terça-feira, 25 de agosto de 2015

Anotações - O analfabetismo social

Quando usei o termo, aqui, de passagem em uma publicação, pensei que ainda há muito o que se falar sobre esse conceito, o do analfabetismo social. A matéria, de onde apreendi a ideia, é uma entrevista realizada com o professor Carlos Neto, também investigador, da Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa, Portugal. Se quiserem dar uma olhada na entrevista, clique aqui.
O conceito é bem entendido por aqui - talvez seja uma variável global -, em que estamos nos afastando das relações humanas, sociais. Os aparatos tecnológicos - de que nos valemos para trazer mais conforto e agilidade aos processos humanos - são os grande vilões da história. Em princípio, pensei que seria um problema que mais afetasse os jovens, detentores das maiores habilidades em se comunicarem melhor por smartphones e quiçás, em detrimento aos convívios humanos e sociais, que tão bem nos fazem. O professor Robinson Gessoni, destacado especialista em aprendizagens, mostrou-me que o problema é maior; em um comentário a uma das publicações por aqui, o professor Gessoni abordou a questão preocupante do fator de analfabetismo social observada por ele nos ambientes corporativos, por que trafega ministrando suas palestras e cursos de alto interesse.
Fato é que, nós, seres humanos, estamos mais propensos a realizar os propósitos de comunicações que se apoiem em instâncias tecnológicas (telefone, e-mail, aparelhos celulares, redes sociais etc.). Não obstante os facilitadores que essas instâncias nos oferecem, o efeito colateral parece cruel: não conseguimos mais nos relacionar, no que diz respeito aos aspectos da comunicação, de uma maneira direta e objetiva, buscando no olhar do nosso interlocutor as variações de entendimento à mensagem. Em outras palavras, trocar dois dedos de prosa com outro ser humano passou a ser um périplo de difícil realização (ou porque não estamos disponíveis para isso; ou porque o outro não está disponível, também; ou porque não conseguimos mais deter o código das comunicações presenciais...).
Vamos voltar a esse tema, qualquer hora, pois o problema é demasiado grande para refletir só um pouquinho.

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