temores. O resultado é fantástico: as pessoas sentem-se tranquilas em omitir opiniões - livres da pressão de uma avaliação, os comentários, os debates e o envolvimento tornam-se muito positivos; desenvolve-se, naturalmente, os conceitos de socialização - falar, ouvir o outro, expressar-se -; e todos nós, aproveitando-me da fala de um dos participantes, nos sentimos um pouco mais inteligentes.
Fico pensando essa metodologia em uma sala de aula. A partir de um estímulo qualquer - um texto, um mapa, um problema de matemática, uma experiência científica, uma imagem etc -, cria-se um ambiente em que se permite a discussão dos referenciais poéticos daquele estímulo, sem que haja a conceituação de "certo" ou de "errado". Por "referencial poético" entenda-se, por favor, toda e qualquer emoção ou sentimento oriundos daquele estímulo - caberá ao Educador conduzir e administrar as rotas de caminhos sobre essa variável. Certamente, haverá um pouco de dificuldade no começo, mas a persistência talvez mostre que abrir um espaço de significação, talvez calcado na ideia humana de sensibilidade e vinculado aos conteúdos trabalhados, pode ser interessante para a busca de uma Educação de melhor qualidade.
Em uma atividade que desenvolvo, com o mesmo título deste post, convido os participantes a pensar a vida, através de conversas informais, a partir da leitura de um texto poético escolhido. Já utilizamos artigos de jornais, letras de músicas, poemas, crônicas etc. A ideia é envolver todos os presentes em um ambiente de sensibilidade, a tal ponto que a participação seja natural, espontânea e livre de censuras e temores. O resultado é fantástico: as pessoas sentem-se tranquilas em omitir opiniões - livres da pressão de uma avaliação, os comentários, os debates e o envolvimento tornam-se muito positivos; desenvolve-se, naturalmente, os conceitos de socialização - falar, ouvir o outro, expressar-se -; e todos nós, aproveitando-me da fala de um dos participantes, nos sentimos um pouco mais inteligentes.
Fico pensando essa metodologia em uma sala de aula. A partir de um estímulo qualquer - um texto, um mapa, um problema de matemática, uma experiência científica, uma imagem etc -, cria-se um ambiente em que se permite a discussão dos referenciais poéticos daquele estímulo, sem que haja a conceituação de "certo" ou de "errado". Por "referencial poético" entenda-se, por favor, toda e qualquer emoção ou sentimento oriundos daquele estímulo - caberá ao Educador conduzir e administrar as rotas de caminhos sobre essa variável. Certamente, haverá um pouco de dificuldade no começo, mas a persistência talvez mostre que abrir um espaço de significação, talvez calcado na ideia humana de sensibilidade e vinculado aos conteúdos trabalhados, pode ser interessante para a busca de uma Educação de melhor qualidade.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Informação, Conhecimento e Capital Intelectual
Nas situações mais triviais do nosso cotidiano, somos bombardeados por um sem número de informações. Transformá-las em conhecimento é um grande desafio. O primeiro passo é selecionar a utilidade das informações recebidas - muito daquilo que você recebeu, certamente, deve ir para o lixo. Então, ganhamos outro desafio - como selecionar? Normalmente, a seleção está relacionada com a utilidade - aquela informação que me será útil é a que retenho.
O caráter utilitário da informação nem sempre é objetivo. Nesse caso, entra em jogo o planejamento e as definições de metas. Aqui, transformar informação em conhecimento vai estar relacionado com os objetivos a que nos propusemos. De imediato, há de se perceber que a definição dos caminhos a serem percorridos é variável fundamental no processamento das informações. Construir conhecimento está intimamente relacionado com a preocupação de planejar metas e objetivos... É a gestão do conhecimento na formação do capital intelectual.
Para o educador comprometido com os ideais de uma Educação de melhor qualidade, a conscientização desta formação de capital intelectual - referências do que se sabe, do que não se sabe e do que se precisa saber -, além de representar a medida de seu desenvolvimento pessoal, vai constituir-se em modelo positivo para os educandos.
O caráter utilitário da informação nem sempre é objetivo. Nesse caso, entra em jogo o planejamento e as definições de metas. Aqui, transformar informação em conhecimento vai estar relacionado com os objetivos a que nos propusemos. De imediato, há de se perceber que a definição dos caminhos a serem percorridos é variável fundamental no processamento das informações. Construir conhecimento está intimamente relacionado com a preocupação de planejar metas e objetivos... É a gestão do conhecimento na formação do capital intelectual.
Para o educador comprometido com os ideais de uma Educação de melhor qualidade, a conscientização desta formação de capital intelectual - referências do que se sabe, do que não se sabe e do que se precisa saber -, além de representar a medida de seu desenvolvimento pessoal, vai constituir-se em modelo positivo para os educandos.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Recomeço
Recomeçam as aulas, trazendo consigo um sem número de perspectivas. E
com esse recomeço, o desejo é o de que novas esperanças e expectativas sejam
depositadas, plantadas e cultivadas.
Para fazer uma Educação de melhor qualidade, basta nosso compromisso de
fazer desse recomeço uma experiência marcante e positiva para todos. De nossa
parte, adentremos aos espaços pedagógicos imbuídos da vontade de transformar...
e de nos transformar. Façamos das nossas especialidades e dos nossos potenciais
– e todos os têm aos tantos – o combustível certo para que a energia e o
entusiasmo não se diminuam. Fiquemos juntos – a união necessária será a força
que nos abrirá os caminhos... Saibamos abrir os caminhos, sobretudo! E, mais
ainda, saibamos humanizar as estradas por onde passarmos.
A Educação é artefato manufaturado, construído devagar (devagar, mas
sólido!). E por ser assim, vai nos exigir certa dose de paciência e de
insistência e de persistência e de consistência. Nossas atitudes e nossas
reflexões é que farão a diferença...
Que todos tenham um ótimo recomeço de aulas e de descobertas.
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